Recorde de pedidos de seguro desemprego | Fábio Campana

Recorde de pedidos de seguro desemprego

O gasto do governo com seguro-desemprego, que teve recorde de pedidos em janeiro e de pagamentos em fevereiro, subiu 25% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2008, informam os repórteres Gustavo Patu e Julianna Sofia, em reportagem publicada na Folha de São Paulo.

Foram R$ 2,6 bilhões pagos a trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa. Só em fevereiro, o governo gastou R$ 1,4 bilhão, 19% a mais que no mesmo mês de 2008.

Embora o impacto no caixa do Tesouro Nacional tenha se tornado mais palpável agora, o aumento do número de desempregados em busca do seguro começou no último trimestre do ano passado, quando a economia brasileira deixou bruscamente uma trajetória de crescimento e sofreu a maior retração medida na série histórica do IBGE, iniciada em 1996.

Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), desde novembro, o mercado de trabalho formal perdeu 797,5 mil vagas.

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Inadimplência

A inadimplência dos consumidores aumentou 8,6% nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta quinta-feira. Em fevereiro, houve recuo de 8,9% em relação ao mês anterior e alta de 4,5% em ante o mesmo mês de 2008 na inadimplência das pessoas físicas.

“Os efeitos da crise financeira internacional, no que diz respeito ao desemprego, têm sido determinante para a inadimplência do consumidor”, afirmam.

Já a diminuição da inadimplência de fevereiro em relação a janeiro, segundo os técnicos, corresponde ao menor número de dias úteis no segundo mês do ano.

As dívidas com os bancos lideraram o ranking de representatividade da inadimplência no primeiro bimestre deste ano, com participação de 43,4% –no mesmo período de 2008, o peso foi de 42,8%.

As dívidas com cartões de crédito e financeiras aparecem na sequência, com participação de 37% (contra 31,1% no primeiro bimestre de 2008), seguidas por cheques devolvidos, com 17,7% da inadimplência dos consumidores, abaixo dos 23,8% apurados nos dois primeiros meses do ano passado.

Os títulos protestados encerram o ranking, com uma participação no indicador de 1,9% no primeiro bimestre de 2009, também inferior aos 2,3% do ano passado.

O valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras caiu 5,5% nos dois primeiros meses deste ano, para R$ 357,07, assim como o das dívidas com os bancos, que recuou 3%, para R$ 1.371,13 nos dois primeiros meses deste ano ante igual período de 2008.

Os títulos protestados, por sua vez, subiram 14,5% no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, para um valor médio de R$ 1.050,90, e os cheques devolvidos, 29,9%, para R$ 823,15.

Segundo a Serasa Experian, a falta de disciplina financeira de alguns consumidores, principalmente na utilização do cheque especial, também favorece o aumento da inadimplência, ao fazer pressão sobre o orçamento doméstico e facilitar o acúmulo de compromissos.


7 comentários

  1. bimbo
    domingo, 29 de março de 2009 – 9:59 hs

    Nada como a verdade para desmascarar as mentiras do governo marolinha.

  2. Carlão
    domingo, 29 de março de 2009 – 11:09 hs

    O baby Maurício, vai dar entrada no seguro desemprego, viu que não tem como ficar encostado em cargo público.

  3. Jomar Ferreira
    domingo, 29 de março de 2009 – 11:22 hs

    Quanto mais desemprego mais dificil fica a
    eleição p/ assaltante DILMA. Não adianta o Lula falar as suas abobrinhas, os n° não mentem.

  4. Valmor Lemainski
    domingo, 29 de março de 2009 – 12:14 hs

    E os 200 bilhões que o governo tem de reserva!!!! É parafazer mais propaganda? Por que não injeta na economia para gerar empregos? – Ou será que não sabe o que fazer com o dinheiro?… Caso não saiba, pode começar pelo financiamento às exportações….

  5. domingo, 29 de março de 2009 – 20:02 hs

    E daí lula marolinha ?????

  6. Gerente
    domingo, 29 de março de 2009 – 22:16 hs

    Embora o número de desempregado seja grande, existem muitos desempregados que pedem trabalho mas querem esperar mais alguns meses para serem registrados, ou seja querem receber salário e mais o seguro desemprego. Não acho que seja justo eles receberem quando todos pagam por esta conta! Entrevistei 9 candidatas a duas vagas mês passado e duas queriam fazer este “acordo”, disse não.

  7. segunda-feira, 30 de março de 2009 – 10:37 hs

    É uma grande miopia dos governos em diminuir os investimentos de uma forma geral. Deixar de colocar dinheiro no mercado só afasta a possibilidade de combater a crise que nos rodeia.Colocando-se dinheiro no mercado faria que aumentasse a demanda e portanto aqueceria a oferta de emprego.
    Ora bolas, isso tudo é fundamental,se aprende na faculdade, mas como poderiamos brigar com interesses escusos de grupos que representam o capital e a economia, e que só ganham dinheiro com ela.
    Absurdooo!!!

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