Requião usa Stênio Jacob para se queixar de Paulo Bernardo a Lula | Fábio Campana

Requião usa Stênio Jacob para se queixar de Paulo Bernardo a Lula

Requião ficou de maus bofes com o governo federal e principalmente com o ministro do Planejamento Paulo Bernardo depois que este confessou a Beto Richa que o Paraná é o pior estado em obras do PAC. Mandou Stênio Jacob, presidente da Sanepar, escrever uma carta pedindo explicações, já que, segundo Requião, o PAC no Paraná foi utilizado em obras da Sanepar.

Não há engov habilitado a desopilar o fígado do Duce depois das declarações do ministro. Tanto é que Requião decidiu até convidá-lo para participar da Escolinha da próxima terça-feira, quando, segundo ele, a Sanepar vai explicar com detalhes as obras do PAC no Paraná.

Para ver a carta assinada por Stênio Jacob, clique no “Leia Mais”.

Curitiba, 5 de fevereiro de 2009

Sr. Presidente
Luis Inácio Lula da silva

C/c
Ministros
Dilma Rousseff, Casa Civil; Paulo Bernardo, Planejamento, Orçamento e Gestão.

Sr Presidente

Foi com muita surpresa que recebemos a informação, através do jornal GAZETA DO POVO, de que o Paraná estaria em penúltimo lugar no ranking de aplicação de recursos do PAC para o setor de saneamento. Tal dado, que segundo o referido jornal, teria sido divulgado pela Casa Civil da Presidência da República e também atribuído ao ministro Paulo Bernardo, na data de ontem, se contrapõe com a realidade de uma empresa que acaba de ser apontada por uma auditoria do Conselho Gestor do FGTS como a de melhor gestão do país (vide pág. A-3, jornal Valor Econômico, 27/11/08).

O Paraná se orgulha de ter sido honrado por Vossa Excelência com o lançamento do PAC – Saneamento, no dia 23 de agosto de 2.007, no município de Piraquara. Também de ter sido o primeiro Estado a entregar uma obra concluída do Programa, apenas quatro meses após seu lançamento, no municipio de Guaratuba (rede de distribuição de água).

No total, o Estado foi contemplado, nas duas fases do PAC – Saneamento, com recursos oriundos de três fontes: BNDES, Caixa Econômica Federal e Funasa (OGU). A eles, oferece uma contrapartida de R$ 143.812.000,00.

E, para que se restabeleça a verdade dos fatos, passamos a detalhar a situação de cada um dos organismos:

BNDES – Recursos no valor de R$ 363.760.308,70, que compreendem a execução de 52 obras. Destas, quatro foram concluídas; 44 estão em execução e apenas quatro, de pequeno porte, ainda não foram iniciadas, o que representa 84% das obras com execução física e cerca de 25% dos recursos já pagos ou empenhados. Não existe, portanto, qualquer atraso no emprego dos recursos.

CAIXA – Recursos no valor de R$ 535.839.943,00. São 94 empreendimentos, distribuídos em três lotes de contratos: os primeiros 23, assinados em junho de 2.007; três assinados em fevereiro de 2008 e outros 69, assinados em dezembro último, que agora estão sendo remetidos à Sanepar, em função dos prazos da legislação eleitoral respeitados pela Caixa. Restam ainda três contratos cujos projetos ainda estão na CEF (resíduos sólidos Foz do Iguaçu e Curitiba e ampliação do sistema de água de Cambé), que ultrapassam R$ 50 milhões. Do total, 58 obras já foram iniciadas, com cerca de R$ 83 milhões já empenhados.

FUNASA – Recursos no valor de R$ 143.642.000,00, divididos em programas destinados a saneamento rural, urbano e de quilombolas. Do total, apenas R$ 574.000,00 foram liberados, no último mês de janeiro, para implantação de módulos sanitários em 16 comunidades remanescentes de quilombos. A Fundação analisa há mais de um ano os projetos elaborados pela Sanepar e, sob a alegação de que não possui pessoal suficiente, não tem previsão de aprova-los e efetuar a liberação dos recursos. Portanto, como se verifica, o atraso na execução não pode ser atribuído à Companhia de Saneamento do Paraná.

Vale registrar, ainda, que a empresa também foi questionada sobre seu desempenho de saneamento em conjuntos habitacionais. É importante destacar que dos quatro empreendimentos em conjunto com a Companhia de Habitação do Paraná – Cohapar, um já foi concluído, dois iniciados e outro aguarda definição de área. Já, com a Companhia de Habitação da Prefeitura de Curitiba, no projeto da Vila Pantanal, aguarda-se definição de local e topografia, sem o que não é possível licitar a obra.

Sr. Presidente

O PAC é o mais importante programa já implementado na história do saneamento básico deste país, que até então pouco fez pela saúde e melhoria da qualidade de vida da sua população.

Somente no Paraná, as obras devem gerar mais de 26 mil empregos diretos e 130 mil indiretos, ao mesmo tempo em que vão elevar, até o final de 2.010, a média estadual de coleta e atendimento de esgoto para 65%, sendo que Curitiba deverá atingir 94%, provavelmente o mais alto índice dentre todas as capitais brasileiras.

O governo do Paraná está investido no maior programa de obras que este Estado já realizou, complementando os recursos do PAC – Saneamento com fontes próprias e inclusive antecipando o início das obras para garantir o cumprimento dos cronogramas.

Gostaríamos, portanto, que se a informação do jornal for verídica, que os futuros relatórios a serem divulgados pela Casa Civil ou Ministério do Planejamento sobre o emprego dos recursos apresentassem detalhes que possibilitem, aos Srs. Ministros, identificar o verdadeiro estágio em que se encontram os recursos do PAC.

A cobrança aos governos estaduais é justa e necessária, mas somente poderá ser feita após a burocracia ter sido superada e os recursos liberados, o que infelizmente não ocorre na sua integralidade. E a divulgação de relatórios falhos ou incompletos compromete não apenas a imagem dos Estados e de suas empresas, como o próprio PAC.

E Vossa Excelência pode ter certeza que não falta à Sanepar e ao governo do Paraná, qualificação e eficiência para executar as obras que, com certeza, vão mudar a face deste país.

Atenciosamente

STÊNIO SALES JACOB
Diretor Presidente
Companhia de Saneamento do Paraná – SANEPAR


8 comentários

  1. Almasor Abbas Adilah
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 17:56 hs

    Ele faz mais barulho e é menos produtivo do que um bando de maritacas!

    Chora Requião!

  2. Almasor Abbas Adilah
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 18:39 hs

    Falando em Stênio…….

    Em que pé estão os processos em SC?

  3. quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 19:02 hs

    Stênio assinou a carta??? Qual foi o líquido da CANA eta?? Whisky 12 anos ou a Mardita de Morretes…Hic.Hic.Hic….esse bebe de tudo menos agua da SANEPAR. Hic.Hic Hic…

  4. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 19:15 hs

    Só há uma explicação para não ter gasto nem a verba orçada: INCOMPETÊNCIA.

    É assim, desde que o Requião entro na briga tola para excluir a Vivendi da parceria com a Sanepar, os investimentos foram reduzidos. Tudo para não gerar lucro para a sócia.
    É bem próprio do Requião, nem que o povo do Paraná se f..a, o que importa é a ideologia.
    O mesmo ocorre com o tal Porto em Pontal, qualquer governo gostaria de ter um empreendimento para dar empregos e gerar renda. No entanto, caso fosse construído um Porto pela iniciativa privada, haveria concorrência com o Portp Público de Paranaguá, e todo mundo sabe o resultado, o Porto particular cobrará bem mais barato e será mais eficiente. É disso que ele tem medo, da comparação; Como é que ele vai continuar dizendo que temos os melhor Porto do mundo?

  5. asdrubal.guimaraes
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 20:43 hs

    Bravo, bravo, Stênio. Quem sabe o Bob lança o seu nome como candidato a Governador? Ademais, também pode lançar o PHX para vice, não é?
    Com tantas obras como você diz, se a Sanepar pagar novos reajustes de reequilíbrio econômico-financeiro, como pagou à Pavibrás, a Companhia quebra em três meses. Dá-lhe garoto, mas não se esqueça dos milhões de dólares do ParanáSan que a Sanepar desprezou e jogou pela janela. Era o dinheiro mais barato do Mundo: 3% ao ano mais a correção cambial, que hoje só faz cair a dívida com os japas.

  6. Geraldo Medeiros
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 22:44 hs

    Paulo Bernardo deu mote bom para tirar sarro da Craazy Mary!

    E o Ex-tênio, hein? Vai fazer a carta ou não? A seguir… cenas do próximo capítulo:

    A tênia missiva

  7. sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 – 0:41 hs

    “Requião ficou de maus bofes com o governo federal…”
    Desculpe-me mas isto está se tornando um “lugar-comum”, mas penso que a aceitação popular do atual e carismático Presidente da República deve deixar muita gente de maus bofes.
    – Nem sei quem é este Jacob, devo ser uma uma mal-informada elitista.
    Nédier

  8. Almasor Abbas Adilah
    sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 – 9:36 hs

    O Stênio, como todo bom sanitarista, adora fazer buracos para enfiar o cano!

    Enfiou o cano em Santa Catarina e agora novamente enfia o cano aqui!

    O povo adora receber um cano!

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