Para o funcionário, 6%. Para a turma de cima, até 63% de aumento | Fábio Campana

Para o funcionário, 6%. Para a turma de cima,
até 63% de aumento

De Celso Nascimento na Gazeta do Povo

A linguagem nem sempre compreensível das leis e decretos permite que muitos deles passem “batidos”. Você, funcionário público, para quem o governo oferece 6% de reajuste, sabia, por exemplo, que os diretores-gerais das secretarias e presidentes e diretores de estatais tiveram um substancial aumento de salário, bem maior do que o governo oferece para todo o resto? É o que estabeleceu o decreto 4.281 baixado pelo governador Roberto Requião em 18 de fevereiro passado.

Pelo decreto, a gratificação do nível G1 (no qual se enquadram os beneficiários) sobe de R$ 5.748,28 para R$ 9.312, 21 (62% de aumento) para quem é diretor-geral de secretaria e para R$ 8.220 (43%) para quem é presidente ou diretor de empresa ou autarquia. Note-se: estes valores são acrescidos ao salário básico desses servidores.

Com tais reajustes, o salário de um presidente de empresa, por exemplo, ficou apenas 5% menor do que o do governador. Como os vencimentos deste são de R$ 24.500, os de um presidente de estatal paranaense alcança R$ 23.200.

O projeto do governo que concede aumento de 6% ao quadro geral chega amanhã à votação final na Assembleia, quando a oposição – à qual promete se somar neste caso a bancada do PT – promete insistir numa emenda alterando o porcentual para 15%. As chances de aprovação são praticamente nulas, o que dará mais trabalho ao presidente da Assembleia, Nelson Justus, para conter as ruidosas manifestações de galerias lotadas de servidores.


19 comentários

  1. ofaxineiro
    domingo, 10 de maio de 2009 – 12:19 hs

    Este projeto é a cara deste governo, puxa saco dos grandes e faz discurso para os “bagrinhos”….

  2. Silva 2
    domingo, 10 de maio de 2009 – 12:42 hs

    ..enquanto isso os servidores estaduais do QPPE e outros quadros de carreira do Poder executivo, terão somente 6% …

    E a promoção dos cargos de agentes de Apoio (AA) e agente de Execução (AE), ambos do QPPE (Quadro Próprio do Poder Executivo), cujo decreto regulamentador é do final de 2008, até agora nem notícia de quando será implantado.

    Pra não falar-se dos desenquadrados que continuam sem perspectivas e explorados pela admisitação pública…

    Os aposentados e pensionistas do QPPE, arrochados durante o governo Lerner, em situação muito pior do que os ativos, nem dêles se fala, como se tudo estivesse às mil maravilhas.

    Êta governo social, sô !

  3. Jaferrer
    domingo, 10 de maio de 2009 – 12:58 hs

    Você esqueceu de citar os reitores das IES estaduais que também receberam este percentual na sua gratificação. Não é a toa que eles se considerem representantes do governador, pois são em última análise indicados por ele, e não representantes eleitos legitimamente pelos membros da comunidade acadêmica. O governador, por seu turno, recompensa-os pela dedicação. É necessário que a assembléia vote urgentemente pela autonomia das universidades e acabe com a prerrogativa do governador indicar o reitor, um dos mais indignos resquícios da ditadura que ainda persiste.

  4. SYLVIO SEBASTIANI
    domingo, 10 de maio de 2009 – 13:27 hs

    Calma servidores públicos, o Governador é Roberto Requião. No ano que vem ele dará um aumento de salários bem superior à inflação. Ele será candidato à Senador e vai precisar dos votos dos funcionários público. Agora é a vez do PT fazer média, votando aumento de 15%, para o Requião VETAR.

  5. Saldanha
    domingo, 10 de maio de 2009 – 13:43 hs

    O governador, segundo declarações do mesmo, administra o estado segundo a “Carta de Puebla”. Portanto, suas ações visarão sempre os mais pobres para que estes continuem pobres e forneçam combustível para seus discursos.

  6. Luiz Kruger
    domingo, 10 de maio de 2009 – 13:46 hs

    Senti este reajustão na pele. Depois que recebi este aumentão fiz uma limpeza de pele… Coitados da turma do andar de baixo…..

  7. Dom Quixote
    domingo, 10 de maio de 2009 – 14:26 hs

    Pela primeira vez o Requião dá uma de Robin-Hood às avessas.
    Tira dos pequeninos e repassa os grandalões.
    Este é o novo Requião.
    O antigo foi sepultado há muito tempo.
    Novos tempos, novas atitudes.
    Como dizia o velho Marx, no embate da dialéica, tudo tende a se tornar em seu contrário.
    O Requião de hoje, contraria o Requião de ontem.
    Assim vai avida.

  8. leon
    domingo, 10 de maio de 2009 – 14:59 hs

    Não restam dúvidas de que o Governador despreza os funcionários.
    Seguramente, a recíproca é verdadeira.

  9. Freitas
    domingo, 10 de maio de 2009 – 18:04 hs

    E A ESSÊNCIA DA CARTA DE PUEBLA.
    VIVA O REQUIÃO!

  10. Cap. Nascimento
    domingo, 10 de maio de 2009 – 18:19 hs

    A maioria dos comissionados deste governinho do nepotão de mello e silva é composto por seus parentes e puxa-sacos que não fazem parte dos quadros de carreira do Estado. Logo, 6% para a turma que carrega o piano sem a menor estrutura para isto, e 63% para os mais “afortunados” que viajam para cima e para baixo com o todo poderoso.
    E a turma do sindicalismo pelêgo dos barnabés, por sua vez, num silêncio profundo que nos deixa surdos.
    Ei reiquejão, pede prá sair.

  11. Jurandir
    domingo, 10 de maio de 2009 – 20:10 hs

    O Requião quer ver todos os servidores “pueblos”!

  12. Che Guevara
    domingo, 10 de maio de 2009 – 20:15 hs

    Os piratas do Canguiri saqueiam o baú do tesouro, enfim, é o botim de despedida!

  13. Antonio W
    domingo, 10 de maio de 2009 – 21:33 hs

    Alguns eleitores do Paraná, efetivamente, são masoquistas… Chega, cansei. Esquece. Não tenho mais saco fe comentar os desmandos, a corrupção, a enganação desse desgoverno.
    Somente a cassação do requião poderia dar alguma esperança a esta combalida situação que vivemos.

  14. jango
    domingo, 10 de maio de 2009 – 21:41 hs

    Cap. Nascimento foi na veia. Os funcionários públicos não sabem a força que tem. Eles pensam que os sindicatos de funcionários (e como tem) vão defender as suas causas. Qual o que, fazem jogo duplo. As exceções não contam neste caso porque nada conseguem. Ocorre que pela mãos e olhos de cada um dos funcionários passam todas as ações do governo. É aí que se vê como a coisa funciona e onde estão as irregularidades. É a hora de colocar as barbaridades na mesa, na rua, na mídia, na internet, na Promotoria Pública, para os deputados isentos. De outra forma não vão avançar, só comer as migalhas do Nepotão de Mello e Silva enquanto ele e suas comitivas vão se forrar em Dubai, Paris, Paris, Paris ….

  15. Daniel Iggy
    domingo, 10 de maio de 2009 – 23:03 hs

    Quanto o Lerner deu de aumento aos servidores em 8 anos de governo? Neca de pitibiriba.
    O Requião não consegue dar grandes aumentos ao servidores ( A Lei de Responsabilidade Fiscal, que é FEDERAL, não permite que governo comprometa mais de 49% do orçamento com pessoal ), mas pelo menos o Requião atualiza o salário todo ano, coisa que o Lerner não fazia.

    E a conta do Celso está errada,R$ 8220 será o salário final e bruto dos presidentes de autarquia, que deve dar uns R$ 6000 líquido. Não tem nada de R$ 23.000,00. Secretário de Estado, que é primeiro escalão – ganha R$ 12.000!!!!

  16. segunda-feira, 11 de maio de 2009 – 13:32 hs

    O IGGYNORANTE DEVE FAZER PARTE DO QUADRO COMISSIONADO.FELIZ POR LEVAR ESTE AUMENTO NO SEU JÁ POLPUDO SALÁRIO.

  17. LONDRINENSE
    segunda-feira, 11 de maio de 2009 – 13:43 hs

    Nojentoooooooooooooooooooooooooooooo

  18. Realista
    segunda-feira, 11 de maio de 2009 – 15:10 hs

    Esse IGGY deve ser afilhado ou o responsável em lavar as cuecas do REIquião… Vai ser funcionário público seu IGNORANTE !

  19. Silva 2
    segunda-feira, 11 de maio de 2009 – 19:05 hs

    alguém aqui disse:

    “… E a turma do sindicalismo pelêgo dos barnabés, por sua vez, num silêncio profundo que nos deixa surdos.”

    Êpa, êpa, que existe sindicalismo pelego também acho que tem, assim como tem servidor pelego e acomodado, político pelego e falso, etc e tal.

    Mas, façamos justiça: foram os sindicatos de servidores, agrupados no chamado Fórum Sindical, que em abril começaram a reivindicar o reajuste salarial na data base e outros itens, através da tradicional pauta de reivindicações.

    Inclusive, dia 28/04, realizaram um ato público em frente do Palácio das Araucárias, que induziu o governo do Paraná a se apressar e anunciar os 6%, claro sem negociação prévia.

    E mais recentemente, encaminharam à ALEP um conjunto de emendas parlamentares ao PL de reajuste salarial (data base: 1° de maio).

    Agora, resta saber quem é pelego nessa história: se os deputados, se alguns servidores ou os ditos pseudos criticos sem causa e de última hora.

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