Morreu Francisco Cunha Pereira Filho | Fábio Campana

Morreu Francisco Cunha Pereira Filho

Morreu durante a noite (às 23h55 de ontem, 18 de março), o jornalista Francisco Cunha Pereira Filho, diretor-presidente da Rede Paranaense de Comunicação – RPC, que reúne o jornal Gazeta do Povo, a TV Paranaense e emissoras de rádio.

O velório será realizado no salão principal da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. O enterro será no final da tarde de hoje, no Cemitério Municipal.

Francisco Cunha Pereira Filho nasceu em Curitiba, em 7 de dezembro de 1926. Ele era filho do desembargador Francisco Cunha Pereira e de Julinda Ferreira da Cunha Pereira. Foi casado com Terezinha Döring Cunha Pereira e é pai de Francisco Cunha Pereira Neto, Guilherme Döring Cunha Pereira, Ana Amélia Cunha Pereira Filizola e Cristina Cunha Pereira.

Segundo informações publicadas no Portal RPC, Francisco Cunha Pereira Filho estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e no Colégio Santa Maria. Formou-se em Direito no ano de 1949, tendo atuado no Diretório Central de Estudantes. Era o ocupante da cadeira de número 18 da Academia Paranaense de Letras, sucedendo Manoel de Lacerda Pinto, em 1974.

De acordo com minibiografia veiculada pela Academia, Pereira lecionou na Universidade do Paraná como catedrático interino, nas cadeiras de Ciências das Finanças, Direito Internacional privado e Previdência Social, entre outros. Atuou no Tribunal do Júri e fez carreira como criminalista.

Ainda no campo do Direito, militou na OAB, seccional do Paraná, tendo sido presidente do Instituto dos Advogados do Paraná. Em 1962, assumiu a direção do jornal Gazeta do Povo e, tempos depois, da TV Paranaense, canal 12, firmando-se como empresário do campo das comunicações.

São célebres as campanhas que defendeu à frente dos veículos de comunicação, como a dos royalties de Itaipu, Gasoduto, Usina do Xisto de São Mateus do Sul, entre outras. Estima-se que tenha capitaneado cerca de 20 campanhas em mais de 40 anos de jornalismo.


8 comentários

  1. LEAD
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 8:32 hs

    Dr. Francisco fez a sua parte muito bem. Ajudou muito o nosso Paraná. Tenho boas lembranças dele. Fique com Deus.

  2. quinta-feira, 19 de março de 2009 – 11:35 hs

    Grande homem, grande paranaense. Sempre procurou fazer jornalismo de primeira qualidade apesar de alguns inimigos assim não pensarem. Que Deus o receba na Sua Santa Glória.

  3. Gilberto Larsen
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 12:07 hs

    A FIDALGUIA EM FORMA DE JORNALISTA
    Quem trabalhou com comunicação nos últimos 30, 40 anos está triste neste início de outono. O Dr. Francisco partiu. Um das marcas da época que chega ao fim eram as visitas a Gazeta do Povo. Atuando na área foi por inúmeras vêzes recebido em sua sala da praça Carlos Gomes e depois no castelo do Batel. Levava junto comigo assessorados, depois de devidamente agendados pela secretaria Mariza. O tratamento fidalgo e respeitoso sempre foi o mesmo. De um modesto vereador a um poderoso secretário de estado. A importância do momento da visita estava focada na autoridade presente. Para o jornalista – colega de profissão – o sempre educado anfitrião demonstrava respeito. Na hora da foto a orientação para registrar apenas os visitantes. No dia seguinte nas páginas da Gazeta só apareciam os visitantes “em visita a Direção” e com direito a darem seu recado.
    Hoje isto é passado.
    Lembro de dois acontecimentos que demonstram a maneira simples com que o diretor do maior jornal do estado e do canal de televisão com maior audiência, participou de duas despedidas.
    A primeira foi quando da aposentadoria do jornalista Antonio D’aquino da Rede Ferroviária Federal.
    O Dr. Francisco foi comunicado e fez questão de ir e entregar uma pintura com uma cena ferroviária ao “dr. D’aquino”, como se referia ao homenageado.
    Outra foi quando da morte do deputado José Carlos Martinez.
    Durante os dias que sucederam o desastre aéreo, constantemente ele ligava pedindo por informações e se colocando a disposição. Quanto da missa de sétimo dia compareceu a igreja e com muito respeito cumprimentou os familiares.
    Ele se foi e certamente muita gente está lembrando de seus educados e afetuosos gestos ao longo de sua vida.
    O Paraná perdeu um de seus grandes homens.
    Soube como poucos enfrentar o avanço do linotipo, do offset, do teletipo, do telex, do fax e da internet. Avanços que mudaram a atividade que exerceu.
    Quanto a revista Seleções tinha um grande público, uma de suas seções inesquecíveis era o meu tipo favorito.
    O Dr. Francisco é um deles.

  4. carlos maia
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 13:21 hs

    Olá Campana, sou assíduo leitor de suas colunas no Estado do Paraná! Gostaria de saber se o filho do ex-prefeito de Fazenda Rio Grande, um tal de Alisson Wandescher e suplente de deputado estadual.alguns jornalecos da cidade estampam a foto do sujeito de terno e gravata classificando-o como tal…voçe pode esclarecer minha dúvida, valeu !!!

  5. jango
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 14:50 hs

    Um homem de bem. Será sempre lembrado. O paranismo, abraçado e aplicado por ele com ética e espírito público, beneficou socialmente o povo do Paraná. Vale a pena ler o encarte da Gazeta do Povo de hoje sobre o Dr. Francisco. O Paraná não é isso que vemos no Executivo, Legislativo e Judiciário e Tribunal de Contas. Ainda bem.

  6. O Povo
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 16:45 hs

    A grandeza das pessoas por maior poder, dinheiro, fama, cultura, inteligência, está em pequenos gestos e detalhes!
    E isso era marca constante do Dr. Fancisco, pequenos gestos e atitudes nobres com quem quer que fosse a pessoa, das mais humildes até aos medalhões!

  7. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 20:54 hs

    Dr. Franciso é merecedor de todas as homenagens. Perde o Paraná um dos maiores paranaenses de todos os tempos.
    Normalmente sou crítico em relação à Gazetona, mas uma coisa é certa ele transformou um pequeno jornal na rede de comunicação lider no Paraná.

  8. gabiruna
    quinta-feira, 19 de março de 2009 – 23:33 hs

    Vigilante, quem lambe botas de prefeito (seja ele qual for) não é crítico em relação a nada. Vá brincar em outra freguesia.

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