G20 reserva US$ 1,1 tri para já e US$ 5 tri até 2010 | Fábio Campana

G20 reserva US$ 1,1 tri para já e US$ 5 tri até 2010

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De Josias de Souza, na Folha Online

Reunidos hoje, em Londres, os líderes do G20 chegaram a um lote de consensos. Fixou-se uma estratégia conjunta de combate à crise financeira. Apenas as linhas gerais das providências foram divulgadas. Não vieram à luz, ainda, todos os detalhes que levarão (ou não) à implementação das medidas.

O resultado foi resumido pelo anfitrião Gordon Brown (foto), primeiro-ministro britânico. Decidiu-se, em essência, o seguinte:

1. Tonificar os cofres do FMI em US$ 1 trilhão. Outros US$ 100 bilhões serão injetados em bancos de desenvolvimento multilateral;

2. Injetar US$ 5 trilhões na economia do mundo até o final de 2010. Dinheiro para reacender as caldeiras. Virá sobretudo do corte de juros e de gastos públicos. Tenta-se elevar a produção do planeta em 4%.

Para ler as demais medidas adotadas pelo G20, clique no Leia Mais

3. Reforçar a regulação do mercado financeiro por meio da criação de um novo órgão: FSB (Conselho de Estabilidade Financeira, na sigla em inglês). Será integrado por representates dos países do G20. Junto com o FMI, tentará detectar os riscos financeiros e macroeconômicos que ameaçam os mercados. Busca-se: eliminar os ativos “podres” (de alto risco de calote) dos bancos, o endurecimento das regulamentações sobre “hedge funds” (fundos de alto risco)…” “…e o combate aos paraísos fiscais”. Diz o documento que resume as decisões do G20: “O sigilo bancário do passado tem de acabar (…) Estamos entrando em um processo profundo de reestruturação de nosso sistema financeiro para o futuro.”

4. Resistir às tentações que levam ao protecionismo econômico. Os membros do G20 comprometeram-se a não erguer novas barreiras que inibam o comércio. Decidiu-se agir para concluir a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial, em curso na OMC *Organização Mundial do Comércio”. Decidiu-se também destinar US$ 250 bilhões, nos próximos dois anos, para financiar as trocas comerciais mundiais.

5. Reservar US$ 50 bilhões para ações de apoio a programas de proteção social em países pobres –iniciativas ligadas à segurança alimentar, por exemplo. Com a mesma finalidade, pretende-se obter outros US$ 6 bilhões por meio da venda de ouro depoistado na reservas do FMI. Coisa para dois ou três anos.
“Chegamos a um novo consenso para empreendermos uma ação global juntos”, disse Gordon Brown.n“Faremos o que for necessário para restaurar o crescimento e os empregos. Não há reparos rápidos…” “…Mas podemos encurtar a recessão e salvar empregos (…) e evitar que crises como essa aconteçam de novo…” “…Estamos realizando uma expansão fiscal sem precedentes e coordenada, que preservará ou criará milhões de empregos que, de outra maneira, teriam sido eliminado”.


5 comentários

  1. outrocamargo
    quinta-feira, 2 de abril de 2009 – 22:57 hs

    Fabio: porque censurar as declarações elogiosas de Obama a Lula, que boa parte da midia mais conservadora como o Estadão, já deu?
    Porque isso, meu amigo? Falta-te liberdade na gaiola de ouro onde te pusestes?

    Fabio, não seja assim, mais realista que o rei! Relaxe e goze companheiro!

    Lula é pop.

    E você não tem culpa disso…

    É noticia?Você tem que dar e comentar…

    É sua profissão.

    Ou não?
    Onze horas antes do seu comentário esta notícia foi postada no Blog. Veja o post das 11 h 50 lá esta o vídeo. Só você não tinha percebido.

  2. o faxineiro
    quinta-feira, 2 de abril de 2009 – 23:22 hs

    Se o PT achar que pode ter a chance de chegar perto desta grana não usará cueca e sim “cinto de casti dade” para ter a chave, ave ” Lula”.

  3. Mariana
    quinta-feira, 2 de abril de 2009 – 23:42 hs

    O comentário do obama rendeu… lá vai nosso suado dinheirinho:

    Lula: quero entrar para a história com empréstimo ao FMI
    02 de Abril de 2009

    Por Daniela Milanese

    Londres – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que gostaria de entrar para a história como o presidente que emprestou “alguns reais” para o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?”, disse. “Eu passei parte da minha juventude carregando faixa contra o FMI no centro de São Paulo.”

    O Brasil já decidiu que vai colocar recursos no fundo, tornando-se credor pela primeira vez na história. Falta, agora, definir o montante e analisar os detalhes do mecanismo, para não reduzir o valor das reservas internacionais.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o valor da colocação brasileira pode ser anunciado nos próximos dias. O mecanismo escolhido é subscrever uma emissão de títulos do FMI, que devem entrar nas reservas. Ou seja, na prática, a operação pode aparecer como uma diversificação. Ao invés de títulos do governo norte-americano, por exemplo, uma parte das reservas será aplicada nos títulos do fundo. Dessa forma, os US$ 200 bilhões acumulados pelo País não seriam reduzidos. “Precisamos analisar os detalhes das regras, mas já tivemos uma sinalização positiva de Strauss-Kahn (diretor-gerente do FMI)”, disse Mantega.

    O governo brasileiro decidiu colocar recursos no fundo mesmo antes da revisão de cotas, recuando assim de sua posição anterior. Na reunião preparatória de ministros do G-20, há duas semanas, Mantega havia dito que novos recursos só seriam liberados se os países emergentes pudessem ter participação maior na instituição – o Brasil tem 1,7% e a China, 3%.

    No entanto, hoje o ministro afirmou que “a revisão de cotas não é tarefa fácil” e que a questão será “marginalizada”. “Com os novos instrumentos (do FMI), são outras regras que passam a valer”, disse. O fundo criou recentemente uma linha flexível, sem as tradicionais exigências.

    A China já anunciou que vai colocar US$ 40 bilhões, além dos US$ 10 bilhões do Canadá, US$ 100 bilhões do Japão, US$ 7,15 bilhões da Noruega e US$ 102 bilhões da União Europeia.

    O reforço dos recursos das instituições financeiras internacionais foi o principal consenso obtido hoje pelos líderes do G-20, que se reuniram em Londres. O capital do FMI, que hoje dispõe de US$ 250 bilhões, passará a ter US$ 750 bilhões. O grupo também aprovou a emissão de US$ 250 bilhões em Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) do fundo. Outros US$ 250 bilhões irão para o financiamento do comércio internacional e mais US$ 100 bilhões para bancos multilaterais de fomento. No total, US$ 1,1 trilhão será injetado para restaurar o crédito.

  4. João
    sexta-feira, 3 de abril de 2009 – 12:13 hs

    Sabe quem paga estas multas?

    Você seu contribuinte trouxa!

  5. sexta-feira, 3 de abril de 2009 – 16:27 hs

    E o Lula dizendo que vai emprestar dinheiro pro FMI. O sujeito surtou de vez.

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