Povo na rua contra violência, impunidade e insegurança | Fábio Campana

Povo na rua contra violência, impunidade
e insegurança

foz018
Via Bem Paraná

Enquanto o secretário Luiz Fernando Delazari (foto) foge da convocação para dar explicações na Assembléia, a população se mostra cansada do descaso com que a segurança pública vem sendo tratada e decide ir às ruas para protestar.

Neste final de semana, dois movimentos vão pedir justiça em Curitiba. No sábado haverá a Marcha da Segurança. No domingo acontece a 2ª edição do Encontro Unificado das Vítimas da Impunidade (EUVI).

O evento de sábado tem concentração no Bairro Novo a partir das 10 horas. “Os últimos trágicos acontecimentos ocorridos em Curitiba e região metropolitana demonstraram o descaso com que a segurança pública é tratada”, comenta o vereador Denilson Pires (DEM), que convoca a população para a marcha.

Um assessor de Pires foi asssassinado na semana passada. “Há tempos nossa cidade deixou de ser tranquila e pacata. Infelizmente, ao lado de Rio de Janeiro e São Paulo, conquistamos o triste título de uma das capitais mais violentas do País”, opina.

O outro movimento acontece no domingo. Parentes e amigos de vítimas da violência urbana promovem, a partir das 13 horas, a 2ª edição do EUVI. O encontro nacional tem como objetivo divulgar um abaixo assinado que poderá se tornar uma ação popular a ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ação propõe a aprovação de um plebiscito para alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente, determinando que um menor que pratique crime hediondo seja considerado emancipado, independente da idade. A intenção da medida é garantir que os acusados de crimes desta natureza sejam responsabilizados criminalmente.
Outra proposta é a revogação do artigo do Código Penal que limita em 30 anos o tempo máximo de reclusão no País. Os grupos pretendem reunir 1,4 milhão de assinaturas, que devem estar anexadas do número do título de eleitor. O evento é organizado por Wilson Caetano de Araújo, pai de Emily, 13 anos, morta por um garoto da mesma idade em maio de 2007, em São Vicente (SP), e Elizabeth Metynoski, mãe de Giorgio Renan, menino de 10 anos morto por um adolescente de 14 anos em 2002, em Curitiba.

Do Paraná, participam Michael Genofre, pai de Rachel Genofre, a garota encontrada esquartejada dentro de uma mala na rodoferroviária de Curitiba, e Gilmar e Cristiane Yared, pais do Gilmar Rafael Yared, um dos jovens mortos no acidente provocado pelo ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho. O evento acontecerá no auditório do Colégio Estadual Júlia Wanderley.


14 comentários

  1. CLOVIS PENA -
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 6:57 hs

    Não é de hoje.
    Há anos os governantes passam ao largo do grave problema do desmantelamento da estrutura de serviços dos governos.
    Não é só na segurança.
    MECHER NISTO É DEMORADO E NÃO DÁ DIVIDENDOS POLÍTICOS. – POR OUTRO LADO IMPEDE A INDISPENSÁVEL AÇÃO DO GOVERNO.
    Por isto, a população paga uma conta alta. Sofrimento, vidas perdidas e perda de oportunidades de alcançar melhor qualidade de vida.
    Acabou o Secretariado “de gálaxie”. Hoje não tem nem motorista.
    Estagiários despacham as decisões da sociedade.
    Os governos perderam a capacidade de investimento. O custeio é ridículo. Os quadros de servidores diminuiram e envelheceram.
    Os dirigentes, em geral, estão sem instrumentos que precisam para executar as tarefas.
    ————————————–
    Pessuti, Beto e Osmar:
    URGE REDEFINIR ORÇAMENTOS EM FUNÇÃO DO QUE É O PAPEL FUNDAMENTAL DO ESTADO: EDUCAÇÃO, SAÚDE SEGURANÇA, JUSTIÇA, REGULAÇÃO E PROTEÇÃO DOS MENOS FAVORECIDOS.
    —————————————
    Assembléia Legislativa:
    Os debates são importantes mas os problemas e suas causas já são bem conhecidos. Está aí uma oportunidade.
    Como estão os indicadores “população x estruturas x recursos” na área da segurança? RH x Salários – Postos de trabalho e efetivo x população, etc
    Como está o orçamento do Estado, nestes itens ?
    Para saber se é muito ou se é pouco, é necessário comparar com outros Estados onde a segurança vai bem ou melhor.
    Lembro que o orçamento só vale depois de aprovado pela Assembléia Legislativa.
    —————————————
    E daí, quem deve questionar quem ?
    —————————————-

  2. PABUFE
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 7:01 hs

    Nem precidsa ir se explicar em lugar nenhum.
    O Governo do Requião perdeu a guerra para para os bandidos.
    De bada adiantou ele dar uma xerifão.
    Fracassou, fracassou, fracassou.

  3. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 7:46 hs

    Isso, vamos organizar o maior ato público de repúdio contra a falta de medidas efetivas de combate ao crime.
    Criminalidade se combate com planejamento e com investimento, não só em viaturas mas sim em pessoal em legislação em estrutura física, em motivação das forças policiais.
    A certeza da punição faz com que os bandidos pensem duas vezes em cometer crimes; Ao contrário, a impunidade é fator preponderante no aumento da criminalidade.
    Uma reforma urgente no velho Código Penal e a adaptação do Código de Processo aos novos desafios da escalada de violência, seriam fundamentais para o combate ao crime.
    De outro lado, o investimento pesado na estrutura do sistema prisional e no judiciário, para dar celeridade aos julgamento e, por consequência, na punição dos infratores, poderia colaborar bastante para reduzir o número de criminosos nas ruas.
    Outras cidades conseguiram diminuir drásticamente a criminalidade, em todas elas a valorização dos profissionais de segurança, através de uma remuneração mais condizente, foi importante no combate ao crime.
    Quanto ganha um soldado da PM? Quanto ganha um investigador da Polícia Civil? São salários baixos, melhorar a remuneração e a qualificação dos agentes de segurança é importante no combate aos criminosos, caso contrário, são presas fáceis para o rico tráfico de drogas.
    Na tal convocação do Secretário para comparecer à Assembléia, não vai dar em nada, o sujeito vai encher os Deputados de números e nada mais, inclusive a medida de desespero que é o novo concurso para 2.000 policiais. É tarde demais, o governo Requião está agonizante, não há mais tempo para nada, apenas para fazer jogo de cena, aparecer para a platéia.
    A história vai mostrar que esses 8 anos de governo foram pouco aproveitados. Entre brigas intermináveis , leis e decretos incosnstitucionais, falta de pulso contra o MST e contra os criminosos, perseguição aos empresários, que o digam as que trabalham e exportam soja, ou seja. 8 anos para serem esquecidos, ou melhor para serem lembrados. Assim, quem sabe não se repitam, com outro governador pouco inteligente, como o atual.

  4. R.Silva
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 7:49 hs

    A insegurança vitima a própria Policia Civil:
    I. Falta de coletes: Não importa o que o governo alege; NÃO HÁ COLETES para todos os policiais. A maioria dos que existem simplesmente ESTÃO VENCIDOS;
    II. Policial Civil que quizer uma simples ALGEMA, tem que comprar, com seu “GORDO” SALÁRIO;
    III. Muitas viaturas caracterizadas NÃO POSSUEM RÁDIO. Somente um sistema de autofalantes no lugar (pelo menos dá pra complementar o salário de fome vendendo PAMONHA);
    IV. A maioria dos municípios do Paraná não possui NENHUM policial civil;
    V. A grande maioria dos poucos investigadores que existem, estão relegados à função de carcereiros em delegacias sem estrutura e superlotadas.
    Resumindo: A criminalidade avança simplesmente porquê NÃO HÁ profissionais para investigar os crimes, os poucos que restam estão sobrecarregados, desviados das funções, desvalorizados e desmotivados. Quem faz a segurança, em última instância, é a Polícia, o resto é balela.
    REQUIÃO NÃO!!!

  5. R.Silva
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 7:58 hs

    Áh: E antes que algum “entendido” venha com aquela frase feita: “Não tá contente com o salário, saia e procure algo melhor”, te garanto que, os profissionais sérios, capacitados, honestos e competentes, não suportando mais ver suas famílias passarem por necessidades, já estão fazendo isso (eu, por exemplo) e não tenham dúvidas de que não é difícil encontrar profissão que traga mais dignidade para nossas famílias. Está ocorrendo uma verdadeira “debandada” na Polícia Civil; vão ficando os inertes e “conformados”. Cada um recebe pelo que paga.

  6. quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 12:06 hs

    De que adianta secretário sem confiabilidade pública, enquanto discursam a marginalidade cresce e o governo vai pro ralo, não acredito em mais nada, administradores públicos despreparados, sem planejamento.

    Os bandidos não são invisiveis, estão ai, tanto que cresce cada dia,e coloca a população em verdadeiro pavor, cidadão honesto não pode sair de casa nem para trabalhar.

    Bandidos não merecem carceres, muito menos utilizar do imposto penitenciario para continuar vivos e aumentando despesas. O Amazonas tem lugar seguro p’ra eles, ou pena de morte cujo julgamento seria a ficha criminal.

    Morte p’ra esses canalhas, junto com os corruptos que ainda querem defender os incopetentes.

  7. Thiago
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 12:39 hs

    Bela iniciativa.

    Só ficar falando em plenário, que é contra a violência, não basta.
    Fica na mídia, mas a cidade não melhora em nada.

    Nossos representantes devem mobilizar a população. Pedir que saiam às ruas, cobrando mais justiça e menos violência.

    Não podemos sair de casa com medo. Queremos nossa Curitiba antiga, pacata e calma.

    É um absurdo nossa juventude estar sendo sugada pelas drogas. Qualquer muleke mata por moedas… só pra comprar a temida pedra do crack.

    O secretário de segurança nada faz para retirar os jovens das ruas. Está só recebendo seus salário. Apadrinhado do governador.

    CHEGA DE IMPUNIDADE!

    CHEGA DE VIOLÊNCIA!

    Vamos sair às ruas pedindo mais segurança!!!

  8. Cleo
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 13:08 hs

    Acho que com tudo a ação popular deveria ser contra o prefeito de Curitiba que recebe verbas para investimento em segurança com cidadania e deixa perder prazos para isso… reflita e pense? Acorda leitores e vejam os investimentos cada qual tem que fazer sua parte.

  9. quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 13:58 hs

    EUVI muita coisa triste em Curitiba nos últimos tempos. Vou ao evento de domingo, becada de preto. Sou a favor da responsabilização criminal de menores e pelo cumprimento de penas maiores. Só não são a favor os responsáveis por presídios em todas as instâncias, pelo simples fato de que terão mais trabalho. A impunidade em prol da preguiça é fim de linha.
    A sociedade também pagará mais pratos de comida dos presos ao longo dos anos, mas no fim das contas é mais barato mantê-los encarcerados do que livres. Afinal, a vida de um inocente não tem preço.

  10. Silvano Andrade
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 16:04 hs

    Vou participar desta marcha contra a violência no sabádo…e ficarei atento ao plebiscito para o ajuste do ECA…
    Qro ver se as raposas políticas são mais fortes que o povo unido…
    quero deixar claro que não sou filíado político, mas sou consciente que tenho direito à liberdade de expressão…e vou exercer este direito…A bandidagem dominou o nosso modo de viver, não temos que nos adaptar ao bandidos…os políticos que foram eleitos para defender os interesses da população que se virem, e achem maneiras e modos para lidar com esta violência…

  11. CLOVIS PENA -
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 17:53 hs

    Vejam só ! Niguém falou nada ! Mecher ou mexer ?
    Isto resulta de minhas incursões no galego, no catalão, no castelhano e até no português.
    De tanto mexer, mistura.

  12. Bradok
    quinta-feira, 8 de outubro de 2009 – 20:58 hs

    Na PM, não é diferente não temos nem fardamento a mais de 03 anos, isto porque é descontado todo o mês uma porcentagem do gordo salário dos PM, onde vai parar o dinheiro que é arrecadado.

  13. sexta-feira, 9 de outubro de 2009 – 0:45 hs

    Clovis, fiquei com Pena. Tinha reparado no seu MECHER, mas achei chato MEXER com isso. Bem, agora não erra mais né?!
    O Fabio Campana bem que poderia fazer uma revisão de texto nos comentários… O que acha, Fabio? (kkkkk – brincadeira, queridão)
    Bjbj

  14. Sylvia Milano
    terça-feira, 13 de outubro de 2009 – 0:19 hs

    O grande problema das violências que ocorrem no Brasil é a falta de educação do cidadão comum, a falta de um lar estruturado que lhe dê noções básicas de respeito ao próximo e também noções de solidariedade.

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