Ahmadinejad, presidente do Irã, chega ao Brasil na quarta sob protestos | Fábio Campana

Ahmadinejad, presidente do Irã, chega ao Brasil na quarta sob protestos

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Mahmoud Ahmadinejad, o presidente encrenqueiro do Irã, chega ao Brasil nesta quarta. Vem em visita oficial. Mohsen Shaterzadeh, embaixador iraniano em Brasília, diz que disse que há “afinidades políticas” entre Lula e Ahmadinejad.

Na semana passada, Israel protestara contra a recepção de seu maior desafeto em terras brasileiras. O chanceler Celso Amorim deu de ombros.

Ontem, manifestantes judeus foram às ruas de São Paulo e do Rio. Nos próximos dias, não resta dúvida, “o cara” freqüentará o noticiário internacional.

No Leia Mais, o artigo “O Brasil e a lógica do genocídio”, de Maria Lucia Barbosa, fundamental para entender o assunto.

O Brasil e a lógica do genocídio

Por Maria Lucia Barbosa

A lógica do genocídio consiste na destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Foi posta em prática pelo comunismo e pelo nazismo, sistemas que utilizaram, entre outros métodos, a revolta das massas contra determinados “malditos” que deveriam ser aniquilados ainda que isso fosse absurdo. “Creio porque é absurdo”, eis o primeiro princípio da crença ideológica formulada por Tertuliano em sua época.

A fé no absurdo se obtém através da mentira calcada num malabarismo vocabular, no qual as palavras são pervertidas para provocar um entendimento desfocado da realidade. Algo, como se nota, muito utilizado em propaganda e nos discursos de cunho totalitário.

Assim, os campos de concentração soviéticos seriam “obra de reeducação” e os carrascos “educadores aplicados em transformar os homens de uma sociedade antiga em homens novos”. Na China, a vítima do campo de concentração era denominada de “estudante que deveria estudar o pensamento justo do partido e reformar seu próprio pensamento imperfeito”.

O nazismo pregava que “os judeus não são humanos”. Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus, inclusive de crianças judias, nas câmaras de gás, porque era como se dissessem: “vocês não têm direito de viver, vocês são judeus”.

A lógica terrorista do genocídio implica, pois, o exercício do terror através de um grupo designado como inimigo. Desse modo, a segregação baseada em classe se torna muito similar à segregação por raça. Tudo é justificado por um ideal, ainda que absurdo. A sociedade nazista deveria ser construída em torno da “raça pura”. A sociedade comunista futura com base no povo proletário, purificado de toda “escória burguesa”.

As monstruosidades cometidas pelo nazismo e pelo comunismo teriam ficado para trás, enterradas no século passado e servindo como advertência para que não se cometa mais abominações como a do holocausto?

Teria o ser humano evoluído através da experiência aterrorizante dos horrores cometidos em passado recente? Estaria agora o homem mais compassivo, menos preconceituoso, menos sujeito à crença no absurdo na medida em que obteve espetacular evolução na ciência, na tecnologia, nos meios de transporte e de comunicação?

Nada indica que houve progresso em termos humanísticos. Exemplo disso foi a Conferência contra o Racismo (20/04 a 24/04) promovida pela ONU. Aberto o evento pelo presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caiu por terra qualquer boa intenção que o Organismo possa ter tido, pois o que se ouviu se enquadrou na mais pura lógica do genocídio.

O déspota de fato do Irã mencionou amor e destilou ódio. Simulou humildade dizendo que perdoava os que o tinham insultado, mas os qualificou de ignorantes com sorrisos de escárnio. Acusou Israel de racista sendo ele ferrenho racista, contumaz torturador, opressor das minorias.

Mas, segundo Ahmadinejad, se Israel é racista deve ser destruído. Como sempre ele negou o Holocausto, afirmando que o Estado de Israel foi criado “sob o pretexto do sofrimento de todos os judeus e da ambígua e duvidosa questão do Holocausto”. E aproveitando o momento, além de seus ataques a Israel o perigoso homenzinho defendeu o direito do Irã de controlar a tecnologia nuclear.

O discurso pleno de violência contra os judeus provocou a retirada coletiva dos representantes da União Européia e vários protestos, entre os quais, o do sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz, Elie Wiesel, que disse em relação a Ahmadinejad: “Sua presença é um insulto à decência e à humanidade”. O próprio secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, expressou seu constrangimento ao criticar o iraniano: “deploro o uso dessa plataforma pelo presidente iraniano para acusar, dividir e incitar”.

A imensa delegação brasileira chefiada pelo ministro da igualdade racial, Edson Santos, não se moveu do salão de conferência e Santos ainda criticou a retirada dos europeus. Reação de se esperar, pois o Brasil, sob a influência de Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, e sob o comando do governo petista de Lula da Silva, tem mostrado acentuada tendência ao antissemitismo.

Note-se que Lula, que já deve ter dado volta ao mundo várias vezes, inclusive para visitar ditaduras islâmicas do Oriente Médio e ditaduras Africanas, nunca foi a Israel. Além disso, o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém não condenou o governo genocida do Sudão. Aliás, nossa diplomacia sempre se absteve de tocar na questão dos direitos humanos, pisoteados em países como China, Cuba ou Coréia do Norte.

Dia 6 de maio, o Brasil receberá com pompas e honras o patrocinador terrorista do Hisbullah, do Hamas, da Jihad Islâmica. Será a consagração em solo pátrio da lógica do genocídio sob a aparência de negócios com o Irã. Indiferente, o povo pensará que está sendo homenageado um técnico importante de futebol.

No encontro pode ser que Lula, num agrado ao companheiro Ahmadinejad, ataque de novo os irracionais brancos de olhos azuis, pois os petistas, sejamos justos, sabem de forma exponencial acusar, dividir e incitar.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.


23 comentários

  1. Che Guevara
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 11:21 hs

    Não é bem assim!
    O antisemitismo existe também no Brasil, existe e existiu historicamente, mas não pelas razões que explica a autora do texto, que aliás é muito ruim, pois este sentimento no passado era ligado ao catolicismo. Há, de qualquer forma, outras formas de racismo muito mais entranhadas no Brasil que antisemitismo.

    Quanto ao crescimento de anti-semitismo, não acho que o Brasil seja muito diferente de outros países. Uma boa parte de anti-semitismo moderno tem a ver com críticas ao Estado de Israel. Mas nem toda a crítica a Israel é antisemitismo, como nem toda a crítica às teocracias islâmicas é islamofobia, e eu ando de saco cheio a ver os conceitos utilizados da forma que interessa aos respectivos interesses políticos.

    Ahmadinejad, embora tenha assim se posicionado em outros momentos, o que considero um erro, não negou o holocausto naquele discurso.
    Muito do que ele falou recebe de mim a assinatura embaixo:

    “depois do fim da Segunda Guerra Mundial, eles recorreram à agressão militar para privar de terras uma nação inteira sob o pretexto do sofrimento judeu (…) Eles enviaram migrantes da Europa, dos Estados Unidos e do mundo do Holocausto para instaurar um governo racista na Palestina ocupada”

    “É preciso colocar um ponto final aos abusos perpetrados pelos sionistas”

    “a intervenção internacional no Afeganistão não trouxe a paz nem a prosperidade a esse país, e que a invasão americana do Iraque deixou 1 milhão de mortos e feridos e perdas milionárias para a economia”

    “o Conselho de Segurança da ONU sempre “recebeu com o silêncio os crimes desse regime, como os recentes bombardeios contra civis em Gaza”.

    “A maioria dos problemas em nossa região têm como origem a interferência das potências estrangeiras, se não estivessem, muitos problemas seriam resolvidos”

    “O regime sionista nos traz a guerra, e nós não achamos que a guerra seja a solução para o mundo”

    “É injusto que cinco países tenham o direito de anular as decisões dos outros, que sejam os advogados, os juízes e os executores de suas ordens e sempre em seu próprio interesse … o poder de veto “não ajudou em nada para solucionar os problemas no Líbano, Gaza, Iraque, Afeganistão e os conflitos africanos”

  2. KAREKA
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 11:36 hs

    este mané vem ensinar os brasileiros como fazer bombas………..e o local do teste será BRASILIA……

  3. Che Guevara
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 11:36 hs

    Que direito possui a européia Israel, estado artificial e enclave militar do Ocidente no Oriente, em militarmente “cagar regras” e impor o terror contra os povos com culturas milenares e que sempre habitaram aquela região?

    Em primeiro, não podemos confundir o anti-semitismo com o anti-sionismo e o sionismo com o judaísmo!

    Os sionistas israelitas para esconderem suas práticas segregacionistas intervencionistas militares sempre se escudam sob o discurso sofista maniqueísta do anti-semitismo, como se os agredidos árabes, que o iraniano tão bem defende, também não fossem semitas!

    O holocausto nazista foi uma abominação que se fez contra comunistas,deficientes físicos e mentais, judeus, ciganos, eslavos e outros. Mas isto não da o direito para que a classe dominante de Israel faça o que faz com os palestinos. Agora qualquer critica a política militar expancionista criminosa de Israel é chamado de nazista, de anti-semita?

    Em segundo nem todos os judeus são sionistas e a maioria dos israelenses não possuem origem semita, pois são descendentes dos khazares, europeus orientais, sendo semitas os judeus sefarditas (Península Ibérica) e os que são descendentes dos judeus que eram nativos da região antes da criação do estado sionista, e estes últimos juntos com os judeus etíopes são minoria em Israel, sendo também discriminados pelos descendentes do khazares, os que ocupam o poder de estado.

    Em terceiro, caso os que se aliam ao “Movimento Paz Agora” fossem a maioria da população a extrema direita não estaria no poder em Israel!

    Em quarto, a questão palestina não é uma questão religiosa, mas sim política militar e econômica!

    Em quinto, acredito ser impossível o retorno as fronteiras de 1.948, mas caso se tenha boa vontade é possível voltar às fronteiras de 67 e a cessão do setor árabe de Jerusalém!

  4. Sincero
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 11:51 hs

    Os judeuzinhos coitados sempre tem que ser as vítimas…

  5. Jose Carlos
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 11:59 hs

    Esse fantoche tragicômico dos aiatolás assassinos do Irã é um financiador do terrorismo internacional, apologista do extermínio de judeus e várias minorias… é um lunático apocalíptico e, como outros idiotas internacionais tipo Chávez, é gigolô do petróleo pois, de resto, aquele país nada produz de relevante a não ser idéias obscurantistas e jurássicas… Ahmadinejad: Go to Hell !!!

  6. O Povo
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 12:14 hs

    Já temos problemas demasiados no Brasil para que mais um Zé galinha, venha encher o nosso saco com abobrinhas!
    Fez acertos comerciais, foi bom para ambas as partes, suma sem abrir a boca!

  7. shoper
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 12:21 hs

    O artigo publicado é de nítida inspiração sionista. Em nenhum momento é citado o povo palestino. É como se este não existisse.Não tivesse direitos nacioanais. São todos terroristas como dizi Bibi Nethaniahu.
    É triste ver pessoas com uma visão tão radical.

  8. luis gringo
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 12:44 hs

    “O nazismo pregava que “os judeus não são humanos”. Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus”
    Essa mesma visão quer Israel passar de todos os palestinos para justificando tb seus atos de terrorismo de estado.

  9. segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 12:46 hs

    O GRANDE PROBLEMA DOS ÁRABES, É NÃO TER CONSEGUIDO A SEPARAÇÃO ENTRE ESTADO E RELIGIÃO.SÃO GOVERNADOS POR DÉSPOTAS, IMÃS E AIATOLÁS FÁNATICOS E APOCALIPITICOS.PREGAM A DESTRUIÇAO DO ESTADO JUDEU E NEGAM A SUA EXITÊNCIA.

  10. Diego
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 13:05 hs

    Lula canalha, receba quem você quiser na tua casa, não na casa dos brasileiros!

  11. J charuh
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 13:06 hs

    Gostaria aqui de manifestar-me acerca da prudente e sensacional explanação do amigo ” Che Guevara “, acredito que de todas as formas, usando o ABOMINÁVEL e DESPREZÍVEL holocausto, o estado de Israel tem se colocado sempre acima de todos os interesses políticos, sociais, religiosos e econômicos principalmente, pregando a segregação e a discriminação do povo Árabe da forma tão assassina quanto o próprio holocausto. Não podemos admitir que a mais de 60 anos após o fim da segunda grande guerra, essa ainda seja usada como pretexto em pleno século XXI a prática de genicídios, o que se praticou nas décadas de 30 e 40, durante a segunda guerra foi sem dúvida uma das maiores atrocidades cometidas ao ser humano, porém não podemos em nenhuma hipótese justificar tal bárbarie usada nos dias de hoje como uma defesa do estado Judeu. O Presidente do Irã, Ahmadinejad, defende seu país, seu estado de direito e sua liberdade étnica – religiosa, Ahmadinejad não pode testar ogivas nucleares assim como nenhum estado Árabe, eu pergunto, porque Israel pode, porque Israel pode invadir a democracia de qualquer país ou estado Muçulmano e Árabe, apoiando-se no velho holocausto que acabou a mais de 60 anos, que não foi promovido pelo povo Muçulmano e que embora tenha tido apoio de alguns setores Árabes foi executado por um maníaco austríaco chamado Adolf Hitler, que nunca foi Árabe ou Muçulmano. Porque a ONU se cala diante do extermínio de milhares de crianças que Árabes pelas forças militares Israelense.
    O Irã apenas defende seus interesses, assim como nós brasileiros defendemos nossa soberania.

  12. Jurandir
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 13:11 hs

    O José Carlos em seu estilo “kitsch” e não “cult”, favor não confundir com a central sindical ou com outra coisa, sempre tenta expressar a média do pensamento global, mas não no sentido estratégico mundial e sim o da rede Globo.

  13. Jose Carlos
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 13:50 hs

    Meu pobre Jurandir (com este nome deve ser pobre): para o que você acha, estou cagando e andando para não fazer montinho…

  14. Orgasmo de Rotterdam
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 14:46 hs

    Hitler era austríaco sim, mas não consta que haja matado alguém pessoalmente – isto quem fez foram outros, incluindo diversos elementos nacionalistas não-alemães do Báltico ao Mar Negro, em gigantescos pogroms (chacinas) durante o Drang Nach Osten da Wehrmacht (Auschwitz e outros campos de extermínio foram já a ‘próxima fase’…) – E o que que este Ahmadine-qualquer-coisa entende de Holocausto? Ele que trate bem as minorias do país dele , inclusive Árabes não-xiitas

  15. Marcelo
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 14:59 hs

    A socióloga autora do artigo também acusa, divide e incita. Além de abusar dos velhos sofismas. Nada de novo, infelizmente.

    Parabéns ao Che por tentar trazer luz e história ao artigo obtuso e ao Jurandir por apontar a falta de luz e de história ao pensamento comum.

  16. Mohammed Pataxó
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 15:14 hs

    السلام عليكم
    Salaam Aleikum, Mahmoud Ahmadinejad

  17. O Povo
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 15:48 hs

    Para a briga já: vão cuidar das lojinhas!!!!!!!

  18. Dom Quyixote
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 16:50 hs

    Uma dica aos Judeus e seus fans:
    Não tragam essa briga para nosso País. Deixem lá no oriente.

    Uma dica aos árabes guerreiros.
    Não tragam esta briga para o Brasil, deixem lá oriente.

    Chega de se matarem. Criem juizo seus malucos.

  19. Falcão
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 17:23 hs

    O Brasil já abriga tantos escroques (inclusive nos poderes públicos) que receber mais um como visitante em nada influirá. Até porque o povão nem sabe o que é e onde fica o Irã e muito menos quem é o tal ahmaqualquer coisa.

  20. Jurandir
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 19:12 hs

    Para alguém chamado Zé você é bem arrogante!

    Quanto ao fato de você viver defecando quando anda e quando escreve é um tanto escatológico, mas próprio de pessoas do seu nível moral e intelectual!

    Pelo tom virulento de seu discurso deveria se chamar Johny!

  21. Maneco
    segunda-feira, 4 de maio de 2009 – 22:09 hs

    E aquele muro que estão construindo em Israel deve ser uma vingança pelo gueto de Varsóvia?
    Um judeu e um palestino encontraram a lâmpada mágica. Esfregaram e pimba: saiu o gênio.
    Como foi encontrado por dois, cada um pôde fazer um pedido.
    O judeu pediu para o gênio fazer um muro bem alto e cercar todo o estado de Israel. O gênio mandou vê e pronto: la estava o muro.
    O gênio mandou o palestino fazer seu pedido.
    O palestino primeiro perguntou para o gênio se o muro era forte. O gênio falou que era o muro mais forte que já tinha feito.
    Aí o palestino fez seu pedido – Gênio o meu pedido é pra o senhor encher tudo de água; até a beradinha do muro.

  22. Luciano
    quarta-feira, 6 de maio de 2009 – 21:59 hs

    Acho que ele tem todo o direito de vim ao Brasil sim, lembrando que ele como chefe de estado tem que ser bem recebido aqui, e não sei o que Israel quer reclamar, quem não ve o que eles fazem com os Palestinho la na faixa de Gaza, os caras são os ultimas pessoas que podem falar alguma coisa de alguém, acho que deveriam ver primeiro o que fazem para depois querer cobrar alguém!!!

  23. J J S
    segunda-feira, 25 de maio de 2009 – 18:04 hs

    Se alguém pensa que Lula pensa. Pensou alem do limite.

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