Uma semana de muita conversa mole | Fábio Campana

Uma semana de muita conversa mole

Requião004

Na segunda o PT se reúne com o PMDB para conversar sobre as eleições do ano que vem no Paraná. Na quarta, Requião recebe o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM.

O PT quer de Requião apoio para a candidata presidencial Dilma Rousseff e complacência com a candidatura de Osmar Dias ao governo.

Requião tem estado com Orestes Quércia, do PMDB, e Kassab, do DEM, que articulam a candidatura do tucano José Serra à presidência da República. Repete, em todas as oportunidades, que não aceita a candidatura de Osmar Dias nem que ele ofereça metade do governo aos seus irmãos e demais parentes.

As eleições são em outubro do ano que vem. Como se vê, temos pela frente uma semana de muita conversa mole.


10 comentários

  1. V.Lemainski-Cascavel
    sábado, 11 de julho de 2009 – 10:19 hs

    ZERO À ESQUERDA SOMA?
    Requião, tal qual o Lula, viraram os bobos da côrte. Quando falam ninguém leva a sério. Perderam o respeito.

  2. Jaferrer
    sábado, 11 de julho de 2009 – 10:53 hs

    Não é verdade, se oferecer metade do governo para a famiglia Mello e Silva ele aceita rapidinho.

  3. Março aurélio
    sábado, 11 de julho de 2009 – 10:55 hs

    O jogo é o seguinte: peço o impossível para o PT e uso como pretexto o não aceite para apoiar o Serra. E há quem caia.

  4. O Povo
    sábado, 11 de julho de 2009 – 11:43 hs

    O Maria Louca está a colher o que plantou : discórdia, desonestidade, traição, descontrole emocional, falta de educação, e destempero emocional. Terá um final político de trevas e amarguras, pois estará colhendo sua plantação!

  5. sábado, 11 de julho de 2009 – 14:29 hs

    O nepotista juramentado, para não ficar sem mandato, vende até a alma pro capeta.

  6. sábado, 11 de julho de 2009 – 16:08 hs

    Fruet para o Senado, junto com Beto. Osmar para o senado. Gleise para o Senado.O falecido vai dançar bonito. Deus o tenha.

  7. Eleitor Atento
    sábado, 11 de julho de 2009 – 17:16 hs

    E por falar em alianças, campanhas políticas e promessas …

    GOVERNADOR REQUIÃO, OLHE PARA AS CRIANÇAS QUE ESTÃO AMEAÇADAS DE FICAREM SEM SUAS ESCOLAS EM PLENO MEIO DO ANO. AUTORlZE O PAGAMENTO DA VERBA DE SUBVENÇÃO SOCIAL NÃO REPASSADA DESDE JANEIRO DE 2009 !

    Aproveite e veja abaixo um estudo demonstrando a necessidade de abertura de novas creches/pré-escolas.

    NÃO feche as pré-escolas que existem no serviço público do Paraná, contribua para a abertura de novas creches/pré-escolas por todo o Paraná.

    O dinheiro público deve ser uilizado para o bem estar do POVO – creches/pré-escolas é um direito das crianças, pais e cidadãos e DEVER do Estado !

    ” A pesquisa conclui que crianças que freqüentaram creches de 0 a 3 anos apresentaram na idade adulta renda mais alta e menos chances de prisão, de gravidez precoce e de depender de programas de
    transferência de renda do estado no futuro.”

    “18/11/2005 – APENAS 9% DAS CRIANÇAS BRASILEIRAS FREQUENTAM

    CRECHES

    Curitiba – Hoje no Brasil, apenas 9,43% das 13 milhões de crianças com idade entre 0 e 3 anos de idade estão na creche, metade em escolas públicas e metade nas particulares. O Paraná empata com a média nacional, pondo na creche só 9,67% das suas 700 mil crianças dessa faixa etária. No ranking dos estados, ocupa o décimo primeiro lugar.

    O desempenho do Brasil melhora quando se trata da inclusão na pré-escola, mas o Paraná despenca para o vergonhoso vigésimo lugar. Enquanto o país como um todo mantém em sala de aula 61,36% de sua população de 4 a 6 anos, o estado mal atende à metade desse público. Dos 560 mil
    paranaenses dessa faixa etária, só 53,25% estão na escola.

    Esse retrato do ensino básico está na pesquisa Educação da Primeira Infância, lançada ontem, no Rio de Janeiro, pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O trabalho, coordenado pelo economista Marcelo Neri, processou os microdados dos últimos Censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, além do quadro
    atual, analisou ainda o perfil de adultos que passaram ou não por creche e pré-escola. A pesquisa conclui que crianças que freqüentaram creches de 0 a 3 anos apresentaram na idade adulta renda mais alta e menos chances de prisão, de gravidez precoce e de depender de programas de

    transferência de renda do estado no futuro.

    Dos 10 municípios brasileiros com maior taxa de freqüência em creches, três são do Paraná, outros três de São Paulo e quatro do Nordeste. Os três paranaenses ficam na Região Norte. São, pela ordem, Munhoz de Melo (5.º lugar nacional), Ângulo (8.º) e Lobato (10.º), com índices de 48%, 43% e
    42,5% de inclusão de crianças na creche, respectivamente.

    Nessa região também fica a cidade do Paraná mais bem colocada no ranking pré-escolar do país, em décimo sétimo lugar. É a vizinha Flórida, que mantém 95% das
    crianças de 0 a 6 anos na escola. O curioso é que todas as crianças – ou no mínimo a maioria – estão em estabelecimentos públicos. Não só essa característica diferencia as cidades pequenas dos grandes centros urbanos.

    A pesquisa da FGV revela que elas dispõem de um maior porcentual per capita de vagas em creches, embora em grande parte delas não exista escola particular. Na educação da primeira infância, as cidades pequenas
    dão um banho nas capitais. Não há uma só capital brasileira que tenha números elogiáveis.

    O “melhor” resultado é o de Vitória (ES), onde apenas três entre dez crianças de 0 a 3 anos já passaram por uma creche, e o pior
    é de Rio Branco (AC), onde 96,7% delas nunca freqüentaram um ambiente desses. Em Curitiba, 81,14% das crianças nessa faixa etária – ou oito entre 10 – também nunca estiveram em uma creche.

    Na dicotomia públicas e privadas, estas levam vantagem em Curitiba. Ficam
    com 10,77% do público infantil, contra 7,61% das públicas. Os 0,48% da diferença são de crianças que em algum momento já freqüentaram uma creche. Outras 22 capitais estão em situação ainda pior do que a de
    Curitiba. E essa precariedade estende-se ao ensino pré-escolar, embora traduzida em números menos preocupantes. A capital paranaense está em nono lugar entre as capitais cujas crianças com idade entre 4 e 6 anos nunca freqüentaram a pré-escola, com taxa de 36,37%. Vitória e Rio Branco repetem sua posição no ranking, com 12,49% de excluídos na primeira da tabela e 50,58% na última.

    Nessa fase do ensino infantil, Curitiba inverte a participação do seu público distribuído entre escolas públicas e privadas, com 31,05% para as primeiras e 25,76% para as particulares. Mas, se por um lado o Paraná tem cidades com bom desempenho na oferta de vagas em creches e pré-escolas, por
    outro também tem outras em situação oposta. Doutor Ulisses, na região etropolitana de Curitiba, está em penúltimo lugar no ranking nacional, com apenas 9,75% das crianças na pré-escola. Ariranha do Iva í, Cândido de Abreu e Tunas do Paraná também estão entre as últimas 30 na tabela
    da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.

    Mauri König

    Fonte: http://www.fgv.br/ibre/cps/pesquisa/impacto_2005

  8. Vigilante do Portão
    sábado, 11 de julho de 2009 – 19:56 hs

    Esse é o governador do Paraná, INCOMPETENTE para fazer qualquer coisa que não seja proselitismo.
    Fechar as creches que atendem aos filhos dos funcionários públicos é uma idiotice. Será que a Gleisi, aquela que se dizia “indignada” com a falta de creches em Curitiba, vai condenar a atitude do governador ou vai fazer de conta que não sabe de nada?

  9. CLOVIS PENA --
    domingo, 12 de julho de 2009 – 7:22 hs

    A esperteza, quando é exagerada, engole do dono.

  10. Querendo Saber
    domingo, 12 de julho de 2009 – 16:21 hs

    Vigilante do Portão:

    Boa pergunta, esperemos que o PT nativo, a Dª GLEISI, o ENIO VERRI (SEPL), o BIANCHINI (SEAB), enfim toda a bancada petista na Assembléia Legislativa, respondam e não fiquem só nisso, ajam afim de preservar-se as creches/pré-escolas…

    Quando o CQC esteve em Curitiba para fazer um quadro do programa denominado “PROTESTE JÁ “, o PT inteiro manifstou-se em apoio, especialmente sua bancada na Câmara Municipal.

    Também, QUEREMOS um posição clara, transparente e incisiva do MUNISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, através do Procurador Geral, Olimpio Sotto Maior e da promotora Drª MARGARETEe Drª HERMÍNIA, As quais na questão das creches de Curitiba posivionaram-se.

    Creche-pré-escolas é direito das crianças, pais e cidadãos ! Escolas nao devem ser fechadas e sim abertas, mais e mais por todo o estado do Paraná.

    GOVERNADOR, AJUDE A ABRIR CRECHES/PRÉ-ESCOLAS E NÃO FECHA AS QUE EXISTEM HÁ MAIS DE 20 ANOS.

    Vejam matéria sobre creches em Curitiba e posição do MP – PR .

    Infância

    Faltam 45 mil vagas em creches de Curitiba
    Levantamento do Ministério Público do Paraná foi feito nos Conselhos Tutelares.

    Prefeitura contesta número

    Publicado em 22/04/2008 – Themys Cabral

    Está no artigo 54, inciso IV, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): é dever do Estado assegurar à criança de zero a 6 anos de idade atendimento em creche e pré-escola. Na prática, contudo, o direito é violado insistentemente.

    De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), em 2004, havia 33 mil crianças sem creche em Curitiba. Segundo o MP-PR, hoje este número gira entre 40 a 45 mil, um aumento de, no mínimo, 21%. O levantamento foi feito pelo próprio MP-PR junto aos Conselhos Tutelares.

    A prefeitura de Curitiba contesta e apresenta outros números. De acordo com o levantamento de 2005, o último disponível, o cadastro de fila de espera está em 10 mil crianças. Contudo, segundo a prefeitura, podem haver cadastros duplos e até triplos (pais que procuram mais de uma unidade), o que faz com que o déficit real seja inferior às 10 mil vagas. A prefeitura pretende finalizar um novo levantamento no segundo semestre deste ano, que deve mostrar qual é o real tamanho da fila e a verdadeira demanda.

    Estão sendo avaliados quesitos como idade, renda e trabalho, para certificar-se da necessidade da família.

    Defasagem

    O tamanho da fila de crianças à espera por uma vaga nas creches públicas em Curitiba é incerto. Há dados diferentes entre a prefeitura e o MP:

    Matriculadas

    36,7 mil crianças estão matriculadas em creches municipais, unidades conveniadas e pré-escolas municipais em Curitiba.

    Oferta

    162 creches municipais são destinadas ao atendimento de crianças de 4 meses a 5 anos.

    Pré-escola

    172 escolas municipais fazem o atendimento a partir dos 5 anos.

    Fila da prefeitura

    10 mil cadastros com pedidos para vagas em creches foram contabilizados pela prefeitura em 2005. Há registros duplos e até triplos. O número não demonstrava o real déficit.

    Fila do MP

    40 a 45 mil é déficit de vagas em creches em Curitiba estimado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), em levantamento feito junto aos Conselhos Tutelares.

    Novas

    19 creches foram construídas desde 2005.

    Reformas

    140 creches foram reformadas ou ampliadas desde 2005.

    Novas vagas

    7,1 mil novas vagas foram criadas desde 2005. A meta é chegar até o fim de 2008 com 8,5 mil novas vagas.

    Horário especial

    4 creches funcionam até as 23 horas para atender especialmente filhos de carrinheiros: Vila Torres (Prado Velho), Parolin (Guaíra), Pimpão (Portão) e João Batista Fontana (Guaíra).

    Fonte: Prefeitura de Curitiba e MP-PR

    Desde 2005, de acordo com a prefeitura, vem se trabalhando para se diminuir as listas de espera por creches em Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa do município, hoje são 36,7 mil crianças de quatro meses a 5 anos matriculadas nos chamados Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI’s) ou em unidades conveniadas. Nos últimos três anos foram criadas 7,1 mil vagas com a construção de 19 novas creches e a reforma e ampliação de outras 140. Até o fim do ano, a meta é fazer com que esse número chegue em 8,5 mil novas vagas, o equivalente a 85% do déficit de 2005.

    “A prefeitura vem trabalhando arduamente para resolver o problema e dar conta da demanda. É um problema nacional. Curitiba tem buscado solucionar e ampliar as vagas”, afirma a diretora do departamento da educação infantil da secretaria municipal de Educação, Ida Regina Moro Milléu de Mendonça. Para o Ministério Público, entretanto, o que está sendo feito não é suficiente. “É pouco, mas não quer dizer que não há nada sendo feito”, afirma o promotor de justiça, Mário Luiz Ramidoff.

    O déficit de vagas em creches não é uma questão tão fácil de ser equacionada. O problema é antigo e a demanda não para de crescer. Por ano, nascem em Curitiba 24,3 mil bebês.

    O pintor Paulo Ferreira Mota, 20 anos, está em busca de creche para seus dois filhos: Alícia, de 3 anos e cinco meses, e Wallace, de 1 ano e 3 meses. O cadastro de Alícia foi feito pelo pai quando a menina tinha quatro meses de vida. Mesmo assim, nada de vagas até agora. Abandonado pela esposa, há duas semanas Mota deixou de trabalhar para ficar com os filhos. “Era ela quem cuidava das crianças. Eu preciso voltar ao trabalho na terça-feira e não sei o que fazer.” Segundo ele, com o dinheiro que ganha, não teria condições de pagar creche particular para as duas crianças, além de aluguel, condução e alimentação.

    A auxiliar de serviços gerais Rosimeri Costa Pereira Rocha, 23 anos, também tem de se virar sozinha com duas crianças. O mais velho, de 7 anos, está na escola, mas para o menor, de 3 anos, não há vagas nas creches que ela procurou. “Estou à espera de vaga desde o começo do ano passado. Minha vizinha fez a solicitação depois de mim e já conseguiu. E ela nem trabalha fora. É decepcionante”, afirma.

    O marido de Rosimeri foi embora de casa há cerca de dois anos. Desde então, ela tem de fazer malabarismos para cuidar das crianças e sustentar a casa. “Quando tenho com quem deixar meus filhos, eu posso ir trabalhar. Mas quando não tem ninguém, eu falto”, diz.

    Segundo a auxiliar de serviços gerais, quem a ajuda de vez em quando e cuida dos meninos é o irmão dela, de 15 anos. “Mas ele estuda e tem trabalhos da escola, nem sempre pode ficar com as crianças”, diz.

    O eletricista Edson Luis Amaral, 42 anos, luta por uma vaga em creche para a sua neta, Sarah Eduardo Amaral, de 1 ano e oito meses. De acordo com Edson, no ano passado, quando Sarah nasceu, em agosto, a mãe da menina, de 16 anos, teve de sair da escola para cuidar do bebê. “Minha filha perdeu o ano da escola porque não conseguimos vaga na creche. Recorri ao Conselho Tutelar, que fez os encaminhamentos. Fizemos a representação no Ministério Público e não tivemos nenhuma resposta. Eu fiquei revoltado de ver a filha da gente ter de sair da escola. São duas crianças que estão sendo afetadas”, afirma.

    Neste ano, eles não abriram mão. A adolescente voltou à escola e também está fazendo estágio, mas como ainda não conseguiram vaga em creche para Sarah, a avó da criança, Sandra Maia de Amaral, 42 anos, deixou o emprego de empregada doméstica para ficar responsável pelos cuidados da neta. “Para a minha filha não perder o ano letivo de novo, minha esposa teve de sair do trabalho para cuidar da neta. São R$ 500 a menos no orçamento familiar, nossas contas estão todas atrasadas. É uma situação de impotência total. O governo teria de prover isso. A gente fica abandonado”, diz.

    Pais apelam aos Conselhos Tutelares

    As histórias que envolvem as famílias em busca de uma vaga em uma creche sensibilizam os conselheiros tutelares. Relatos de mães que chegam chorando, não são incomuns. “A mãe chega desesperada, porque precisa trabalhar e não tem vaga na creche para o fi-lho. Ela acaba deixando com uma pessoa que cuida de várias crianças. Mas, só cuida, não tem um trabalho educativo”, afirma a conselheira tutelar do Boqueirão, Eloisa Siqueira Lima.

    Há quem não tenha alternativa. “Famílias em maior grau de vulnerabilidade levam os filhos juntos nos carrinhos de reciclagem e há casos em que encontramos os pequenos sozinhos em casa, com uma criança de dez anos faltando à escola para cuidar do irmão de dois anos. Você vai verificar depois no sistema e vê que é uma mãe que tentou, mas não conseguiu vaga em creche”, relata o conselheiro tutelar da CIC, Marcos Serafim Furtado.

    Quando não se consegue uma vaga diretamente na creche, a saída é procurar os Conselhos Tutelares. Eles fazem um pedido oficial à Secretaria Municipal de Educação. Em caso de negativa, entra-se com uma representação no Ministério Público. “Mesmo assim, não temos muito retorno”, explica Furtado. O déficit de vagas em creches é maior nos bairros da região Sul da cidade, nas regionais Boqueirão, Pinheirinho, Bairro Novo e no bairro CIC.

    Segundo a conselheira tutelar Elenize de Fátima Borme Gonçalves, a regional do Bairro Novo ganhou duas novas unidades de creche, os chamados Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Contudo, ainda faltam 480 vagas solicitadas no Conselho Tutelar do Bairro Novo.

    As listas de espera de cada CMEI também são sempre muito grandes. Segundo Elenize, extra-oficialmente, sabe-se que em um único CMEI há uma lista de espera de 400 crianças. “Nem todos os pais que procuram as creches vão até os conselhos tutelares”, explica.

    No Conselho Tutelar da CIC, cerca de 650 crianças aguardam uma vaga em uma creche. Mas, mais uma vez, este número não representa o déficit do bairro. “Nós percebemos que aqueles que vêm ao conselho são minoria. Quando vêm, é por um situação de desespero”, conta Furtado.

    No Pinheirinho, 650 solicitações de vagas foram feitas diretamente ao Conselho Tutelar. “As mães vêm aqui e choram. Não têm como sair do emprego, senão não têm como pagar aluguel ou prestação. Essas crianças ficam na rua, com o vizinho”, conta a conselheira tutelar Cecília de Souza Lima. A regional conta com 21 CMEI’s. Cecília calcula que seriam necessários cerca de 15 novos CMEI’s para atender toda a demanda da região. (TC)

    Fonte: Jornal Gazeta do Povo – 24/08/2008

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