Servidores do INSS iniciarão greve por tempo indeterminado nesta terça-feira | Fábio Campana

Servidores do INSS iniciarão greve por tempo indeterminado nesta terça-feira

De Célio Yano e Fernanda Leitóles na Gazeta do Povo

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (16), suspendendo parcialmente o atendimento nas agências de todo o país. A decisão foi tomada na assembleia municipal realizada na tarde dessa segunda-feira (15).

A categoria fará a paralisação, mesmo com a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedida em favor do Ministério da Previdência Social na quarta-feira (10), a qual determina a suspensão do movimento. Mas a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (SindPrevsPR), Jaqueline Gusmão, afirma que os grevistas esperam derrubar a decisão, o que ainda não havia sido conseguido no início da noite de segunda-feira (15). Mesmo com a liminar em vigor, a greve começará amanhã. Jaqueline afirmou que se o departamento jurídico do sindicato não tiver êxito na tentativa de cassar a liminar, outra assembleia será feita e então se decidirá se a paralisação será encerrada ou se a greve continuará, mesmo com a determinação de multa por parte do STJ.

Segundo Jaqueline, servidores de todo o Paraná cruzarão os braços. Os usuários que têm atendimento agendado no órgão não terão as consultas suspensas, mas a previsão é de formação de longas filas e demora nos atendimentos e agendamentos. “Não haverá paralisação total. Respeitaremos a lei de greve, mantendo ao menos 30% dos servidores em todos os postos”, afirma a presidente do SindPrevsPR. Em todo o Paraná trabalham aproximadamente 2,5 mil servidores na Previdência Social, segundo o sindicato.

A presidente do sindicato disse também que a principal reclamação da categoria é o fato de o MPS descumprir um acordo assinado no ano passado que previa a formação de um grupo de trabalho para a discussão da mudança na jornada de trabalho dos servidores. Segundo ela, a Previdência Social modificou a jornada de 30 para 40 horas semanais (seis para oito horas diárias) sem ouvir os trabalhadores. “No dia 1º de junho o INSS passou a ficar aberto oito horas por dia. Nossa sugestão era que as agências ficassem abertas 12 horas, porém com dois turnos de seis horas para os servidores”, explica.

Outro ponto questionado é a gratificação dos servidores. Pelas regras antigas, o pagamento do bônus considerava critérios como tempo de serviço e cursos realizados pelo servidor. Com a aprovação de uma nova resolução, na semana passada, também entrará no cálculo das gratificações a avaliação feita pelos chefes e colegas dos funcionários e, dependendo dessas avaliações, será paga a gratificação.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério da Previdência informou que o aumento da carga horária se deve a obrigatoriedade do cumprimento da legislação, que teria sido assinada por representantes da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). Ainda segundo a assessoria, o órgão apresentou uma proposta para que os servidores continuassem a trabalhar 30 horas por semana, mas haveria desconto no salário, que seria proporcional às dez horas semanais que não seriam cumpridas.

Sobre a questão das gratificações, a assessoria de comunicação do ministério informou que a proposta apresentada pelo governo também foi aceita pelos representantes dos trabalhadores – Fenasps e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS). Segundo a proposta, 80% das gratificações serão definidos com base no desempenho institucional e os outros 20% seriam calculados a partir do desempenho de cada servidor.

Suspensão

Na quarta-feira, o ministro do STJ Og Fernandes deferiu um pedido de liminar do Ministério da Previdência Social e determinou a suspensão da greve dos trabalhadores. A solicitação foi sustentada no fato de que a Fenasps não teria tentado negociar com o ministério antes de deflagrar o movimento grevista.

“De fato, o argumento tecido na inicial, isto é, de que a Federação requerida não teria levado a efeito os atos voltados à preliminar negociação com o INSS concorre para que, neste estágio processual, se tenha por impróprio o movimento paredista em tela. (…) Não sendo observada aquela providência jurídica, caracteriza-se precipitada a greve informada à entidade previdenciária, especialmente por contrariar o disposto na legislação já mencionada”, escreveu o ministro na decisão.

“Em face do exposto, defiro a liminar postulada, para suspender o movimento grevista dos servidores do INSS, em todo o território nacional. Considerando a essencialidade dos serviços em causa, notadamente à sociedade, é de ser aplicada a multa diária em desfavor da Federação requerida, no importe diário de R$ 100.000, em caso de descumprimento da presente decisão.”, finaliza.

A presidente do SindPrevsPR afirma que a Fenasps está ciente da liminar, e que está recorrendo da decisão e irá iniciar a paralisação. “Estamos certos de que a liminar será derrubada. Tanto que realizaremos assembleias nesta tarde para definir os procedimentos em todo o Paraná”, conclui.

Finalização da greve

Os servidores do INSS afirmaram que não há data para encerrarem a greve. Segundo Jaqueline, há algum tempo a categoria tenta marcar uma reunião com representantes do Ministério da Previdência e/ou do INSS, mas até o momento não tinha conseguido. Caso a discussão das reivindicações com o governo federal aconteça, a paralisação poderá ser finalizada – isso se as demandas dos grevistas forem atendidas, ou então se chegue em um acordo com os dirigentes dos órgãos.


22 comentários

  1. Don Quixote.
    terça-feira, 16 de junho de 2009 – 8:39 hs

    ESSA TURMA DO INSS, SÃO OS VERDADEIROS MARAJAS DO COLLOR.
    Que vão se esconder de vergonha esses funcionários do INSS.
    Fazer greve para trabalhar só 6 horas por dia ?
    É uma vergonha, é uma fronta.

    Comparando com o trabalhador comun de 3a.. categoria, esses preguiçosos do INSS, são MARAJÁS, pois ganham umas dez vezes mais do que os miseráveis trabalhadores que sustentam essa gente, e que de quebra ainda pagam grossas e gordas verbas para a Fundação do INSS, que aposenta esses marajás com salários integrais, rejustes trimestrais etc.

    Me enganem que eu não gosto. Detesto a greve de vocês.
    O Governo Federal está certíssimo.
    Ponham esses preguiçosos a trabalhar 8 horas por dia, em horário igual ao dos trabalhadores de 3a. categoria que sustentam a tudo e a todos, inclusive o Governo Federal e esses marajá dormentes.

    Está na hora de se fazer justiça ao trabalhador brasileiro e será um bom começo, igualando-se os horários de trabalho cortando-se este tipo de privilégio, hoje inaceitável, sem amparo legal de jusificativa técnica ou médica.

    Vão trabalhar seus vagabundos
    Querem dois turnos de 6 horas para aumentar as despesas e o alto custo de vocês ? Se espertem malandros. Vivemos novos tempos.

  2. Pedro Vigário Neto
    terça-feira, 16 de junho de 2009 – 12:02 hs

    – Pessoal, a hora é agora. Colaborem…

    – Temos que acabar com o injusto/imoral : “Fator previdenciario” nas aposentadorias (presentes e futuras), e para isto precisamos de pressão da sociedade brasileira;

    – Para se informar e dar sua opinião, entrem no site : http://www.fatorprevidenciario.com.br/

    Abraço.

  3. Gilberto
    terça-feira, 16 de junho de 2009 – 14:57 hs

    Eita gentinha vagaba essa do INSS!!!

    Se ao menos trabalhassem direito e/ou realmente ganhassem um salário de fome…

    Mas não, são médicos manadando pessoas
    com a vida por um fio retornar ao trabalho e agentezinhos comentendo erros em cadastros que tiram o direito de aposentadoria de quem trabalhou durante a vida toda!!!

    Peçam pra sair seus indecentes, pois tem quem queira trabalhar por menos do que vcs ganham e muito melhor do que vcs, seus incompetentes e preguiçosos!!!

  4. terça-feira, 16 de junho de 2009 – 17:48 hs

    sou contra a greve do inss sou a favor do trabalho de 40 horas semanais.existe uma turma de vagabundo dentro do inss principalmente a classe medica. os peritos que trata muito mal as pessoas que passan pela pericia nem no olho dos pacientes eles olham e uma classe vagabunda e desumana

  5. terça-feira, 16 de junho de 2009 – 23:48 hs

    Lei é lei, direitos iguais, tem q. cumprir a carga horaria, os direitos de pessoas que precisam nunca é enxergado pela conduta médica nem se quer olha nos olhos dos paciente: que se lá estão passando, é porque realmente é preciso, nem sabe tratar o paciente como vai saber se ele realmente é doente ou não, é preciso fazer leis, mais leis que possam dar os direitos iguais

  6. Luiz Carlos
    quarta-feira, 17 de junho de 2009 – 7:50 hs

    É triste constatar a desinformação do povo que discorda de trabalhadores e concorda com um governo que só atende interesses internacionais. Aprendam: o serviço público é agente de distribuição de renda. Devolução dos tributos pagos sob forma de serviços e benefícios. Quer acabar também com essa pouca distribuição e pagar tributos e nada receber? Pense.

  7. RICARDO E REIS
    quinta-feira, 18 de junho de 2009 – 17:43 hs

    São um bando de vagabundos ,imagina querem tarbalhar 6 horas por dia , por acaso vocês assim como diminuir a jornada de trabalho aceitam diminuir o salario tambem , o governo tem que multar , mas dar uma multa grande mesmo pra esse preguiçosos que alem de tudo possui um atendimento horrivel em quelquer parte do brasil .

  8. João Alfredo
    quinta-feira, 18 de junho de 2009 – 21:34 hs

    Meu camarada, em 2011, 10 mil servidores terão condições de se aposentar. O governo ao invés de contratar novos servidores para garantir celeridade e atendimento digno à população, prefere aumentar a jornada de trabalho e reduzir o salário dos servidores,(há 25 anos que conseguimos o direito de trabalhar seis horas ininterruptas ao invés de 4 horas, parar para o almoço e mais 4, seguindo orientações da própria OMS), mandar técnicos fazerem trabalhos de analista já que eles só ganham a metade, e fazer com que com em 2011, 70% da remuneração dos servidores provenha de uma avaliação de produtividade que vai avaliar quantos produtos vc produziu, como se o INSS fosse uma indústria e seu benefício um produto. O governo desrespeita o servidor fazendo com que sua remuneração possa ter variações astronômicas, acaba com um direito adquirido há 25 anos, e faz o servidor se passar por vilão. Como vc ainda não teve a oportunidade de conhecer a realidade do INSS fica aí falando baboseiras. Não me matei de estudar para passar em um concurso e sofrer esse tipo de desvalorização. Temos uma das piores remunerações do Executivo Federal e uma das atividades mais complexas. Lidamos com falta de estrutura (No INSS quem compra minha caneta, carimbo, grampiador, grampo, tinta para almofada são os servidores, já chegamos até a fazer vaquinha para comprar uma resma de papel). O governo determinou que a gente tem que atender e despachar uma aposentadoria em 30 minutos sem cometer nenhum erro e realizando todos os procedimentos. A procuradoria do INSS demora duas semanas para dar um parecer sobre um benefício, mas mesmo assim temos que fazê-lo em minutos. Só para você saber como quem termina prejudicado é o segurado vou lhe dar um exemplo que aconteceu comigo: Mês passado uma senhora veio dar entrada numa aposentadoria por tempo de contribuição agendada pela empresa, perguntei se ela tinha feito simulação de valores e ela disse que não, pois antes de habilitar o benefício, fiz simulações para todos os tipos de aposentadorias para ver qual seria a melhor e descobri que se ela se aposentasse por idade, ao invés de ganhar 465, ganharia 687 reais. No final das contas, demorei mais de uma hora para atendê-la (e olhe que nem deu tempo despachar o benefício), passei 10 minutos só tirando dúvidas dela e explicando o porque dessas diferenças, no final, a segurada foi para casa muito satisfeita com o atendimento. Se eu tivesse que seguir o que o governo diz e tivesse atendido ela só em 30 minutos eu pergunto, quem sairia prejudicado? Portanto, se informe melhor da situação, porque não vai ser exploração dos servidores que vai garantir melhoria no atendimento, no máximo, garante mais dinheiro no bolso dos políticos para fazerem suas festinhas.

  9. Liliane
    sábado, 20 de junho de 2009 – 16:56 hs

    ELY segundo contam os mais antigos e estamos tentando resgastar isto, a redução da jornada para seis horas se deu porque o governo não tinha dinheiro para pagar reajuste devido. Além disso, este fato ocorreu a mais de 20 anos. Existe algo chamado decadência. Se vs perceberem o governo fala de um acordo com alteração salarial até 2011 (será outro governo), além do que faltam dois anos, mas as 8 horas eu tenho que fazer agora. Não são os trabalhadores que tem fama de descumprir acordos. Salários não podem ser reduzidos a não ser que o trabalhador concorde. Quem trabalha como eu a mais de 20 anos 6 horas, esta sendo, obrigado a assinar um termo de opção. (Assédio Moral?). Os nossos pontos podem ser codificados com possiblidade de processo. Não somos contra jornada diferente, mas aqueles que, seja por edital ou decadência não sejam obrigados a assinar termo de opção por uma coisa que fazemos a muito tempo. O Governo que proponha opção para quem queira fazer 8 horas com aumento proporcional. Quem gostaria de trabalhar 6 horas a 22 anos e receber por isto, e de repente o patrão vem e fala olha o seu salário não é este não, se vc quer continuar trabalhando seis horas tenho que baixar teu salário, assina isto ou…….? As seis horas do INSS é permitida por Lei pois as Unidades trabalham 12 horas ininterruptas em função de atendimento ao público. Queremos trabalhar sejam 6 ou 8 horas mas que isto seja feito de forma justa e honesta, sem arrancar direitos do trabalhador e com manobras que há quem chamou de armadilha. E armadilhas, ELY, invariavelmente não resultam de atitudes dignas, sendo inclusive desumanas.
    PS: A greve (da qual não estou participando) não é dos peritos.

  10. Eriovaldo Marchi
    segunda-feira, 22 de junho de 2009 – 16:22 hs

    É tradição criticar o INSS nesse país. Ninguém contribui para o INSS mas depois todo mundo quer aposentadoria ou outro benefício. Todo mundo quer “encostar na caixa” e ainda assim, odeiam o INSS. Muita gente que recebe alta após alguns anos por voltar a ter condições de trabalho não aceita isso pois tem medo de voltar a trabalhar e ser demitido. Daí o vilão é o INSS por ter dado alta e não a empresa que demitiu o funcionário. Interessante…
    E muita gente que não contribui diz que “tanta gente que rouba do INSS por quê eu não tenho direito de me aposentar ou ter um benefício?” Não se justifica erro com outro erro. É necessário acabar com as coisas erradas sempre!!! Não se usa coisas erradas como parâmetro. E se a pessoa tem direito, o mesmo deve ser assegurado.
    E falar mal só por falar tbém não serve para nada. NINGUÉM ESTÁ BRIGANDO POR AUMENTO DE SALÁRIO!!!! O que acontece é que há 25 anos os funcionários estão trabalhando 30 horas semanais, como gostariam muitos daqueles que criticam o INSS. A questão é que o governo quer que as pessoas trabalhem 8 horas por dia para receber o mesmo valor que recebem hoje, se trabalharem 6 horas vão receber menos. Isso é redução de salário. Quem aceitaria isso? O salário dos funcionários do INSS está longe da média de outros setores semelhantes na administração federal. Para ganhar o que sempre ganhou o funcionário vai ter que trabalhar mais 02 horas por dia. A questão nem é trabalhar mais ou trabalhar menos. O problema é reduzir de quem continuar com 6 horas por dia. Duvido que alguém aceitaria isso e bateria palma. Daí vem alguém dizendo ” não tá contente dá a vaga para outro”. Tenham a certeza de que há vagas, não é preciso sair para outro entrar. Há sim a necessidade de se contratar novos funcionários, basta o governo fazer novos concursos. E mesmo assim, os que criticam hoje e que futuramente podem vir a ser funcionários do INSS vão querer lutar para melhoria de sua categoria profissional mais cedo ou mais tarde e ouvirão “não está contente dá a vaga para outro”. Muitos dos que usam essas frases feitas deveriam estudar um pouco e passar em um concurso público para ajudar a melhorar as coisas. Entretanto muitos dos que criticam são justamente aqueles que não contribuem com o INSS e não conseguem “encostar na caixa”. Pensem antes de criticar sem saber! Deixo claro que o atendimento ao público (tanto aos que têm como aos que não têm direito a benefícios) deve ser o melhor possível, não se questiona isso. Trabalhar no INSS é um trabalho muito difícil. Apanhar do segurado primeiro para depois descobrir qual o problema que ele tem, atender pessoas que chegam dando murro no balcão, nos equipamentos etc, nada disso é algo fácil. Ter metas para cumprir, sofrer pressão dos superiores para resolver problemas sem ter as ferramentas necessárias para se trabalhar, tudo é muito complexo. Não tiro o direito de um segurado não estar satisfeito, mas seria bom o funcionário primeiro poder saber qual o problema do segurado para depois tentar resolver. E não sendo possível resolver na hora, deve-se procurar todos os outros meios legais. Direito é direito!!!

  11. gfgf@hotmail.com
    terça-feira, 23 de junho de 2009 – 12:13 hs

    dqdw

  12. Rico
    terça-feira, 23 de junho de 2009 – 22:06 hs

    Acho interessante a reação “pré-conceituosa” da sociedade quanto ao INSS. Mas, é a cultura da nossa sociedade. Realmente não é fácil trabalhar no INSS, principalmente na “ponta”, na “base” da instituição, pois somos a “cara” que recebe os “tapas” de pessoas “necessitadas”, que é o nosso público alvo. O estado de espírito dessas pessoas é que reflete esse preconceito, pois nunca nos procuram para dividir alegrias, mas porque, encontram-se numa situação peculiar de nossa atividade. Como tal, nossa resposta aos anseios desse público tem que ser rápida, e como é da raça humana, podem ocorrer erros, que são os mais destacados, frente aos sucessos. Ninguém alardeia muito menos presencia horas trabalhadas além do horário que muitos colegas fazem, no intuito profissional e particular de cobrir uma deficiência estrutural da própria instituição, veladamente reivindicada. Como colegas disseram nos comentários anteriores, são atividades complexas, que resultam em desvio de função, situação que causa “vista grossa” pelos chefes e dirigentes de nossa instituição. É, trabalhar no INSS, e diga-se de passagem, nas agências, é de longe uma das atividades mais difíceis, complexas, psicológicamente desgastantes e insalubres, das que existem no serviço público. É só comparar: Judiciário, legislativo, dentre esses poderes, não há como elencar um cargo cuja atribuição envolva similar responsabilidade em concessão de benefícios, pagamento alternativo de valores, envolvimento pessoal e psicológico, etc…. Não há “STATUS” nessa profissão, mas há muita responsabilidade, comprometimento, luta diária por melhorias, compromisso com o interesse público. Tão justificada quanto a carga horária do eleitoral, que atende ao público, com cartórios abertos seis horas diárias, cuja atividade fim não se compara ao do INSS; tão justificada quanto à responsabilidade limitada dos analistas e técnicos do judiciário, que somente dão suporte às atividades dos magistrados; e nem vamos entrar no mérito das especificidades do legislativo; porquê então questionar o direito dos servidores do INSS em continuar com a jornada de seis horas diárias com o mesmo salário?! Colegas, será que tem comparação? Lutamos não só pela manutenção de nossa dignidade, que é o que nos sobra, pois como disse, não há “STATUS” nessa profissão, mas principalmente pela sustentação de uma instituição mal dirigida politicamente, que infelizmente não pode confiar em seus dirigentes, que estimula a discórdia dos colegas, inventando cargos(técnicos de serviços diversos, do seguro social, analistas, etc…), que em sua grande maioria, possui mais atribuição quanto menor a importância do cargo. Enfim, para entender a instituição, deve-se “viver” a instituição, pois quando lutamos por nossa dignidade, nos envolvemos com o trabalho, com os colegas, e principalmente com aquele segurado injusto, que infelizmente chega a chamar um pai de família, como eu, de “vagabundo”, pois nem conheço os senhores “DON QUIXOTE”, “GILBERTO”, “WILSON GUILHERME” e “RICARDO E REIS”, e outros, desculpe o lingajar, “COVARDES ALIENADOS”, que se utilizam do anomimato, para disseminar impropérios. Portanto, estamos tentando resgaurdar e dar mais qualidade a esse tipo de serviço, assim como qualquer classe de trabalhador, estamos reivindicando melhorias, para melhor atender ao público num futuro próximo, que sinaliza uma maior classe de aposentados, demostrando respeito a vocês, e é o mínimo que esperamos.

  13. Tatiana
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 1:27 hs

    Pois é… infelizmente quem leva a culpa nunca é o governo, que nada faz para melhorar as condições de atendimento à população. Trabalho no INSS com atendimento ao público, direto na “linha de frente”, e tenho a mais absoluta certeza de que meu atendimento é ótimo e de que não sou nenhuma vagabunda. Tamanha desinformação chega a ser até triste.

  14. petista decepcionada
    sexta-feira, 3 de julho de 2009 – 10:28 hs

    Na minha cabeça marajá ganha acima de 20. 000,00 e não 4.000,00, como nós ganhamos. eu tenho 34 anos de sertviços prestado a nação e 25 só no inss, próximo ano completo 55 de idade e gostaria de saber quem vai atender ao público em nosso lugar! Será voce? Já que a maioria de nós servidores a nível nacional estaremos nos aposentando e não tem servidores novos para ocupar as 22mil vagas QUE JÁ existem hoje e que vão aumentar por todo o país, pois os poucos concursados que são chamados entram e saem o tempo todo pois os salários não são atrativos e nós os vagabundos que voce se referiu já estamos cansados e velhos demais, até para fazer greve de manutenção dos direitos e salário pois ao nos aposentarmos futuramente este cai pela metade não é integral como voce falou. Acho que estais nos confundindo com os funcionários do PODER JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO. nos somos do executivo. BARNABÉS não MARAJÁS

  15. Liliane
    sábado, 4 de julho de 2009 – 23:34 hs

    Eriovaldo não se desgaste. Pessoas que se referem a trabalhador como de 3ª categoria não merecem satisfação.

  16. marina c dos santos
    quarta-feira, 22 de julho de 2009 – 8:28 hs

    gostaria de saber se a greve ja terminou para vcs um bom dia obrg

  17. marina c dos santos
    quarta-feira, 22 de julho de 2009 – 8:39 hs

    por fovor eu gostaria do numero do telefone

  18. pedro
    quarta-feira, 22 de julho de 2009 – 18:57 hs

    So gostaria de fazer uma colocação que acho no mínimo interessante: a pessoa que trabalha como caixa em um banco se não me engano; sua jornada e de seis horas diárias; por que será? O banqueiro deve ser bonzinho?
    Não pessoal; ele começa a errar no troco. Além de tudo o aumento da jornada ta na contramão do mundo. Parabéns ao pessoal do INSS; esse tipo de trabalho não e para qualquer um; sem nenhum tipo de menosprezo; sinceramente dizendo.
    boa sorte a todos…incluindo o pessoal que pensa o contrário…

  19. Rodrigo
    quarta-feira, 19 de agosto de 2009 – 16:12 hs

    Boa tarde, pessoal.
    Comecei a procurar algumas informações quanto aos salários dos funcionários do INSS, quando me deparei com esses comentários. Gostaria de fazer algumas considerações: sou bancário, da CEF, trabalho 6 horas diárias e sou “proibido” de realizar horas extras. Me solidarizo com esses funcionários, pois todo ano, como é amplamente divulgado, os bancários realizam greve. Já ouvi muitos correntistas e/ou usuários dos serviçoes bancários reclamando dessa “postura”. É fácil falar que trabalhamos pouco, que ganhamos “bem” em relação ao demais funcionários no Brasil. Porém, todos devemos “correr atrás” de melhores salários e condições de trabalho. O que o MPS e os banqueiros/governo pagam aos seus funcinários deve, sim, ser revisto, uma vez que essas instituições arrecadam BILHÕES de reias todos os anos, que é consequência do trabalho desses funcionários.
    Difícil é ler o que alguns dizem, como “uma turma de vagabundo dentro do inss”, ou que “ESSA TURMA DO INSS, SÃO OS VERDADEIROS MARAJAS DO COLLOR”.
    Diante de tais comentários, é notória a falta de informação de muitos brasileiros, e o conformismo ao justificar “são MARAJÁS, pois ganham umas dez vezes mais do que os miseráveis trabalhadores que sustentam essa gente”.
    Aos que ganham “dez vezes mais”, parabéns, pois, com certeza, lutaram, e muito, muitas vezes sem oportunidades (ou berço, como eu), para conquistar essa posição.
    Engraçado que não vejo essas mesmas pessoas, que chamam esses trabalhadores de “vagabundos”, se manifestando contra o “circo” que é nosso senado e congresso, que estão repletos de sanguessugas, que foram eleitos por esses “alienados/conformados” para representá-los e dirigir nosso país.

  20. quinta-feira, 19 de agosto de 2010 – 21:29 hs

    o que eu acho e que as pessoas que dependem do inss irão passar apertados de que se diz a respeito de pericias medicas pois com essa greve ficam a mercer deles.
    enquanto acontece a greve o pobres coitados dos assegurados vão comer o que….
    mas e assim mesmo a corda arrebenta pelo lado mais fraco…..
    so o sangue de Jesus em nossa vida ne….
    entra governo e sai governo e continua tudo a mesma coisa.
    nos horarios politicos não se fala do inss como se nos não precisasse-mos deles……
    ACORDA BRASIL ACORDA SRS. BRASILEIROS…..

  21. Clayton
    sábado, 8 de janeiro de 2011 – 11:07 hs

    Impressionante como tem uma quantidade enorme de frustrados que um dia devem ter sonhado em ser servidores públicos mas que por algum motivo não conseguiram e sendo assim a única coisa que sabem fazer é criticar os servidores públicos.
    O meu maior desejo era que esses “corajosos” cidadãos que sabem criticar os servidores públicos criticassem os políticos desses país da mesma forma e proporção, pois os políticos também são servidores do públicos mas é mais fácil criticar o servidor de baixo escalão para aliviar a vontade e a falta de corajem de criticar os servidores do alto escalão (deputados, senadores, juízes, desembargadores, ministros, promotores dentre outros da nata do serviço público).
    Nunca vi um povo tão ignorante e covarde como o povo brasileiro, exatamente por isso a classe dominante deita e rola, incluindo uma mídia que defende que paga mais e constroi a imagem que bem quer para uma sociedade desprovidade de educação e conhecimento!

  22. wendel
    sexta-feira, 11 de novembro de 2011 – 18:40 hs

    Deixe de ser recalcado,povo ignorante e invejoso,critica os servidores mas no fundo queria estar na posição que eles estão,lamentável tamanha ignorancia,estude e vc chega lá tb foi assim q eles fizeram,batalharam e estudaram muito,ou vc queria ter o mesmo “privilégio” que eles,que se dedicaram pra ocupar um cargo desse,estude meu filho!!

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