Morte de jovem do Bom Jesus alerta para o acesso fácil às armas, diz Pedro Bodê | Fábio Campana

Morte de jovem do Bom Jesus alerta para o acesso fácil às armas, diz Pedro Bodê

Pedro Bodê

Enquanto a polícia investiga a morte de uma aluna do Bom Jesus em completo sigilo, sem divulgar esclarecimentos, repetindo o comportamento da escola, o sociólogo Pedro Bodê (foto), considerado o maior especialista em segurança pública do país, pensa o caso e traz à tona a principal discussão em torno do aumento da violência: o acesso indiscriminado a todo tipo de armas.

A jovem, de 14 anos, teria levado uma arma para a escola, ido ao banheiro, e atirado contra a própria cabeça, morrendo na hora. “Todas as estatísticas mostram que pessoas deprimidas ou fora de controle tomam atitudes extremas quando têm acesso a qualquer tipo de arma. É isso que precisamos discutir”, afirma o sociólogo.

O Programa Patrulha Escolar da Polícia Militar apreendeu 33 armas em escolas estaduais ou nas imediações dos estabelecimentos em 2008 em todo o Paraná. Mas Bodê, que é coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR, é contra qualquer tentativa de minimizar ou reduzir o assunto a uma questão de polícia, como passaram a defender outros analistas da questão.

“Tenho medo que a morte desta jovem incite medidas de repressão policial. Não adianta imaginar agora que devemos colocar câmeras de segurança nas escolas, detectores de metal ou promover revistas de alunos dentro da sala de aula. Temos que fazer deste caso um momento de reflexão sobre o papel da escola, dos pais, dos professores e também da polícia. Tudo isso de cabeça fria”, alerta o sociólogo.

Pedro Bodê chama a atenção também para outro fato: o clamor popular quando a violência atinge uma família de classe média ou alta. “Casos como este chocam porque nos dá a certeza de que a violência está batendo na porta de todos, independentemente da classe social. Não é mais um caso de aluno da periferia que leva uma arma para a escola e provoca uma tragédia. É um problema generalizado que diz respeito a todos nós”, afirma o professor.


11 comentários

  1. Zé do Coco
    quinta-feira, 26 de março de 2009 – 15:20 hs

    O acesso pode ter sido fácil, mas a gênese do problema foi equivocada. Esse cidadão é ESPECIALISTA? Acontece que a menina é filha de policial e policiais têm armas em casa.
    Conclusão do diagnóstico dele: NADA A VER.

  2. Anônimo
    quinta-feira, 26 de março de 2009 – 15:24 hs

    Tem razão o sociólogo Pedro Bodê em ser contra a redução do assunto a mera questão de polícia. Existem outras ponderáveis, e isto é claro, porém esperamos que essa opinião – correta – não sirva como desculpa para aqueles que, sendo responsáveis pela segurança pública resolvam abandonar de vez as suas obrigações primárias.

  3. quinta-feira, 26 de março de 2009 – 15:33 hs

    O Sr Pedro Bode, é sem dúvidas mais um teórico que se intitula Doutor em Segurança Pública, quem sabe estudou e se formou na mesma escola do Delazari. Haja saco para teorias, queremos mais polícia nas ruas, mais investigações etc

  4. Barão
    quinta-feira, 26 de março de 2009 – 15:38 hs

    Vai começar outro festival de asneiras…

  5. Jorge
    quinta-feira, 26 de março de 2009 – 16:12 hs

    Especialista em segurança pública? O maior? Considerado por quem, Campana? Para ser especialista em segurança pública é necessário mais do que ficar lendo, teorizando, criticando e apontanto soluções mirabolantes, apresentando a cada dia uma nova panacéia, capaz de resolver os problemas do mundo. É preciso vivenciar o problema em todas as suas dimensões e sentidos. Vivê-lo enquanto profissional e não na condição de mero teórico, navegando em um mar tormentoso sem sequer sair da areia da praia. Sentado em uma confortável poltrona, no frescor do ar-condicionado, construindo suas retóricas simplistas, financiado com o meu e o seu dinheiro, o dinheiro do povo, é bastante fácil diagnosticar falhas e apontar soluções. Quantas vezes esse cidadão esteve frente-a-frente com um bandido armado, longe das grades da lei? Quantas vezes esse teórico ouviu o estampido de um tiro ou sentiu o tétrico calor de um confronto com marginais perigosos? Quantas vezes esse estudioso conheceu a verdadeira e cruel face do crime e seus hediondos efeitos? Em irônica comparação, Bodê agem em relação à segurança pública, como tantos outros, da mesma forma que muitos de nós, brasileiros, nos comportamos em relação ao futebol: os melhores técnicos, sem jamais ter tocado os pés em uma bola.

  6. jango
    quinta-feira, 26 de março de 2009 – 16:59 hs

    A grande verdade é que nestes casos, como em outros tantos outros fatores sociais, estamos reagindo em face de “pontas de icebergs”. É preciso verificar o que está por baixo de tudo isto. A massa que sustenta estas pontas é que importa. Mas onde que estão os estudos e políticas públicas para abordar estes monstros sociais ? Mas não desprezemos o sociólogo Pedro Bodê que se importa, com os meios que detem, em tentar ajudar. Não estamos em condições de dispensar nada. A situação social é perto de calamitosa. Tirem o futebol, o carnaval, as novelas e a panela explode !

  7. quinta-feira, 26 de março de 2009 – 19:45 hs

    POR QUE EXCLUIRAM OS COMENTÁRIOS DA NOTICIA DA MORTE DA JOVEM, NO DO DIA 23 DE MARÇO, SEGUNDA.

  8. JUSTICEIRO
    sexta-feira, 27 de março de 2009 – 6:46 hs

    ESte está mais para bóde do que Bodê. Porque ele não vai “chifrar” o Delazzari (que ainda não explicou a razão de ter renunciado o Ministério Público para ficar na Secretaria de Segurança).
    Vai bóde de uma chifrada nos fundilhos do REIquião, quem sabe ele acordo do sonho de achar que temos também “o melhor secretário de segurança do paiz”. Chifra bóde todos os policiais que tem arma em casa, principalmente o REIquião que tem coleção.

  9. Rocco Siffredi
    sexta-feira, 27 de março de 2009 – 16:19 hs

    A verdade é que tô de saco cheio dessa história, pois ninguém divulga nada… até o Campana bloqueou os comentários…

  10. FONTE SEGURA
    domingo, 29 de março de 2009 – 13:55 hs

    Palhaçada, tem gato nesta tuba.

    Filha de Policial!? Agentes da Policia Federal nas investigações?! Suicídio ou Asassinato?! Quem estão protegendo?!

    Fábio, esse seu Blog é democratico ou não?!
    Cadê a liberdade de expressão?!

  11. Thianny Carvalho
    segunda-feira, 30 de março de 2009 – 8:05 hs

    Pedro Bodê tem toda a razão, nos educadores sabemos o drama que os jovens vivem hoje. Meu filho que estuda no CEP e já estudou no BJ, questiona que antes os prof eram mais acessíveis preocupavam -se mais com os alunos, ouviam. Agora com o medo de processos os professores os prof se mantem mais a distância , só trabalham o seu conteúdo,isto e prejudicial, pois afasta a refer~encia que e os alunos tinham para conversar. Também lamento terem excluido os comentários da noticia . A discussão estava interessante e levantando opiniões da comunidade.

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