O tamanho da crise paranaense | Fábio Campana

O tamanho da crise paranaense

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Bem que Requião e seus palacianos amestrados tentaram esconder o tamanho da crise paranaense. Não enviaram os dados do desempenho econômico para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mas é impossível esconder algo tão grande de todo mundo por muito tempo.

Vamos lá, para quem ainda acredita que a crise não chegou por aqui. O número de pessoas empregadas pela indústria paranaense encolheu 4,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2008. A queda no nível de emprego industrial, calculado pelo IBGE, foi maior do que a média nacional uma retração de 2,5%, a maior já vista na série histórica iniciada em 2001. Em relação a dezembro, índice do país caiu 1,3%, o quarto recuo consecutivo.

O resultado do Paraná foi puxado principalmente pelas demissões de três setores: madeireiro, com 24,1% menos postos de trabalho, vestuário (-17,1%), e o setor de calçados e couro (-12,9%). Na outra ponta, ajudaram a equilibrar a balança os setores de refino de petróleo e alcooleiro, com expansão de 51,1% no número de empregados, seguido pela indústria do fumo (32,4%), e a de máquinas e equipamentos elétricos e eletrônicos (11,8%).

As exportações do Paraná totalizaram US$ 596,5 milhões em fevereiro, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado representou uma queda de 38,8% em comparação ao mesmo mês de 2008, e confirmou a redução da demanda externa, por conta do agravamento da crise mundial.

Nas importações, o Paraná também apresentou diminuição (-49%). Ainda assim, o Estado manteve um superávit de US$ 39,743 milhões. Assim caminha a humanidade. Foi ao perceber o tamanho da crise que Requião tentou essa Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Emprego para fazer demagogia junto aos trabalhadores. Ora, pois, essa ele não conseguiu colar.


9 comentários

  1. Aumento da energia..
    domingo, 15 de março de 2009 – 9:52 hs

    Calma, ainda vem o aumento da energia, combustível, etc….. o empresariado será onerado graças a “inteligência” do governador! É mais problema para as empresas, em espcial as indústrias. Repassam custos diminuem as vendas, diminuem as vendas aumentam as demissões…. não tem PEC demagógica que segure! O FIM ESTÁ PRÓXIMO, fora rei do nepotismo!

  2. Geraldo
    domingo, 15 de março de 2009 – 10:15 hs

    Só lá pelas bandas do Canguiri que a crise ainda não chegou…

  3. Ermitao
    domingo, 15 de março de 2009 – 11:22 hs

    A crise no Estado do Paraná pode não parecer grande mas o é, visto que a Secretaria da Fazenda baixou ato para indeferir todos os pocessos de transferência de créditos entre empresas e nem tão pouco restituir valores de créditos às empresas credoras.

  4. Tô de olho
    domingo, 15 de março de 2009 – 12:39 hs

    Com a onda neoliberal que varreu o mundo todas nações, quanto mais as nossas meras micro repartições geográficas (estados), estão sujeitas a está estrutura política econômica mundial altamente hierarquizada e com um agravante o que para eles é uma bombinha de S. João para nós pode ser um tiro de canhão, já que nos esforço para recuperação das grandes economias nos com certeza teremos de pagar grande parte da conta.

    Embora ao contrário dos outros países latinos tenhamos o nosso mercado interno se desenvolvendo com certa pujança ainda somos altamente dependentes das exportações de commodities (soja, carne, álcool, minérios, etc.).

    Com o encolhimento dos mercados principais causados pela recessão global com certeza sofreremos o impacto da queda nas exportações de nossos produtos primários, os principais responsáveis pela nossa balança comercial ser positiva ou não, que aqui no Paraná é o principal setor que alavanca a nossa economia e nos torna no atual momento altamente frágeis.

  5. Jose Carlos
    domingo, 15 de março de 2009 – 13:23 hs

    As trevas medievais envolvem a quinta comarca… sente-se o cheiro do esterco de galinha usado como adubo, ouve-se zurrar dos muares puxando os modernos arados da roça e o barulho das rocas de fiar pode ser notado na progressista terrinha paranaense que andou de ré engatada nos últimos seis anos, retrocedendo 60 anos em 6… nada de inovador, nada de progresso… gritos e bravatas contra o pedágio, os empresários, os transgênicos, o capital estrangeiro…. nenhuma idéia criativa, nenhuma semente lançada para o futuro… rancor, perseguição, nepotismo, terra arrasada, pontes destruídas… quando for, já vai muito tarde… vade retro…

  6. Vigilante do Portão
    domingo, 15 de março de 2009 – 19:30 hs

    Será que a arrecadação vem acompanhando a inflação?
    Os repasses federais, via Fundo de Participação está em queda, o consumo recuou, desemprego preocupante (diminuição de renda, = vendas menores = menos impostos).
    O Napoleão, para posar de bonzinho, aumentou o Salário Mínimo Regional em 15%, garanto que para o funcionalismo vai dar 6% e olhe lá.

  7. CLOVIS PENA
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 6:37 hs

    Para Osmar Dias:
    Sugiro aproveitar a experiência do novo apoio declarado – Reinhold Stephanes – para ajudar a definir “politicas e diretrizes para a economia paranaense”.
    O Paraná nos rumos certos.
    Com os pés no chão.

  8. Carlão
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 8:38 hs

    E o Requião preocupado em colocar o Maurício no TC e Eduardo e acertar qualquer cargo no governo, foi só o que fez nos últimos 3 meses.

  9. parnanguara
    segunda-feira, 16 de março de 2009 – 9:08 hs

    Com certeza o dinheiro arrecadado pela VOVO NANA no Porto de Paranaguá, de forma ilícita usando a pressão, ameaça, não vai deixara a crise chegar à família destes batedores de carteiras

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