Reforma não cortará privilégios dos senadores | Fábio Campana

Reforma não cortará privilégios dos senadores

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Os privilégios desfrutados pelos senadores, como a assistência médica vitalícia, vão continuar intocáveis na reforma estrutural do Senado que está em elaboração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Não vamos colocar os senadores no mesmo pé que os funcionários”, resumiu Bianor Cavalcanti, professor da FGV e um dos responsáveis pelo estudo de modernização do Senado. Pela proposta da Fundação, que será concluída daqui a 20 dias, os parlamentares continuarão a usufruir de mordomias, como gasto ilimitado de telefone celular, passagens aéreas e moradias funcionais, além de assistência médica para toda a vida paga pelos cofres públicos para senadores, ex-senadores e seus familiares. “Podem ser medidas diferenciais’, disse Cavalcanti, ao referir-se às benesses dos parlamentares. Ele não citou, no entanto, nenhuma medida para acabar com os privilégios dos senadores.

Uma das propostas apresentadas pela FGV para reestruturação do Senado é a redução do número de funcionários da Casa. A ideia, segundo Bianor Cavalcanti, é cortar cerca de 40% do total de 10 mil funcionários entre efetivos, comissionados e terceirizados. Em um primeiro momento, a proposta é demitir 2,4 mil terceirizados e comissionados. Um segundo passo é a implantação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para estimular os servidores efetivos a sair do Senado. “O que não dá é 10 mil funcionários para atender a 81 senadores. Isso é um peso muito grande”, observou o professor da FGV.

Nesta primeira etapa da reestruturação, o Senado deverá cortar 30% do total de 3,5 mil terceirizados, o que dará até 1.050 demissões. Essas demissões vão ocorrer a medida que os contratos com empresas de prestação de serviços forem revistos pelo Senado. A outra etapa irá atingir os 2.875 comissionados, mas isso dependerá da boa vontade dos senadores. Nada menos que 2.616 ocupantes de cargos em comissão no Senado estão lotados nos gabinetes dos senadores. Na área administrativa, fora dos gabinetes, o número é bem menor: 259 comissionados. O gasto total com os comissionados é de R$ 269 milhões ao ano, R$ 233,7 milhões com os comissionados dos gabinetes e R$ 35,2 milhões com os comissionados que não trabalham em gabinetes de senadores.


6 comentários

  1. ALO MAMAE
    sexta-feira, 10 de julho de 2009 – 10:57 hs

    Tudo continuará como dantes no país de abrantes!

  2. jango
    sexta-feira, 10 de julho de 2009 – 10:59 hs

    Isso é a bacia pra cima, o Senado … E a bacia pra baixo, a Câmara ?

  3. Jonas Silva
    sexta-feira, 10 de julho de 2009 – 11:30 hs

    Na própria carne eles não cortam!
    O pior é a assistência médica para toda a vida paga pelos cofres públicos para senadores, ex-senadores e seus familiares. Deviam obrigá-los a utilizar o SUS!

  4. bimbo
    sexta-feira, 10 de julho de 2009 – 14:11 hs

    Estou chegando a conclusão que não tem mais retorno, o povo cada vez mais ignorante ainda vota, não tem mais governo , é só negociata desde o começo do mandato para continuar no poder, é só tramóia para encobrir desvios, roubos, parentes empregados sem concurso, prá que estudar? os concursos já estão com as vagas devidamente preenchidas.
    Somos as abelhas operárias que tem que levar o pólen na “colméia” para sustentar a nobreza.

  5. ofaxineiro
    sexta-feira, 10 de julho de 2009 – 15:35 hs

    Já revelaram o senador ou senadora que utilizou botox, fez plástica e colocou implante no cabelo……o Agaciel abre a boca, e vamos continuar de olho nos senadores do Paraná para ver se algum mudou de uns tempos para cá…..

  6. sábado, 11 de julho de 2009 – 17:16 hs

    Sr. professor Bianor Cavalcanti, não vejo porque as vantagens principalmente na área da saúde precisem ou mesmo devam ser mantidas a Senador ou a Seja quem for, a menos que a pessoa se disponha a pagar o seu próprio plano de saúde.

    Existe no Brasil e é lei, logo eles fizeram e sabem disso um SUS (sistema único de saúde) este devia ser digno, e devidamente gerenciado, e não é,(A culpa é dos SENADORES TAMBÉM) na verdade é um (Sistema único de Safadeza), onde os beneficiários, morrem por falta de atendimento médico ou por falta de medicamentos que o CDC e a constituição ( que a maioria desses senhores não respeita) dá como direito liquido e certo.

    Então a manutenção da assistência médica privilegiada, para os Senadores já é um Absurdo, isto estendido às famílias e vitalício é uma POUCA VERGONHA, e o Senhor, professor de uma instituição como a FGV concorda com isso? realmente a falta de principios está mais difundida do que parece.
    Quando os Senadores aceitam uma assistência médica diferenciada, eles assumem que a que deviam usar o SUS está uma vergonha, e pior, nada fazem para que isso mude.

    Quanto à movimentação com pessoal o seu projeto ou que lhe atribuem, é outra mediocridade.

    Se é que são mesmo 10.000, e se partirmos de um principio que cada Senador tenha 30 pessoas com ele que é o nr. a que se chega 32 – na postagem. Seriam 2592 dando apoio direto aos Senadores, se a casa precisar para outros serviço burocráticos mais 1000, o que é um absurdo,( se quem lá estiver fizer o que é pago para fazer, não precisa nem da metade disso, mas vamos lá), chegamos aqui a 3.600, ou seja 36% do que é hoje pago pelo Senado(Leia-se Contribuinte Brasileiro e desperdiçado vergonhosamente pelo Senado).
    Isto já seria, uma sinfonia à mediocridade administrativa. Mas vamos aceitar para uma primeira etapa.

    O senhor está vendo o filme por algum outro ângulo.

    É sabido que a demissão pura e simples de 6.400 pessoas que é o que deve ser feito, causa impacto social altamente negativo, Mas também sabemos que a sociedade que paga essas pessoas, não tem culpa de lá ter-se instalado uma total ingerência do dinheiro e da coisa pública, e isso BRADA AOS CÉUS.

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