Feliz ano-novo | Fábio Campana

Feliz ano-novo

Editorial de hoje do O Estado de S. Paulo

O novo ano será bom para a economia brasileira, com forte aumento da produção e recuperação do emprego, segundo as previsões não só do governo, mas também do setor privado. “O ano de 2009 acabou sendo melhor que o esperado e as expectativas para 2010 são realmente positivas”, resumiu há alguns dias o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

O pessimismo do último verão, quando a atividade chegou ao fundo do poço, parece não haver deixado marcas no empresariado. O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu em dezembro o nível de 113,4 pontos, superior à média dos últimos 10 anos (100,4) e muito acima do apurado em janeiro (75,1), o segundo menor da série iniciada em 1995.

As principais fontes de preocupação continuam sendo os gastos do governo, os impostos muito altos e o real muito valorizado, um pesadelo para os produtores nacionais.


A projeção mais otimista de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi divulgada pela Fiesp: 6,2%, com a expansão liderada pela indústria de transformação (9,5%). A aposta da Confederação Nacional da Indústria é um pouco mais baixa: 5,5% de aumento para o PIB e 7% para a indústria. Isso bastará para a produção industrial superar no primeiro semestre o nível de antes da crise.

Será um resultado invejável para a maior parte do mundo. A Federação do Comércio do Estado de São Paulo é mais moderada em suas projeções, apontando como tendência mais provável um crescimento econômico na faixa de 4,5% a 5%. Será um resultado razoável, embora a economia brasileira, neste momento, pareça ter impulso para uma expansão maior.

A produção deverá crescer, como em geral ocorre nas fases de recuperação, mais velozmente do que o emprego. As empresas levam algum tempo para iniciar a recomposição dos quadros. O emprego industrial deverá aumentar 5,3%, segundo a Fiesp, mas só em dezembro voltará ao nível anterior à crise.

As contratações, de toda forma, deverão permitir um bom aumento da massa de salários durante o ano e isso alimentará a expansão do consumo. O crédito, naturalmente, será um estímulo a mais para as famílias irem às compras.

A maior parte das projeções aponta uma inflação no centro da meta – 4,5% – ou muito perto desse ponto. As estimativas do Banco Central (BC) são muito parecidas. Se apenas esse detalhe fosse considerado, ninguém se preocuparia com a próxima elevação dos juros básicos, Mas o novo Relatório de Inflação do BC, divulgado em dezembro, indica uma rápida ocupação da capacidade produtiva.

Essa tendência é corroborada pela pesquisa da FGV sobre o Índice de Confiança da Indústria. Segundo os entrevistados, o nível de utilização da capacidade instalada aumentou em dezembro pelo nono mês consecutivo, tendo chegado a 83,8%.

Pela estimativa do BC, o grau de ocupação poderá atingir 86,5% em maio, muito perto do recorde registrado em junho de 2008, quando a economia avançava em ritmo acelerado.

Trocando em miúdos, tudo isso quer dizer risco de pressão inflacionária por excesso de demanda. Se houver essa pressão, o efeito só se manifestará alguns meses depois, provavelmente em 2011. Como a regra do BC é a ação preventiva, os juros subirão antes de surgirem sinais mais fortes de inflação.

Mas, segundo todas as projeções, haverá forte expansão dos investimentos em 2010, com grandes compras de máquinas e equipamentos. Isso poderá diminuir o risco de descompasso entre a oferta e a procura de bens e serviços. É algo para ser conferido.

Todas as projeções indicam uma forte redução do superávit comercial em 2010. As importações aumentarão cerca de 30%, impulsionadas pela expansão da economia e favorecidas pelo real valorizado. As exportações crescerão a metade disso. As estimativas do excedente comercial oscilam entre US$ 10 bilhões e US$ 13 bilhões, aproximadamente.

O déficit em transações correntes poderá chegar a uns US$ 40 bilhões e será financiado principalmente com o investimento estrangeiro direto. Isso não será problema, se o déficit for controlado e reduzido nos anos seguintes.

Para manter saudáveis os fundamentos da economia, o governo precisará conter seus gastos de custeio, a começar pela folha de pessoal, e tornar mais eficiente o uso do dinheiro público. O contrário é o mais provável num ano eleitoral. E depois?


4 comentários

  1. BREAK
    sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 – 17:39 hs

    Aproveito para envia um feliz 2010 com saúde, e muita paz para o Fábio Campana. E que continue nos informando sempre seja o bem ou o mal, mas que nos informe.
    Abraços
    BREAK

  2. O GOVERNO DE DILMA E LULA
    sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 – 19:39 hs

    ESTE É O GOVERNO DO DITADOR LULA DA SILVA, AS PESQUISAS MOSTRAM O CONTRÁRIO.

    TRABALHADOR PAGA O EQUIVALENTE A 40% DE SEU SALÁRIO EM IMPOSTOS

    De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro irá trabalhar neste ano, em média, 147 dias e cerca de 40% da sua renda irá para os tributos.

    De acordo com o IBPT, o Brasil cobra muitos impostos, penalizando o trabalhador e o setor produtivo, comprometendo o desenvolvimento do país, pois extrapola os níveis de produção.

    “O ideal seria uma tributação que acompanhasse a produção e que suprisse as necessidades do governo sem que a população sofresse prejuízos”, revelou o diretor técnico so IBPT, João Eloi Olenike.

    De acordo com a pesquisa, trabalhadores com a maior renda que são os mais prejudicados. Pessoas que ganham entre R$ 3 mil a R$ 10 mil pagam cerca de 42,62% de sua renda em impostos.

    O Brasil possui uma imensa variedade de tributos, são cerca de 61 tipos de impostos diferentes. O ideal seria uma simplificação, que reduzisse para 7 ou 8 impostos no país

    FORA COMUNISTA E DITADOR LULA DA SILVA

    FORA DILMO-NA GUERILHEIRA, SAFADA, MENTIROSA E ASSALTANTE DE BANCO

    ZILLI

  3. sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 – 19:44 hs

    Desejo a todos que de alguma forma participam desse site um grande 2010.

  4. sábado, 2 de janeiro de 2010 – 18:30 hs

    AO FÁBIO CAMPANA E AO AMIGO CHICO OLIVEIRA FELIZ 2010;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;SAÚDE E GRANA,,,,TÁ BOM;;;;;;;;;;;;;

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