Paraguai e Brasil chegam a impasse sobre Itaipu | Fábio Campana

Paraguai e Brasil chegam a impasse sobre Itaipu

090507041749_lulalugoabr226Folha de São Paulo

As negociações entre o Brasil e o Paraguai chegaram a um impasse ontem, depois de meses de negociações, semanas de recados pela imprensa e quase três horas de reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, no Itamaraty. A assinatura de atos e o comunicado conjunto à imprensa foram cancelados de última hora, antes do jantar dos dois no Palácio da Alvorada.

Conforme a Folha apurou, Lula e Lugo se reuniram primeiro e depois participaram de uma reunião ampliada de trabalho, com ministros e assessores, quando Lula fez um discurso em tom de advertência. Disse que o Brasil estava aberto a “ajudar”, mas não aceitava que a pauta ficasse focada unicamente na questão de Itaipu.
O problema é que o Brasil oferece recursos medidos em milhões de dólares, para programas de desenvolvimento do Paraguai, como a construção da linha de transmissão de energia entre Itaipu e a capital, Assunção, e programas agrícolas, sociais e para empresas.
Mas Lugo exige mudanças no Tratado de Itaipu. Ontem ele voltou a cobrar responsabilidade do Brasil no “resgate da dívida social” do país, insistindo em rever o tratado -o que depende de votação no Legislativo dos dois países- para aumentar o preço da energia excedente que os paraguaios revendem ao Brasil, liberar a venda para outros países e ampliar prazos de pagamento.
A expectativa era que Lula e Lugo chegassem a algum consenso ontem à noite, em jantar no Alvorada, no mínimo para terem algo a anunciar em entrevista marcada para hoje.


9 comentários

  1. ronaldo
    sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 10:52 hs

    Que impasse ? que impasse ? desde quando se tem algum tipo de impasse com esse país berço da contravenção na América Latina e no momento dirigido por esse psicopata?

  2. moizés braz
    sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 11:41 hs

    O que o “bispo” tá pensando, nós os brasileiros é que temos que pagar a pensão alimenticia dos filhos “bastardos” dele?

  3. Jaferrer
    sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 11:45 hs

    Responsabilidade do Brasil no “resgate da dívida social”? O Brasil não tem dívida alguma com o Paraguai, esse argumento é falacioso. Até quando deveremos pagar pela guerra ocorrida há mais de um século? Além do mais, estamos oferecendo muito mais do que devíamos, pois esse dinheiro que permitirá ao Paraguai desenvolver suas linhas de transmissão poderia muito bem ser aplicado aqui, no melhoramento de nossas linhas. Esse Lugo, na verdade, encontra-se numa encruzilhada; prometeu a revisão do tratado na campanha e agora não consegue cumprir (esse filme não é estranho). O preço pago pela energia também é justo e não deve ser mudado, porque se for mudado quem pagará seremos nós, mais uma vez. Vamos ver se agora a política externa brasileira deixa de ser amadora e posicione o país efetivamente como expoente que merece reivindicar um acento permanente na ONU.

  4. Jose Carlos
    sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 12:01 hs

    Este encontro Lu-Lu só podia dar nisso… um acha que é um deus vivo e pode conceder as bençãos aos pobres e oprimidos; outro se acha um iluminado semeador de esperança, paladino contra a opressão dos imperialistas de todo gênero… que querem estes paraguaios – que como alguém já disse – entraram apenas com a barranca do rio, na construção de Itaipu… os dois presidentes representam o complexo de inferioridade crônica que sofrem os latrino-americanos diante do mundo, sempre exclamando “caramuru, caramuru” em face do desconhecido… é a roça da américa latrina e seus jecas cucarachos…

  5. sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 12:57 hs

    NÃO TEM QUE CEDER UM MILIMETRO. O PARAGUAI PARTICIPA DO PROJETO APENAS POR DIVIDIR A FONTEIRA E O RIO PARANÁ.O BRASIIL ENTROU COM A TECNOLOGIA E COM A GRANA. O PARAGUAI APENAS DESFRUTA DOS ROYALTIES.

  6. Bago
    sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 15:11 hs

    Há um problema aí: o Paraguai tem energia de sobra. Logo, tem nas mãos um produto essencial nos dias de hoje par atrair empresas e expandir sua economia. Entra governo, sai governo, e vem essa cantilena de que Itaipu é prejudicial para o país. Não é. O que prejudica o país é falta de um projeto sério, que passa pelo uso da energia que o Paraguai tem direito, para fazer o país se desenvolver. No entanto, todos sabem que não há interesse algum em propor isso porque o Paraguai precisa se modernizar do ponto de vista da administração pública, valorizando pessoas que possam traçar um plano de desenvolvimento. O que se vê até agora é esse presidente colocar a culpa no Brasil e achar que passar o pires para pegar uns milhões a mais vai resolver o problema. Não resolverá enquanto o país carecer de um planejamento para desenvolver sua economia. No entanto, é mais fácil gritar e fazer proselitismo e jogar pra torcida.

  7. Produtor
    sexta-feira, 8 de maio de 2009 – 15:11 hs

    Querem preço de mercado ?
    Paguem a dívida.
    O contrato diz que, após a amortização dos pagamentos da dívida a energia será vendida a preço de mercado. Mas só findo o contrato.

  8. Marcos
    sábado, 9 de maio de 2009 – 11:01 hs

    …o Brasil cedeu tecnologia, dinheiro e tudo mais que foi necessário para a Construção desta obra, que por sinal, poderia ela toda ser construída em território Brasileiro… por uma questão de relacionamento político internacional, fez em conjunto com o Paraguai, o qual cedeu uma fração pífia de seu território (para mim algo simbólico), no intuito de entitular a obra como “bi-nacional”… não tem que dar mole para esse pessoal… se o padreco lá prometeu algo que não consegue cumprir perante seus eleitores, isso é problema dele e não nosso….

  9. Anônimo
    segunda-feira, 9 de novembro de 2009 – 18:49 hs

    Muito bem. O Brasil não tem que ceder nada. Os Paraguaios são burros. Estão vivos graças ao nosso imperador Pedro – II que não deixou a Argentina anexar todo esse país. Agora só se vê esses advogados do Paraguai criticando o Brasil, chamando-nos de imperialista. Sem o Brasil essa republiqueta, estaria vivendo na idade da pedra ou então já tinha sido invadida pela Argentina ou Chile.
    Manoel Barreto

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