Requião não engole pesquisador que o criticou na escolinha | Fábio Campana

Requião não engole pesquisador que o criticou na escolinha

Lauro Yokoyama2

De Roger Pereira, no Paraná Online

O pesquisador Lauro Akio Okuyama (foto), do Iapar, criticou a administração estadual em plena Escola de Governo e irritou o governador Requião, que numa mistura de raiva e deboche, sugeriu demitir o funcionário, mas acabou “punindo-o” com a suspensão do direito de comer macarrão.

Okuyama foi chamado de Gafanhoto, japonês e Kung Fu por Requião, que não gostou da crítica do servidor pela falta de pesquisadores no Iapar. Se, no começo, Requião brincou, pedindo ao presidente do Iapar, José Augusto Picheth demitir o pesquisador, na sequencia, ao ser retrucado, Requião começou a irritar-se.

“Picheth, está demitido o japonês. Diminuiu o pessoal em mais um pesquisador”, disse Requião. “Mas sou só eu, então acabou o programa do trigo”, retrucou o funcionário.

Requião afirmou que “todos os funcionários que o Iapar pediu foram contratados. Provavelmente, Kung Fu, eles acharam que você sozinho resolvia o problema”, disse o governador, para depois reverter a demissão:

“O japonês fica sem macarrão durante 15 dias”.

Gafanhoto era o nome quando criança do personagem Kung Fu, da série de TV dos anos 70. Kung fu é o nome de uma luta de origem chinesa.


20 comentários

  1. Roberto Shumelli Barreto
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 12:38 hs

    Vou abrir um processo contra Requião por racismo, para ele aprender a tratar as pessoas como seres humanos…
    Ele gasta nosso dinheiro tratando aqueles pangarés lá na Polícia Montada e esquece que as pessoas merecem respeito..
    Ainda bem que faltam alguns meses para este louco voltar para o esgoto de onde nunca deveria ter saído.
    Ele, sarneys, lullas e collor são ratos de nossa política.

  2. Wilson
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 13:42 hs

    Parabéns ao Lauro Akio Okuyama!

    Quem diz a verdade não merece castigo!

    Ou este é um governo de faz de conta?

  3. quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 20:41 hs

    Japones queria aparecer, né?
    Pois é… já apareceu…
    Brigar com Requião, vira mídia, né???
    Vale a pena ficar sem comer macarrão…
    Agora come só Yakssouba…

  4. Clovis
    sábado, 10 de outubro de 2009 – 13:00 hs

    – A gente teima em ouvir a praga Requião, mas sabe que dali só sai porcaria, e a minha indignação é que como pode um homem como o Requião, ter sido Prefeito, Senador e Governador. Esta aí a coisa. O homem é porcaria social, escória da sua própria difamação. Julga os outros pelo que ele é. A psicologia já alertou que esse comportamento nasce com a sua história e a arrogância.
    -Educação, humanismo, sanidade e bom senso é o que mais falta ao molecão.

  5. nelson maeda
    domingo, 11 de outubro de 2009 – 10:25 hs

    Sr. Requião

    Saiba você que, estes “gafanhotos comedores de macarrão” nunca reinvindicaram cotas em Universidades Pùblicas, nunca se expressaram como uma minoria marginalizada pela sociedade, sempre se comportaram como cidadãos genuinamente brasileiros.
    Respeito, muito respeito para com eles.
    Srta. Shirley, idem para você.

  6. domingo, 11 de outubro de 2009 – 15:25 hs

    Sr. Roberto Requião.

    Pois saiba Senhor, que me sinto profundamente atingido pelo tratamento dispensado àquele pesquisador. O Senhor não o desconsiderou sob a ótica da qualificação e da capacitação do profissional. O Senhor ao entronizar-se como um demiurgo cometeu com uma truculência brucutu uma agressão moral, sobre um indefeso pesquisador; que, metonímia, cometeu um desvio de ordem constitucional: de racismo puro, simples e gratuito de uma comunidade. Saiba Senhor, que dentro da composição étnico-demográfica do país, até podemos nos considerar “minoria racial” e levantarmos essa bandeira e sob a mesma égide reivindicarmos cotas de vagas em escolas publicas, por exemplo, e além de outros “direitos”. No entanto, nós não fazemos e nem promovemos qualquer “movimento social” ou “agitação” dessa natureza, sabemos sim desde os nossos berços, sobre os nossos nec plus ultra, consuetudinários; somos ordeiros; somos mais praticantes dos deveres e das obrigações com o próximo, com o País, com o Estado e menos de direitos; somos “uma minoria”, porém, educada. O nosso concerto social é feito em passo de andamento diferente do compasso da turba. Lutamos e enfrentamos os desafios com a educação que recebemos de nossos antepassados e traduzimos ao longo da nossa labuta, fervet opus, na instância superior, em benefícios socioeconômicos: gerando empregos e impostos; riqueza e desenvolvimento; e, bem estar social para toda a Nação. Em contrapartida é de fundamento-pétreo a observação dos preceitos da Constituição: da isonomia constitucional coberta a todos os cidadãos, por concidadãos. O Senhor faltou com o mais elementar dos valores do homem: do RESPEITO com o semelhante. É preciso uma retratação para a comunidade atingida dessa agressão.

  7. Rubens Silveirade Lima
    segunda-feira, 12 de outubro de 2009 – 15:02 hs

    Sr. Requião:
    Pelas suas palavras desrespeitosas dirigidas a um funcionário , observo um total desprezo por um subalterno e sobretudo por uma raça , por um povo trabalhador , a quem ,nós brasileiros, devemos muito.
    Sua “escolinha” deveria incluir no curriculo, boas maneiras, educa ção ,humildade, respeito pelo próximo e alguma coisa sobre a história dos povos que para cá vieram.

  8. Shirley
    segunda-feira, 12 de outubro de 2009 – 18:47 hs

    Para Horacio Yamauchi
    Querido, tenho certeza que Requião responderia para qualquer brasileiro da mesma forma que repondeu para Lauro Akio, ou seja que não foi por discriminação racial.
    Nenhum outro Governador do Paraná demonstrou tanto apreço e consideração pela colonia japonesa.
    Tenho certeza que Requião tem verdadeira simpatia pelo povo japones, e o que disse na Escola de Governo para o profissional não foi tão grave como aqui em nossos comentários se faz parecer.
    O que parecia uma agressão poderia ser visto como apenas uma brincadeira do Governador.

  9. nelson maeda
    terça-feira, 13 de outubro de 2009 – 12:13 hs

    Srta Shirley

    Se esta sua última escrita for um velado pedido de desculpas, será de minha parte, prontamente aceito.
    Não gostaria de polemizar um assunto que, não nos leva à nada.
    Espero que, mesmo em brincadeira, tenha-se muito respeito por esta colônia.
    Abraço.

  10. Silvio Sano
    terça-feira, 13 de outubro de 2009 – 17:03 hs

    Se não fosse pelo deboche anterior da Shirley, quase que eu concordaria com ela, porque acho que o governador agiria da mesma forma mal educada se o interlocutor fosse um descendente de alemão ou um negro. É por essas e outras que nossas “cabeças pensantes” vão embora do país, para acabarem por ajudar outras nações, em vez da nossa, a se engrandecerem. Governador (?), tenha dó, né!!

  11. terça-feira, 13 de outubro de 2009 – 23:48 hs

    Sra Shirley

    Sinto-me afortunado pela mesura de um pronome tão doce que desmoronam quaisquer barreiras e fazendo me sentir muito próximo para uma tertúlia… De fato, algumas palavras aparentemente refletem uma cor ígnea mas não traduzem o matiz oculto das entrelinhas e das sutilezas oblíquas… O meu ouvido descobre o olvido… Não sou uma pessoa que me oculto na turba ruidosa e festiva; e nem me oblitero no horizonte… o meu horizonte é para ser caminhado; o meu mar é para ser navegado; navegar é preciso… viver mais ainda, é preciso… foi ótimo este caminho que se cruzaram.
    Saúde.

  12. Anônimo
    quarta-feira, 21 de outubro de 2009 – 6:59 hs

    Concordo com o Piá Curitibano!
    Nos tempos atuais, não pode passar impune, este tipo de comportamento. Que falta de respeito! Primeiro, porque ele não deve ser japonês, mas descendente.
    Que absurdo!!!
    EK

  13. Dakki
    quarta-feira, 21 de outubro de 2009 – 7:17 hs

    Pura demonstração de Racismo!!!!!
    Que absurdo!!!!

  14. Dakki
    quarta-feira, 21 de outubro de 2009 – 8:26 hs

    Nossa Constituição:
    Artigo 3º: Os objetivos fundamentais da República são:
    IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;
    Artigo 4º: A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
    VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
    Artigo 5º: Todos são iguais perante e lei, sem distinção de qualquer natureza;
    XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória aos direitos e liberdades fundamentais;
    XLI I – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão.

    2. Na Lei nº 7.716 de 05 de janeiro de 1989, a também conhecida por LEI CAÓ: que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, etnia, religião e procedência nacional. O bem jurídico tutelado “in casu” é o direito à igualdade;
    3. Na Lei 9.459 de 13 de maio de 1997: acrescenta o parágrafo 3º no artigo 140 do Código Penal, como crime de injúria real, no caso da injúria consistir na utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, e a pena de 3 anos de reclusão e multa. Trata-se da proteção da honra subjetiva da pessoa;

  15. Aya
    quinta-feira, 22 de outubro de 2009 – 10:54 hs

    Shirley,

    Só gostaria de saber se o Requião se dirigisse a um funcionário negro, chamando-o de “negrinho”, “macaco”, ou termo racista parecido, vc acharia que seria mera “brincadeira”… Tal fato, de certo, daria repercussão internacional e com certeza colocaria em risco o próprio cargo dele.
    Outra observação, no contexto do “boom” do centenário da imigração, se o governador do segundo Estado que mais recebeu imigrantes japoneses não demostrasse “apreço e consideração pela colônia japonesa”, tal atitude não seria nada política, concorda?

  16. Kathia
    domingo, 25 de outubro de 2009 – 15:10 hs

    Não é à toa que o mesmo diz ter pacto com o “demônio”… pois somente um ser possuído pode ter este tipo de reação, isso sem mencionar as centenas de atitudes desprezíveis relacionadas a este homem… à propósito nenhuma delas dignas de um “governador”.

  17. Zé Paulino
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 – 23:15 hs

    Cara Shirley, se você “ousasse” apontar alguma falha no governo do Requião, sabe o que ele te diria? “Vem cá fazer um boquete, sua biscateira!” E sabe o que é o pior? Você levaria na brincadeira…troxa!

  18. quinta-feira, 29 de outubro de 2009 – 21:53 hs

    Para Sra Shirley.

    Querida, tenho certeza que as maçãs sempre cairão nas cabeças de Newtons, tanto em Sta Catarina quanto na Inglaterra, sem nenhuma discriminação de tamanho de cabeças porque não são elas que as atraem.

    Tenho certeza que as bananas nunca comerão os macacos tanto brasileiros como hondurenhos, não é porque os macacos, indiscriminadamente, são mais ágeis do que as bananas. São afirmações insofismáveis, não acha?? E poderão ser levadas na brincadeira, também.

    Mas a Sra mostrou-se ser uma plantonista com Phd, especializada em Sr Requião, com aquelas afirmações definitivas, e muito diferente daquela amadora despojada, en passant, de 08/10/09 às 20:41h.

    Parece que o Sr. Requião se tropeçou na sua peculiar língua cognitiva e deixou escapar mais uma batata dinâmica de sua fina coleção pessoal na Rádio e Televisão Educativa em 27/10/09. Ou teria sido apenas um simples, porém, indigno fait divers, por conta da sempre maldosa imprensa de terceira categoria???

  19. Noemi
    segunda-feira, 2 de novembro de 2009 – 20:27 hs

    É um idiota esse Requião.
    Fala tanta besteira, deve ser efeito prolongado do uso indiscriminado da mamona.Afetou o cerebro!

  20. Silvio Roberto
    segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012 – 18:38 hs

    Valeu Campeão eu sei da tua luta e tenho um enorme Orgulho em falar a tds quanto vc japones foi um grande professor para mim mesmo sem muita leitura me esinou a respeita os outros e me deu um alicerce na vida hoje eu praticamente suo um tecno na citricultura porq consegui aprender muito com vc e o q o noss governo faz para a classe pobre q precisa ( pede voto) mesmo tarde um abraço ( Lauro Akio Okuyama)

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