Morales diz que vitória vai acelerar mudanças na Bolívia | Fábio Campana

Morales diz que vitória vai acelerar mudanças
na Bolívia

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Do Uol em La Paz

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que a vitória obtida nas eleições gerais, que ganhou com mais de 60% dos votos segundo as pesquisas, o obriga a “acelerar” o “processo de mudança” que empreende há quatro anos em seu país.
“Temos a enorme responsabilidade de aprofundar, de acelerar este processo de mudança. Que obtenhamos mais de dois terços nas (câmaras de) deputados e senadores me obriga a acelerar este processo de mudança”, disse Morales em discurso de uma sacada do Palácio do Governo de La Paz perante a multidão que se concentrou na região para festejar a reeleição do líder aimará.
Morales proclamou sua vitória com mais de 60% de apoio nas urnas, que é a mesma percentagem que lhe deram as pesquisas de boca-de-urna dos meios de comunicação ao término da jornada de votação.

O governante indígena, que agradeceu o apoio dos moradores de La Paz por sua reeleição, também convocou os dirigentes políticos, cívicos e empresários opositores de algumas regiões para que se somem a seu projeto, à margem das diferenças setoriais ou regionais.

“Somos um Governo da cultura do diálogo”, disse Morales ao ressaltar seu convite a quem ainda não o apoia para que se somem a um projeto de unidade.

“Este projeto agora não é somente de um partido, mas é de todo o povo boliviano. Por isso o respaldo de mais de 60%”, destacou o governante, entre os aplausos de seus seguidores.

O apoio obtido hoje por Morales, que está entre 61% e 63%, supera os 53,7% de 2005, quando ganhou sua primeira eleição.

Também reconheceu que seu partido, o Movimento Ao Socialismo (MAS), não ganhou em todos os departamentos (perdeu em Santa Cruz, Beni e Pando), mas destacou os avanços em outras regiões como Tarija e Chuquisaca, onde antes perderam.

Destacou também que a responsabilidade de sua vitória é também “com a humanidade” e lembrou que em 13 e 14 de dezembro próximos se realizará em Cuba uma cúpula chefes de Estado do bloco da Aliança Bolivariana das Américas (Alba) para “debater profundamente sobre o socialismo”.

“O triunfo na Bolívia não é só para os bolivianos. Quero dizer aos bolivianos que o triunfo é um justo reconhecimento e uma dedicação a presidentes, Governos, povos anti-imperialistas”, disse o presidente.

Morales assumirá seu novo mandato no dia 22 de janeiro próximo e governará até o mesmo dia de 2015.

Multidão festeja vitória de Morales
Milhares de pessoas se concentraram na noite deste domingo na Praça Murillo de La Paz, em frente ao Palacio de Governo, para festejar a vitória eleitoral do presidente Evo Morales, que revalidou mandato com um apoio superior a 60% segundo as pesquisas.

Os seguidores do presidente indígena começaram a abarrotar paulatinamente a Praça Murillo após a difusão das pesquisas de boca-de-urna que coincidem em uma ampla vitória de Morales, muito superior ao 53,7% que o levou à Presidência da Bolívia em 2005.

Encorajados com música folclórica boliviana, os presentes, entre eles muitos jovens, indígenas e estrangeiros, aguardaram o discurso que o presidente pronunciou finalmente depois das dez da noite (0h de Brasília desta segunda-feira) de uma sacada do Palácio de Governo.

Levando bandeiras azuis do Movimento ao Socialismo (MAS, o partido de Morales) ou as coloridas “whipalas” indígenas, os seguidores do presidente continuaram a festa em um ambiente de euforia após seu discurso.


10 comentários

  1. Silvano Andrade
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 10:52 hs

    Só falta este indio querer invadir o Acre no segundo mandato…ai o CIGS tem que “arrochar os dois zóio” da bolivia…

  2. Anônimo
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 11:06 hs

    Silvano, o evo é mais esperto: vai aumentar a produção e exportação de produto agrícolas para o Brasil, principalmente daqueles que o minc defende…

  3. Luis Gringo
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 12:32 hs

    Latino America continua no camino certo!!!!
    Mujica em Uruguay e o Evo na Bolivia.
    O que assusta e o preconceito de alguns, Silvano chamar o presidente Evo de indio não é ofença, ele se orgulha de sua oriigem.

  4. Renata
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 13:37 hs

    Pobre Bolívia!!

    Mas, em termos da América latina, o Chile vai dar um importante passo rumo ao primeiro mundo elegendo o Sebastián Piñera!!

    Simpatizo também com a Colombia e Honduras, e espero voltar a gostar do Brasil em 2011!!

  5. Reinaldo Brown
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 14:01 hs

    Sindicato acusa Serra de privatizar Sabesp “aos pedaços”

    do Brasília Confidencial

    A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já possui mais trabalhadores terceirizados do que efetivos. Como consequência, área importantes como as de manutenção de rede, cortes de abastecimento, leitura de hidrômetros e até o programa de caça-fraudes já estão nas mãos de terceiros, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Segundo o presidente da entidade, Rene Vicente dos Santos, o governador José Serra (SP) está submetendo a Sabesp a um processo de privatização “aos pedaços”.

    “Hoje a companhia tem aproximadamente 18.000 trabalhadores terceirizados, enquanto os efetivos são 16.000. É uma forma de precarizar as relações de trabalho entregando parte das operações da companhia para empreiteiras”.

    Na avaliação do Sintaema, a ampla terceirização da mão-de-obra e de áreas de serviços essencias da Sabesp vem comprometendo a qualidade do atendimento ao público – 26 milhões de paulistas a quem a empresa tem que garantir abastecimento de água, mais o serviço de coleta e tratamento de esgoto.

    As empresas terceirizadas não cumprem contrato, deixam obras pela metade, não possuem o mesmo compromisso que com a Sabesp um funcionário com tempo de casa, que hoje só é chamado quando dá problema”, afirma o dirigente sindical.

    Neste momento, os trabalhadores mais antigos da empresa estão assombrados pelo risco de perder o emprego. Desde o início do ano para cá, cerca de 1.600 funcionários foram demitidos.

    “Em fevereiro, a empresa queria demitir 500 funcionários aposentados que estão na ativa. Entramos na Justiça com uma liminar e conseguimos suspender as demissões. Só que no último dia 27, a companhia conseguiu cassar nossa liminar e estas demissões estão ocorrendo agora. É uma situação muito difícil para quem dedicou uma vida inteira para a empresa”, reclama Rene dos Santos.

    Até 2011, segundo o sindicato, o programa de demissões pretende atingir 2.250 trabalhadores aposentados que estão na ativa.

    “Com a saída de funcionários com história na empresa, muitas áreas da Sabesp não estão funcionando como deveriam”, denuncia Rene. Ele afirma que alguns setores estão sucateados, com casas de máquinas de pólos de manutenção em situação crítica; que a Sabasp está acumulando equipamentos comprados e abandonados; e que até veículos locados pela companhia estão parados, sem qualquer uso.

  6. Reinaldo Brown
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 15:13 hs

    Segundo reportagem no New York Times de ontem, a vitoriosa campanha de Evo Morales se resumiu a dizer: eu ou o neoliberalismo

    Os índios são a maioria absoluta da população da Bolívia.

    Morales é o primeiro presidente a governar para os índios.

    Morales fez o que Lula vai fazer com Serra: eu ou o neoliberalismo.

    Ou seja: vai pendurar o Fernando Henrique no pescoço do Serra.

  7. Já não é mais, Renata
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 15:14 hs

    Bolívia deixou de ser país mais pobre da América do Sul

    por Silene Ramírez e Eduardo García, na Reuters Brasil

    LA PAZ (Reuters) – A Bolívia deixou de ser o país mais pobre da América do Sul após duplicar seu Produto Interno Bruto (PIB) em quatro anos e registrar cifras macroeconômicas elogiadas no exterior, com uma política de projetos sociais e estatização da importante indústria dos hidrocarbonetos.

    A afirmação foi feita pelo ministro da Economia, Luis Arce, em uma entrevista à Reuters na noite de sexta-feira, dois dias antes da tentativa do presidente indígena Evo Morales de buscar uma reeleição que, segundo pesquisas, está assegurada pelo apoio majoritário de uma população esperançosa em suas políticas de esquerda.

    Um PIB de 19 bilhões de dólares, após nove bilhões em 2005, um nível de reservas internacionais próximo a 50 por cento do PIB, uma inflação controlada e um câmbio estável são para Arce o resultado de “um modelo feito pelos bolivianos para a economia boliviana”.

    “A Bolívia cresceu. Ganhamos uma reputação diante da comunidade internacional sobre o manejo macroeconômico”, disse Arce, que comanda a política econômica desde o começo de 2006, quando se iniciou o governo de Morales, e agora deixa nas mãos do mandatário sua continuidade no cargo.

    “Estamos entrando em uma porta onde não somos um país pobre. Estamos, acho, melhor que o Paraguai”, acrescentou, sem oferecer cifras comparativas. “A Bolívia está como um sanduíche. Não somos nem emergentes, nem pobres”, disse.

    O economista, com especialização na Inglaterra, destacou que, neste ano, pela primeira vez, a Fitch Ratings e a Moody’s Investors Service elevaram a classificação do país, e o Fundo Monetário Internacional elogiou a política macroeconômica da Bolívia como um exemplo de prudência e equilíbrio.

    “Os benefícios, a demanda interna e a distribuição do ingresso são chave para o crescimento econômico que temos gerado. Nos diferenciamos do modelo neoliberal”, afirmou.

    O governo de Morales tem uma alta popularidade, graças a planos sociais dirigidos a oferecer benefícios diretos a estudantes, idosos e mães, nos quais foram investidos mais de 300 milhões de dólares anuais, que beneficiam um quarto da população de 10 milhões de habitantes.

    “Isso deu resultado. Este ano, pela primeira vez, a Bolívia será a número um em crescimento na América Latina. Eu nunca havia visto isso”, afirmou, fazendo referencia à previsão oficial de crescimento do PIB de 4,5 por cento em 2009, nível que o país espera manter em 2010.

    Entidades como o FMI previram que a Bolívia será o país da América Latina que registrará o maior crescimento em 2009, com uma estimativa de 3,1 por cento, já que a nação conseguiu driblar os efeitos da crise financeira internacional.

    Arce destacou que esses subsídios são um motor para o crescimento, que levou o PIB per capita a 1.671 dólares, contra 1.010 dólares no início de 2006.

  8. lgringo
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 16:23 hs

    RENATA TU DEVES TER SAUDADES DA ALEMANHA DOS ANOS 40.

  9. PAULO
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 16:32 hs

    RENATA, QUAL É O SEU PROBLEMA????
    SAUDADES DO VERDE OLIVA???
    SÓ EM CURITIBA MESMO P/ ENCONTRAR UNS TIPOS ASSIM….
    Q

  10. Marcel
    terça-feira, 8 de dezembro de 2009 – 0:14 hs

    Índio safado, ladrão de refinarias da Petrobrás, vá para o inferno.

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