Mudanças à brasileira | Fábio Campana

Mudanças à brasileira

De Ruth Bolognese no Paraná Online

Vivemos realmente um tempo de grandes mudanças na política brasileira e o que era uma opinião pronta e acabada ontem, já não significa nada hoje. Por exemplo: alguém, em sã consciência, imaginaria o outrora sindicalista barbudo do ABC defendendo o presidente do Senado José Sarney?; seria possível prever que, um dia, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso sairia em defesa do ex-deputado Roberto Jefferson, o homem que confessou receber mensalão e mensalinho do governo?; há 10 anos o que aconteceria a um ministro de Estado que defendesse, publicamente, a legalização da maconha, a exemplo do que faz o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc?

Oportunismo

É lógico que mudar, inclusive de opinião, é bom demais. Mas, tanto no caso no presidente Lula como do ex, FHC, a mudança não é de opinião, mas de oportunismo puro e simples. Falar bem do Sarney e defender Roberto Jefferson é o fim do mundo, uma aposta no atraso, no “dando que se recebe” e na falcatrua. E o Minc defender a legalização da maconha? Aí, é irresponsabilidade oficial mesmo. Equivale a dizer que não tem nada demais tomar umas e outras e dirigir em alta velocidade.


6 comentários

  1. è o que dizem...
    sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 11:00 hs

    FHC é igual ou pior que o Lula…… já foi comuna e agora se diz de direita….. antes criticava o mensalão agora apóia Roberto Jefferson para presidente do Conselho de Ética do Congresso.
    è o fim da vergonha na cara de peroba dos políticos brasileiros!!!!

  2. KAREKA
    sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 11:04 hs

    Infelizmente, o texto é verdadeiro.
    O Maranhão fica no Brasil e, atualmente ocupa o penúltimo lugar em IDH (INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO), só ganhando do Piauí. É um dos lugares mais atrasados do planeta.

    ISSO É O BRASIL DE UMA PESSOA QUE NÃO É CONSIDERADA NORMAL PELO PRESIDENTE LULA……E NÃO É NORMAL MESMO….

    Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
    Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
    Ø Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
    Ø Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
    Ø Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;
    Ø Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
    Ø Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

    Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney…

    Seria cômico se não fosse tão triste…
    ASS.KAREKA RCB FM 98.3

  3. ronaldo
    sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 11:21 hs

    Indo ao encontro dessa tese da jornalísta Ruth, espero e torço para isto vire regra na sociedade brasileira e o POVO também mude de opinião com relação aos políticos desse País.

  4. Emerson
    sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 12:15 hs

    Só tem um detalhe que Ruth esqueceu de mencionar: alguém ser chamado a ser testemunha de defesa não significa que vá defender o acusado, mas pode ser parte – e certamente é – da estratégia processual.

    Não lembro de ter visto FHC publicamente defender o Roberto Jefferson.

  5. sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 12:23 hs

    Ola

    Adorei o comentário do Kareka.
    Pena que no Paraná é a mesma coisa.
    Quanta família, que pensa que é dona do nosso estado.
    Veja quantos são os sobrenomes que se perpetuam na política e no judiciário.
    E veja só, como já existem políticos fazendo acordos, previsões e sugestões hereditárias para as eleições 2010. O que é engraçado que eles não combinam com o povo as suas decisões. Pena que na maioria das vezes, eles são bem sucedidos. Está na hora de dar um basta.
    Um abraço sucesso ao blog
    Alvaro Divardin
    jornalista por opção, vocação e formação

  6. Centro
    sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 14:07 hs

    Meu deus, assim não dá. Centro não é essa história de “esse roubou, mas aquele lá também” ou “esse não presta, mas aquele também não”. Isso é falta de opinião. Esse tipo de reportagem não ajuda em nada,da excelente Ruth.

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