Renato Rabelo lança seu livro 'Ideias e Rumos' | Fábio Campana

Renato Rabelo lança seu livro ‘Ideias e Rumos’

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O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lança na próxima sexta-feira, dia 27 de novembro, seu mais recente livro, Ideias e Rumos. O lançamento será às 19 horas no Hotel Elo, em frente a reitoria da UFPR. A obra é uma parceria entre a editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois.

Ideias e Rumos reúne textos, intervenções políticas e discursos de Rabelo ao longo de seus quase oito anos como Presidente do PCdoB. O livro traz reflexões acerca da conjuntura política nacional e internacional nas últimas três décadas.

Dividida em três partes – O Rumo, O Caminho e O Instrumento – a obra oferece avaliações teóricas sobre as diretrizes e a luta do partido pelo socialismo. O livro tem como maior trunfo reunir para os leitores os textos mais importantes escritos pela liderança do partido.

Como escreveu o presidente da Fundação, Adalberto Monteiro, no prefácio do livro, o conteúdo dessa obra comprova o trabalho que Renato Rabelo “vem fazendo para cumprir seu compromisso firmado em dezembro de 2001, no 10º Congresso do PCdoB.

Ele assumia, então, a presidência do Partido, no lugar de João Amazonas. Tinha pela frente o desafio de suceder uma das mais destacadas lideranças dos comunistas brasileiros. Disse, ao lado do histórico dirigente e diante do coletivo militante que o respaldava: “Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político de nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar os novos desafios que nos apresentam.

Manteremos a linha revolucionária e flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores”.

Trajetória

Renato Rabelo nasceu em 1942 em Ubaíra, interior da Bahia. A militância no movimento estudantil começou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, fazendo parte da Juventude Universitária Católica (JUC), e depois da Ação Popular (AP).

Em 1965, foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do governo militar na Bahia, Rabelo entra num período de semi-clandestinidade e vai para São Paulo. Mais tarde foi eleito vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Após o término de sua gestão na UNE, assume papel de destaque na direção nacional na Ação Popular, indo estudar na China por seis meses, em plena Revolução Cultural. No retorno ao Brasil, participa da luta política da AP em Goiás. Graças a esta política de vinculação ao povo, consegue resistir à perseguição da ditadura.

Com a incorporação da AP ao PCdoB, Rabelo ingressa no partido compondo o Comitê Central da organização, de onde contribui para criar bases de retaguarda para a Guerrilha do Araguaia.

Em 1976, passa a viver exilado em Paris. No final de 1979, retorna ao país com a Anistia, e participa da preparação do 6º Congresso do PCdoB, um congresso semi-clandestino, pois o partido só conquista sua legalidade em 1985. Passa a integrar o secretariado do PCdoB, fazendo parte da Executiva Nacional. Foi eleito duas vezes vice-presidente nacional do partido, responsável pela juventude, depois pela organização partidária. Em 2001 é eleito presidente nacional do PCdoB. Participou das coordenações das cinco campanhas de Lula, desde 1989. No segundo mandato de Lula passa a integrar o Conselho Político do Governo da República.

Serviço:

Lançamento do livro: Ideias e Rumos, de Renato Rabelo – Presidente Nacional do PCdoB

Sexta-feira, 27 de novembro, às 19 horas

Local: Hotel Elo – Rua Amintas de Barros, 383

(em frente a reitoria) Curitiba/PR (41) 3028-9400


3 comentários

  1. murilo
    quinta-feira, 26 de novembro de 2009 – 18:44 hs

    que bom o renato aqui. Quero saber quem é o candidato a federal para valer.

  2. Francesco Catanzaro
    quinta-feira, 26 de novembro de 2009 – 20:40 hs

    legal, vou aparecer por lá e adquirir o livro do Renato.

  3. sábado, 28 de novembro de 2009 – 20:01 hs

    SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ: UM GENOCÍDIO 72 ANOS NA IMPUNIDADE!

    No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.

    A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como feras enlouquecidas, como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.

    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS – DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.

    Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, poderia utilizar sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe.

    Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARRARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.

    Então por que razão as autoridades não procuram a COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? Seria descaso ou discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?

    Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio nesta luta, à todos os cidadãos de bem, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

    Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
    OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br

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