Relatório norte-americano diz que PCC tomou conta de Guaíra | Fábio Campana

Relatório norte-americano diz que PCC tomou conta de Guaíra

De Guilherme Voitch, na Gazeta do Povo:

Relatório do governo norte-americano aponta Guaíra como área importante de passagem de drogas. E diz que o PCC e o Comando Vermelho atuam abertamente na cidade paranaense.

Organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão operando abertamente em Guaíra, cidade da Região Noroeste do Paraná, que se transformou em uma das principais portas de entrada de drogas e armas provenientes do Paraguai, Bolívia e Colômbia.

A constatação é do relatório anual sobre narcóticos do Departamento de Estado norte-americano. Divulgado na última sexta-feira e concluído ainda durante o governo do presidente George Bush, o relatório reúne informações das autoridades norte-americanas de combate às drogas e de institutições parceiras espalhadas pelo mundo – caso da Polícia Federal brasileira.

De acordo com o documento, que retrata o avanço do tráfico internacional de drogas e traça as diretrizes de combate ao crime, o Brasil pertence ao grupo dos 20 maiores produtores ou corredores de passagem de droga no mundo.

“Cocaína vinda da Bolívia e maconha do Paraguai são primeiramente importadas para uso doméstico, enquanto cocaína de melhor qualidade vinda da Colômbia e do Peru é enviada, majoritariamente, para a Europa via África”, diz o documento.

O Departamento de Estado identifica o uso de portos – como Recife, Salvador, Santos e Rio de Janeiro – e de aeroportos, principalmente do Rio e de São Paulo, para o envio da droga. O relatório também confirma uma mudança na rota dos entorpecentes, já identificada anteriormente pelas autoridades brasileiras. “Por conta da Lei do Abate, os traficantes têm evitado voar grandes distâncias dentro do território nacional em aviões clandestinos.” A Lei do Abate permite que aviões suspeitos de levar cargas ilícitas e que se recusem a pousar quando intimados pela autoridade policial sejam derrubados.

A opção para os traficantes são as “imensas e difíceis de controlar áreas de fronteira, particularmente nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que fazem fronteira com a Bolívia, e o Paraná que faz fronteira com o Paraguai”.

O epicentro dessa rota de tráfico é, segundo o Departamento de Estado Norte-Americano, Guaíra, com seus 28 mil habitantes às margens do Lago de Itaipu. A transformação do município em um apêndice fundamental de grupos criminosos como o PCC e o CV não é uma novidade para quem atua na região. Em dezembro do ano passado, reportagem da Gazeta do Povo mostrava a transformação de Guaíra na nova capital do contrabando e do tráfico. À época, o delegado da Polícia Federal na cidade, Érico Saconato, já alertava para o poder paralelo do crime. “O que se tem aqui é uma estrutura de máfia. É o crime organizado com todos os seus tentáculos.”

Para o promotor de Guaíra, Marcos Cristiano Andrade, a divulgação do documento é uma prova de que os norte-americanos perceberam uma realidade que muitas autoridades brasileiras insistem em não ver. “Eu venho dizendo há tempos e repetidamente que os grupos criminosos paulistas e cariocas têm membros aqui, fazendo a intermediação do tráfico de drogas e do contrabando de armas. São membros de quadrilhas, de organizações criminosas. Infelizmente a autoridade judicial nem sempre tem entendido assim e esses elementos têm sido tratados como traficantes comuns, e não como integrantes de grandes organizações do crime.”

Para corroborar sua tese, Andrade cita dois exemplos. “Uma das vítimas da chacina de Guaíra (ocorrida em 22 de setembro de 2008, quando 15 pessoas foram mortas por causa de uma dívida de drogas) era da Favela da Rocinha e levava haxixe, maconha e armas para a ADA (Amigos dos Amigos, organização rival do Comando Vermelho). Em março de 2007, o pagodeiro Walter Tomas Ignácio, um dos cabeças do PCC, foi preso em Salto del Guairá (cidade paraguaia vizinha a Guaíra).”

Avanços

O relatório do DEA também cita avanços no combate aos entorpecentes no Brasil. Segundo o documento, o país tem intensificado a colaboração com as autoridades norte-americanas e dos países vizinhos. Como exemplos dessa cooperação, o documento cita a prisão do traficante Juan Carlos Abadia, um dos líderes do cartel colombiano Norte del Valle, e sua extradição para os Estados Unidos. O trabalho conjunto de agentes do DEA, da Polícia Federal e da Polícia Nacional colombiana rastrearam mais de 700 milhões de dólares oriundos dos negócios ilíticos do cartel colombiano.

“A troca de informações e o trabalho conjunto de inteligência são realizados de forma constante pela Polícia Federal, o DEA e as polícias parceiras ao redor do mundo. O exemplo mais recente disso foi a apreensão recorde de quatro toneladas de cocaína em Paranaguá. A pista veio de uma apreensão na Romênia. Uma semana depois fazíamos a apreensão aqui”, diz o delegado Wágner Mesquita Oliveira, que chefiou a operação Fênix, na qual foi presa a mulher do traficante Fernandinho Beira-Mar, e a operação Zapata, que culminou com a prisão do traficante Lucio Rueda Bustus, integrante do Cartel de Juárez, uma das principais quadrilhas responsáveis pelo tráfico de cocaína do México para os Estados Unidos.


6 comentários

  1. ronaldo
    quinta-feira, 5 de março de 2009 – 15:09 hs

    Perguntar não ofende, essa fantástica e extraordinária segurança pública do Paraná está ao par desse relatório do govêrno americano ou desconhecia ?

  2. RCM
    quinta-feira, 5 de março de 2009 – 15:22 hs

    Só a policia que não sabia disto, assim como os aeroportos das pequenas cidades servem o contrabando

  3. TERMÓPILAS
    quinta-feira, 5 de março de 2009 – 17:15 hs

    Surge a indagação : O Delazari ficará ainda sustentando que o PCC não tem raízes no Paraná.Pobre moço.

  4. LINEU TOMASS
    quinta-feira, 5 de março de 2009 – 21:51 hs

    FÁBIO.

    Ouvi na Band-News, o prefeito Macdonald, fazendo a defesa da Região, devido a um relatório da CIA, que acusa a Região de ser um portal da droga, do contrabando de armas e de remessa de grana ao “Hisbolá”.

    Porém o “vivo” prefeito, só defendeu a colônia árabe, quanto a questão de remssa de grana ao exterior, com o que até concordei.

    Quanto a questão do contranbando de armas, e o tráfico de droga, o prefeito não disse um “a”. Calou-se por completo. Silenciou quanto a estes temas.

    Ora Macdonal, reconheça, não se omita.
    O tráfico de armas e drogas em Fóz do Iguaçú, é comércio no atacado, todo mundo sabe disto só voce que não.

    LINEU TOMASS.

  5. Tô de olho!
    sexta-feira, 6 de março de 2009 – 13:52 hs

    Não é de hoje:

    PCC

    O secretário de Segurança Delazari considera um factóide a questão da presença do PCC entre nós. Se a frouxidão institucional persistir, o PCC, em pouco tempo, terá o dom da ubiquidade, da onipresença. Como o promotor de São Paulo, Roberto Porto, do Grupo de Repressão ao Crime Organizado, explicou nos ataques em sequência em São Paulo havia um quase equilíbrio entre as forças do PCC (28 mil) e as do governo (35 mil).

    Fatores geográficos e até institucionais-logísticos, como a existência do presídio de segurança máxima em Catanduvas, o justificariam.

    Coluna publicada no jornal Folha de Londrina.

    Cabeça do PCC que agia no Paraná é preso no Paraguai

    Agentes antidrogas do Paraguai prenderam nesta quarta-feira (26) aquele que seria um dos grandes chefes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) – Walter Tomas Ignácio, de 26 anos, mais conhecido como “Pagodeiro”.

    A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) aponta “Pagodeiro” como o chefe do PCC no Paraná – organização que atua dentro e fora dos presídios. Ele foi detido na região de Salto del Guairá, 450 km ao Norte de Assunção.

    Polícia do Paraguai diz que traficante conhecido como “pagodeiro” (na foto) agia no PR

    De acordo com informações das polícias paraguaia e brasileira, “Pagodeiro” agia na região de Salto de Guairá, enviando cocaína, maconha e armas do Paraguai ao Brasil. Ainda segundo os policiais, ele também administrava o caixa do PCC e recolhia dinheiro dos demais integrantes paranaenses da organização criminosa.

    Além de Ignacio, a polícia paraguaia prendeu outros brasileiros acusados de serem membros da mesma organização: Juvinel Fabiano Rossin e Alexis Gómes. Durante a operação, os traficantes lançaram granadas contra os agentes policiais numa tentativa de fuga.

    Os três brasileiros foram levados para Assunção e serão expulsos do país por infração das leis migratórias para serem entregues às autoridades brasileiras. No Brasil, Ignácio tem ordem de prisão por tráfico de drogas. Segundo a Senad, pelo menos 80% do tráfico de drogas no Paraguai está nas mãos de brasileiros.

    O secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, que já disse que não existe PCC no estado paranaense, não foi encontrado pela reportagem para comentar a prisão de “Pagodeiro”. A assessoria de imprensa informou que a secretaria não vai se manifestar sobre o assunto.

    MP na Imprensa

    Violência / Quinze assassinados na fronteira com o Paraguai / Violência / Motivos seriam dívida de R$ 4 mil e vingança / Violência / Evento é “marco macabro”, diz sociólogo / Violência / Fiscalização em Foz mudou rota do crime

    Data: 23/09/2008
    Autor: Folhapress
    Fonte: Gazeta do Povo

    Polícia desconfia que tráfico foi a origem da matança no Noroeste. Governo diz que é a maior chacina da história do estado

    Curitiba – Quinze pessoas foram assassinadas, entre elas duas adolescentes e um rapaz, e outras oito ficaram feridas ontem à tarde após uma quadrilha invadir uma casa no município de Guaíra (479 km de Curitiba), na fronteira com o Paraguai. A principal suspeita é que as mortes tenham sido causadas por conta de uma disputa entre quadrilhas brasileiras de traficantes de drogas, cigarros e produtos eletrônicos que atuam na região.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, é a maior chacina da história do estado. Uma das hipóteses é que o crime tenha sido cometido a mando do líder de um grupo de traficantes. Os homens cercaram a casa do chefe do bando rival, conhecido por Polaco, morador de uma pequena chácara às margens do Rio Paraná.

    A polícia investiga se as mortes estão ligadas a dívidas contraídas pelo bando de Polaco e a um acerto de contas após o assassinato de um integrante da quadrilha suspeita da chacina.

    Mais de 200 policiais federais, civis, militares e rodoviários foram mobilizados para tentar encontrar pistas sobre o destino dos assassinos. Um helicóptero do governo do Paraná também sobrevoou a região de Guaíra, no oeste do estado.

    Polícia paraguaia A polícia paraguaia foi chamada para colaborar na investigação, pois muitos grupos cruzam o Rio Paraná para trazer maconha, cocaína e produtos contrabandeados daquele país e escoados por Guaíra.

    Os depoimentos para reconstituir a chacina foram colhidos dos feridos, socorridos em hospitais locais, e de moradores.

    De acordo com o delegado Luiz Alberto Cartacho, da Polícia Civil do Paraná, alguns dos feridos disseram que se fingiram de mortos para escapar. Em entrevista coletiva, em Curitiba, todo o comando do setor da segurança pública do estado negou haver envolvimento de criminosos paraguaios.

    As primeiras informações levantadas pela polícia são de que um grupo armado não inferior a cinco pessoas chegou de barco por volta das 14 horas de hoje e se dirigiu à casa de Polaco.

    De acordo com o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, os atiradores encontraram Polaco e outras duas pessoas na casa. Sob a mira de armas, Polaco, que tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas, foi obrigado a chamar todos os demais integrantes do bando por celular para uma reunião fictícia.

    Na medida em que chegavam, os integrantes da quadrilha eram rendidos e colocados de joelhos em fileira. Delazari afirmou que o homem que comandou a chacina, que não teve o nome divulgado, perguntava a todo momento: “Quem é que vai pagar a minha dívida?”.

    Sem obter resposta, o homem deu ordem para que a matança começasse. Foram encontrados no local cartuchos de escopeta calibre 12, de pistola nove milímetros e de revólver calibre 38. “Diante da diversidade de calibres, temos a certeza de que os atiradores não eram menos do que cinco”, disse Delazari.

    Os assassinos fugiram de barco pelo Rio Paraná. Não está descartada a possibilidade de terem se escondido no Paraguai. Três veículos com placas de Uberlândia (MG), Brasília (DF) e Osvaldo Cruz (SP) foram encontrados abandonados perto da casa de Polaco.

    Violência / Motivos seriam dívida de R$ 4 mil e vingança

    A chacina de Guaíra, que deixou 15 mortos e oito feridos, ocorreu por causa de uma dívida de R$ 4 mil e para vingar a morte de um traficante. A explicação é do secretário de estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, que atribui o crime a um acerto de contas do tráfico internacional de drogas. Ele informou ontem em entrevista coletiva que uma força-tarefa com 200 policiais civis e militares está caçando os assassinos, com apoio das polícias Federal, Rodoviária Federal e do Paraguai. “O tráfico de drogas mata todo dia, no mundo inteiro. O que é diferente é a quantidade de mortos. Uma chacina como esta, deste nível, 15 pessoas, não é comum”, afirmou o secretário.

    Segundo Delazari, a polícia já identificou o mandante e alguns dos autores do crime. “Estamos na caça dessas pessoas, mas há informações que elas estão no Paraguai.”

    O secretário disse ainda que solicitou a colaboração da polícia paraguaia para tentar prender os acusados. “A polícia brasileira não entrou no Paraguai, nem poderia. Estamos trabalhando no Brasil. Provavelmente amanhã (hoje) vamos ter um contato mais próximo para pedir colaboração neste caso.”

    Fantástico Delazari não acredita que a chacina tenha relação com a matéria do Fantástico do último domingo, que abordou o contrabando em Foz do Iguaçu. “O crime é relacionado ao tráfico de drogas, em Guaíra. Aparentemente não tem relação, pois as informações preliminares dão conta de uma vingança da morte de um traficante da região e ainda de uma dívida”, disse.

    No entanto, a polícia investiga a origem de três carros encontrados no local da chacina, com placas de Brasília (DF), Uberlância (MG) e Osvaldo Cruz (SP). A informação inicial é que eles seriam usados no contrabando.

    Violência / Evento é “marco macabro”, diz sociólogo

    Guilherme Voitch

    Para o sociólogo e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê, a chacina ocorrida ontem é um “marco macabro” na história do Paraná. “É um evento de proporções assustadoras, que mostra como a violência e a criminalidade têm poder nessa região de fronteira. É um fato inaceitável”, disse.

    O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Miguel Kfoury Neto disse estar “estarrecido” com o crime e afirmou que “seja qual for a motivação desse ato criminoso, a atividade policial precisa dar uma resposta à sociedade.”

    O promotor de Guaíra, Marcos Cristiano Andrade, disse que o crime é de uma gravidade ímpar. “Vamos somar esforços ao trabalho da polícia e elucidar esse caso. Acredito que em 72 horas teremos a prisão desses suspeitos.”

    Segundo o presidente da OAB Paraná, Alberto de Paula Machado, a subseção tem feito alertas repetidos sobre os graves problemas de segurança em Guaíra, cidade ameaçada pelo tráfico de drogas. A OAB, junto com outras instituições, vem pleiteando a instalação de um Batalhão da Polícia Militar no município e um reforço no trabalho da Polícia Federal, responsável pela segurança na região de fronteira.

    Violência / Fiscalização em Foz mudou rota do crime

    Da Redação, com informações de Denise Paro, da sucursal de Foz do Iguaçu

    Desde 2006, quando a Receita Federal e a Polícia Federal (PF) reforçaram a fiscalização em Foz do Iguaçu, as cidades às margens do Lago de Itaipu entraram na rota do crime organizado. Guaíra, na divisa com Mundo Novo (MS) e fronteira com a cidade paraguaia de Salto del Guairá, é considerada hoje o ponto mais vulnerável da fronteira paranaense.

    Invadida por organizações criminosas de vários estados brasileiros, a cidade ocupa a 7ª posição no Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros de 2008, com 94,7 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes (dados de 2002 a 2006). Para efeito de comparação, Foz ficou em 5º lugar no mesmo ranking, com 98,7 homicídios para cada 100 mil habitantes.

    O Primeiro Comando da Capital (PCC) montou uma base no lado paraguaio para enviar maconha e cocaína ao Brasil. Em março, a polícia paraguaia prendeu em Salto del Guairá um homem apontado como tesoureiro do PCC no Paraná: Walter Tomás Inácio, de 26 anos, o “Pagodeiro”.

    Depois da implantação da nova aduana na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai, o movimento de veículos quintuplicou na Ponte Ayrton Senna, entre Guaíra e Mundo Novo. A cidade sul-mato-grossense tem fronteira seca com Salto del Guairá. Segundo a Polícia Federal, antes do reforço da fiscalização em Foz, cerca de 2 mil veículos por fim de semana cruzavam a fronteira na região de Guaíra. Com a mudança, o movimento subiu para 10 mil carros a cada fim de semana.

    A PF tem dificuldades para competir com o crime organizado por falta de efetivo. Cabe aos agentes fiscalizarem uma extensão de quase 200 quilômetros do Lago de Itaipu, onde sobram picadas no mato e portos clandestinos para a remessa de mercadorias, cigarros ou drogas, além de 41 municípios em toda a região.

    O procurador da República Robson Martins, do Ministério Público Federal, sustenta que a PF não tem estrutura e agentes para patrulhar toda a região, por isso ingressou com duas ações contra a União, uma delas pedindo para dobrar o número de fiscais da Receita em Guaíra, onde há cinco auditores, e em Mundo Novo, que conta com nove.

  6. quinta-feira, 9 de abril de 2009 – 18:03 hs

    OS POLÍTICOS NÃO SE PREOCUPAM COM A SEGURANÇA PÚBLICA, POIS, ELES SÃO OS MAIORES BANDIDOS.SE NÃO FOSSE A VONTADE DOS HOMENS QUE TRABALHAM NA SEGURANÇA PÚBLICA, O PAÍS JÁ ESTAVA ENTREGUE AOS BANDIDOS.SE É QUE NÃO ESTÁ.

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