Orlando Pessuti pronto para o governo em 2010 | Fábio Campana

Orlando Pessuti pronto para o governo em 2010

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Elizabete Castro, no Paraná Online

Depois de vinte anos de mandatos na Assembleia Legislativa e trinta e duas vezes como governador interino, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) está pronto para assumir o governo em abril de 2010. E também trava uma batalha feroz, internamente, no PMDB, para conseguir ser candidato à sucessão do governador Roberto Requião. Os percalços dessa empreitada e a sua delicada relação com o governador Roberto Requião são o tema desta entrevista que Pessuti concedeu.

O Estado do Paraná: O senhor assume mesmo o governo em 2010 ou tem alguma possibilidade de o governador Requião permanecer no cargo e desistir de disputar as eleições?

Orlando Pessuti: Eu estou convicto de que, em abril de 2010, nós iremos assumir o governo, até porque o governador Requião tem todo um projeto político traçado em relação à disputa como presidente da República ou então, como nosso senador. Então, não vejo que possa haver qualquer contratempo.

OE: No cargo, o senhor pretende promover alguma mudança no secretariado? O senhor vai manter a Maristela Requião na direção do Museu Oscar Niemeyer e Eduardo Requião no comando do escritório do Paraná, em Brasília?

OP: O que posso dizer, por enquanto, é que aqueles que, por livre iniciativa, quiserem deixar o governo, nós vamos substituir. Os demais, só vou fazer uma avaliação a partir de abril. Devo ter uma conversa com o governardor Requião sobre isso. Não tenho nada contra a permanência do Eduardo no governo. Ele, inclusive, já me perguntou se eu ia deixá-lo em Brasília. Eu disse que ele pode ficar.Quanto à dona Maristela, não conversamos sobre isso. Mas se for o desejo dela continuar à frente do Museu, não vejo problema.

OE: E quanto à liderança do governo na Assembleia Legislativa. Vai mudar?

OP: A questão de liderança de bancada, a bancada é que escolhe. Quanto à liderança do governo, devo ter uma conversa com a bancada de apoio, para juntos, definirmos essa questão.

OE: Nestes sete anos, as suas relações com o governador Roberto Requião têm tido altos e baixos. E agora, estão melhores ou piores?

OP: Eu entendo que melhoraram. Mesmo que vez ou outra a gente possa ter algum tipo de atrito, de divergência. Mas, hoje, eu tenho uma condição de diálogo, de conversação com ele, muito mais franca, muito mais aprofundada. Quando comecei na condição de vice do Requião, tinha uma relação superficial com ele, mesmo tendo sido líder do governo dele em 91 e 92 e presidente da Assembleia, em 93 e 94. Eu me considero hoje, muito mais conhecedor de Roberto Requião e ele muito mais conhecedor de Orlando Pessuti do que antes. Prosperou para melhor nosso relacionamento, embora ainda tenhamos divergências.

OE: Quais são essas divergências?

OP: É no estilo de fazer política. O nosso estilo é diferente do dele. Ele cobra que eu perco muito tempo com coisas menores, e que como candidato a governador, deveria estar preocupado e ocupado com temas maiores. Mas eu tenho dito a ele que, na sequência das coisas, isso naturalmente vai acabar acontecendo.

OE: A crítica que alguns peemedebistas fazem é que o senhor tem uma agenda muito provinciana e perde um tempo enorme com “festinhas do interior”.

OP: Vou em festas em Brasília, vou em festas em Curitiba e vou também num pequeno distrito do interior. Onde for possível ir, eu vou. É meu estilo. Eu faço política, talvez, até mais no contato pessoal do que na própria mídia. Mas é lógico que, a partir do momento em que estiver numa campanha majoritária, terei que fazer alguns ajustes. Hoje me reúno com o presidente da República e me reúno com vereadores, também. Nós temos desenvolvido nossa ação de acordo com a necessidade. Hoje eu não posso ocupar um espaço que é do governador Requião. Há coisas que só cabe ao governador fazer e eu não vou disputar espaço com ele.

OE: Que tipo de mudança a população no Paraná pode esperar no seu governo?

OP: O diferencial é que nós vamos estar numa condição mais próxima, eu acredito, do conjunto da sociedade. Eu vou continuar, mesmo com as mudanças que eu possa adotar no meu estilo, mas eu nunca deixarei de ter este contato pessoal, de estar permanentemente reunindo as pessoas, as lideranças e de estar visitando o interior. Agora, governo, acredito que pouca coisa seja necessário mudar. Afinal de contas, este governo que aí está eu ajudei a construir, participei da elaboração das propostas, e é um governo que tem 70%, 80% de aprovação. A questão da execução administrativa, das políticas públicas governamentais, poucas coisas serão alteradas, até porque teremos muito pouco tempo e muitas limitações do ponto de vista da lei eleitoral e da lei de responsabilidade fiscal.

OE: Quanto ao pedágio, o senhor vai ter uma outra forma de lidar com o problema ou mantém a linha do governo?

OP: A questão do pedágio não depende do Pessuti, depende de as concessionárias concordarem em reduzir o pedágio. Da nossa parte, nós queremos reduzir o pedágio, temos tentado fazer isso e vamos continuar tentando, na mesma linha que o governador Requião adotou até agora.

OE: A legislação eleitoral impõe algumas restrições para o período pré-eleitoral. O senhor, por exemplo, não poderá inaugurar obras. Até que ponto estar no governo será um diferencial já que o senhor estará bastante amarrado?

OP: As dificuldades, evidentemente, existirão, por causa da lei eleitoral e da lei de responsabilidade fiscal. Mas o conjunto de ações que nós temos em andamento em diversos setores, se nós consegurimos levar adiante o programa de obras que temos já autorizados pelo governador Requião e por nós, nesse período em que estamos governando, não haverá problemas. Através do conselho revisor, junto com as secretarias do Planejamento e da Fazenda, planejamos que as obras sejam executadas não apenas dentro deste ano de 2009, mas para até 31 de dezembro do ano que vem, por conta desses prazos.

OE: Mas o senhor não vai poder participar das inaugurações dessas obras. Não é uma desvantagem?

OP: Não tem problema, porque é o governo que estará inaugurando. E a partir do momento que eu esteja desenvolvendo um bom governo, assim como o Requião, nós vamos passar à população que temos condições de continuar à frente do gerenciamento do Estado e do País, eu e o Requião. O trabalho administrativo poderá contribuir assim para o trabalho político.

OE: O senhor se sente traído pelo grupo que trabalha pelo apoio do PMDB à candidatura do prefeito de Curitiba ao Governo?

OP: Ainda não é traição. Entendo que não estão agindo de forma correta e estou procurando reconquistá-los por inteiro. Meu papel, neste momento, é trazê-los para a candidatura própria. Se lá na frente, na hora que consolidar a candidatura, se algum deles não estiver conosco, aí sim, é desobediência ao código de ética, ao estatuto do partido. Por enquanto, é um pouco de vontade desse ou daquele de construir um caminho que seja melhor para ele pessoalmente. Mas vejo que todos são recuperáveis.

OE: A crítica que o senhor fez ao prefeito Beto Richa (PSDB) num evento, em Curitiba, teve repercussão. O senhor vai continuar nessa linha mais dura ou foi apenas um momento?

OP: Eu não mudei minha postura naquele episódio. Eu apenas disse que entendia que ali não era o lugar para o prefeito fazer a manifestação. O lugar era quando a lei das concessões foi votada. Porque quando se aprovou a lei de implantação do pedágio, o prefeito estava lá, não pode agora ficar criticando preço de tarifa. Apenas rememorei os fatos. Coisa mais forte eu fiz na defesa da Copel, quando se votou a autorização para a venda da empresa. Eu saí da última fila do plenário e retirei à força da tribuna o Ribas Carli. Não é a primeira vez que eu contesto. Ser contundente não significa ser agressivo. Fui contundente, mas com ternura. E a contundência vai continuar. No exercício do governo, tenho que agir com firmeza e determinação. Com sinceridade e transparência.

OE: O senhor defende uma aliança do PMDB com o PT no Estado. Quem poderia ser um bom candidato a vice-governador na sua chapa?

OP: Uma pessoa que seria uma boa candidata é a Gleisi Hoffmann. Além da Gleisi, o Jorge Samek, a Lygia Pupatto também são pessoas que estão em condições de compor uma chapa concosco. É claro que a Gleisi, por ter disputado uma eleição de senadora e de prefeito de Curitiba, teria um perfil mais apropriado. Sendo eu do interior, o ideal seria compor com alguém que tivesse mais densidade eleitoral na capital

OE: O projeto de candidatura do governador Roberto Requião à presidência da República atrapalha ou ajuda as articulações no Estado?

OP: Ajuda e muito. Afinal de contas, o PMDB estará sendo promovido nacionalmente e sairá fortalecido desse processo porque terá um candidato a presidente. A candidatura do Requião é importante. E se não for a dele, uma outra também nos ajudará bastante.


30 comentários

  1. Wilmar
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 13:28 hs

    Reiqueijão já reclama quando Pessutão assume por 2 ou 3 dias, imagina ver o bigodudo à frente do governo por mais de meio ano? Capaz de resolver não largar o osso, pois Presidente é que ele não vai ser, capaz de ficar sem o Governo do Estado e sem mandato.

    Pessuti tenta se desvincular, parecendo ao eleitor um candidato independente. Muito tarde, vai ver sua candidatura morrer nos 5% a 10%.

  2. Nhengo
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 13:52 hs

    faltou legenda na foto, quem é quem?

  3. lapeano
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 13:54 hs

    Ô entrevista chifrimm………A gorda fala no plural e pensa que agrada… A propósito, a vaca é a de cima ou a de baixo?

  4. domingo, 27 de dezembro de 2009 – 14:38 hs

    O SR PESSUTI É UM BOM CARA;;;MAS EU ACHO DIFICEL ELE CHANHAR DOS OUTROS CANDIDATOS AGORA…MAS EM POLITICA TUDO É POSSIVEL,,,,,SÓ VALE DEPOIS QUE CONTAR OS VOTOS;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

  5. silvio
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 16:19 hs

    que dureza.quer manter tudo do jeito que o requiao quer? pela entrevista não vai mudar nada mesmo, e depois quer ser governador?

  6. O Pato Curitibano
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 16:19 hs

    Xi, desmontaram o presépio. Agora vai, que vai. Segura peão.

  7. Joel Andrade
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 19:18 hs

    A vaca é a sua mãe, lapeano… Lapa, berço de heróis, terra de vagabundos

  8. CLOVIS PENA -
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 19:46 hs

    Em um dado momento de sua carreira Paulo Maluf deixou a candidatura majoritária para uma eleição garantida como deputado. O partido fez, com a votação de Maluf, uma expressíva e influente bancada.
    Algo lembra uma possibilidade para partidos com perspectiva de pouca votação no Paraná.

  9. domingo, 27 de dezembro de 2009 – 20:12 hs

    Bem, seja o que Deus quiser no estado, pois estamos entregues a alguem sem qualquer conhecimento de causa…vamos orar pra que o estado ao menos não piore….

  10. bacamarte
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 20:25 hs

    Impressionante o discurso inócuo que ainda se prática no PMDB. Um governo sem projetos, vive um dia após o outro administrando interesses pessoais. A manutenção desta retórica requiana é o fim de Pessutão o gafonhotão. Pelo amor de Deus! manter os requiões em seus cargos atuais é o mesmo que pedir para votar na oposição. Só falta empregar o Maurício. Acorda PMDB!!!!

  11. CURITIBA
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 21:28 hs

    ENTREVISTA DE GOVERNADOR!!!

    VAMOS LÁ PESSUTI!!!

  12. adoílson
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 21:47 hs

    Deus salve o Paraná!!!

  13. Cezarneski
    domingo, 27 de dezembro de 2009 – 23:32 hs

    Minha gente, o pior está por vir .O resultado desse discurso
    inócuo do Pessuti é porque já está tudo certo com o Requião
    de que o Maurício Requião será nomeado pelo Pessuti para
    o Tribunal de Contas, sem nepotismo e só alegria na família
    do Governador Requião. Somente os mais chegados do
    Requião é que têm essa informação. E o povo que se F…
    Aguardem!!!

  14. Austragésilo
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 1:00 hs

    Pessuti teria muito a dizer e a mudar e fazer, caso assuma, realmente, o governo, no próximo ano. Porém, fica numa saia-justa, conhecendo o temperamento do Superior. Se falar, anuncia previamente e mata a idéia – se não colocarem pedra de tropeço no caminho…
    A autonomia do vice no cargo, pelo andar da corruagem política paranaense, não dá direito de mexer na família do Superior, que ocupa cargos públicos.
    Talvez nem nos secretários que são de confiança do primeiro. Portanto, o segundo estará de mãos amarradas, amordaçado no trono governamental. Coisas do ofício!

  15. Thiannny
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 9:34 hs

    A comunidade do Colégio Estadual do Pr espera ao menos que o Sr Pessuti tenha a coragem de afastar a Madselva de lá e devolvê-la aUFPR de onde nunca deveria ter saido. Pela legislação não terá como neste momento implantar as eleições diretas , mas pelo menos coloque lá alguém do quadro do professores do Estado e que tenha o minimo de conhecimento de escola pública. lembre-se PESSUTI o CEP representa mais de 40 mil votos….

  16. Samuel Sobral
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 9:44 hs

    Pelo sim e pelo não, vai o Pessutão como candidatão do peemedebezão do Requiãozão ! Triste a história política do Paraná !

  17. Jaiminho, o Carteiro
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 11:30 hs

    hahahahaha

    Joel Andrade

    não sabia que a Lapa era terra de vagabundos???

    tenho que ir pra lá evitar a fadiga…

  18. CLOVIS PENA -
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 18:40 hs

    Acho que o Pessuti sai mesmo é para estadual.

  19. FILET MIGNON
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 19:21 hs

    Se PESSUTTI nomear MAURÍCIO para o Tribunal de Contas, melhor será ele mudar-se de Estado…. Seria muiiiita falta de vergonha na cara. Não acredito que PESSUTTI possa se prestar a este desvio de caráter!

  20. Eleitor Atento
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 21:24 hs

    Porque o povo tá com medo do Pessuti.
    Só fala mal do Pessuti quem não o conhece, ou mama em outras tetas.
    VAMOS PESSUTI

  21. Guto Junior
    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 – 23:37 hs

    Nos Guarapuavanos somos os ultimos a saber das
    coisas, mas os comentários do Requião de que o
    Pessuti não tem postura ….., como vai Governar!!!
    isso pegou muito mal para ambos.

  22. coronel Kurtz
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 – 1:04 hs

    que conversa mole, todos sabem que quem vai mandar mesmo é a Regina.

  23. CLOVIS PENA -
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 – 6:08 hs

    Caro Rock.
    Não creio que o Pessuti esteja interessado em ficar sem mandato.
    Há dias fiz aqui uma comparação entre equipe e bando. No caso do bando, quem resolve tudo é o chefe e ninguém pode desejar ocupar o lugar do chefe. Gustavo Fruet, percebendo esta diferença, buscou outro partido.
    Quanto ao Pessuti, admiro e reconheço as qualidades e a sua bela carreira. Mas a conjuntura não lhe favorece.
    E, por considerá-lo muito, vejo que êle devería emancipar-se dos que só lhe usaram, fazer um belo governo de transição, uma grande votação para estadual e credenciar-se a ocupar a presidência da assembléia legislativa do Paraná.

  24. Eleitor Atento
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 – 15:03 hs

    É isso aí dá-lhe Pessuti!

  25. Souza
    quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 – 14:52 hs

    O Pessutão assume em abril e se elege governador, aguardem! sério, simples, leal e competente. Não terá para ninguém Pessute Governador.

  26. Souza
    quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 – 14:54 hs

    Requião e Pessutão os caras da HORA ! o Parana lá em cima !!!!!!!!!!!!!

  27. Flavio Nakad
    quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 – 16:06 hs

    Pessuti ao assumir o governo tera mais condicoes de como pre-candidato a ser mais conhecido e estar mais proximo dos eleitores paranaenses. De abril a julho é tempo curto mas Pessuti com toda a sua experiencia sabera avaliar quais serao seus aliados e comecar a sua candidatura ao governo.
    Pessuti tem muita chance e provara isto quando iniciar seu mandato de governador e entrará na disputa com muita vontade de mostrar aos paranaenses um bom debate para o futuro governo. Estamos juntos vou de PESSUTI.

  28. marcelo souza
    sábado, 27 de fevereiro de 2010 – 23:44 hs

    OLHA EU JA DESIDI É PESSUTÃO GOVERNADOR E REQUIÃO PRESIDENTE É O MEU PARA NA FRENTE MINHA GENTE E VOCÊ JA DESIDIRAM POIS A HORA DA VERDADE ESTA CHEGANDO E COM REQUIÃO E PESSUTÃO É O BRASIL GANHANDO E O PARANÁ SOMANDO,MAIS EMPREGO,TECNOLOGIA,SAUDE,EDUCAÇÃO ,SEGURANÇA, UMA VIDA DE MUINTA TRANQUILIDADE E TRABALHO A TODO OS PARANAENSES E PARA VICE EU ACREDITO QUE SR:GLEISE DO PT É A PESSOA CERTA PARA DAR UM TEMPEIRO NESSE GOVERNO QUE VAI ENTRAR PARA HISTÓRIA

  29. marcelo souza
    sábado, 27 de fevereiro de 2010 – 23:45 hs

    PARANA RUMO AO FUTURO DALHE PESSUTI NOSSO GRANDE GOVERNADOR

  30. ANTONIO CARLOS . CURITIBA
    segunda-feira, 24 de maio de 2010 – 20:52 hs

    O REQUIAO JA FEZ O QUE PODIA FAZER,QUAZE NADA,AGORA VAMOS DEIXAR O PESSUTE FAZER.JA MOSTROU QUE SABE,ELE E´ O CARA.VAMOS LA PESSUTE…

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