Curitiba recebe de Lula prêmio por programa de urbanização | Fábio Campana

Curitiba recebe de Lula prêmio por programa de urbanização

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O programa de urbanização de áreas irregulares, reassentamento de famílias em situação de risco e recuperação ambiental das margens de rios que está sendo desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), em 42 vilas da cidade foi incluído pela Caixa Econômica Federal entre as 20 Melhores Práticas em Gestão Local.

O presidente da Companhia, Mounir Chaowiche, recebeu, na noite desta quarta-feira (9), em Brasília, certificado de premiação, em solenidade realizada no Teatro da Caixa, com a presença do presidente Lula, da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

O prêmio Melhores Práticas em Gestão Local é promovido a cada dois anos e é dirigido para as áreas de habitação, saneamento, meio ambiente, urbanismo e infraestrutura. Todos os projetos inscritos contam com financiamento do governo federal.

Esta foi a sexta edição do prêmio, cuja criação foi inspirada num evento similar, o “Best Practices and Local Leadership Programme”, organizado pelo Habitat, organismo da ONU que estuda os assentamentos humanos. As duas premiações têm o objetivo de estimular no Brasil e no mundo práticas capazes de provocar mudanças sociais e reduzir as desigualdades. Participaram do prêmio Melhores Práticas em Gestão Local, 203 projetos de todo o país.

Os critérios utilizados na seleção dos projetos inscritos levaram em conta o impacto na comunidade; a existência de parcerias (em especial com a participação dos moradores beneficiados); a sustentabilidade; a liderança e fortalecimento da comunidade; a igualdade de gênero; a inclusão social; a inovação no contexto local e a replicabilidade.

Os 20 projetos finalistas foram apresentados em vídeo durante a solenidade de premiação em Brasília. Em Curitiba, a produção do material audiovisual, com captação de imagens e de depoimentos dos principais envolvidos no programa de urbanização e reassentamento (técnicos, autoridades e moradores das áreas atendidas) aconteceu no mês de outubro.

O programa de Curitiba, batizado no evento como “A Casa e o Rio” é o mais amplo projeto de intervenção em áreas irregulares realizado no município. Ele beneficia cerca de 10 mil famílias, das quais 6 mil sairão da margem dos rios e passarão a morar em casas ou sobrados construídos pela Cohab. As outras 4 mil famílias receberão os benefícios da urbanização.

Os projetos estão sendo realizados de forma integrada, com apoio de outros órgãos da estrutura da Prefeitura. A intervenção tem um forte componente ambiental e inclui também um trabalho social consistente que visa garantir a participação da comunidade e a sustentabilidade da atuação.

Com o reassentamento das famílias, 32 quilômetros de margens de rios que hoje estão sofrendo os efeitos da ocupação indevida serão liberados e recuperados.


7 comentários

  1. Alessandro
    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 – 18:36 hs

    Reconhecimento é bom, mas é melhor quando acompanhado de din-din.
    Aliás, cadê a grana do Metrô? Moramos em Curitiba, nada mais justo que o fruto dos tributos fique aqui.

  2. quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 – 18:39 hs

    Grande Mounir!!!!!!!!

    É um orgulho para Joaquim Távora ter um representante Tavorense, recebendo esse premio….

    Parabéns a vc, ao Beto, a Curitiba e logo (2010) ao Paraná….

  3. Mutuka
    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 – 20:18 hs

    Fábio

    Esse evento chama Melhores Práticas!
    A SANEPAR também foi premiada.
    Pq vc não mostra?

  4. FELICIDADE E TRISTEZA.
    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 – 22:16 hs

    O reassentamento de famílias, até mesmo a implantação de infraestrutura no sentido de que pudessem driblar o famigerado código florestal ultrapassado e obsoleto, pois, Curitiba é uma cidade riquissima em bacias hidrográficas, onde não há condições físicas de manter uma distância do curso de água em 30 metros da margem e através do CONAMA 369/2006 – reduziram para 15 metros.

    Felizmente a justiça social e o bom senso prevaleceram beneficiando aqueles mais carentes, ainda que tenham invadido e apossados de forma irregular. Por outro lado, os que adquiriram seus lotes de forma regular, planta aprovada, pagam impostos, são impedidos de construírem em razão de serem obrigados a respeitarEM os 30 metros da margem. Uma estupidez de uma lei de 1965, quando éramos basicamente agrícolaS, não justifica sua aplicação onde já se tem URBANIZAÇÃO:ESGOTO, SANEAMENTO, ÁGUA TRATADA, LUZ…ou seja toda infraestrutura que jamais causaria dano AMBIENTAL algum.
    Mas, pessoas despreparadas com visão estreita, ainda insistem em manter 30 metros, pois, está na Lei. ENQUANTO A COHAB, sensível as necessidades da população, utiliza 15 metros da margem.

    ENTÃO PORQUE RAZÃO JÁ NÃO SE UTILIZAM 15 METROS DE RECUO DA MARGEM PARA TODOS QUE POSSUEM SUAS PROPRIEDADES, PORQUE ESSA CONTRADIÇÃO E ESTUPIDEZ.

  5. 4 MIL FAMÍLIAS
    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 – 22:28 hs

    São 4 mil famílias que continuaram às margens dos rios, em virtude de terem recebidos sidos contemplados com projetos de urbanização. No entanto, muitas outras famílias que também tem seus imóveis próximo a rios estão impedidos de construírem suas casas, pelo caminho legal. Entretanto, as10 mil familias que invadiram de forma irregular são assistidas pelo poder público, e gratuitamente tem seus imóveis regularizados… Então, vivemos em um país, onde os privilégios e benefícios, atingem os que violaram a lei, NÃO VALE A PENA SER CORRETO, AGIR DE CONFORMIDADE COM A LEI. através deste ato a COHAB E OS GOVERNANTES PROMOVERAM A DESIGUALDADE, ENTRE OS LEGAIS E OS ILEGAIS(menos favorecidos”)

  6. salete cesconeto de arruda
    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 – 23:00 hs

    Mounir merece!
    Parabéns a esse homem simples e competente!
    Faz um lindo trabalho na COHAB e sou testemunha disso.
    Sempre que vou à casa dos meus amigos – tem sempre alguém falando bem do Mounir.

  7. MUTUKA
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 – 11:44 hs

    Salete
    Mounir é um cara competente, funcionário da Caixa Econômica Federal. Por isso dá certo! Pessoa certa no lugar certo.
    Mas vc não precisa babar tanto ovos assim.
    Menos!!!!!

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