Quem será multado? | Fábio Campana

Quem será multado?

raska

Um grupo de empresas lideradas pela AMBEV e Coca Cola no Paraná resolveu abandonar o projeto de reciclagem de PET que estava sendo conduzido pelo Ministério Público Estadual.

A alegação é que o executivo do Paraná não fará nenhuma grande ação que impeça o desembarque das empresas do projeto que é a menina dos olhos do promotor Saint Clair Honorato dos Santos.

Valeu a intenção de Raska Rodrigues (foto) e a orientação de Requião que não quer mais problemas com os industriais às vésperas da campanha eleitoral de 2010.


10 comentários

  1. PABUFE
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 6:56 hs

    Tem alguma ligação com a campanha política de outubro de 2010 ?

  2. Zé do povo
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 9:59 hs

    Enquanto não reciclamos importamos lixo para reciclagem!

    São internacionalmente conhecidas como “lixo zero” todas as ações que têm como objetivo reduzir a geração de lixo, que caso não sejam reciclados acabarão sendo depositados nos lixões. Esse conceito nasceu em Canberra, capital da Austrália, e este foi oficializado em 1995 com o objetivo de acabar com esse tipo de lixo até 2010.

    É um verdadeiro escândalo o fato de o Brasil importar oficialmente mais de 223 mil toneladas de lixo desde janeiro de 2008, a um custo de US$ 257,9 milhões. Neste mesmo período mesmo o nosso país deixou de ganhar cerca de US$ 12 bilhões ao não reciclar 78% dos resíduos sólidos gerados em solo nacional e desperdiçados no lixo comum por falta de coleta seletiva. O Brasil recicla apenas 22% do seu lixo.

    As indústrias nacionais, que utilizam os reciclados como matéria-prima na fabricação de roupas, carros, embalagens, etc., necessita destes insumos mais do que o País consegue coletar e reciclar e por isto importamos.

    A destinação do lixo urbano é uma atribuição constitucional das prefeituras, mas apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm coleta seletiva. Com isso, no ano passado, pelo menos 175,5 mil toneladas de resíduos de plástico, papel, madeira, vidro, alumínio, cobre, pilhas, baterias e outros componentes elétricos, etc. tiveram de ser importadas. Entre janeiro e junho deste ano, foram importadas outras 47,7 mil toneladas.

    E aqui no Paraná em que passo estamos perante a importância da reciclagem? A reciclagem já é prioridade para o estado ou não?

    Curitiba tem um ótimo sistema de recolhimento do lixo reciclável (Lixo que não é lixo), pois a municipalidade criou e mantém um programa de recolhimento e encaminhamento deste tipo de resíduo, mas e no resto do estado?

    Temos uma política estadual séria que imponha a reciclagem?

    Acredito serem importantes as atitudes individuais em prol da conservação ambiental, como também o fato do poder público ter este tipo de programas, mas só elas não bastam, pois não é justo que o consumidor pague duplamente pelo consumo e depois sozinho pague pelo recolhimento do PET!

    Qual é a responsabilidade social das indústrias de embalagens perante o caos de poluição ambiental que geram?

    Por enquanto praticamente nenhuma!

    Vou mais longe, será que neste planeta a beira do comprometimento a médio prazo da existência da vida não passou da hora de passarmos enquanto poderes públicos da discussão para as ações práticas ao estabelecer responsabilidades?

    Ou será que as indústrias de embalagens só vão continuarem assumindo os bônus sem terem ônus?

    Será que a função das indústrias de embalagens é sem assumirem responsabilidades sociais somente lucrarem?

    A mídia também deveria assumir tais responsabilidades, pois está atenta às questões socioambiental e do consumo consciente, assim ajudando a gerar uma sociedade civil mobilizada ao redor desses assuntos teremos como resultado um cidadão capaz de exigir políticas públicas voltadas para o meio ambiente, e, ao mesmo tempo, um consumidor pronto para premiar ou punir empresas em função do quanto elas aderem à sustentabilidade.

    Será que a iniciativa do governo em levantar tão importante discussão foi intenção de mudar ou continuam criando justas dificuldades para depois negociar espúrias facilidades?

    Quando é que o estado vai cumprir o se papel interventor fiscalizando e punindo os que geram o caos ambiental?

    Até quando vamos manter está cultura de não reciclar mantendo o circulo do desperdício do que deveriam se tornar insumos industriais apenas gerando poluição?

    Muda o disco, mas a música é sempre a mesma!

    E aqui no Paraná em que passo andamos?

    Curitiba tem um ótimo sistema de recolhimento do lixo reciclável (Lixo que não é lixo), pois a municipalidade criou e mantém um programa de recolhimento e encaminhamento deste tipo de resíduo,mas e no resto do estado?

    Acredito ser importante as atitudes individuais em prol da conservação ambiental, como também o fato do poder público ter este tipo de programas mas só elas não bastam, pois não é justo que o consumidor pague duplamente pelo consumo e depois pelo recolhimento das PET!

    Qual é a responsabilidade social das indústrias de embalagens perante o caos de poluição ambiental que geram?

    Por enquanto praticamente nenhuma!

    Vou mais longe, será que neste planeta a beira do comprometimento a médio prazo da existência da vida não passou da hora de passarmos enquanto poderes públicos da discussão para as ações práticas ao estabelecer responsabilidades?

    Ou será que as indústrias de embalagens só vão continuarem assumindo os bonus sem terem ônus?

    Será que a função das indústrias de embalagens é somente e sem assumirem responsabilidades sociais lucrarem?

    Será que a iniciativa do governo em levantar tão importante discussão foi intenção de mudar ou continuam criando justas dificuldades para depois negociar espúrias facilidades?

    Quando é que o estado vai cumprir o se papel interventor fiscalizando e punindo os que geram o caos ambiental?

    Até quando vamos manter está cultura de não reciclar mantendo o circulo do desperdício do que deveriam se tornar insumos industriais apenas gerando poluição?

    Muda o disco, mas a música é sempre a mesma!

  3. Zé do povo
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 10:28 hs

    Enquanto não reciclamos importamos lixo para reciclagem!

    São internacionalmente conhecidas como “lixo zero” todas as ações que têm como objetivo reduzir a geração de lixo, que caso não sejam reciclados acabarão sendo depositados nos lixões. Esse conceito nasceu em Canberra, capital da Austrália, e este foi oficializado em 1995 com o objetivo de acabar com esse tipo de lixo até 2010.

    É um verdadeiro escândalo o fato de o Brasil importar oficialmente mais de 223 mil toneladas de lixo desde janeiro de 2008, a um custo de US$ 257,9 milhões. Neste mesmo período mesmo o nosso país deixou de ganhar cerca de US$ 12 bilhões ao não reciclar 78% dos resíduos sólidos gerados em solo nacional e desperdiçados no lixo comum por falta de coleta seletiva. O Brasil recicla apenas 22% do seu lixo.

    As indústrias nacionais, que utilizam os reciclados como matéria-prima na fabricação de roupas, carros, embalagens, etc., necessita destes insumos mais do que o País consegue coletar e reciclar e por isto importamos.

    A destinação do lixo urbano é uma atribuição constitucional das prefeituras, mas apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm coleta seletiva. Com isso, no ano passado, pelo menos 175,5 mil toneladas de resíduos de plástico, papel, madeira, vidro, alumínio, cobre, pilhas, baterias e outros componentes elétricos, etc. tiveram de ser importadas. Entre janeiro e junho deste ano, foram importadas outras 47,7 mil toneladas.

    E aqui no Paraná em que passo estamos perante a importância da reciclagem? A reciclagem já é prioridade para o estado ou não?

    Curitiba tem um ótimo sistema de recolhimento do lixo reciclável (Lixo que não é lixo), pois a municipalidade criou e mantém um programa de recolhimento e encaminhamento deste tipo de resíduo, mas e no resto do estado?

    Temos uma política estadual séria que imponha a reciclagem?

    Acredito serem importantes as atitudes individuais em prol da conservação ambiental, como também o fato do poder público ter este tipo de programas, mas só elas não bastam, pois não é justo que o consumidor pague duplamente pelo consumo e depois sozinho pague pelo recolhimento do PET!

    Qual é a responsabilidade social das indústrias de embalagens perante o caos de poluição ambiental que geram?

    Por enquanto praticamente nenhuma!

    Vou mais longe, será que neste planeta a beira do comprometimento a médio prazo da existência da vida não passou da hora de passarmos enquanto poderes públicos da discussão para as ações práticas ao estabelecer responsabilidades?

    Ou será que as indústrias de embalagens só vão continuarem assumindo os bônus sem terem ônus?

    Será que a função das indústrias de embalagens é sem assumirem responsabilidades sociais somente lucrarem?

    A mídia também deveria assumir tais responsabilidades, pois está atenta às questões socioambiental e do consumo consciente, assim ajudando a gerar uma sociedade civil mobilizada ao redor desses assuntos teremos como resultado um cidadão capaz de exigir políticas públicas voltadas para o meio ambiente, e, ao mesmo tempo, um consumidor pronto para premiar ou punir empresas em função do quanto elas aderem à sustentabilidade.

    Será que a iniciativa do governo em levantar tão importante discussão foi intenção de mudar ou continuam criando justas dificuldades para depois negociar espúrias facilidades?

    Quando é que o estado vai cumprir o se papel interventor fiscalizando e punindo os que geram o caos ambiental?

    Até quando vamos manter está cultura de não reciclar mantendo o circulo do desperdício do que deveriam se tornar insumos industriais apenas gerando poluição?

    Muda o disco, mas a música é sempre a mesma!

  4. Enquadramento Já
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 11:00 hs

    Eles mesmo se abraçam, eles mesmos se afundam. Porisso, é “meio” ambiente, a outra metade vai pro brejo ou pro fundo, daqui alguns tempos volta à tôna. Aplicar a lei, ora, aplicar a lei … melhor se abraçar, depois se desabraçar.

  5. Camargo
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 12:33 hs

    É sempre assim…… o $$$ dinheiro $$$ fala mais alto.

    Pra que se preocupar com a população?

    Pra que se preocupar com o meio ambiente?

    Não dá lucro, não é mesmo?

    Mais fácil gastar milhões com alguma ação, essas de “gotinhas da solidariedade” que vale bem mais a pena neh?

    Vergonha dessas empresas porcamente capitalistas.

  6. milton hadiab
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 13:36 hs

    vamos ver a partir de 2011, caso o “Betinho” seja eleito, para onde vai tanta preocupação com o meio ambiente. kkkk

  7. Wilson
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 15:52 hs

    Mais bronca contra o secretário poluidor:

    QUEDA-DE-BRAÇO NO CENTRO-NORTE DO PARANÁ

    Moradores da região de Mauá da Serra, centro-norte do Estado, estão preocupados com os trâmites de instalação de uma recicladora de chumbo no local. A indústria já possui a licença prévia que autoriza o local de construção e a de instalação que permite proceder às obras. Mesmo ainda faltando a de operação, estudiosos e comunidades da região temem que a empresa comece a operar em breve. Segundo eles, há falhas no projeto de proteção ambiental apresentado pela recicladora – mas as mesmas, relatadas em laudo elaborado por um especialista da região, teriam sido desconsideradas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O Ministério Público já entrou com ação civil pública questionando o instituto.

    O diretor da Associação Nacional de Defesa do Consumidor e Cidadania (Andec), Fernando Monteiro, que também possui uma propriedade na região, conta que a população já fez missas e até protestos no último domingo, fechando a BR-376 durante uma hora. “Todos sabemos que o chumbo é metal pesado que danifica o ambiente e a saúde. É um dano irreparável e a conseqüência é regional, porque polui solo, água e ar”, diz. “Mesmo com todo aparato tecnológico de filtros, a empresa não vai dar conta de conter o espalhamento do material.”

    Outro questionamento de Monteiro é com relação ao capital da empresa para implantação das medidas de segurança necessárias, o que, segundo ele, é orçado em quantias milionárias. “No entanto, documentos emitidos pela Junta Comercial dão conta de que o capital social da indústria é de R$ 100 mil. Com esse montante, não daria nem para fazer uma instalação provisória”, calcula. De acordo com o diretor, na região existem diversas comunidades rurais, populações ribeirinhas e assentamentos de sem terra. “Além disso, tememos que haja contaminação das criações de bovinos, ovinos e hortaliças plantadas na região”, diz, citando exemplo do que aconteceu em Bauru (SP), no início deste ano: “Lá, fecharam uma fábrica de baterias por irregularidades ambientais e logo apareceram os primeiros intoxicados, 860 crianças. Isto é o que tememos.”

    A recicladora ainda aguarda emissão da licença de operação para que possa começar a funcionar – a qual, apesar de já ter sido emitida, está suspensa por conta da polêmica causada na região. Em reunião envolvendo moradores, proprietários e o IAP, ficou decidido que o instituto encomendaria a especialistas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) análises no local. O IAP já tem o relatório em mãos e promete um posicionamento para a semana que vem.
    Fonte: Paraná Online

    Fábrica de baterias

    A convite do prefeito Amin Hannouche e do deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o secretário estadual do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues esteve recentemente em Cornélio Procópio vistoriando pessoalmente no parque industrial Dr. Domingos Soares Filho, a IBP baterias que voltou a operar normalmente em 24 de junho último, através de um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) expedido pelo Iap. Para o órgão estadual, tudo está dentro das normas estabelecidas por lei.

    A reabertura revoltou produtores rurais do bairro do Macuco que alegam prejuízos nas atividades em que atuam. Além disso, as hortaliças produzidas naquela região são comercializados em supermercados locais. Os produtores alegam também que a fábrica de baterias está contaminando a água do ribeirão Macuquinho que deságua no rio Congonhas, responsável pela distribuição de água aos consumidores de Cornélio Procópio, Congonhinhas e Uraí. Os produtores defendem o fechamento definitivo da empresa que trabalha com chumbo. A moradora Janeth de Lima disse, inclusive, que um menino do Bairro do Macuco está com 35% de chumbo no próprio sangue.

    Fonte: Agora Cornélio

  8. joão pedro
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 22:05 hs

    Este delinquente do meio ambiente autorizou tambem a instalação de deposito de resíduos hospitalares no municipio de TOMAZINA, norte pioneiro, uma pouca vergonha pois o deposito fica a céu aberto sem nenhum cuidado ou tratamento dos resíduos.

  9. Rafael Filippin
    sexta-feira, 9 de outubro de 2009 – 11:03 hs

    Tenho certeza que o Ministério Público do Paraná não ficará inerte diante disso.

  10. jair jose maria junior
    segunda-feira, 12 de novembro de 2012 – 11:48 hs

    hoje,12 de novembro de 2012,ainda enfrentamos a fumscs toxica que sai do forno da ibp aqui em cornelio procopio, a empresa está cambaleando e mesmo assim ninguem faz nada. o iap nao se pronuncia,diz que a coisa tem que ser resolvida por curitiba. achavamos que com o beto richa ainda tinhamos esoeranca de acabar com essa palhacada, o chumbo t;a correndo solto por aqui. infelismente o governador beto richa nao tem feito nada para fechar essa empresa.todo mundo sabe que polui, tem exames toxicologicos que comprovam tudo, mas nada. o ministerio publico me parece,está travado em outras questoes,dizem que uma vez acionado os orgaos de controle do estado, tem de aguardar seus pronunciamentos. só nao sabemos quando será a primeira morte por contaminacao por chumbo aqui em cornelio. ao que tudo indica, o passivo ambiental nao traz votos. é sujeira em baixo do tapete.

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