Municípios do Paraná já perderam R$ 63 milhões | Fábio Campana

Municípios do Paraná já perderam R$ 63 milhões

Do bemparaná

As prefeituras do Paraná já perderam R$ 63,4 milhões com a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) nos primeiros quatro meses de 2009, segundo o último levantamento feito pela Associação dos Municípios Paranaenses (AMP) divulgado ontem.

De acordo com a entidade, a queda seguida entre os meses de janeiro a abril tem deixado várias prefeituras em situação de caos. O quadro é ainda mais grave nos pequenos municípios, para os quais o repasse é a maior fonte de recursos, como é o caso de Nova Tebas (região Central do Estado).

A prefeita da cidade, Heloísa Ivaszek Jensen (PRTB), ao assumir o cargo do antecessor, Djalma Ferreira de Aguiar (PTB), encontrou o pátio de máquinas sucateado, veículos sem rodas e pneus, ambulâncias sem motor ou quebradas. E até agora não conseguiu normalizar a situação. “O FPM é a maior receita do município e isso tem complicado a nossa situação, pois somos uma cidade pequena e que vive da agricultura”, diz a prefeita.

Ao contrário do que houve no início de seu mandato, em que Heloísa teve que recorrer a doações do comércio para alimentar os pacientes do único hospital público da cidade, agora ela afirma que já conseguiu resolver a situação, mas teme cada vez que o estoque de comida abaixa. “Agora, ainda há dias difíceis, sem dinheiro, em que recorremos aos recursos até pessoais de nosso grupo, mas nenhum paciente ficou sem remédio ou sem comida”, disse.
Em Ribeirão do Pinhal, na região Norte, não é diferente a situação do prefeito Dartagnan Calixto Fraiz (PDT). O maior problema enfrentado pelo município é a manutenção dos salários em dia e também o pagamento de fornecedores. “Pagamos os salários dentro do mês, mas está difícil manter uma regularidade ou fazer esse pagamento no primeiro dia útil, como é o previsto”, disse o prefeito. Ele manteve a moratória do início do ano, mas acredita que nos próximos dias já poderá iniciar o pagamento dos fornecedores, priorizando as empresas que mantiveram os contratos com o municípios, apesar da crise econômica vivida pela prefeitura da cidade.
Rodízio de pneus — Em Fênix, no Norte do Paraná, o prefeito Altair Molina Serrano (DEM), tem priorizado setores essenciais. Ele afirma que deixou de fazer algumas obras e usar o dinheiro para comprar remédios e contratar médicos para postos de saúde. Mesmo que quisesse iniciar obras previstas no seu plano de governo ou dar continuidade às obras do governo anterior, o prefeito não poderia. O pátio de maquinário está sucateado e faltam peças e até pneus. Em alguns casos, ônibus escolares andam pela manhã, na hora do almoço e no final da tarde com os pneus em melhores condições. Durante o dia, os pneus desses ônibus são transferidos para caminhões da prefeitura para fazer trabalhos rotineiros.


Um comentário

  1. bimbo
    terça-feira, 5 de maio de 2009 – 11:00 hs

    É o que dá, criar municípios sem condições de sustentabilidade, só servem para criar mais cargos para vagabundos.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*