A crise no Hospital Regional de Paranaguá | Fábio Campana

A crise no Hospital Regional de Paranaguá

Filas de pacientes, falta de medicamentos, de médicos, especialmente de obstetras, equipamento não instalado, protestos na portaria. É o Hospital Regional de Paranaguá, recém inaugurado pelo governo Requião e anunciado pela propaganda oficial como modelo de instituição.

Mais grave: não há notícia de que o governo vai enviar socorro para tirar o hospital da crise.


12 comentários

  1. José Marcelo
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 10:12 hs

    O problema é que o governo do estado ao invés de fazer um concurso público para provimento de profissionais de saúde, faz PSS (Processo de Seleção Simplificada) uma espécie de “concurso” para trabalho temporário e abrem poucas vagas, além disso cobra inscrição. Quem em sã consciencia vai pagar inscrição e fazer o concurso para ficar, se passar, um ou dois anos em Paranaguá???? O ideal seria fazer concurso público para efetivar os profissionais e com um salário que valha a pena sair da capital para o litoral!!!

  2. bimbo
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 10:32 hs

    E o pior, dinheiro nosso torrado em propaganda enganosa.

  3. Miro
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 10:35 hs

    governador Mello e Silva mentiroso.
    cadê o melhor atendimento de saúde do país?

  4. Eu
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 11:03 hs

    ihuuu a casa caiu, requiao quebrou o estado e nao tem mais dinheiro pra continuar suas fantasias napoleonicas.

  5. Marcos
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 11:59 hs

    No dia 21 de maio passado, minha esposa gestante de 41 semanas e dias foi encaminhada com laudo para o Hospital Regional para ter nosso bebê, que por falta de médicos com especialidade em obstetricia teve que ser encaminhada para Campo Largo – Pr, para fazerem seu parto cesária; além de seguirmos a viagem na ambulância junto com um infartado tendo crises continuas no trajeto, que segundo os comentários das próprias enfermeiras que era proíbido transportar grávidas junto com outros pacientes com situações clínicas de risco, pois o momento gestacional é emocionalmente abalado pela dor, pela ansiedade do nascimento de uma vida, enfim seguimos primeiramente para o VITA, onde ficou o paciente infartado e seguimos para Campo Largo, no trajeto ainda atravessando o perímetro urbano de Curitiba, no cruzamento da rua Nilo Cairo, sofremos uma colisão lateral que graças a ” Deus ” não sofremos nada além de um grande susto, perdendo sim uns 15 minutos entre os motoristas para ver quem pagar a conta material do carro do infrator que desapercebeu do giro-flex ligado, tive que interceder dizendo: ” Hei minha esposa está para ganhar um filho, o senhor pegue o telefone do motorista, a placa da ambulância e tente cobrar do estado”, fazendo o motorista voltar para a ambulância e seguirmos viagem para Campo Largo, tendo que internar minha esposa e retornar para Paranaguá.
    Vejam o absurdo da incompetência, do desrrespeito e o descaso com a população usuária do SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE, gerida pela irresponsabilidade do papel do Estado.
    Não cabe ao cidadão pagar o ônus da má administração clínica do hospital, seja por falta de corpo clínico, medicamentos, etc..
    Além dos transtornos causados até o momento da internação, houve despesas de retorno para Campo Largo como: combustível, pedágio, estadia, refeições, etc..do acompanhante e o retorno a Paranaguá após alta médica.
    Completado os 30 dias de nascimento do nosso filho, fui até o Hospital Regional, para saber se alguém estava indo buscar o resultado do ” Teste do Pezinho ” e a recepção do Hospital disse que seria por minha conta e risco, ou seja, novas despesas, desgastes físico, mental e financeiro, etc…
    DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?
    É DO GOVERNADOR QUE QUER SER SENADOR DENOVO?
    ACORDAAAAA PARANÁÁÁÁÁ

    Ah..e aos pequenos cidadãos, que foram obrigados a nascerem em outros municípios vizinhos que não tem vinculo algum, sofrem desde seus primeiros dias de vida com o preconceito de não poderem ser chamados de ” Cidadãos Parnanguaras “, pois aqui foram gerados!
    Além da denúncia sobre o caso que fiz na imprensa falada, escrita e televisiva, entrei com um pedido na Câmara de Vereadores, para que seja criado um projeto lei, para que os pequeninos sejam homenageados e recebam o Título de Cidadão Parnanguara, não só ao meu filho; mas sim a todos os nascidos nesta mesma situação, no período em que o Hospital Regional começou a passar por essa situação vergonhosa, até que seja regularizado.
    Espero que providências sejam tomadas, pois a situação é crítica e a VIDA é assunto sério.

  6. anonimo
    quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 15:56 hs

    Vou te dar outros dados: Nos dias 4,7,12,17 e19 de junho, não havia plantonista na obstetrícia no plantão noturno…ou seja não tinha NENHUM médico de plantão.

    Em ouro dias deste mes de junho também não haverá plantonista.

    Na maior parte dos plantões diurnos durante a semana, há médicos de plantão que não tem formação em obstetrícia. Estão “quebrando um galho”.

    A Neonatologia só tem uma pediatra com formação especifica em neonatologia.

    Tudo isto pelo simples fato de que NÃO HÁ NADA que motive os profissionais médicos a fazer plantão, seja porque o este seletivo realizado não dá segurança ao profissional para formar vinculo com o serviço, e o salário é aviltante, seja porque o valor do plantão pago por RPA esta defasado, e paga-se melhor em qualquer outro lugar

  7. quarta-feira, 24 de junho de 2009 – 20:17 hs

    Agora tudo é culpa do governador, cade o corpo político da cidade, não tem prefeito, vereadores, empresários etc…. Vamos a luta já ganhamos o hospital, agora é colocar gente competente para administrar e fazer funcionar o hospital… Se não funciona é porque tem politicagem e fofocas de comadre aqui na adm. municipal, que não se entende com o Estado..

  8. Me
    quinta-feira, 25 de junho de 2009 – 0:50 hs

    Claro que é culpa do Governador.

    Fez propaganda que ia ser o melhor hospital do mundo, e sabe quanto querem pagar para um médico? 2700 reais mais 700 pila de gratificação.

    Eu se fosse médico, que tivesse estudado três anos pra entrar na faculdade, que tivesse estudado mais seis anos de faculdade, em período integral, pagando 2 conto por mês ou então se deslocando entre trocentos locais de aulas diferentes como é o caso da federal em curitiba, durante todo esse tempo, quem sabe até mais a especialização, mais a residencia, eu me RECUSARIA a ganhar um salario desse.

    Tem muito nego ganhando bem mais dentor do governo so pra ficar babando ovo desse governador sem vergonha, ou pra ficar dando nó o dia inteiro no serviço público.

    Requião é um safado sem vergonha de ter gastado milhões em obras e ter “esquecido” como iria fazer pra mantê-las.

    Comprar uma BMW até eu consigo comprar, quero ver é pagar o IPVA, PNEU, SEGURO, COMBUSTIVEL ETC TODO MES.

  9. quinta-feira, 25 de junho de 2009 – 9:34 hs

    TODA A CULPA É DO GOVERNADOR,QUE CONSTRUIU UM HOSPITAL E AGORA ,SE RECUSA A ASSUMIR A GESTÃO . A SAÚDE É HIERARQUIZADA . O ATENDIMENTO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO CABE AOS MUNICIPIOS E O (ALTA COMPLEXIDADE E HOSPITALAR) É ÚNICA E TOTAL RESPONSABILIDADE DO GOVERNO ESTADUAL . TEM PESSOAS TENTANDO MISTURAR AS ATRIBUIÇÕES PARA ENCOBRIR O OMISSÃO DO GOVERNO ESTADUAL . ALIAS NÃO É SÓ NO HRL QUE TEM PROBLEMAS . COMO ESTA A FARSA DO TAL HOSPITAL DE REABILITAÇÃO DE CURITIBA ?

  10. PARANAGUÁ
    quinta-feira, 25 de junho de 2009 – 12:22 hs

    Não é só o hospital regional .Paranaguá está sofrendo com a atual administração da prefeitura , fora Baka pelo amor de Deus.

  11. Marcos
    quinta-feira, 25 de junho de 2009 – 14:57 hs

    É pelo jeito o Nail Alkarar..deve ter alguma recompensa financeira por parte desse governo sem escrúpulos com a sociedade paranaense…mas concordo com vc.. quando fala dos nossos representantes locais..pois sou totalmente a favor que todo o empresariado local, vereadores, prefeito, enfim toda sociedade se mobiliza-se para a construção de uma maternidade municipal para melhor atender as nossas gestantes que devem ter um tratamento diferenciado pois o respeito a vida se dá ao início, evitando o contato com outros pacientes com doenças mais sérias que podem contaminar as mamães e bebês, infecções hospitalares, etc..
    Exemplo:
    A Prefeitura sederia o local(terreno), com as intalações básicas de saneamento, engenheiros, técnicos, com recursos próprios, do governo estadual e federal…
    Os vereadores criariam um projeto lei para tal evento, autorizando as empresas participarem com recursos doados pelo insentivo fiscal no abatimento de impostos.. como existe em alguns outros municípios que dão apoio ao esporte, cultura, educação e saúde…
    Os trabalhadores em geral dariam uma contribuição mínima descontados de seus proventos mensais, ex.: R$1,00(um real)
    O Empresário teria uma parceria com os três poderes Federal, Estadual e Municipal no que diz respeito a manutenção dessa casa de maternidade pois consegueria diminuir seus gastos com planos de saúde empresarial, pois muitos ja ganharam muito dinheiro com suas empresas na cidade, e tem a obrigação legal pois seus filhos serão seus sucessores e os filhos de seus empregados serão empregados de seus sucessores, e sassim por diante…é uma idéia..!?!?!

  12. SAÚDE PARA TODOS
    quinta-feira, 25 de junho de 2009 – 21:57 hs

    É amigos…a situação da saúde no Paraná está realmente um caos…..Isso não é só em Paranaguá, mas no interior a coisa é bem mais complicada….
    Sou enfermeira e conheço bem a realidade da saúde…..os profissionais comprometidos se empenham, mas como bem disse o Me mais acima, estudar anos para trabalhar por tão pouco…é realmente injusto. Mas penso assim….. se vc assume a responsabilidade por esse trabalho,mesmo ganhando pouco, tem que cumprir a carga horária. Não adianta passar no teste e depois ficar fazendo “doce” para atender o povo…..É especificado o salário quando publicam os editais…..Muita gente entra nessa de teste seletivo para “pegar experiência”…….É um caso a se pensar…..Se sabe que vai ganhar pouco, nem entra em teste seletivo.Se for para atender mal ou não atender…ou pôr em risco vidas…melhor nem entrar nisso. espera outra oportunidade então.

    O teste seletivo, é apenas para tapar o sol com a peneira. O concurso sim, dá estabilidade para qualquer profissional, não só da área da saúde. Mas qual a intenção do governo em fazer processo seletivo simplificado? Os encargos são menores.

    O fato ocorrido da mãe ter que vir pra outro município é um fato corriqueiro aqui no interior inclusive. Essa semana mesmo recebi uma gestante que veio peregrinando de outro município menor, pq ninguém queria fazer o parto…aquela velha história….”o plantão é do fulano….mas o fulano aiaiai tá viajando”….É assim que funciona aí também? Por aqui é comum. E muito injusto e perigoso…..Os índices de mortalidade materno-infantil são absurdos no Estado….tanto é que a Secretaria Estadual de Saúde andava passeando pelo interior dando palestra sobre Mortabilidade Materno-Infantil….
    Pelo que meus colegas me contaram, nada mais foi falado do que já existe O PROGRAMA DE PROTEÇÃO À SAÚDE DA MULHER E DA CRIANÇA…..Isso é programa do Ministério né….só que na prática não funciona como deve ser…..Aliás, nenhum um programa tem realmente uma total aplicação…..A tal humanização pregada pelo HUMANIZA-SUS, é muito distante do que a gente vê…o descaso total com a população, fazendo uma gestante peregrinar…correndo o risco de entrar em trabalho de parto dentro da ambulância sem o mínino de cuidados….Pq eu duvido que essas ambulâncias tenham material para este fim…são “transportadoras” de pessoas, só isso.

    Concordo com o Marcos….tem que mais é pôr a boca no mundo mesmo….procurar os direitos….isso está garantido pela nossa Constituição…” a saúde é direito do cidadão e dever do Estado”….

    Então seu Nail Alkarar….como é dever do ESTADO manter a saúde do povo…e é de responsabilidade do Governador sim manter, inclusive,o quadro de funcionários SUFICIENTE para atender a população, já que a estrutura física permite, inclusive com concurso público, para que os profissionais tenham a estabilidade para poderem trabalhar e atender como tem que ser.

    O melhor que temos a fazer é nos mobilizar mesmo…..lutar pelos nossos direitos, pq à partir do momento que todos os cidadãos se informarem dos seus direitos, a saúde sai do buraco sim. O que precisamos é informação e coragem mesmo para lutar por isso, coragem inclusive dos profissionais de saúde …que têm o dever de fazer valer o juramento de salvar vidas, inclusive de informar a todo e qualquer cidadão sobre os seus direitos constitucionais referentes ao SUS.

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