PT se defende de ataques tucanos | Fábio Campana

PT se defende de
ataques tucanos

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Os deputados da bancada do PT subiram à tribuna hoje para comentar os ataques feitos por deputados estaduais tucanos ao Partido dos Trabalhadores e sobre os desdobramentos da crise do Senado, com a saída dos senadores Flavio Arns e Marina Silva.

“Culpar o PT pela manutenção de José Sarney no Senado é um equívoco. Por que os deputados não falam dos outros partidos que fazem sustentação ao governo federal?” questionou o líder da bancada, Péricles de Mello (foto).

Péricles lembrou ainda que o senador Flavio Arns já tinha se distanciado do PT . “Ele nem compareceu ao comício do presidente Lula no 2º turno, na eleição passada. Ele estava de malas prontas há muito tempo”, afirmou.

Ainda para o líder petista, Arns sabia que não teria espaço numa reeleição para o Senado. “A candidata do PT é Gleisi Hoffmann, e a tendência do partido é lançar apenas um candidato”.

A deputada Luciana Rafagnin destacou os avanços do governo federal no setor da educação, como a conquista da Universidade Fronteira Sul, aprovada pelo Senado, e lembrou que a pior década para o país foi a do governo tucano.

“Nós só tínhamos a Universidade Federal. O governo Lula garantiu a vinda da Universidade de Integração Latino Americana- Unila, dos dois campis da Universidade Federal da Fronteira Sul e federalizou outras faculdades, ampliando para o interior o acesso ao ensino superior federal, além das oportunidades do Programa Universidade para Todos- Prouni. “ A estrela do PT não vai ser ofuscada”, afirmou.

O deputado Elton Welter, também lembrou dos 45 escândalos que marcaram o governo FHC e da visão privatista e empreguista que marcou a gestão tucana .

“O Brasil andava de cócoras para o FMI. O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos”, lembrou. E concluiu: “ Me orgulho muito de ser do PT e de reconhecer os avanços sociais que o governo Lula vem realizando”.


16 comentários

  1. terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 18:17 hs

    Bem esse Senhor não percebeu que o PT é CULPADO SIM… O que também é uma Realidade é que essa culpa também se atribui ao PMDB.

    O que acontece, é que o Temer, não disse que renunciaria irrevogavelmente o que o Mercadante Fez,e claro como um perfeito canalha não cumpriu. Mas eles são farinha do mesmo saco. Nenhum de Vcs tem Caráter ou qualquer tipo de ética ou Honra e os que teem, por menos que seja, estão saindo. Meio Tarde para inspirarem confiança, mas é melhor tarde que nunca.

  2. Cidadão Paranaense
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 18:36 hs

    PT faz defesa burra pois quem estava lá ouviu e viu muito bem que a liderança do PSDB não citou partidos e sim nomes. O PSDB costuma dar nomes aos bois e não esconder o que se faz como faz o PT e PMDB.

  3. PABUFE
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 19:43 hs

    ORA, SR. PERICLES.

    Essa do Lula e o PT defenderem de modo açodado e fanático o porcaria do Sarnet, não tem desculpa nenhuma.

    Um erro não jusitifica o outro, e não é porque o PT tomou atitudes corretas e elogiáveis em programas de governo, que se venha a justificar a besteira do lula e do PT, de defenderem o Sarney e todas as demais corrupções graves do senado federal.

    NA CHINA O SARNEY, SERIA EXECUTADO EM PRAÇA PÚBLICA.

    A FAMÍLIA PAGA A BALA.

    Voces defenderam este malandro do Sarney, e vão pagar caro por iso nas eleições de 2010.

    DEFENDER O SARNEY, É INDEFENSÁVEL.

    O LUAL ERROU, O PT ERROU, O MERCADANTE ERROU.

    Pericles.
    Aguente a crítica, quieto.
    Não se desgaste defendendo malandro coronel do nordeste, sugador dos recursos do povo.

  4. terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 20:26 hs

    LULLA DA SILVA, O VIRGOLINO DO NORDESTE

    O presidente que se acha “o cara” – porque acredita na tradução da imprensa monoglota que não lê – será doravante tratado como Capitão Silva, o cabra-da-peste que não tem olho azul. E não me venham com papo de preconceito contra nordestino, porque quem começou foi ele. Gordon, que é Brown, é minha testemunha. Aprendamos com as frases do Capitão Silva, o Lampião de Garanhuns:

    “50% do resultado da crise é um pouco de pânico que tomou conta da sociedade”

    Um “pouco de pânico” é medo. E medo é o que tem o Capitão Silva, ao não enfrentar os problemas que tem como obrigação profissional resolver. Eis alguns dos medos do Capitão Silva:

    Nelson Jobim – Com sobrenome bossa-nova, gosta de brincar de aviãozinho, acredita em grampo sem áudio e fica nervosinho quando cortam-lhe a verba, como todo menino mimado.

    Daniel Dantas – Comprou a República, dita para o governo – assim como para o PT – quem deve prender, soltar, afastar ou exonerar. É um tipo híbrido, baiano de olhos azuis, a besta do axé.

    Gilmar Mendes – O Coronel de Diamantino chama o Capitão Silva às falas, fala grosso mas adora desfilar togado na frente dos holofotes e ameaçar jornalista medroso. Ai, que meda!

    Marina Silva – Peitou os transgênicos, peitou os grileiros, peitou os sojeiros, peitou o desmatamento, peitou o Capitão Silva, pediu demissão e deixou o colecionador de coletes no seu lugar.

    “Ninguém aqui é freira e nós não estamos em um convento”

    Ao contrário do que afirma o Capitão Silva, o Convento do Lago Paranoá tem diversas freiras sim.

    Irmã Dilma – Depois que tentou seqüestrar Delfim Neto, ficou com torcicolo e teve que amputar metade do pescoço, desde então sofre da síndrome de PAC – Pescoço Aproximado do Corpo.

    Irmã Mônica Veloso – Traçou metade do Senado e da Câmara, mas na hora de traçar o Renan confundiu a caixinha 2 com a caixinha de anticoncepcionais e deu no que deu, sem trocadilho.

    Irmã Marta – Iniciou carreira como sexóloga, mas sempre quis ser Hebe Camargo. Com olhos azuis, vestiu e desvestiu a bandeira argentina, e provou que joga em qualquer posição.

    Irmã Eliana – Ao contrário de Irmã Mônica, sabe diferenciar caixas, montou um caixódromo com todos os elementos da tabela periódica, mas foi contaminada e precisou de quimioterapia.

    “É o momento de o Brasil ser mais ousado, mais tinhoso”

    Demorou. Agora, depois dos elogios recebidos do Obama com tradução livre, vai mexer nos Ministérios:

    Relações Exteriores – Será nomeado em um terreiro de Umbanda em Salvador, Clóvis Bornay, num esforço para melhorar as relações, as traduções e as introduções com os países amigos.

    Defesa – Descontente com os resultados infantis de Nelson Jobim, será convidado Arnold Schwarzenegger, que deixará o governo da Califórnia para assumir a pasta e dar porrada na crise.

    Saúde – Cansado de perder pacientes para as políticas de saúde do Serra e outros ministros, resolveu priorizar o óbito, com Zé do Caixão proporcionando boa morte a todos e todas

    Banco Central – Atendendo finalmente aos apelos dos empresários, vai exonerar Meireles e nomear Ali Babá para presidir o Banco Central, auxiliado por 40 bancos privados e oficiais.

    Para o bem do Povo brasileiro, e das futuras gerações, esta raça prodre de políticos do tipo PT e PMDB, devem ser estirpadas do mundo político.

    Lulla da Silva, silenciosamente tenta implantar a pior ditadura ja vista no Brasil as custas da pobresa cultural e da miséria do povo brasileiro.

    Lulla da Silva, é também personagem bíblico do tipo, coisa ruim, besta do apocalípse.

    Acorda Brasil.

  5. terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 20:34 hs

    LULLA DA SILVA E CAMBADA DE PETISTAS SAFADOS, SEM VERGONHAS, MENTIROSOS, CARA DE PAU, MALANDROS, PILANTRAS, VAGABUNDOS ETC…ETC…ETC…

    Chega de mentiras seus safados. Dizer que Lulla não tem responsabilidade na manutenção de Sarney no Senado é muito sinismo.

    Criem vergonha na cara seus safados e pouco estou me lixando de falar tudo isso pois, é o mínimo que vocês merecem.

    Lulla da silva, bandido travestido de bonzinho. Apoiar este canalha do Sarney, espécie de pior qualidade, mau exemplo de político brasileiro, enriqueceu as custas do Estado juntamente com sua família.

    Quando é que esta palhaçada e falta de respeito com o povo brasileiro vai acabar hein?

    Vocês não perdem por esperar, no próximo ano tem eleições.

    Lulla da Silva, canalha, canalha também é vocês Sarney e tropa de safados do PMDB.

    lixo, esgoto, miseráveis.

  6. Betina
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 20:43 hs

    A Luciana Rafagnin ao invés de se envergonhar do “Conto da Unila” se orgulha.

    O Conto da Unila!

    * Eliandro Avancini

    O governo Lula tem demonstrado uma capacidade invejável por muitos governantes: a de convencer a população de que executará projetos gigantescos. E isso com poucos gastos e uma competente campanha de marketing. Um exemplo disso é a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila).

    Conforme anunciado na imprensa nacional, A Secretaria de Educação Superior (Sesu), do Ministério da Educação (MEC), autorizou a admissão temporária da equipe docente, que será composta, no primeiro momento, por 30 professores visitantes — todos doutores. Mas o objetivo anunciado é chegar a dezembro deste ano com 60 professores integrando o corpo docente, sendo que as outras 30 vagas serão disponibilizadas a recém-doutores, por meio das bolsas fornecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    Ou seja, a Unila vai ser implantada sem que ao menos um professor efetivo seja contratado, já que os professores visitantes têm que ter necessariamente vínculo empregatício com outra Universidade. Na prática esses profissionais se licenciarão temporariamente de suas respectivas atividades em suas instituições de origem, para passar de 6 meses a 1 ano trabalhando na Unila, que terá professores titulados, com experiência, baixo custo, sem vínculo empregatício e custos trabalhistas, mas sempre transitórios!

    A outra parte dos docentes será composta de professores recém-doutores bolsistas, ou seja: dentre os milhares de doutores desempregados atualmente existentes no país (veja que chique, no Brasil nossos desempregados são titulados), 30 receberão uma bolsa para trabalhar na Unila como se fossem professores regularmente contratados para tal. É mais ou menos como os estagiários que são contratados por um valor bem baixinho, mas na prática fazem o mesmo trabalho dos profissionais contratados como tais. Seriam, no caso, estagiários-doutores. Portanto a receita se repete: professores com titulação, baixo custo, sem vínculo empregatício, sem despesas e vínculos trabalhistas e até sem seguridade social! Não é invejável?

    Outro aspecto interessante da Unila diz respeito ao prédio: um projeto maravilhoso, elaborado por Oscar Niemayer, cuja primeira etapa, a da biblioteca, começará a ser construída em 2010, se tudo correr bem. Trata-se de recurso do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), na ordem de 22 milhões de dólares, dos quais apenas 5 milhões será aportado pelo governo federal do Brasil. A Biblioteca terá 13 mil metros quadrados. E da construção do restante do Campus nem notícia na imprensa! Imaginem então quantos anos levará para o Campus todo ficar pronto? Não sei por que isso me lembra a interminável construção do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, uma enxurrada de dinheiro e sucessivas licitações e contratos.

    Um terceiro fato que me parece importante: prestem atenção nos nomes dos cursos que a Unila oferecerá, conforme divulgado em toda a imprensa nacional:

    Sociedade, Estado e Política na América Latina;
    Relações Internacionais e Integração Regional;
    História e Direitos Humanos na América Latina;
    Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar;
    Economia, Desenvolvimento e Integração;
    Comunicação, Poder e Mídias Digitais;
    Letras e Línguas Estrangeiras;
    Ecologia e Biodiversidade;
    Energias Renováveis;
    Gestão Integrada dos Recursos Hídricos;
    Engenharia de Macro-Infraestruturas;
    Licenciaturas:
    Ciências da Natureza;
    Interculturalidade e Integração;
    Esporte, Meio Ambiente;
    Políticas Sociais;
    Saúde Coletiva e Preventiva.

    Belos nomes, todos compostos! Eu só gostaria de saber em que área vai prestar concurso para dar aulas na rede pública, um licenciado em Interculturalidade e Integração. Afinal, porque será que a Comissão de implantação da Unila resolveu criar cursos com nomes assim tão pomposos, digo, compostos? Enquadrar-se-ão nos chamados Cursos Superiores em Tecnologia para os quais há uma diretriz curricular específica, com um grau de exigência diferenciado dos cursos considerados tradicionais? A justificativa oficial que saiu na imprensa é que “a Unila não oferecerá cursos tradicionais e que a intenção é fazer cursos inovadores, com abordagem interdisciplinar.”

    Quanto ao leitor não sei, mas esse Conto nunca me enganou. E há tempos eu dizia que não ficaria surpreso se a próxima notícia fosse que os cursos da Unila seriam ofertados na modalidade à distância! Mas minha desconfiança já se efetivou, pois a imprensa anunciou recentemente que entre outubro e fevereiro começa o curso Latino-americano de Especialização em Política e Análise do Ensino Superior, que terá duas etapas presenciais no sistema de cátedra. As outras serão à distância.

    Isso tudo me faz lembrar o famoso e antigo Conto do Vigário, mas que poderá em breve ser modernizado para o pomposo nome de Conto da Unila!

    * Eliandro Avancini é servidor público municipal, professor da rede estadual e colaborador do MEGAFONE.

  7. Betina
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 20:45 hs

    Bom, o Reinaldo Azevedo já havia alertado quanto a esta porcaria de UNILA:

    A universidade do Fórum de São Paulo
    sábado, 8 de dezembro de 2007 | 16:23
    A Folha noticiou hoje, veja nota às 6h03, que o governo vai criar um treco chamado Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana). Na verdade, a proposta integra um pacote que traz umas 18.937 medidas na área de educação, conforme informa hoje o Estadão. Entre outras coisas, há propostas para fornecer merenda e transporte escolar para alunos de segundo grau e um programa para a qualificação de professores de química, física, biologia e matemática. Algumas medidas já foram anunciadas, outras são novas, mas tudo será embalado num novo pacote. O governo Lula é craque em reciclar o que já existe e vender como se fosse matéria-prima original. É tanta medida “ao mesmo tempo agora”, que só cabe uma conclusão: falta é senso de prioridade.

    Do conjunto da obra, no entanto, a tal da Unila chama a atenção. O pretexto meritório, de mercado, é que a universidade vai atender aos interesses do Mercosul, com alunos e professores brasileiros e da América Latina, aula bilíngüe, em português e espanhol etc e tal… O cheiro é péssimo. É o pior possível. Vamos ver:
    – Quem vai se encarregar, e já está se encarregando, de formar profissionais para atuar no comércio do Mercosul é o mercado;
    – No que diz respeito à relação entre os países, a tarefa cabe ao Itamaraty.

    O que a tal da Unila vai produzir? “Intelequituais” especializados em movimentos sociais da América Latina. Nada além. Se essa estrovenga for mesmo adiante, vamos conversar depois de uns três ou quatro anos de funcionamento da dita-cuja. Vocês vão ver no que vai se transformar a Unila. Mais: o campus vai ficar na Tríplice Fronteira, uma área comprovadamente infiltrada pelo terrorismo islâmico. Quando se juntar com a militância bolivariana, será realmente um estouro.

    Lula exaltou anteontem as virtudes do Fórum de São Paulo, a entidade que congrega grupos de esquerda, legais e ilegais, da América Latina. O Fórum vai ter, finalmente, um curso superior.

  8. REFRESCAR MEMÓRIAS
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 20:50 hs

    ORAÇÃO DO PETISTA

    .

    SENHOR,

    fazei de mim um instrumento
    de mudança na Constituição
    para garantir mais uma reeleição…

    e onde houver mutreta…que eu carregue uma maleta;
    e onde houver gorjeta…que seja minha essa teta…
    que eu tenha dor na munheca de tanto encher a cueca;
    em cada licitação…que alguém molhe a minha mão
    e que no meu endereço… paguem sempre o meu preço;

    onde houver jabá… que eu sempre esteja por lá…
    onde houver beócio…que eu feche primeiro o negócio;
    onde houver propina, que reservem a minha, o da vila campesina
    mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT…

    onde houver colarinhos brancos…
    é pra dobrar o lucro dos bancos;
    onde houver esquema…que não grampeiem o telefonema;
    e quando tocar o sino…chamem logo o Genoíno;
    se mexerem no meu…que me ajude o Zé Dirceu
    e, se a proposta for chula, Senhor, aumentai…(lembrai do custo do Lula…)

    Ó Mestre,
    que eu tenha poder para corromper e ser corrompido…
    porque é sonegando que se é promovido
    e é mentindo que se vai subindo…
    e enquanto o povo sofre… com imposto e inflação,
    e os sem terra vão fazendo todo dia invasão,
    (e depois vendem as terras e assim ganham um dinheirão)
    a base aliada entrará em boa negociação
    e a gente vai poder, Senhor, feliz , meter a mão…

    E que a pizza haja sempre, feita pela vossa santa vontade
    e que toda a grana usada nessa cara publicidade
    possa enrolar o povo, coitado… e esse passe a aceitar, inocente, nossa pirataria e desonestidade
    como se fosse ‘cidadania e bondade’…

    AMÉM

  9. PARA O GOVERNO DO PT
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 20:55 hs

    Sobre a atual vergonha de ser brasileiro
    Affonso Romano de Sant’Anna
    Que vergonha, meu Deus! SER BRASILEIRO!
    e estar crucificado num cruzeiro
    erguido num monte de corrupção.
    Antes nos matavam de porrada e choque
    nas celas da subversão. Agora
    nos matam de vergonha exibindo estatísticas na mão.
    Estão zombando de mim. Não acredito.
    Debocham a viva voz e por escrito
    É abrir jornal, lá vem desgosto.
    Cada notícia é um vídeo-tapa no rosto.
    Cada vez é mais difícil ser brasileiro.
    Cada vez é mais difícil ser cavalo
    desse Exu perverso
    nesse desgoverno terreiro.
    Nunca vi tamanho abuso.
    Estou confuso, obtuso,
    com a razão em parafuso:
    a honestidade saiu de moda
    a honra caiu de uso.
    De hora em hora a coisa piora:
    arruinado o passado,
    comprometido o presente,
    vai-se o futuro à penhora.
    Valei-me Santo Cabral
    nessa avessa calmaria
    em forma de recessão
    e na tempestade da fome
    ensinai-me a navegação.
    Este é o país do diz e do desdiz,
    onde o dito é desmentido
    no mesmo instante em que é dito.
    Não há lingüista e erudito
    que apure o sentido inscrito
    nesse discurso invertido.
    Aqui o discurso se trunca:
    o sim é não. O não, talvez.
    O talvez, nunca.
    Eis o sinal dos tempos
    este o país produtor
    que tanto mais produz
    tanto mais é devedor.
    Um país exportador
    que quando mais exporta
    mais importante se torna
    E, no entanto, há quem julgue
    que somos um bloco alegre
    do ‘‘Comigo Ninguém Pode’’
    quando somos um país de cornos mansos
    cuja história vai dar bode.
    Dar bode, já que nunca deu bolo,
    tão prometido pros pobres
    em meio a festas e alarde
    onde quem partiu, repartiu
    ficou com a maior parte
    deixando pobre o Brasil.
    Eis uma situação
    totalmente pervertida
    – uma nação que é rica
    o ouro brota em nosso peito,
    mas mendigamos com a mão,
    uma nação encarcerada
    que doa a chave ao carcereiro
    para ficar na prisão.
    Cada povo tem o governo que merece?
    Ou cada povo
    tem os ladrões a que enriquece?
    Cada povo tem os ricos que o enobrecem?
    Ou cada povo tem os pulhas
    que o empobrecem?
    O fato é que cada vez mais
    mais se entristece esse povo num rosário
    de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces.
    C’est n’est pas um pays sérieux!
    já dizia o general.
    O que somos afinal?
    Um país-pererê? folclórico? tropical?
    misturando morte e carnaval?
    Um povo de degradados?
    Filhos de degredados
    largados no litoral?
    Um povo-macunaíma
    sem caráter-nacional?
    Por que só nos contos de fada
    os pobres fracos vencem os ricos nobres?
    Por que os ricos dos países pobres
    são pobres perto dos ricos
    dos países ricos? Por que
    os pobres ricos dos países pobres
    não se aliam aos pobres dos países pobres
    para enfrentar os ricos dos países ricos,
    cada vez mais ricos, mesmo
    quando investem nos países pobres?
    Espelho, espelho meu!
    há um país mais perdido que o meu?
    Espelho, espelho meu!
    há um governo mais omisso que o meu?
    Espelho, espelho meu!
    há um povo mais passivo que o meu?
    E o espelho respondeu
    algo que se perdeu
    entre o inferno que padeço
    e o desencanto do céu.
    Texto extraído do jornal “O Globo”

  10. Antonio Carlos
    terça-feira, 25 de agosto de 2009 – 23:08 hs

    Qual a diferença do SARNEY e do Lider tucano Artur Virgilio?
    Os tucanos acham que nós temos memória curta. O FHC ¨vendeu¨ quase todas as nossa estatais por preços ilógicos e ainda por cima não sabemos o que foi feito com o dinheiro. Parem de dar uma de falsos moralistas.

  11. petista das antigas
    quarta-feira, 26 de agosto de 2009 – 0:22 hs

    deputado pericles, velter, tadeu e outros petistas. parem de chorumela, voces todos sao iguais, so pensam em reeleiçao. cade a etica? cade silvio miranda, cade zelia passos, cade stica? voces nao valorizaram esses companheiros que fundaram o partido. na ultima eleiçao todos voces foram acertaram com andre vargas para ferrar alguns. agora aguentem o rojao. segurem a onda, provem que este partido nao e igual aos outros. fora demagogia

  12. EDUARDO
    quarta-feira, 26 de agosto de 2009 – 1:09 hs

    KKKKKKKKKKKKK……

    AHH TÁ, DEPUTADO. ENTÃO NÃO É O PT QUE ESTA NO DESGOVERNO. SÃO OS OUTROS PARTIDOS QUE DÃO SUSTENTAÇÃO AO GOVERNO, CLARO. O PT CONTINUA SE AUTO INTITULANDO O BASTIÃO DA INTEGRIDADE. CHAMOU A SOCIEDADE BRASILEIRA DE IDIOTA NAQUELA FARSA NO SENADO E AGORA QUER NOS FAZER DE IDIOTAS NOVAMENTE COM ESSA CONVERSINHA???? SAI FORA LADRÃO.
    SÓ QUERO SABER UMA COISA HOJE EM DIA: ONDE ESTÁ O “BRAÇO FORTE, A MÃO AMIGA”??? SÓM ESTE SALVA NOSSO PAIS DA CANALHA QUE INVADIU O GOVERNO.

  13. SYLVIO SEBASTIANI
    quarta-feira, 26 de agosto de 2009 – 9:32 hs

    Deputado Péricles de Mello, cada vez mais estou fazendo campanha para uma mudança total dos componentes desta Legislatura.”Os partidos que fazem sustentação ao Governo Federal , do PT, são seus aliados, seus companheiros, estão todos juntos, por um só ideal de abraçar o LULA, assim vocês do PT se não estão de acordo com eles, mande-os embora, é só romper o acordo, tirar os cargos que eles tem no Governo Federal.
    E não criticar, para fazer média política com seus eleitores e eleitoras. Política é coisav Séria, vamos fazer politica com seriedade, o paranaense é um povo culto, aqui nos temos Escolas e muitas Faculdades à disposição.

  14. Ita
    quarta-feira, 26 de agosto de 2009 – 11:28 hs

    O PSDB não tem moral alguma para criticar o PT pois o PSDB esteve no governo por 8 anos e não fez 10% de boas ações que o PT fez, e por outro lado fez 10X mais coisas erradas.

    O que o PSDB fez quando estava no governo?

    Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.
    A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
    Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
    O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.
    Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
    Deputado João Paulo Cunha
    Líder do PT
    1 – Conivência com a corrupção
    O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
    2 – O escândalo do Sivam
    O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
    3 – A farra do Proer
    O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
    4 – Caixa-dois de campanhas
    As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
    5 – Propina na privatização
    A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
    6 – A emenda da reeleição
    O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
    7 – Grampos telefônicos
    Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
    8 – TRT paulista
    A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
    9 – Os ralos do DNER
    O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
    10 – O “caladão”
    O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
    11 – Desvalorização do real
    FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
    12 – O caso Marka/FonteCindam
    Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
    13 – Base de Alcântara
    O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
    14 – Biopirataria oficial
    Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
    15 – O fiasco dos 500 anos
    As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
    16 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito
    Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
    17 – Drible na reforma tributária
    O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
    18 – Rombo transamazônico na Sudam
    O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
    19 – Os desvios na Sudene
    Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
    20 – Calote no Fundef
    O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
    21 – Abuso de MPs
    Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
    22 – Acidentes na Petrobras
    Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
    23 – Apoio a Fujimori
    O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
    24 – Desmatamento na Amazônia
    Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
    25 – Os computadores do FUST
    A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
    26 – Arapongagem
    O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
    27 – O esquema do FAT
    A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
    28 – Mudanças na CLT
    A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
    29 – Obras irregulares
    Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
    30 – Explosão da dívida pública
    Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
    31 – Avanço da dengue
    A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
    32 – Verbas do BNDES
    Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
    33 – Crescimento pífio do PIB
    Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
    34 – Renúncias no Senado
    A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
    35 – Racionamento de energia
    A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
    36 – Assalto ao bolso do consumidor
    FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
    37 – Explosão da violência
    O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
    38 – A falácia da Reforma agrária
    O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
    39 – Subserviência internacional
    A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
    40 – Renda em queda e desemprego em alta
    Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
    41 – Relações perigosas
    Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.
    42 – Violação aos direitos humanos
    Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
    43 – Correção da tabela do IR
    Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
    44 – Intervenção na Previ
    FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
    45 – Barbeiragens do Banco Central
    O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

    E agora vem dar uma de moralista.

  15. Juliano Silva
    quarta-feira, 26 de agosto de 2009 – 12:33 hs

    PT DEVIA SE DEFENDER DELE MESMO!!!

  16. mauricio
    quarta-feira, 26 de agosto de 2009 – 13:19 hs

    ITA

    Com certeza você é funcionário público.

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