Paulo Sandrini vive terror em aeroporto na Venezuela | Fábio Campana

Paulo Sandrini vive terror em aeroporto na Venezuela

paulo_sandrini

O escritor Paulo Sandrini não traz só boas recordações de sua recente viagem à Venezuela para ministrar uma série de oficinas literárias, chamada “Violenta Imaginação”, no Instituto Cultural Brasil Venezuela.

Ele teve o dissabor de ser detido e maltratado no aeroporto internacional Simón Bolívar de Maiquetia, no sábado passado (8), sob a acusação de “suposta posse de drogas”, horas antes de seu embarque de volta ao Brasil.

“Sem explicações, pediram meu passaporte e me colocaram embaixo de uma máquina para detectar drogas. Como eu estava de estômago vazio, me levaram a um quarto onde fiquei por meia hora, e logo depois para um hospital onde tirei uma série de raios-X para detectar se eu levava drogas em meu estômago. A clínica estava em péssimas condições e tinha aparelhos obsoletos e os dois exames a que fui submetido deram negativo. Vivi uma situação de violência psicológica, uma ‘violência institucional’, sobre a qual tinha debatido com os alunos na oficina”.

Sandrini foi proibido de fazer chamadas telefônicas no período em que esteve detido. De volta ao aeroporto foi obrigado a assinar um documento que explicava o procedimento realizado pelas autoridades e atestava que ele não tinha sido molestado e nem agredido fisicamente.


17 comentários

  1. Eu...
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 9:24 hs

    TAMBÉM COM ESSA CARA QUALQUER UM SUSPEITARIA,
    LEMBRE-SE DAQUELA VELHA FRASE:
    “O MUNDO TRATA MELHOR QUEM SE VESTE BEM”!!!

  2. Emerson
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 9:32 hs

    Sugiro que o escritor leve o caso a OEA.

  3. AQUI NAO É DIFERENTE !!!
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 9:50 hs

    TADINHO DO CABELUDO HEHEHEHE

  4. quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 10:03 hs

    MAS COM TANTO PAÍS BOM PARA VISITAR FOI LOGO AONDE;;;;;;;;;;;;;;;SEM CHANCE DE VISITAR O CHAVEZ,,,,,,,

  5. Yo
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 10:06 hs

    Então ele achou que poderia entrar na União Soviética do Oeste, falar mal do governo e sair ileso?

    Pode não…

  6. Alessandro
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 10:32 hs

    Essa é a revolução bolivariana que tanto almejam Hugo Chavez, Requião, Lugo, Rafael Correa, Evo Morales, et caterva.
    E era o que Zelaya também queria, mas foi cortado pela Suprema Corte, Legislativo e Forças Armadas de Honduras.
    E o povo ordeiro não quer ele de volta não, é só ver os vídeos de passeatas da classe média hondurenha no youtube.

  7. Jaferrer
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 11:52 hs

    Seria bom ver o Lula tratando desse assunto da mesma forma como fez em casos semelhantes ocorridos na Espanha. Mas isso é ilusão. Com o Chavez o Lulinha não se mete.

  8. Aristides
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 12:26 hs

    Quando viajei a Manaus, fui a uma agência de turismo de lá e, durante uma conversa informal com os funcionários, fui informado que venezuelanos não gostam de brasileiros.
    Agora, se o cara chega num país xenófobo com os cabelos que aparece na foto, é normal despertar suspeita pelos policiais e passar pelo que passou.
    Afinal, ser diferente, tem seu preço.

  9. quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 13:39 hs

    O Negócio é conversar com o sócio do Sanches o Lula viajando da Silva, quem, sabe ele tem uma saída “honrosa” rsrsrs

    Mas estou com o Emersom, Ofereça representação contra a Palhaçada à OEA.

  10. Brasil...
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 13:53 hs

    Com essa cara de peixe morto, deveria chamar-se “Paulo Sardinha”…
    Me desculpe companheiro, más com esse visual de Cristiane F., em qualquer País lhe barraria!!!

  11. Tak Heus Pah
    quinta-feira, 13 de agosto de 2009 – 14:57 hs

    Não sei porque, mas me causa certo asco o termo “classe média”. Classe méida deve agregar pessoas médias, de inteligência média, de desempenho sexual médio, de capacidade criativa média, que também é chegada em TER bens de consumo só para fazer média perante a opinião dos outros. Em suma, classe média é bem meia-boca, quiçá mais explicitamente uma mérdia.

  12. sexta-feira, 14 de agosto de 2009 – 21:43 hs

    Agradeço antes de tudo ao Fábio pelo ato de responsabilidade em colocar essa notícia em seu site. É de utilidade pública avisar a todos que possam passar por lá, na Venezuela. Só essa é a finalidade, não outra. Enviei ao Fábio esse fato para que mais gente não passe por isso. Mas também adianto que não me acho distitnto de nenhum cidadão comum, que é o que também sou, apesar de escritor. O que assusta um pouco mais que a truculência de certos regimes é a visão de algumas pessoas locais a partir de uma abordagem estética (hehehe) que começa pelo cabelo (aliás o debate intelectual entre nós não consegue mesmo ir além da superfície). Devo dizer também que essa foto tem aí um quatro anos. Ademais, fico ainda melhor de brincos e unhas pintadas – fora o cabelo longo. E o olho de peixe morto a essa altura já se desintegrou depois desse tempo, é bem verdade. A cabeça do peixe geralmente é a primeira a ir para a lixeira. Ou não? (Va lá, há quem goste de pirão, sobretudo os cabeças de bagre). Agora, como quase tudo em Curitiba, esses depoimentos aí parecem brincadeira de uma gente que mal viajou pra Disneylandia ou Beto Carrero ou Cidade da Criança. Diversão sádica de crianças neuróticas de aparamento.. E dizer que fui barrado não seria o termo mais correto, senhor Brasil, pois fui até lá convidado pelo Instituto Cultural Brasil Venezuela. Onde fui muito bem tratado e os meus cabelos também, diga-se de passagem. Mais, não é de se estranhar que coisas como a Telesur medrem por estas nossas plagas tirando o espaço da cultura, verdadeira finalidade de um canal educativo, plagas onde, apesar de tanta gente boa e talentosa e amiga, existe também uma gente que se puder aniquila sua própria gente, por coisas como inveja e falta de capacidade e argumentos mais inteligentes do que esses que se mostram aqui nesses comentários. A agressão sob pseudônimos tem sido frequente nesta nossa terra de covardes dos mais improdutivos. Aqueles que alçam nossa cultura ao limbo da real mediocridade (muitos mesmo da nossa classe méida que por vezes é bastante rude e despolitizada e se pudesse teria vínculos com a Gestapo, se essa ainda existisse). Assim mesmo, deixo abraços a todos. E por bem ou por mal os fatos estão aí tanto para ingênuos quanto para os que têm discernimento, e também, claro e sempre, para os fascistinhas de plantão que se escodem sob as patas dos que lhes deem mais afeto ao ego com complexo de inferioridade.

  13. Lino
    sábado, 15 de agosto de 2009 – 7:28 hs

    Esse é um exemplo da democracia socialista bolivariana. Imaginem o que os intelectuais que vivem lá sofrem. Quanto à aparência do Sandrni, será que aspessoas têm de usar aquele cabelo cafona, de sargentão, de Chaves para ter seus direitos respeitados?

  14. Marcelo
    segunda-feira, 14 de setembro de 2009 – 1:55 hs

    Lastimo não ter lido este ocorrido antes de ir à Venezuela pela segunda vez em dois anos, da primeira vez que fui à Venezuela tudo correu relativamente bem, tirando a chateação do povo lhe perturbando para vender de tudo, tentando ganhar em cada táxi que lhe oferecem, cada hotel que indicam ou tendo que conviver com a falta de educação e hospitalidade daquele povo. Fui pela segunda vez agora no início de setembro, acompanhado de meu irmão, fomos à Venezuela para passar uma semana em Los Roques, arquipélago caribenho deste país. Depois da semana de praia voltamos ao Aeroporto Internacional Simon Bolívar em Maiquetia e fomos abordados exatamente da mesma forma como foi Paulo Sandrini, nos retiraram da fila, nos pediram passaporte e nos submeteram aos mesmos tratos já expostos.
    Lamento profundamente qualquer tipo de exclusão ou rótulos, e entendo ridículos os comentários acerca da legitimidade do ato sofrido por Paulo por conta de seus aspecto físico ou da forma como estava vestido. Até para que fique claro que todo e qualquer cidadão brasileiro está sofrendo este tipo de tratamento naquele país, não só os “cabeludos” ou com “olhos de peixe morto”, devo dizer que sou empresário, não sou cabeludo e estava com traje social quando fui agredido.
    A experiência da viagem à Venezuela tem um ponto positivo enorme, ao contrário de quando se volta de uma viagem à Europa, com aquele gosto de que o Brasil e seu povo poderiam ser melhores, volta-se da Venezuela com um gosto de que o Brasil e seu povo são maravilhosos e que estamos a anos luz em desenvolvimento cultural e democrático se comparado ao vizinho socialista bolivariano.
    Queria ver o Oliver Stone passar por isto e ir abraçado a Chávez ao festival de Veneza!

  15. Zeny Belmonte
    sábado, 21 de novembro de 2009 – 15:14 hs

    Tive a felicidade de fazer uma oficina de literatura com o Sandrini e conhecê-lo um pouco além da aparência, que aliás é ótima. E farei tantas outras que ministrar. É um privilegio ter oportunidade de conviver com pessoa tão inteligente e de preparo intelectual tão refinado. Quanto aos maus tratos ninguém merece. Trata-se de violência e desrespeito à dignidade de qualquer pessoa, independemente de ter cabeça de bagre, abacaxi ou chave de cadeia como o Hugo Chavez.

  16. Bruno Lima
    domingo, 3 de janeiro de 2010 – 22:18 hs

    Acabo de passar por Venezuela e passei pelo mesmo.
    Fui lá apenas porque minha namorada, disse que a passagem de avião para Frankfurt era muito mais barata de lá
    No aroporto, simplesmente me mandaram sair da fila, ficar nessa máquina que mostrou que eu tinha algo no estômago. Eu sabia que não tinha nada, única coisa que tinha era restos de um biscoito bono de chocolate, que até onde sei não é droga.
    Ainda por cima, fica cheio de soldado idiota te encarando, como se você fosse um criminoso. Depois de muito terror psicológico, raios-x, fui levado de volta ao aeroporto. Tive que assinar o mesmo papel que o Paulo e ainda por cima quando cheguei a Frankfurt, onde por sinal, fui muito bem tratado, descobri que tinham danificado várias coisas de minha bagagem e inclusive a própria bagagem, que já não fechava mais. E minha passagem barata saiu bem cara.

  17. terça-feira, 17 de julho de 2012 – 13:05 hs

    Quem já leu “O processo” de Kafka, tem noção como é esse sistema e o que Paulo passou… Kafakianismo no mundo “moderno”…

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