Premido pela crise, BC corta os juros em 1,5 | Fábio Campana

Premido pela crise, BC corta os juros em 1,5

selic2Josias de Souza na Folha Online

Saiu a decisão do Copom. O Comitê de Política Monetária decidiu reduzir a Selic, taxa básica de juros, em 1,5 ponto percentual.Os juros foram rebaixados de 12,75% para 11,25% ao ano. Voltou-se à taxa que vigorava em março de 2008, a menor da história.

A despeito disso, o Brasil continua ostentando uma das taxas de juros mais azedas do mundo. Em termos nominais, o Brasil fica mais bem-posto do que Venezuela (17,06%), Rússia (13%), Turquia (11,50%) e Argentina (11,38%).

Considerando-se os juros reais (descontada a inflação), o Brasil ocupa o topo do ranking mundial, com uma taxa de 6,51% ao ano.
Seja como for, o BC pisou no acelerador. De leve. Mas pisou. Dois dias atrás, estimava-se que o Copom desbastaria os juros apenas em 1 ponto percentual.

Evoluiu-se para 1,5 depois quue o IBGE revelou, na véspera, que o PIB do último trimestre de 2008 caira 3,6%. O Copom só volta a se reunir nos dias 28 e 29 de abril.

O próprio governo reconhece que serão nefastos os efeitos da crise sobre a economia brasileira nesse primeiro trimestre de 2009.
Assim, não é despropositado supor que, no final de abril, o BC voltará a manusear a faca.


3 comentários

  1. José Russomanno
    quinta-feira, 12 de março de 2009 – 8:43 hs

    Pois é , estavamos em março de 2008 com o mercado aquecido, ou aquecido de forma que tudo poderia ser comercializado em parametros ideais à movimentação de bens e serviços.Com os níveis voltando ao anterior, nessa época em que o prognóstico é de recessão, teremos ao meu ver,uma falsa busca ao dinheiro para investimentos e dificuldades de liquidação dos contratos ainda com os juros muito altos para o periodo.

  2. quinta-feira, 12 de março de 2009 – 13:35 hs

    O mais engraçado é que o governo baixa os juros, mas os bancos não.

    Se for analisar a taxa de juros “verdadeira” passa dos 20%…

  3. Paulo
    quinta-feira, 12 de março de 2009 – 14:28 hs

    .

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