"Não podemos proteger só aqueles que não fumam", diz Pereira | Fábio Campana

“Não podemos proteger só aqueles que não fumam”, diz Pereira

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O polêmico projeto antifumo deve ser votado nesta semana. Após declarações de alguns deputados que defendem a instalação de fumódromos, o deputado Reni Pereira (foto), do PSB, relator do projeto, disse que não abrirá concessões.

“Não podemos proteger só aqueles que não fumam, se houver uma demonstração técnica que o fumódromo não prejudicará a saúde do fumante, iremos estudar o assunto”, afirmou Reni.

Os fumódromos – áreas específicas reservadas para fumantes – também serão proibidos. Segundo Reni, a lei seria preconceituosa se protegesse só o não fumante. “O estado só pode legislar baseado na proteção da saúde e em defesa dos direitos do consumidor”, concluiu.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a fumaça possui cerca de 5 mil substâncias tóxicas e 400 delas possuem concentração comparável com as inaladas pelo fumante. O ar fica com mais nicotina e monóxido de carbono do que a quantidade de fumaça que o fumante leva para o organismo.


7 comentários

  1. Alessandro
    terça-feira, 18 de agosto de 2009 – 14:48 hs

    Não fumo e nunca fumei.
    Mas não acredito que o Estado deva se intrometer na vida do contribuinte dessa forma. Quem quiser vai onde tem fumaça, quem não quer não vai.
    Em prédios públicos é proibido fumar desde 1998, então a proibição deveria parar por aí.
    As atribuições do Estado deveriam diminuir, assim como os impostos, não aumentar.
    Agora o sujeito vai até à tabacaria e não pode fumar, só no “tempo” (no frio, chuva, seja o que for).
    Em segurança pública, que é a principal atribuição do Estado, não se fala em aumentar penas ou o efetivo policial.
    Só aumento de obrigações contra o cidadão comum, assim como as reformas tributárias, sempre pra aumentar tributos.
    Esses legisladores inúteis merecem uma banana, isso sim.

  2. Patrick R.
    terça-feira, 18 de agosto de 2009 – 15:19 hs

    Quer ter câncer e morrer?

    Pergunte-me como: SOU DEPUTADO ESTADUAL DO PARANÁ.

  3. Povo
    terça-feira, 18 de agosto de 2009 – 15:30 hs

    Um absurdo, não sou fumante, mas acho essas propostas de lei ridículas , uma vez que o fumante nao pode fumar em local publico mas o usuário de droga se for pego fumando qualquer tipo de droga ilícita nao pode ser preso porque é usuário!!!!

  4. Roberto
    terça-feira, 18 de agosto de 2009 – 16:47 hs

    Eles estão pensando só nos bares e casas noturnas famosas e ricas, quero ver eles entrarem naqueles botecos do Parolim, e as famosas saunas e casas de massagens da cidade.
    E porque o único produto que é tabelado é o cigarro?
    Alguém lembra de algum outro???

  5. terça-feira, 18 de agosto de 2009 – 17:13 hs

    Reni, conhece o fumódromos oficial do TJ, é um exemplo, poderia citar outro perto o do Shoppimg Muller, isso são os fumódromos admissíveis.

    Ao ar livre, onde embora com o rigor da lei, já que o ser humano anda perdendo o respeito por si mesmo, se assim não fora respeitaria os outros e não precisaria da lei.

    Há sim que proibir o fumo em lugares fechados,já que o cidadão esqueceu o que é respeito e cada vez mais, os não fumantes vão aumentando, começa a haver uma conscientização pela saúde da população.

    Isto Posto – Aprovem logo a lei e deixem de enrolação, há coisas mais sérias para fazer, essa é pela lógica somente APROVAR. Cresçam Meninos.

  6. Francisco Quadros
    terça-feira, 18 de agosto de 2009 – 20:01 hs

    H1N1 mata mas o govero não distribui Tamyflu; a dengue é mortal e só fazem campanha (medida adotada quando o governo não quer atacar algum problema); ano passado só no Paraná 17 mil pessoas morreram de tuberculose; as estradas esburacadas matam; aids mata; transito mata; as doenças endêmicas (no século 21!) continuam matando no Brasil; febre amarela continua matando; no Brasil ainda se morre de desnutrição; a falta de medicamentos especiais que o Requião impede a SESA de distribuir (a não ser por decisão judicial) mata; a demora no atendimento na saúde pública (um exame que o Frischmann Aysengart faz em 12h na aúde Publica demora +- 45 dias) é letal. Bastam estes exemplos entre milhares, centenas de milhars. E os paranóicos só pensam no tabaco. A pessoa tem direito de decidir. Essa paranóia é coisa de não fumante besta. O Scarpelini era paranóico contra o cigarro mas não dispensava sua canabia. Não fumante tem inveja do tabagista, como o brocha tem do garanhão.

  7. Carlinhos
    quarta-feira, 19 de agosto de 2009 – 13:40 hs

    Vamos proteger os fumantes reservando vagas nas UTIs, prioridade para exames de câncer, etc., etc.

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