Modelo de licitação de propaganda é o maior instrumento de corrupção, diz Requião | Fábio Campana

Modelo de licitação de propaganda é o maior instrumento de corrupção, diz Requião

requiao-escolinha

Hoje, na escolinha, Requião desceu o tacape nas agências de propaganda, na ABERT, e em todos os que discordam de sua fórmula de licitação de veículos de comunicação que deixa de fora as agências e estabelece relação direta entre o governo e os veículos.

Disse que a fórmula atual “É o maior instrumento de roubo e corrupção da República. A licitação direta é para acabar com os ganhos absurdos das agências que levam 20% sobre a verba de comunicação”.

Requião disse que ainda não conhece a decisão judicial que susta a licitação e que espera “que nenhum juiz satisfaça os interesses das agências sobre os do Estado”.

A tentativa de “credenciamento de emissoras de televisão” foi frustrada com a liminar concedida às agências, na última sexta-feira, pelo juiz João Henrique Coelho Ortolano, da 2ª Vara da Fazenda Pública, de Curitiba.


14 comentários

  1. José Loureiro
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 11:10 hs

    Acorda Requião, tem raposa do rabo felpudo no TCE, AL e no governo tentando melar a licitação. Como diria o filosofo: Para ficar tudo bem, vivas nos campos…

  2. E NO FORÉVIS...
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 11:16 hs

    NÃO VAI NADA!

    QUANTA IGNORÂNCIA E PREPOTÊNCIA.

    MAL ASSESSORADO. MAL INSTRUÍDO E MAU EDUCACADO.

    DESTA VEZ A CORDA RUIU. SEMPRE TRABALHANDO ERRADO E PÉROLAS SOMENTE AOS MESMOS PORCOS. O FIM DOS DIAS ESTÃO POR VIR. E NÃO VAI SOBRAR MUITO MENOS O SENADO.

  3. Acerto errado
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 11:21 hs

    O Exmo. sempre tentando quebrar as regras…

    Só que lei não poooode!!! Cartão corporativo e diárias pra cambada pooooode!!!

    Fica de olho na curriola que cresceu ao redor do Palácio das Araucárias. As eleições vem aí!!!

  4. Agencia de Publicida
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 12:16 hs

    Lei que regulamenta a comissão de 20% para as agências de Publicidade?

    A atividade econômica publicitária é regida, em território brasileiro, pela Lei n° 4.680/65 cuja regulamentação foi aprovada pelo Decreto n° 57.690/66. Nenhum dos dois diplomas legais está sendo objeto de alteração, no Congresso Nacional.

    Também dispõe sobre a supra referida atividade, a Convenção Nacional Tripartite (Anunciantes, Agências e Veículos) denominada NORMAS-PADRÃO DA ATIVIDADE PUBLICITÁRIA, que na sua Seção 3, dispõe sobre as “Relações entre Anunciantes e Agências de Publicidade”, especificando nos itens 3.5, 3.6, subitens 3.6.1 e 3.6.2 os percentuais de remuneração da Agência, e indicando no item 3.10 o fee, como alternativa à remuneração através do “desconto padrão de agência”, concedido pelo Veículo e equivalente a 20% do investimento feito pelo Anunciante, em mídia.

    Chamamos sua atenção para o que dispõe a Seção 2 da supra referida Convenção, especialmente os itens 2.5, 2.7 e 2.9.

    Se a Agência repassar o desconto por ela auferido ao Anunciante, fora dos limites fixados pelo ANEXO B à Convenção, ela corre o sério risco de ver seu desconto reduzido a 5%.

    A Convenção Nacional encontra-se no site http://www.cenp.com.br

    A legislação acima indicada encontra-se no site da FENAPRO.

  5. Carlos Imperial
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 12:40 hs

    O Requião, como sempre, está viajando na maionese. Os tais 20% (que raramente são aplicados, por sinal) são uma comissão que o veículo paga à agência por volume de veiculação de seus clientes, o tal do BV (Bônus por Volume). O cliente, inclusive os governos, não pagam nada às agências. E, na verdade, o dinheiro que gira na propaganda é mixaria perto do que rola com obras, na mão de empreiteiras e outros fornecedores dos governos.A idéia do Requiãonunca vai dar certo porque existem milhares de veículos de comunicação e ele teria de fazer licitação entre todos eles para veicular sua propaganda. E, cada um deles tem seu público e, entre este público existem subdivisões. Por exemplo: quem escuta o programa de crimes não éo mesmo que escuta o Fábio Campana e assim por diante. Teriam que fazer licitações para cada público e cada horário. Já imaginaram? Então,o que o Requião tentou fazer foi um acordo com alguns veículos para deixar toda a grana na mão deles e,provavelmente, alguém do governo receber os trais 20%.

  6. TIÃO PEREIRA
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 13:01 hs

    É ISSO AÍ REQUIÃO.CHEGA DE CAPILÉ. A MAMATA ACABOU.

  7. jango
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 13:47 hs

    “Credenciamento” – nome de aparência pretensamente sério para viabilizar um intento de interesse personalíssimo do governador de ocasião a ser custeado com dinheiro público. Ninguém está mais suportando “enganações” deste tipo. Nem a pau, Juvenal do Canguiri !

  8. DDD
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 14:18 hs

    Dessa vez o Duce tem toda a razão… 20% sobre as contas do governo é um absurdo. Quem já trabalhou em alguma agência com conta estatal sabe que os valores são astronômicos

  9. XUPA CABRA
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 14:38 hs

    O rei do nepotismo usou este mesmo modelo por muitos anos portanto, deve saber o que está falando. E se é uma maneira criminosa – como afirma – seria uma boa oportunidade apra o Minsitério Público investigá-lo! MP no rei do nepotismo. Ou vai afinar? Sentar? Baixar a bola? Ser servil ao “chefe”? Lamber as botas? CPI JÁ!

  10. Tarso de Castro
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 15:25 hs

    O próprio Fábio Campana, que foi Secretário da Comunicação municipal (1 vez) e estadual (2 vezes) pode explicar direitinho esse assunto. Imagine licitar veículos diretamente (sempre lembrando que licitação, no Brasil, é aberta, nacional) cada vez que quiser colocar um spot, um anúncio ou um VT no ar. É pura doidice. Como bem disse o Carlos Imperial, a comissão é assunto entre duas empresas privadas (o veículo e a agência) e o anunciante (seja o governo ou quem for) não tem direito a ele, por lei. Como o pessoal do Governo deve estar careca de saber isso, esse assunto parece mais um factóide – ou os assessores estão abusando da ignorância do Governador e pondo ele em situação ridícula.

  11. Anônimo
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 15:57 hs

    Não gosto do Requião. Mas uma coisa tenho que afirmar, apesar de tudo, ele tem feito uma limpa em muitos setores.
    20% de comissão para a agência é um absurdo. Não apenas para o governo, como também para qualquer empresa privada. Não vamos nós esquecer que ninguém aqui está falando em não pagar a criação e a produção, mas porém sim reduzir ou extinguir os honorários sobre a veiculação. Antes era de 15%, agora as agências se uniram e passou para 20%.
    Talvez deve-se ter na lei, que uma camapanha com um valor de criação ou produção maior que XXX não seria cobrado honorários de veiculação.
    Vamos lá requião, estou com você.

  12. asdrubal guimaraes
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 16:25 hs

    As comissões cobradas pelas agências não são fruto da sua imaginação ( delas ), mas da legislação em vigor que regula a matéria. Contudo, o Gov tem razão, porque em se tratando de trabalho intelectual, o critério de julgamento dessas licitações acaba, sempre, na decisão pela regra de técnica e preço, onde o critério subjetivo é muito grande. Ademais, costuma ocorrer de o preço ter, por exemplo, peso 20, e a nota técnica, peso 80. Desta forma, com 20 e 80, o licitante pode se propor a fazer o trabalho até de graça, que não ganhará a licitação, que será decidida pelo Governo apenas na técnica e de maneira nem sempre transparente. Contudo, como Requião tem em sua poderosa mão uma destemida caneta, basta alertar os seus subordinados para estabelecerem parâmetros de julgamento absolutamente criteriosos e transparentes e com o mínimo de subjetividade possível, como manda a Lei. Ademais, restará, sempre, ao Governador, a alternativa de demissão para eventuais coleboradores acometidos por desvios de conduta. Portanto, querer impedir as agências de ganhar o seu sustento, não me parece uma boa idéia. Seria o mesmo que contratar todas as obras diretamente, partindo-se do princípio de que os empreiteiros são todos canalhas, desonestos e outras coisas mais e ir, no pasto, tirar para as crianças o leite ordenhado e distribuído por lacticinos e outros estabelecimentos congêneres.

  13. Maneco
    terça-feira, 26 de maio de 2009 – 21:27 hs

    Anônimo:
    Se não conhece do riscado, não fica falando merda.
    A lei que estabelece os 20% de veiculação é de 1965 e é paga pelo veículo para a agência.
    O Que o Requião quer, e só vc não viu, é poder encaminhar a mídia para dois ou tres veículos e faturar um cascalho pra financiar a campanha dele para o senado. ACORDA.

  14. quarta-feira, 27 de maio de 2009 – 9:37 hs

    Pelo que entendi do texto, o desqualificado quer fazer uma ligação direta entre o governo e uma veiculo de comunicação a sua escolha, isso é, sem licitação…Usa o argumento dos 20 % para tentar justificar esse ato digamos “anti-democratico” pra não dizer ditatorial..Trocando em muidos: a regra só vale para os “outros”, para ele não, afinal ele é o único defensor da causa pública que age contra os monstros da inicativa privada. Nos seus atos vemos exatamente a performace de um ditador comunista, exatamente o tipo de “lider”que leva seu estado a miséria e exatamente o que não precisamos no Brasil..

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