"Ou é o pacote inteiro, ou não tem mais aliança com o PT", diz Requião | Fábio Campana

“Ou é o pacote inteiro, ou não tem mais aliança com o PT”, diz Requião

requiao-escolinha

Irritadíssimo com o apoio de Reinhold Stephanes, do PMDB, a Osmar Dias, do PDT, que é apoiado também pelo PT, Requião informou aos seus interlocutores no PT que não aceita aliança parcial para as eleições de 2010. “Ou o PT aceita o pacote inteiro, com o Orlando Pessuti para governador e aliança também nas proporcionais, ou não tem conversa”, disse ele ao secretário Ênio Verri, do PT, que compõe o seu governo e deverá assumir a presidência estadual do partido em novembro.

Os círculos palacianos mais experientes enxergam nessa postura a maneira de Requião romper com o PT e se abraçar de vez com os tucanos. A visita de José Serra ao palácio das Araucárias hoje e as declarações de Requião cheias de agradecimentos a Serra pelo convênio fiscal que vão firmar, é outro sintoma da mudança de rumo de Requião.


12 comentários

  1. Lineu Tomass
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 11:31 hs

    FÁBIO. TIC…TAQUE…TIC….TAQUE…
    ESTÁ CHEGANDO A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA !

    Já vejo nos braços do Requião, nascerem as penujas das penas noas asas de um “baita tucano”, que em breve sairá voando do 4o. andar do palácio do Centro Cívico, para um suave e badalado pouso, no ninho dos tucanos na Prefeitura do Beto, onde lá estão para recepcionar esta ave raivosa, o “Jeime” Lerner, o Cid Campelo, o Giovani Gionedis, o Beto Richa, o Cassio Taniguchi, o Alceni Guerra, o Rubens Bueno, a Marinete e o Luciano.

    Quem vai adorar esta baita festa no ninhal tucano, sem dúvida alguma, vai ser o CASAL RAFAEL E MARGARITA, os quais estarão felizes em seguir a rota deste vôo, de um grande e espetacular retorno à “casa paterna”, onde terão oportunidade de planejar a campanha do “Rafa”, para dep, estadual, com o apoio de seu “velhos e queridos amigos da equipe de Jeime Lerner”

    LINEU TOMASS.

  2. Lineu Tomass
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 11:34 hs

    ERRATA.

    Leia-se;
    ………..nas asas de um baita tucano….

    LINEU TOMASS.

  3. Maria louca
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 11:40 hs

    A maria louca está jogando, quer se livrar do petistas que sempre usou como quis. E sem vergonha como são, sabiam que eram usados mas preferiram mamar nos cargos. É o requião chegando no PSDB, abre o olho Beto, não vá contaminar tua candidatura……

  4. Carlão
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 11:57 hs

    Requião esta se acabando ….só perdendo, ele vai ficar sozinho !

  5. jose
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 11:57 hs

    Lineu, vc deveria ter um Blog só seu… o nome poderia ser “O BLOG DA MÃE DINAH DAS ARAUCÁRIAS”…

    Vc só acerta quando “prevê” o óbvio, aquilo que até as pedras da Boca Maldita já estão cansadas de saber…

  6. ronaldo
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 12:01 hs

    É incrível mas tenho que concordar com o bolivarísta do Bigorrilho, a vida inteira esse PT agarrado nas calças do PMDB e agora que a coisa está ruim e difícil de resolver o PT começa a costear a cêrca para mudar de pasto, com a palavra esses laranjas e despreparados petistas nativos.

  7. Carlos
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 12:04 hs

    O PT é mais um partido a serviço da burguesia entreguista?

    A crise de identidade que assola o Partido dos Trabalhadores coloca como fundamental a análise do seu verdadeiro significado. Afinal ao longo da sua história o PT cresceu e se desenvolveu tornando-se um dos principais partidos no Brasil e na América Latina.

    Quando em 2002 o PT conseguiu a sua primeira vitória nas eleições presidenciais com um total de 64% dos votos, um número de votos sem precedentes na história do país, pela primeira um operário foi eleito presidente da república.
    Diante destes fatos compreender a verdadeira origem da crise interna e externa envolvendo este partido significa antes analisar a totalidade do processo histórico pelo qual este passou até chegar neste momento em que a conquista da presidência do país
    é procedida por denúncias de corrupção, acordos de governabilidade com os antigos inimigos, etc..

    Em sua trajetória histórica o PT surgiu e se desenvolveu na cena política brasileira justamente no momento em que o movimento operário internacional encontra-se em um forte refluxo.
    O movimento sindical do ABC paulista do qual o PT emergiu tiveram inicialmente, o que já não ocorre hoje, um profundo significado na organização partidária.

    Explodindo na cena nacional em conjunto com os movimentos grevistas no final dos anos 70 colocou no centro da política nacional os trabalhadores e a classe operária que se constituía no ABC paulista, justamente a região de maior desenvolvimento tecnológico do país, o que possibilitou a eclosão das greves nessa região.

    Apesar de ser uma classe operária que avança porque retira o movimento operário brasileiro de sua letargia, é também uma classe operária sem cultura socialista ou comunista ou mesmo até sem cultura política, mas que se organizou em cima de seus interesses econômicos imediatos.
    Estas greves foram resultado da espontaneidade do operariado, uma vez que apesar de na época o sindicato estar estreitando os laços com a base, ele não participou na preparação nem na deflagração do movimento em 1978, e o PT, que na época ainda não existia, nasce a reboque deste movimento inicialmente espontâneo.

    Nestas greves do final da década de 70 não existiu uma direção consciente e sim o contrário, pois elas foram “dirigidas” pela dura realidade vivida pelos operários e
    Não a partir da contradição ideológica entre capital e o trabalho.

    Quando o partido, organizado pelos sindicalistas pela igreja e pelos setores da intelectualidade de esquerda surge no espectro político brasileiro se torna o grande pólo aglutinador de militantes de esquerda que buscavam uma nova forma de atuar politicamente.

    Os diferentes intelectuais e militantes com experiência política e cultural anterior em outras organizações rejeitavam a anterior história política de organização do operariado e demais trabalhadores, pois acreditam que até então a esquerda não tivera suficiente presença de trabalhadores para merecer o caráter de dirigentes das classes trabalhadoras.
    Os setores dos movimentos sociais que aderem ao PT, em grande parte oriundos da Igreja, não tinham a cultura política socialista e por este motivo a hegemonia construída no partido se estruturou em torno de uma grande rejeição ao conceito de vanguarda.
    Nos primeiros anos de existência na década de 80 o programa político petista ainda encontrava-se permeado pelas características das greves do ABC paulista. Nesse sentido, o programa do partido neste período adquiriu um grande teor de confronto imediato contra a ditadura e as suas políticas econômicas e sociais.
    Neste programa político partidário o maior empecilho para o seu desenvolvimento é a dificuldade do partido manter uma unidade política frente a sua constituição heterogênea, além de preservar o seu caráter espontaneísta que o impede de realizar uma análise mais profunda da realidade. Dessa maneira o partido fica preso a elaborações políticas genéricas, próprias da sua heterogeneidade e imaturidade, e assim se torna incapaz de criar as bases para um projeto estratégico nacional e popular.

    O seu espontaneísmo não permitiu que o partido superasse o imediatismo de suas análises, impedindo que se realizasse uma profunda análise histórica da realidade brasileira e conseqüentemente a elaboração de um projeto político consistente capaz de elevar a consciência política do movimento social e conduzir o processo e a construção de uma hegemonia operária forte o suficiente para polarizar com a hegemonia burguesa.

    Ao contrário, ao estabelecer que seu programa se formulasse exclusivamente através do movimento espontâneo das massas, o PT, vinculado a movimentos sociais desprovidos de grande politização, ficou incapaz de elaborar um programa político consistente. Somado a isto, o partido na ânsia de exorcizar o passado cai na tentação de desconsiderá-lo mesmos em seus aspectos positivos. Essa combinação levará ao PT a reviver dilemas históricos da esquerda brasileira e mundial.

    O PT não conseguiu superar o dilema entre ser um partido que atua exclusivamente no plano eleitoral e ser um partido militante.

    Entre manter um discurso comprometido com as profundas mudanças estruturais e sociais nacionais e populares, que necessariamente não passam somente pelo parlamento, mas sim pela organização ideológica do conjunto social organizado que o Brasil tanto necessita, com a sua prática institucional.

    Na medida em que o sucesso eleitoral do partido aumentou a máquina partidária se afastou a cada dia mais das bases e se aproximou da burocratização em seu atrelamento a esfera parlamentar. Este crescimento revelou a contradição entre manter um conteúdo programático classista e a necessidade de ampliar a base eleitoral através de um abrandamento do conteúdo programático para torná-lo mais abrangente, oque significou a luta somente do poder pelo poder.

    Junto à com a mudança do discurso e a burocratização do partido, que como qualquer outro partido virou apenas um grande cartório de registros eleitorais, foi notado a sensível queda no número de núcleos de base e, principalmente, no fato de os sobreviventes apresentarem uma dinâmica interna muito diferente do que costumava ser nos primeiros anos do PT, pois a maioria atuava apenas em épocas de eleições e caí neta contradição:
    “Os lideres de partidos baseados na classe operária devem escolher entre um partido homogêneo em termos e apelo a uma classe, porém condenados a eterna derrota eleitoral, ou um partido que luta pelo sucesso eleitoral às custas de uma diluição de sua orientação de classe”
    Przeworski

    [
    Estes problemas não se resolvem com soluções simples, pois são dilemas que as forças de esquerda sempre enfrentaram e enfrentarão ao longo de sua luta. Disto nasce a importância do profundo debate teórico. Mergulhado no espontaneísmo inical, que levou a ojeriza a teoriazação do processo partidário, o PT foi incapaz de se preparar politicamente para enfrentar tais questões e se tornou vulnerável a cometer os mesmo erros dos outros partidos burgueses.

    A burocratização do partido agravou pela ampliação da importância dos mandatos parlamentares com suas estruturas de assessorias próprias e na prática desvinculados das instâncias de direção e dos anseios da base partidária e este foi e é o principal motivo de conflito interno, pois este aumento da institucionalização é contraditório com a tradição petista de ser expressão dos anseios das bases organizadas nas lutas sociais.

    No caminho do aumento do papel institucional do partido, este se burocratiza internamente e se corrompe externamente, apesar de manter falsamente uma retórica socialista, muito mais para o público interno, pois externamente a prática e o discurso são outros.
    Ao privilegiar o caminho eleitoral, omite a pequena margem de reformas que o capital admite e principalmente nega a possibilidade de transformação revolucionária da sociedade. Desta forma o partido fracassa ao tentar compatibilizar sua função institucional com a exigência de se constituir como partido estratégico, socialista, dirigente e militante.

  8. Lineu Tomass
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 12:55 hs

    PARABÉNS SOROTIUK

    LINEU TOMASS.

  9. TRANCA RUA
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 13:21 hs

    TEM GENTE DO PT, EMPOLEIRADO NA SECRTARIA DO NERSO, QUE TÁ COMPRANDO LEXOTAN E ROLHA NA PEDRO IVO!!!

    IMAGINE O CABEÇA BRANCA, NEM BEM BOTO A BOCA NA TETA E JÁ QUEREM TIRÁ-LO…. ISSO É SACANAGEM!!!

    DIGO MAIS, O LAGARTAO JÁ CRUZOU A DIVISA MUNICIPAL E’TÁ QUASE NA FOIA EM SÃO JOSÉ..

  10. PMDB velho de acordo
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 13:33 hs

    Uma nova leitura dos fatos.
    A candidatura do Osmar ao governo interessa ao Requião define sua eleição ao senado. Interessa ao PT que viabiliza o melhor palanque possível para o seu candidato a presidente no Paraná. E cai como uma luva para os deputados do PMDB, que ao mesmo tempo que levam Orlando Pessuti a uma candidatura inviavel estaram liberados para acordos regionais, tanto com Osmar ou com o provável Beto Richa. Lembrando que neste acordo branco quem pode ficar com o verde, digo vermelho, é o velho mano.

  11. Anônimo
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 19:45 hs

    Augusto dos Anjos se vivesse hoje.

    Vês! Todo povo assistirá ao formidável
    Enterro de tua última quimera.
    Somente a Ingratidão – esta pantera
    Foi tua companheira inseparável!

    Acostuma-te à lama que te espera!
    O Homem, que, nesta terra miserável,
    Mora entre vocês, sente inevitável
    Necessidade de também ser fera.

    Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
    Teu beijo,amigo petista, é a véspera do escarro,
    A mão que afaga é a mesma que apedreja.

    E se a algum petista causa inda pena a tua chaga,
    Apedreja essa mão vil que te afaga,
    Escarra nessa boca que te beija!

  12. Acorda Messias
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 23:08 hs

    O Tranca Rua está certo, a lagarta da foia vai ter que transpassar o rio iguaçu e pedir bença ao rochina e ao stuzata….

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