Zé Dirceu diz que aliança PT-PMDB não será fácil no Paraná | Fábio Campana

Zé Dirceu diz que aliança PT-PMDB não será
fácil no Paraná

dirceu

O ex-ministro José Dirceu, viga-mestra que sustentou a primeira vitória de Lula à chefia do país, disse em artigo que “estamos caminhando para uma política de alianças de fato sem o PMDB”.

No texto Zé Dirceu retrata a situação das alianças entre PT e PMDB nos principais estados e diz que “no Pará, Bahia, Paraná, não será fácil nos recompormos com o PMDB”.

Clique em Leia Mais para ler na íntegra o artigo de José Dirceu.

Cresce no PT a política dos fatos consumados, decisões que vão sendo tomadas sem levar em conta o palanque nacional e a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência. Todos concordam que a sucessão do presidente Lula e um terceiro mandato têm nome e título de eleitor: eleger Dilma.

Na prática, o que estamos assistindo nos estados mais importantes do país é o contrário. Começando por São Paulo, onde não há sequer um diálogo com nossos aliados, PSB, PDT, PC do B. Tanto a executiva estadual quanto a bancada já decidiram pela candidatura própria. No caso da bancada, 14 dos 19 deputados indicaram até o candidato, o prefeito reeleito de Osasco, Emídio de Souza. Perdemos a oportunidade de organizar uma mesa com nossos aliados, Dr. Helio, do PDT, Ciro Gomes, do PSB, além do PC do B, nosso aliado desde a Frente Brasil Popular em 89.

Mesmo a pré-candidatura de Paulo Skaf, presidente da FIESP, provavelmente por um dos partidos aliados ao PT, merecia de nossa parte pelo menos uma visita de cortesia e troca de informações. É fato que a direção estadual do partido e suas lideranças e parlamentares têm reunido a militância e realizado caravanas pelo estado, debatendo um programa alternativo à gestão tucana e procurado a unidade do partido na busca de um candidato, a partir das pré-candidaturas de Antonio Palocci, Emídio de Souza e Fernando Haddad para o governo, e Aloísio Mercadante para o Senado.

No Rio de Janeiro, na prática, Lindeberg Farias, prefeito reeleito de Nova Iguaçu, constrói sua candidatura ao governo e defende abertamente três palanques para Dilma Rousseff: o dele, o do ex-governador Garotinho, pelo PR, e o de Sergio Cabral, pelo PMDB. Rio e São Paulo se iludem, achando que os demais partidos já decidiram pelo apoio a ministra Dilma e o farão mesmo que o PT não os apoie em suas demandas regionais de suporte a seus candidatos.

Em Minas Gerais, o partido está imobilizado, não pode avançar em alianças ou candidaturas. A disputa pela direção do Diretório Regional entre as correntes políticas alinhadas com Fernando Pimentel, ex- prefeito de BH, e Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social, domina o debate e a mobilização partidária, sem que isso signifique que não haja diálogo com o PMDB, que tem o ministro e senador Hélio Costa como pré candidato.

Não se trata de divergências pessoais entre as duas lideranças nem da disputa da candidatura ao governo do estado, mas de visões e táticas políticas e eleitorais diferentes que envolvem a relação com o PMDB e com o PSDB, que remontam a eleição do prefeito da capital, no ano passado, quando o PT aliou-se ao PSB e ao PSDB, e o PMDB teve sua própria candidatura, política que não teve o aval de Patrus Ananias e daqueles que o apóiam.

A esses três estados mais importantes do país, soma-se a situação no Rio Grande do Sul, Acre, Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, onde a aliança com o PMDB é improvável até porque o PMDB nesses estados não a aceita.

No Pará, Bahia, Paraná, não será fácil nos recompormos com o PMDB; precisamos manter nesses estados a aliança que nos levou à vitória na Bahia e Pará e à reeleição de Roberto Requião no Paraná. Podemos e devemos vencer no Norte e Nordeste, podemos vencer no Sul e no Centro Oeste, ou pelo menos empatar, mas a eleição se decidirá em São Paulo, Minas e Rio, daí a importância do diálogo da direção nacional do partido com suas direções estaduais ou mesmo a disputa aberta e transparente para convencer a maioria do partido do que está em jogo.

Pelo andar da carruagem petista nos estados, começo a me convencer de que estamos caminhando para uma política de alianças de fato sem o PMDB, que além de contrariar decisão nacional do partido, considero um grave erro, já que parte do princípio que já temos o apoio do PSB, PDT, PC do B, além do PR, não leva em conta nossa tática de eleger senadores e deputados e não prioriza a eleição nacional nos três principais estados do país.

* José Dirceu é ex-ministro da Casa Civil


11 comentários

  1. O Povo
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 17:53 hs

    Perder tempo ainda dando espaço para este “vigarista” do PT que na verdade é um tremendo de um bandido, agora através dos bastidores trabalhando e ganhando muito dinheiro com suas sugeiras e achaques conhecidos de politiqueiro profissional!

  2. luis gringo
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 17:53 hs

    E uma vergonha para nosso partido ter uma figura dessas como filiado ainda.
    Culpa de alguns setores que defendem aqueles que jogaram na lama anos de contrução e luta do PT.
    Pior ainda ele vir se meter na politica regional,
    Dirigentes, filados e simpatizantes temos que dizer basta para este tipo de gente.

  3. Betina
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 18:09 hs

    Putz, é o fim da picada. Nem acho que os militares erraram olha só o tipo de gente que fala mal deles.
    XÕ José Dircei!! Xô Dilma terrorista!!!

  4. josé
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 18:17 hs

    luis gringo, ele não só é filiado, como manda e muuuuito no teu ParTido….afinal ele foi, é e sempre será a cara do PT…

    Ainda dá tempo, dá um pé na b… deste partido e faz o que deve ser feito: não eleja vagabundo nenhum, de qualquer partido…

    Lembre sempre de Bakunin:

    “Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Essa minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”

  5. Carlão
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 18:39 hs

    E o Requião ainda mantem 180 PTista nos cargos CC , nosssaaa que vergonha . muito esperto o RR.

  6. Lingua de Krocodilo®
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 19:09 hs

    Olha aí o botinudo metido a besta!! Por conta de sua sede de poder fez estrago nas bases do partido, acabou com a militancia e foi arrogante quando ministro da casa civil.

    Lembrem das bestas gritando:”o zé é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”

    Quem será que pagou aquilo, o Dantas?

    Ridículos arenistas q infestaram o PT.

  7. PAPAGAIO DE PIRATA
    sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 20:49 hs

    ZÉ DIRCEU já esteve aqui neste blog afirmando que o PT e ele próprio não iriam apoiar o OSMAR DIAS, porque o Osmar representava o AGRONEGÓCIO, e agora como fica, não quer nem ver o OSMAR e nem o PMDB , ENTÃO VÃO DE CANDIDATO PRÓPRIO, Olha não sou simpatizante do PT, e esse tal de ZÉ DIRCEU deveria ser banido do meio politico, mandar de volta para CUBA, ELE TÁ MILIONÁRIO, e o partido PT PROIBIR ELE DE ABRIR A BOCA, O PRÓPRIO LULA CHAMOU ELE DE…..ALOPRADO

  8. sexta-feira, 24 de julho de 2009 – 22:57 hs

    Quem manda no governo é esse verme, daí o nível do partido/seita petista e agora é o negociador mor pró eleições 2010. Arreégua!

  9. CLOVIS PENA -
    sábado, 25 de julho de 2009 – 6:23 hs

    Zé, Color, Renan Calheiros, Paloci, Genoino, Lalau, Valério e Lula com Sarney.
    Filhos, netos, irmãos, esposas, amantes, namorados, amigos, PCs,…….
    Nossa provincia não escapa: nepotismo, acertos com caixa dois, laranjas, gafanhotos,
    radares arrecadadores, porto, ceasa, e outros que são objeto de “segredo de justiça”.
    Tudo incomum.
    Só falta um pente.

  10. Sérgio Athaudi
    sábado, 25 de julho de 2009 – 8:15 hs

    Ai meu Deus! Meu empreguinho na economia solidária vai pro espaço. Só vou ficar com minha aposentadoria de bancária. Por falar em banco nunca trabalhei lá, só fiquei na militância. Agora na economia solidária da SETP só estou arrumando uma graninha pra ADSCUT graças ao Nelson do PSDB, pois o padre Roque do PT não deu e o pau comeu. O resto que se exploda.

  11. Bogdan Alves
    sábado, 25 de julho de 2009 – 12:16 hs

    Será que o Sérgio Athaudi que sempre falou mal do Requião, nunca votou nele e agora conseguiu um carguinho na SETP, ficou quietinho, pra ver se consegue desviar um dinheirinho para sua ADSCUTI?

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