Lições do atraso | Fábio Campana

Lições do atraso

sala de aula

Neste 7 de setembro é bom refletir sobre as carências que nos afastam da modernidade e ainda fazem deste Brasil brasileiro uma Nação que não consegue superar suas limitações.

Vamos a um dado. Um único dado, mas suficiente para demonstrar nosso atraso. O MEC acaba de descobrir que um em cada quatro professores do País se forma em cursos de péssima qualidade.

Hoje, são 71 mil alunos em 292 cursos de Pedagogia que receberam os mais baixos conceitos em avaliações do Ministério da Educação. Só 9 dos 763 avaliados tiveram nota máxima.

A má formação de professores é apontada por especialistas como uma das causas da baixa qualidade do ensino – principalmente público – no País.

A quantidade de cursos de Pedagogia ruins cresceu desde a última avaliação, em 2005. Eram 172 cursos com índices 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), o que equivalia a 28,8% do total, e agora são 30,1%.

A área, que forma professores, coordenadores e diretores para as escolas brasileiras, tem hoje 284 mil alunos. É a terceira graduação com o maior número de estudantes no País e a mais numerosa entre as avaliadas no ano passado.

O professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Munhoz Alavarse acredita que os cursos de formação de professores são o grande desafio na educação básica brasileira. “Não temos reserva de mercado, há que se trabalhar com os professores que temos.”

O Brasil tem déficit de professores principalmente em áreas como biologia, física e química. Neste ano, o governo federal lançou um programa com 331 mil vagas em cursos de Licenciatura de universidades públicas para professores que já lecionam e não têm graduação ou são formados em disciplinas diferentes das que atuam. Entre os piores cursos de Pedagogia há 59 oferecidos por instituições públicas, entre elas, nove federais.

Com essa formação, não se pode pensar em Nação independente, ou que logo nos aproximaremos da modernidade.


9 comentários

  1. Wilson
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 10:37 hs

    Quando o sistema de saúde falha ele pode matar milhares, mas quando o sistema de educação falha ele mata uma Nação!

  2. Miro
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 11:37 hs

    O MEC diz que há cursos de péssima qualidade. Essa é uma confissão de incompetência, pois autoriza esses cursos e não acompanha e fiscaliza.

  3. Betina
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 12:03 hs

    Se assim não o fosse, o Lula não seria o Presidente!!!

  4. Paulo
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 13:17 hs

    Concordo plenamente com o Fabio. Eu sempre comentei com amigos que a principal condição para que um país se desenvolva e se torne algum dia país de primeiro mundo é o investimento seríssimo na educação, coisa que nunca foi feito, a educação é a base primordial na formação do individuo e em muitos países é o principal fator de investimento publico. Nos anos 50 e 60 o Brasil tinha mais escolas que a Coréia do Sul e Índia por exemplo, nós tínhamos mais estradas apesar de poucas, hoje a Coréia do Sul ultrapassa o Brasil em tudo e inclusive fabrica carros desenvolvidos la, na China existem mais de 200.000 escolas de ensino superior e no Brasil mal passa de 2.000 universidades. Como é que o povo brasileiro quer uma vida melhor? mais saúde? mas desenvolvimento sócio-econômico? se não investe-se quase nada em educação? A educação tinha que ser a principal preocupação dos governos federais, estaduais e municipais e não ficar alimentando o povo com bolsa-familia o que não leva a lugar nenhum e só onera os cofres públicos e não resolve o problema da pobreza é programa demagogo. Entra governo e sai governo e ninguém faz absolutamente nada para mudar, enquanto isso o Brasil já esta perdendo feio para muitos países de terceiro mundo. Nos anos 60 e 70 perdemos a chance de atrair investimentos estrangeiros (indústrias japonesas) por falta de mão de obra qualificada e foram se instalar em quase todos os países asiáticos porque lá sempre se investiu em educação. É muito bom carnaval, futebol, cerveja gelada, bate papo com os amigos etc, mas o brasileiro precisa parar para pensar, quando é que iremos cobrar dos poderes públicos investimentos sérios na educação? com 100% das crianças nas escolas e multarem os pais que desobedecerem esta Lei, escola com período das 8 da manha as 6 da tarde, com direito ao café da manha, almoço e lanche (escolas publicas) como é feito hoje no Chile e segundo previsões daqui 10 anos será o primeiro país da America Latina a se tornar país de 1º Mundo, porque não copiamos o exemplo do Chile? são coisas que não entendo o povo brasileiro.
    O único político que bateu na tecla da importância da educação no Brasil foi o senador Cristovam Buarque e ninguém deu bola para o que ele pregou em campanha e acharam melhor votar no outro candidato, então vamos encher o bucho do povão e vamos ver até onde isso vai nos levar.
    Se não houver jogos de futebol ai o povo acha ruim não é? pois parece que a única preocupação da maioria é se um time vai para a segunda divisão ou não ou se vai ganhar o campeonato estadual, Então não reclamem da situação em que se encontra a violência nos dias atuais, falta de saúde, problemas de moradias, corrupção no meio político e privado e por ai vai…..

    Paulo

  5. V.Lemainski-Cascavel
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 14:08 hs

    A limitação cultural não está restrita somente a professores de 1º grau. Vejo atraso até em professores de curso superior. É lamentável.

  6. Eleitor
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 14:23 hs

    Me desculpem a polêmica, mas na minha opinião os cursos de pedagogia atuais estão entre os principais responsáveis pela má qualidade da educação no Brasil.

    São faculdades ruins com cursos de baixa qualidade e uma clientela pior ainda. No final é esse pessoal que “pensa” a educação. Esses pedagogos chegam numa escola achando que são donos da verdade, que sabem resolver todos os problemas e fazem com que professores bons e experientes fiquem reféns de suas experiências desastradas.

    Alguns fazem pose de intelectuais com discursos vazios e práticas opressoras e conseguem receber apoio de governantes.

    O Colégio Estadual do Paraná é um exemplo disso. Madselva a diretora e pedagoga que não gosta de professor, “pinta e borda” derrubando a qualidade do ensino a patamares jamais vistos e ainda tem apoio da Seed.

    Quando um governante vai fazer algo a respeito?

  7. Leite Quente
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 18:28 hs

    COM UM PRESIDENTE ANALFABETO QUE TEMOS O QUE O POVO QUERIA COM A EDUCAÇÃO. UMA EDUCAÇÃO DE 6º MUNDO, COM PÉSSIMA QUALIDADE, PROFESSORES MAL PAGOS, É ISSO AÍ QUANTO MAIS ANALFABETOS MAIS FACÍL PARA SE MANIPULAR E CRIAR MAIS SARNEIS PELO BRASIL A FORA.
    PAÍS DE 1º MUNDO A EDUCAÇÃO É PRIORIDADE, LA TEM SAÚDE BOA, SEGURANÇA, ORDEM; ENQUANTO QUE NO BRASIL TA ESSA BADERNA, É SÓ DAR UMA OLHADINHA PARA O SENADO.

  8. Edvaldo da Silveira
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 21:54 hs

    Sou formado em pedagogia e não tenho a inteção de atuar, não por incompetência minha e sim porque o salário que ganho como porteiro de edificio e maior que o de um professor.

  9. CEP
    segunda-feira, 7 de setembro de 2009 – 23:52 hs

    Edvaldo falou uma verdade.

    … e também comcordo que Madselva é uma vergonha para a classe dos pedagogos! Como puderam achar alguém tão ruim?

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