Funcionário público estadual é discriminado, diz Douglas Fabrício | Fábio Campana

Funcionário público estadual é discriminado, diz Douglas Fabrício

douglas1

Apesar do esforço da bancada de oposição para que o valor do salário mínimo regional fosse estendido para o funcionalismo público, os deputados aliados do governo rejeitaram a emenda. Foram 26 votos contra 18. O projeto original do governo foi aprovado.

“O governo não aceitou interferência no projeto alegando que não tem recursos para aumentar o salário do funcionalismo. Mas como ele sabe que os empregadores da iniciativa privada têm recursos para aumentar salários?”, questiona o deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), ao acrescentar que os servidores foram discriminados.

Para o parlamentar, o resultado da votação e as discussões em torno da proposta mostram que o governo é discriminatório. “Temos aprovado várias obras para o Paraná, só que na hora de entregar o governo faz questão de promover os deputados de sua base. Enquanto privilegia seus apaniguados políticos, ele discrimina o funcionalismo estadual, que não terá direito ao mesmo reajuste que o governo quer exigir da iniciativa privada”, argumenta Douglas.

Douglas lembra ainda que no mesmo dia em que conseguiu aprovar o reajuste no piso regional para a iniciativa privada, o governo retirou da Assembleia o projeto que cria um salário mínimo para os professores do Estado. Pela proposta, do próprio governo, o piso dos profissionais da educação no Estado seria de R$ 1.392,00.

“Esse projeto estava engavetado desde o fim do ano, quando os deputados governistas pediram o adiamento da votação alegando que precisava corrigir o texto. Agora que o governo conseguiu o que queria, retira o projeto do Legislativo. São essas manobras discriminatórias que combatemos. Não podemos concordar com o que prejudica o trabalhador”, arrematou o parlamentar.


13 comentários

  1. SONIA
    sexta-feira, 10 de abril de 2009 – 13:48 hs

    Como não tem recurso? No final do ano se aumentou os impostos do combustível, luz e telefone..O Estado pediu o aumento…Houve a preocupação dos supermercados, farmácias etc..etc.. não repassarem a diminuação para o consumidor, inclusive a preocupação vinha do Governador. E agora, no mês de abril aumentou os bens de consumo diário, e ele não pode repassar parte dos lucros para aumentar o salário dos funcionários públicos, como: professores, policiais etc? Para onde vai o lucro obtido no aumento do ICMS? Para que ele pediu o aumento? Será que é pra ficar fazendo moral com o dinheiro alheio, porque o ano que vem está aí e é ano político!

  2. CLOVIS PENA -
    sexta-feira, 10 de abril de 2009 – 15:32 hs

    O Deputado tem razão.
    Truculência e arbitrariedades históricas levam os governos à situações caóticas, com dívidas imensas, resultantes de discriminações ao arrepio das Leis.
    É o caso dos precatórios alimentícios que existem porque o governo comprou os serviços das pessoas e depois resolveu não pagar. E agora quer legalizar o calote com a tal PEC 12. Falta de recursos? Como ? Isto vem de mais de 10 anos.!! Três mandatos dá 12 anos ! O povo pensa ! Respeito, por favor !

  3. SYLVIO SEBASTIANI
    sexta-feira, 10 de abril de 2009 – 17:39 hs

    Deputado Douglas Fabrício (PPS), o senhor fala que os funcionários públicos fora discriminados? Os senhores também discriminaram os funcionários da Assembléia Legislativa, aos servidores do Tribunal de Contas(orgão auxuliar da Assembléia Legislativa, art.75 da Constituição) APROVANDO, novo Plano de Cargos e Salários do Tribunal de Contas, com uma diferença salarial de 100% , sendo a última Referência da Assembléia é de R$3.955,38 e passando a última referência do Tribunal de Contas é de R$6.959,56. Não se trata de uma vínculação ou equiparação, mas sim de uma “adequação” a uma situação. Isso nobre deputado do PPS que é uma discriminação dentro do próprio Poder Legislativo, o que os senhores aceitaram e estiveram de acordo!

  4. luis gringo
    sexta-feira, 10 de abril de 2009 – 20:55 hs

    Como esse cara fala em discriminação?
    Com que moral?
    De qual partido e o Isfer?

  5. Cap. Nascimento
    sexta-feira, 10 de abril de 2009 – 20:59 hs

    Os Barnabés do Executivo Estadual são sempre discriminados, apesar de carregarem o elefante branco do poder público e sem as mínimas condições funcionais para isto. E neste desgoverno do nepotão de mello e silva a situação é ainda pior, pois não há veículos, computadores, diárias para alimentação quando é necessário viajar denre outros problemas e o sindicalismo tornou-se pelego e sumiu. Ou melhor, assumiu um DAS qualquer para calar a boca e não incomodar a maria louca.
    Os marajás, por sua vez, encontram-se na assembléia, no tce, no judiciário e principalmente no ministério público estadual, onde o sucateamento da coisa pública não acontece e os salários são bem melhores. Está na hora da sociedade compreender tais diferenças.
    Ei reiquejão, pede prá sair e devolve o dinheiro da Paranaprevidência.

  6. zezão
    sexta-feira, 10 de abril de 2009 – 21:13 hs

    Falou Sebastiani, é isso aí! O deputado em questão deveria olhar à sua volta para perceber que bem ao seu lado as coisas andam erradas. Portanto outra, deputado, outra pois essa não colou.

  7. Zé do Coco
    sábado, 11 de abril de 2009 – 5:00 hs

    Calma, gente, as eleições gerais estão aí. Vamos mudar essa realidade, dar o bilhete azul para o Requião de uma vez por todas.

  8. fabio
    sábado, 11 de abril de 2009 – 10:04 hs

    acredito que não tem pelo menos no paraná um politico de saco roxo que realmente se preocupa com o funcionalismo publico estadual, pois apenas apresantam EMENDAS sabendo que não serão aprovados porque não tem RESPEITO COM OS FUNCIONARIOS PUBLICOS e só apravam os projetos do REQUIÃO . Em 2010 vamos ter que fazer uma limpa nessa tal assembleia legislativa incompetente que só vota em benefício próprio.

  9. SYLVIO SEBASTIANI
    sábado, 11 de abril de 2009 – 15:00 hs

    Fabio, votando em beneficio proprio não são incompetentes, ao contrário, são bem COMPETENTES, para o lado deles.

  10. jango
    sábado, 11 de abril de 2009 – 17:53 hs

    Com razão ! Não é de hoje que os funcionários são discriminados. Cada governo que entra – e do nepotão já foram 3 (indi)gestões) – vem uma leva de nepotes, comissionados e terceirizados temporários4 que mexem em tudo, fazem uma balbúrdia e deixam o estrago para os funcionarios permanetes, que dedica dua vida ao serviço públicoe são os últimosa serem lembrados, geralmente as vesperas das eleições – com promessas …

  11. jango
    sábado, 11 de abril de 2009 – 18:12 hs

    Com razão ! Não é de hoje que os funcionários são discriminados. Cada governo que entra – e do Nepotão de Mello e Silva já foram 3 (indi) gestões – traz uma leva de nepotes, comissionados e terceirizados temporários que mexem em tudo, fazem uma balbúrdia e deixam o estrago para os funcionarios permanetes, que dedicam suas vidas ao serviço públicoe são os últimos a serem lembrados, geralmente as vesperas das eleições – com promessas … A “nomenklatura” que se assenhorou do Estado (parlamentares alinhados, TC, TJ e MP), no entanto,está sempre atualizada nas suas “reivindicações”. Estão cheios de prerrogativas e OS MAIS régios salários, não para atender o interesse público, não para apurar as mazelas que campeiam no centros destes poderes, mas para fazerem-se de desentendidas. O Estado, por meio desta nomenklatura, não pertence à sociedade, o Estado petence à nomenklatura. Porisso, aqui na República do Paralá “nada se apura, ninguém é punido”. Eis o dilema em que se meteu a sociedade a dar-lhes tantos poderes e nenhum controle social. Eles não mais respeitam ou cumprem a Constituição e as leis, somente usufruem seus cargos e suas benesses. Eles que deveriam ser os servidores da sociedade, passaram a senhores absolutos. Até quando permitiremos isto ?

  12. TOLICES
    sábado, 11 de abril de 2009 – 18:14 hs

    Douglas Fabrício é do PPS, o Partido do Voto Limpo, do Bueno, do Isfer e da URBS. Além, é claro, dos vários cargos comissionados na prefeitura de Curitiba. Então, não adianta reclamar pois não encontrará eco.

  13. o faxineiro
    domingo, 12 de abril de 2009 – 18:53 hs

    O último governador que respeito os funcionários publicos foi o José Richa, depois de lá é só ripada.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*