Governo fala em línguas diferentes no mesmo idoma | Fábio Campana

Governo fala em línguas diferentes no mesmo idoma

DilmaSLim

Do Josias de Souza na Folha Online

Terminou a penúltima viagem de Lula ao estrangeiro. De volta ao Brasil, deveria chamar Dilma Rousseff e Marco Aurélio Garcia para um dedo de prosa.A trinca andou produzindo manifestações sobre Honduras.

Embora estivessem no exterior, expressaram-se em português. Mas falaram línguas diferentes. Nesta sexta (4), Dilma disse que o Brasil não pode desconsiderar a eleição ocorrida em Honduras no domingo passado.

Lula dissera coisa bem diferente. Condicionara o reconhecimento do triunfo do presidente eleito Porfírio Lobo ao retorno prévio do deposto Manuel Zelaya ao poder.

Horas antes do encontro de Dilma com os microfones, o ‘chanceler do B’ Marco Aurélio Garcia, ecoara o chefe.
O Brasil, Marco Aurélio dissera, vai manter a posição de desconsiderar as eleições presidenciais hondurenhas.

Voltemos a Dilma: “Nós não estávamos discutindo eleição. Nós estávamos discutindo golpe de Estado. Há uma diferença muito grande entre uma coisa e outra…Uma coisa é um golpe. Outra coisa é a discussão (eleitoral), tanto é que eu acho que esse novo processo vai ter de ser considerado”.

Dito de outro modo: para Dilma, não resta ao Brasil senão reconhecer a legitimidade do novo governo hondurenho, que se instala no fim de janeiro de 2010.

Daqui a duas semanas, a hospedagem de Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa fará aniversário de três meses.

Até quando? Sobre isso ninguém disse palavra.


15 comentários

  1. Jango
    sábado, 5 de dezembro de 2009 – 14:30 hs

    Esse é o retrato do Brasil PT – a incompetência total por incompetentes totais. Você pegaria um avião dirigido por essa tripulação ? Estamos nele, gente boa e só eles tem para-quedas …

  2. Anônimo
    sábado, 5 de dezembro de 2009 – 15:21 hs

    Dilma parece uma tia velha, uma professora coroca daquelas que pentelham os alunos dia e noite… é o destino manifesto da roça-pátria brasileira, nada mãe gentil, condenar seus desgraçados filhos à escolhas entre o diabo e o coisa-ruim, o demo e o cramulhão… a única forma de fazer a tal reforma (que agora Lula adotou, para surfar uma ondinha) é o voto facultativo que faça com que a vagabundagem política nacional se mexa e rale o rabo nas ostras para conseguir convencer o eleitor-trouxa a sair de casa no dia da eleição… voto obrigatório foi inventado para facilitar a vida dos parasitas, trambiqueiros e espiroquetas que sugam o sangue da sociedade…

  3. Vigilante do Portão
    sábado, 5 de dezembro de 2009 – 16:07 hs

    Interessante o posicionamento do Lula e de outros membros do governo.
    Em Cuba, o Fidel Castro, acometido de doença grave, foi “substituido” pelo irmão, sendo que o “comissariado” PTista não achou errado, não exigiu eleições livres e democráticas, apenas aceitou a troca, como se a Ilha fosse uma espécie de “Capitania Hereditária”
    Do mesmo modo, aceita com passividade, sem fazer qualquer tiopo de censura o fato de que foram condenados à MORTE aqueles Iranianos que protestaram contra as fraudes nas eleições no IRÃ, inclusive receberam o Sr Ahmadnejad com todas as honras.

    Agora, em Honduras, quando o Coronel Zelaya, quer violar a Carta, propondo mais um mandato para ele mesmo, e em função disso é destituido do poder e um novo presidente é ELEITO em votação livre. Bem daí não pode ser aceito, é golpe, não é Democrático etc.

    Estranha maneira de conceituar Democracia.

    A Dilma apenas tentou corrigir um erro do comissariado, pois o Brasil pode ficar em má situação, caso não reconheça o novo governo Hondurenho, lembrando que os EUA já reconheceram, apenas os países que atuam sob o comando do Hugo Chaves, insistem em não aceitar o resultado das urnas.

  4. Renata
    sábado, 5 de dezembro de 2009 – 17:20 hs

    O Lula vai dizer que vai seguir a vontade da Dilma porque não resta mais nada a fazer após votação dos congressistas esmagadoramente contra Zelaya: 111 X 14. Sem contar a derrota nas urnas.

    A opinião pública hondurenha é majoritariamente contra Zelaya, exatamente o contrário do que a mídia do Franklin Martins mostra.

    Que mandem o Zelaya para Venezuela. Aqui já temos a Battisti e a Dilma, não é justo mais um!

  5. Pé Vermelho
    sábado, 5 de dezembro de 2009 – 19:19 hs

    Imaginem quatro anos sob as ordens de uma sargentona que é com quem mais se parece a futura presidente. Eu estou preparado. Viajarei mais que o atual presidente. Saudades de Barra do Jacaré. Ainda ontem ouvi um trecho de uma música que dizia mais ou menos que o céu não é o que me ensinaram mas se Deus permitir, que me deixe por aqui. Gente: Vocês não acreditam? Abram apostas…Vocês nem imaginam o estrago que o filme Filho do Brasil (só ele o é) vai fazer nas cabeças da ninguenzada. Precisa nem de campanha…

  6. DILMA? por favor.
    sábado, 5 de dezembro de 2009 – 20:28 hs

    Dilma e Lula, ho! A caravana da hipocrisia

    Em 1993 Luiz Inácio Lula da Silva percorreu o país para se fazer mais conhecido e tentar ser eleito presidente do Brasil. Era a “Caravana da Cidadania”, feita a bordo de ônibus e paga com o dinheiro do PT. Dezesseis anos depois, Lula, já conhecidíssimo até internacionalmente, faz o mesmo, desta vez para tentar eleger o próximo presidente do Brasil. As viagens agora são a bordo do Aerolula e pagas com o dinheiro do contribuinte. É a caravana da hipocrisia.

    Lula não quer mais saber de governo, cansou da pantomima administrativa. Faz, agora às escâncaras, o que sempre fez desde o primeiro dia em que resolveu tentar eleger-se presidente do Brasil: campanha política. O palanque é sua casa.

    O Globo fez as contas: em 2009, o presidente passou 136 dias viajando. É quase metade do ano – 46% na conta exata do jornal – longe da rotina de trabalho. (A extensão do período lembra outra, cara aos contribuintes: os dias trabalhados para pagar impostos no país, que neste ano chegaram a 147.)

    Em abril, a Folha de S.Paulo havia feito outro levantamento para ver o quanto o presidente gosta de passear pelo exterior. Até então, 15% do seu mandato havia transcorrido em viagens internacionais, um recorde absoluto. Há quem diga que o pior das viagens de Lula é que ele volta…

    Quando o governo petista parecia ter atingido todos os recordes imagináveis em matéria de desfaçatez e afronta ao interesse público, eis que se inicia mais uma investida: a da campanha eleitoral de Dilma Rousseff. O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que o dia 6 de julho de 2010 marca o início do período permitido para campanha política com vistas às eleições de outubro do ano que vem. Mas quem é o TSE para constranger o governismo?

    Dilma e Lula não saem da estrada. Tudo é pretexto para um comício, uma photo-op (como aquela em que a dupla posa de pescadores às margens de um açude), um programa de auditório para embalar as massas. Ministra e presidente lembram personagens de um seriado pop de muito sucesso nos anos 80, com as aventuras protagonizadas por Kadu Moliterno e André di Biasi: Armação Ilimitada. Dilma e Lula, ho!

    Como na semana passada no interior nordestino. Lá foram Dilma e Lula “vistoriar” as obras de transposição do rio São Francisco. Que obras? Neste ano, dos R$ 1,68 bilhão previstos para o empreendimento, o governo federal só investiu 4%, o que dá pouco mais de R$ 67 milhões. Armação Ilimitada.

    No ritmo atual, nada garante que aquilo não se torne um elefante branco inacabado. Mas para Dilma e Lula não importa: a transposição que interessa é a de votos. Água? Só nos copos de uísque que regaram as noites de viola que embalaram o passeio da comitiva por Minas, Bahia, Pernambuco e Ceará, tudo com muito conforto e regalias, e que, segundo a contabilidade oficial, custou R$ 400 mil. Um escárnio, que a oposição não engole.

    Ontem, o PSDB encaminhou pedido de informações à Casa Civil de Lula. Quer saber quanto, de fato, custou a turnê, servida por nove cozinheiros e 20 garçons de restaurante de grife, além da construção de heliporto, sala de imprensa com 14 laptops e transporte em avião oficial para equipes de vários órgãos de imprensa de todo o mundo. Para recebê-los no semi-árido, tapete vermelho estendido sobre chão batido.

    O ritmo de presidente e candidata é incessante. Nesta semana, a caravana da hipocrisia já passou por São Paulo – com direito a pontapé inicial da ministra em pré-inauguração de estádio de futebol – e, hoje e amanhã, desenrola-se em Minas Gerais. Dilma e Lula, ho! Prossegue a armação ilimitada.

    ACORDA BRASIL

  7. PABUFE
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 9:10 hs

    ESTA OBEDECE O QUE OLULA FALA. COMO ESTÁ ATRAS DE VOTO, DISSE O QUE O POVO PENSA, PARA AGRADAR E PEGAR VOTOS, POR DEMAGOGIA. E NÃO O QUE SEU CHEFE PENSA, O LULA BOLA FORA, POIS MOMENTO É DE CAÇA-VOTOS.

  8. OSSOBUCO
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:05 hs

    Viva Dilma, nossa próxima presidente!
    O Lula arrumou a nossa economia que nas mãos do FHC tava indo pro buraco. Graças a Deus parou coma a pivataria, disse não à Alca ( o México ainda não saiu da crise por ter entrado na Alca), estimulou o mercado interno, redistribuiu renda e hoje o Brasil está entre os países que mais crescem! Os curitibocas podem até não gostar da figura do Lula, mas certamente hoje vivem bem melhor di que nos oito anos de desgoverno despudorado do FHC!

  9. Laertes
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:06 hs

    O efeito tequila tucano

    Em primeiro lugar, em continuidade com a política do governo FHC, o Brasil teria aprovado a ALCA – a Área de Livre Comércio para as Américas. O Brasil estaria submetido ao livre comércio, ao contrário dos processos de integração regional. O Mercosul teria terminado, não existiriam o Banco do Sul, a Unasul, o Conselho Sulamericano de Defesa.

    As conseqüências atuais podem ser constatadas na forma como um país que assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA e o Canadá, como o México, e outro, de tamanho proporcional, como o Brasil, que teve papel destacado na inviabilização da ALCA e optou pelos processos de integração regional. O presidente do México, Felipe Calderón, tinha convidado a Lula para que os dois países fossem juntos ao FMI. Lula respondeu que nosso país não precisa mais disso e, ao contrário, terminou fazendo empréstimos ao FMI.

    Ao assinar um TLC com os EUA, o México passou a ter mais de 90% do seu comércio exterior com esse país – nem sequer tem importância o comércio com o Canadá. O país não teve efeitos positivos, ao contrário, retrocedeu, sob os efeitos da livre circulação dos capitais norteamericanos no país. Pioraram os índices sociais, aumentou a imigração para os EUA.

    Mas o pior viria depois, com a crise: pode-se imaginar o tamanho da recessão em que se envolveu o México – menos 7% do PIB, menos 16% da produção industrial neste ano – e os seus efeitos prolongados sobre uma economia que se tornou absolutamente dependente do vizinho do norte – onde se originou a crise e onde ela se revela de forma mais acentuada e prolongada.

    Enquanto isso, o Brasil, assim como os países que privilegiaram a integração regional, saiu rapidamente da crise e voltou a crescer, além de, pela primeira vez, impedir que os pobres pagassem o preço da crise, ao manter as políticas sociais, seguir elevando o poder aquisitivo dos salários e os empregos formais.

    Além disso, se diversificou o comércio internacional do Brasil – a China é o nosso primeiro parceiro comercial, não mais os EUA -, fazendo com que, pela primeira vez, se supere uma crise internacional sem depender da recuperação da economia norteamericana, da européia ou da japonesa, que seguem em recessão. Se intensificou também muito o comércio interrregional, entre o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a Bolívia e os outros países dos processos de integração regional.

    O terceiro eixo que favoreceu a recuperação da crise é a expansão do mercado interno de consumo popular, que não deixou se crescer durante a crise.

    Nenhum desses três fatores – diversificação do comércio internacional, intensificação do comercio regional e expansão do mercado interno – estaria presente se os tucanos – FHC, Serra, Alckmin – continuassem governando. O quadro mexicano é a cara triste e angustiante que teria o Brasil, se os tucanos estivessem governando o país.

    Esse é o tema que estará em jogo nas eleições do ano próximo. Por isso Aecio Neves diz que “será um candidato pós-Lula e não anti-Lula”, que “não nos convêm (aos tucanos) comparar números e Serra pretende ter um perfil próprio, querendo desvincular-se do governo de que foi ministro durante oito anos. Mas o caráter plebiscitário das eleições é inevitável, um plebiscito entre dois Brasis, o de FHC e Serra contra o de Lula e de Dilma.

  10. OSSOBUCO
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:08 hs

    Empresas do mensalão do DEM levaram 100 milhões de SP

    Kassab pagou R$ 106,9 mi a empresas do escândalo

    Acusadas de alimentar ‘mensalão do DEM’ no DF, Uni Repro e Call Tecnologia são contratadas da prefeitura

    Ricardo Brandt e Diego Zanchetta

    O Estado de S. Paulo

    Duas empresas do escândalo do “mensalão do DEM” – a Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda. e a Call Tecnologia – receberam da Prefeitura de São Paulo desde 2006, quando o prefeito Gilberto Kassab (DEM) assumiu o cargo, R$ 106,9 milhões por serviços prestados.

    As companhias são suspeitas de ter alimentado o suposto esquema de propina no governo José Roberto Arruda (DEM), investigado pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora.

    Tanto a Uni Repro como a Call Tecnologia seriam supostamente usadas por integrantes do PPS – que fez parte do governo do Distrito Federal e integra a gestão Kassab – para levantar fundos para o esquema.

    Na capital paulista, o contrato com a Uni Repro é anterior à nomeação de Kassab como prefeito. A empresa foi escolhida pela Secretaria de Saúde por meio de pregão presencial e depois recontratada diretamente pela maioria das secretarias, subprefeituras e outros órgãos governamentais.

    Ela concentra a maior parte dos serviços de fotocópia do governo. Levantamento feito no NovoSeo, o sistema de execução orçamentário do município, mostra que de 2006 até novembro foram pagos R$ 48,1 milhões para a empresa.

    A Call Tecnologia, de José Celso Gontijo, que aparece nas gravações entregando dinheiro para o suposto esquema, foi contratada em 2006 pelas secretarias de Gestão e Finanças. De fevereiro daquele ano até novembro, recebeu R$ 58,8 milhões.

    Os contratos foram para instalação e manutenção do sistema de 156 da prefeitura – central telefônica que recebe ligações gratuitamente do cidadão para serviços da administração – e do Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), que dispara ligações para contribuintes devedores de tributos buscando a negociação da dívida.

    A Call Tecnologia chegou a ser investigada pela CPI do IPTU, na Câmara Municipal de São Paulo. O relator da comissão, Antonio Donato (PT), afirma que, além ouvir um representante da empresa, dois parlamentares da CPI fizeram diligências na sede da empresa por suspeitas de fraude.

    A prefeitura, por meio de sua assessoria, informou que os contratos foram feitos por pregão e, no caso da Call Tecnologia, desde 2007 o valor pago não é reajustado. As empresas não retornaram as ligações.

    ESTADOS
    Minas e de São Paulo, Estados administrados pelo PSDB, também assinaram contratos com uma das empresas citadas no escândalo. A InfoEducacional tem contratos de R$ 6,7 milhões, em Minas (2008), e R$ 12,8 milhões, em São Paulo (2004, 2005 e 2006). As secretarias de Educação disseram não haver problema com os contratos.

  11. VIVA DILMA!
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:09 hs

    Bom lembrar: demo-tucanos são os udenistas e arenistas de ontem. Essa máquina de corrupção foram eles que montaram, desde o início dos tempos. Por isso chamaram os petistas de “amadores”. claro! Eles são os profisisonais do ramo. São, na verdade, os verdadeiros “pais-fundadores” dessa pátria de lama e miséria. Dessa máquina devoradora de recursos públicos e alimentadora da compra de votos.

  12. VIVA LULA! DILMA 2010!
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:17 hs

    AINDA BEM QUE SOMOS GOVERNADOS PELO LULA, NÉ?

    Do último boletim do Bradesco, sob a responsabilidade do respeitado economista Octavio de Barros:

    PIB brasileiro deverá crescer 6,1% em 2010, guiado essencialmente por forte consumo e investimentos

    1.Revisando o cenário de crescimento
    O crescimento econômico brasileiro segue surpreendendo a cada nova divulgação. A combinação de estímulos fiscais e monetários com expansão do crédito doméstico e externo tem feito com que a atividade cresça de forma mais intensa do que o antecipado, com reflexos importantes na redução da ociosidade, tanto do mercado de trabalho quanto da utilização da capacidade industrial. Como consequência, a confiança de empresários e consumidores segue se elevando de forma importante.

    Os resultados do PIB do terceiro trimestre, a serem divulgados na próxima semana, revelarão uma economia que se expande a taxas robustas (7,6% em termos anualizados1), com destaque para uma importante retomada dos investimentos (26,2% em termos anualizados).

    Essa retomada dos investimentos é fundamental por dois aspectos: primeiro porque revela que o setor privado está crescendo justamente no momento em que os estímulos fiscais, como a redução do IPI, estão diminuindo, sugerindo que o crescimento da economia será sustentável a
    despeito da redução dos estímulos. Em segundo lugar, esse aumento dos investimentos revela uma leitura generosa a respeito do futuro por parte dos empresários, que antecipam continuidade do aumento da demanda nos próximos trimestres e, portanto, aceleram hoje os investimentos, o que pode ser importante na mitigação dos riscos inflacionários no médio prazo.

    Antes de falarmos dos determinantes futuros de demanda que estão governando as decisões de investimento, vale destacar um ponto a respeito deste quarto trimestre, que é nossa aposta em aceleração do ritmo de crescimento em relação ao trimestre anterior.

    Os dados que observamos até o momento mostram que o crescimento do terceiro trimestre, ainda que tenha sido ajudado por uma recomposição de estoques na indústria, se sustentará ao longo deste final de ano por conta da expansão dos investimentos e da indústria além do consumo.

    Em nossas simulações preliminares, o PIB deste quarto trimestre poderá crescer 9,1% em termos anualizados, superior, portanto, ao terceiro trimestre.

    À medida que este cenário se confirmar, nos parece bastante provável que o Banco Central (BCB) comece a mudar um pouco o discurso em relação à existência de elevada ociosidade na economia, uma vez que o PIB estará crescendo há três trimestres consecutivos a uma taxa anualizada superior à do PIB potencial (estimada por nós em 4,5%).

    É verdade que o nível do PIB corrente (e não a variação) ainda permanecerá ligeiramente abaixo do potencial neste quarto trimestre, mas essa folga passa a se reverter já no início do próximo ano em nosso cenário, quando, então, os juros já devem iniciar um processo gradual e retorno ao nível neutro. Se nossa avaliação do quarto trimestre estiver correta, o PIB de 2009 deverá crescer 0,5%, o que implica em um carregamento forte para o crescimento de 2010: para que o país cresça os 6,1% que esperamos no próximo ano, basta que o PIB cresça, em média, 4,3% em termos anualizados a cada trimestre, ou seja, trata-se de uma taxa de crescimento próxima à do potencial e, portanto, não muito difícil de ser atingida.

    A retomada do investimento em nosso cenário está pautada, por sua vez, na expectativa de aumento da demanda doméstica. Em nossa visão, a taxa de desemprego ao longo de 2010 visitará o recorde de baixa desde que temos registro da série; além disso, o mercado de trabalho será reforçado por um crescimento de renda de 2,7% em termos reais, tanto por parte do setor público como do setor privado: elevação real de cerca de 5,0% do salário mínimo, 2,5% a 3,0% para as demais aposentadorias e elevação já contratada dos salários de servidores públicos. O crédito, por sua vez, tanto para consumo quanto para as empresas seguirá em expansão, favorecendo ainda mais essa sustentação da demanda. Esperamos que o consumo das famílias cresça 5,1% em 2010.

  13. DUDU
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:19 hs

    Gente, eu fiquei com pena da Mirian Leitão, outro dia de manhã, no jornal da globo!

    ELA TEVE QUE FALAR BEM DO PAÍS!!!
    Comentando o crescimento e a espectativa de mais e melhor desenvolvimento!!!
    Devia ter uns trinta cardiologistas de plantão.
    Tentou descobrir algum setor que não cresceu igual. Não deu.
    Eles vão ter que engolir!!!

  14. SOLANGE LOPES
    domingo, 6 de dezembro de 2009 – 22:23 hs

    Este Marco Aurélio Garcia é a imagem do PT. Com os dentes todos podres.

  15. Jaferrer
    segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 – 9:41 hs

    Esses ptralhas chinfrins tipo ossobuco, Laertes, Dudu são todos do mesmo naipe, PATÉTICOS!

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