MST quer assentar 5 mil famílias no Paraná | Fábio Campana

MST quer assentar 5 mil famílias no Paraná

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Gladson Angeli na Gazeta do Povo

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) quer que 5 mil famílias de agricultores sejam assentadas no Paraná. Está é uma das reivindicações da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que mobiliza 3 mil trabalhadores rurais de 23 estados brasileiros entre esta segunda-feira (10) e o dia 28. No Paraná, cerca de 700 integrantes do MST vão marchar até a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Curitiba, na terça-feira (11).
Os sem-terra vão se reunir na Praça 29 de Março, no bairro Mercês, e a partir das 9 horas iniciam a caminhada até a sede do Incra. Além do assentamento das famílias que permanecem acampadas, o MST cobra assistência técnica e infra-estrutura para os assentamentos. Eles querem crédito habitacional e a implantação de um programa agroindustrial para o beneficiamento da produção.

Em todo Brasil, são 90 mil famílias aguardando uma área, segundo o MST. O movimento quer a atualização dos índices de produtividade, que são usados como referência para classificar como improdutivo um imóvel rural, que deve ser destinando à Reforma Agrária. A lei agrária de 1993 determina que esses números sejam atualizados a cada cinco anos, mas a tabela está intocada desde 1975.

Os trabalhadores cobram, ainda, a liberação de R$ 800 milhões do orçamento do Incra para este ano e aplicação na desapropriação e obtenção de terras. Durante a mobilização o MST realizará negociações junto ao Incra e órgãos estaduais para discutir todos os pontos de pauta. O movimento também montará acampamento em Brasília, em frente ao estádio Mané Garrincha. Os sem-terra permanecerão na capital por duas semanas e farão marchas na Esplanada dos Ministérios.

Em São Paulo, teve início na quarta-feira (5) a marcha estadual de Campinas a São Paulo, com 1,2 mil trabalhadores rurais. Para sexta-feira (14) está programado um protesto com outras organizações de classe na Avenida Paulista, na região central da capital paulista. No Pará, cerca de 500 trabalhadores do MST também iniciaram uma marcha na semana passada. Eles farão um percurso de aproximadamente 200 quilômetros entre o município de Irituia e a capital Belém.


15 comentários

  1. DON QUIXOTE
    segunda-feira, 10 de agosto de 2009 – 21:38 hs

    É FÁCIL, MUITO FÁCIL.

    É SÓ FALAR COM REQUIÃO, QUE É UM GRANDE ANMIGO DO M S T .

    NÃO TEM NENHUM PROBLEMA.

    É PRÁ JÁ.

  2. Peraí
    segunda-feira, 10 de agosto de 2009 – 22:16 hs

    Dá uma enxada pra eles… quero ver se fica um….

  3. Ilustre PETFORME
    segunda-feira, 10 de agosto de 2009 – 22:20 hs

    Escuta mais eles não foram os responsáveis pelo desvio dinheiro do INCRA no assentamento de Quedas do Iguaçu da Araupel?
    Eles não foram os que mais desmataram com políticos locais aquela região?
    Não destruíram as matas de Araucária e subtropical?
    Não foram eles que ainda destituíram o Celso Lisboa de Lacerda do cargo de superintendente do INCRA no Paraná?
    Não foram eles que pararam a desapropriação das terras dos Atalla em Porecatu, que seriam desapropriadas após a invasão e o INCRA voltou atrás, não se sabe por que?

  4. Zé Ninguém
    segunda-feira, 10 de agosto de 2009 – 22:21 hs

    E uma pouca vergonha como diz o Boris isso e sim um tapa na cara do cidadão que paga seus IMPOSTOS por que ninguém gosta de dar dinheiro para o governo e sim uma imposição , e alem do mais o coitado do assalariado que paga sua prestação na COHAB ou na Caixa tem de ver de camarote o governador e a corja do presidente passarem a mão na cabeça dessa gente que em sua minoria querem um pedaço de chão para produzir mas na grande maioria são uns sangue sugas do nosso dinheiro por que quem paga os acampamentos desde sua deslocação ao seu sustento somos nos , dinheiro do governo federal que saem pelo ladrão e não e apenas trocadilho saem pelo ladrão literalmente , Tem de ser feita uma reforma sim mais com diretrizes definidas , começando que o requerente tenha de ser do estado tenha comprovadamente experiência na lavoura e que pague pela terra com serviço ou por safra. E pela forma que a coisa esta só tende a piorar , não vou nem falar do governo .

  5. josé
    segunda-feira, 10 de agosto de 2009 – 23:36 hs

    De cada 10 assentamentos do mst, 9 deram errado; porquê dar mais dinheiro a eles?

    Porquê não municipalizar a reforma agrária?

    Quem melhor que as prefeituras para saber quem são os verdadeiros sem terra?

    Muito dinheiro já foi gasto com este movimento e o resultado é pífio, porque então não enviar este dinheiro para as prefeituras?

    Existem milhares de pequenos agricultores que também precisam de assistência técnica e crédito, primeiro estes devem ser atendidos, naturalmente haverá mais emprego no campo e cada um poderá ter seu pedaço de terra com o próprio esforço.

  6. Cidadão Paranaense
    terça-feira, 11 de agosto de 2009 – 7:18 hs

    Tem espaço de monte na Praça Nossa Senhora da Salete Centro Cívico. Tem até ônibus ocupando espaço da praça.

  7. Rogério
    terça-feira, 11 de agosto de 2009 – 8:29 hs

    Se o Requião fosse um Governador de verdade assentava essa gente na Colônia Penal Agrícola.

  8. Ricardo
    terça-feira, 11 de agosto de 2009 – 9:32 hs

    Eles merecem, merecem uma saraivada!!! o que são melhores que eu ou de outros que vão atrás do seu sustento sem prejudicar os outros ou fazer badernas!!! Eu vou, devagarinho, trabalhandinho e sonhando um dia ter minha casa, meu carro e de repente se der certo, uma fazendinha. Mas eu mereci, daí vem um bando de desocupados pra sentar lá!!! chumbo neles!!!

  9. Teodoro
    terça-feira, 11 de agosto de 2009 – 10:47 hs

    Porque essa “tchurma” não se hospedam na Granja Canguiri, seria uma ótima oportunidade do Maria Louca, dar “preferência aos pobres” como da boca para fora ele fala!

  10. Alessandro
    terça-feira, 11 de agosto de 2009 – 12:08 hs

    Rogério, Ricardo e Teodoro: concordo com vocês em gênero, número e grau.
    Acredito ainda que seja a mesma opinião de todos que trabalham.
    Ora, caramba! Bando de criminosos vangabundos.

  11. Olhos Abertos
    quarta-feira, 12 de agosto de 2009 – 12:24 hs

    A pegunta é como ainda tem pessoas repetindo a fila? não é somente terra para uma família?

  12. To be or not to be
    quarta-feira, 12 de agosto de 2009 – 15:14 hs

    Querem um pedaço de terra de preferencia ja com plantação, plano de saúde, salario, escola para os filhos (com direito a faculdade mais tarde), impostos doados, o que mais eles querem mesmo?….Eles fazem o que bem entendem, acampam, estragam plantações, invadem fazendas, juntamente com crianças menores (q estão ali só aprendendo o ilicito), me digam como eles conseguem dinheiro para irem de um estado a outro, sustentando tanta gente. Nós simples mortais trabalhamos honestamente a vida inteira para conseguir uma casa, ou uma terrinha para deixar para nossos filhos, pagamos nossos impostos ( olhe q são um montão), devemos as vezes p/ o banco, não conseguimos dormir direito, pensando em como pagar, trabalhamos dobrado, pra conseguir dinheiro , para sustento de nossa familia, aí vem esses Movimento não sei das quantas e querem pegar tudo pronto.Isso me faz pensar se não seria mais fácil ser como eles? É acho que não, é legal vc colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila,” dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”

  13. Danielle
    quinta-feira, 10 de setembro de 2009 – 9:14 hs

    Ela acho uma poca vergonha tudo isso…

  14. Eptelio Buzinotti
    quinta-feira, 10 de setembro de 2009 – 9:22 hs

    É o fim da picada este MST, tem muita coisa errada neste país, mas isso virou uma balbúrdia.

  15. domingo, 27 de outubro de 2013 – 17:59 hs

    como anda hoje esse processo de assentamento

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