PF derruba última célula do traficante Juan Carlos Abadia em Curitiba | Fábio Campana

PF derruba última célula do traficante Juan Carlos Abadia em Curitiba

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O delegado Fernando Francischini, hoje secretário especial Antidrogas de Curitiba, tinha razão quando afirmava que ainda restara em Curitiba uma forte célula do megatraficante Juan Carlos Abadia (foto), que ele desbaratou.

Ontem, a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo prendeu em Curitiba dois colombianos que se hospedavam em um hotel da cidade e um piloto que reside na capital paranaense. Um jato de passageiros, estacionado na pista do Aeroporto Afonso Pena, também foi apreendido pela Operação Aquário, de combate ao tráfico internacional de drogas. Segundo a PF paulista, há fortes indícios de ligação entre os presos e o cartel de Abadia.

A aeronave ficará à disposição do juízo da 6ª. Vara Federal de São Paulo, cujo titular é o delegado Fausto de Sanctis, que condenou o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia.

Durante a operação, foram cumpridos ao todo oito mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Roraima.

Seguido a PF, a quadrilha estava se estabelecendo no país com dois objetivos principais. O primeiro era lavar o dinheiro do narcotráfico através da compra de bens, tais como veículos, além da criação de empresas de fachada para o processo de ocultação dos recursos.

Em segundo plano, o grupo adquiria aeronaves para o transporte de drogas e dinheiro entre países da América do Sul e África, Europa, América Central, México e Estados Unidos.

O principal investigado é Jorge Rincon-Ordonez, que tem mandado de prisão em aberto nos Estados Unidos pelos crimes de conspiração para importar cocaína, conspiração com intenção de distribuição de substância controlada, possessão de substância controlada com intenção de distribuição, importação de substância controlada e conspiração para lavagem de dinheiro.

O Departamento de Justiça norte-americano já havia preparado um mandado de captura provisório para Rincon-Ordonez junto ao governo lolombiano.

Além dos bens apreendidos, a Polícia Federal também identificou possíveis contas no exterior abastecidas com recursos de origem criminosa. Documentos apontam para a existência de aproximadamente US$ 500 milhões nessas contas.

Os principais crimes cometidos pela quadrilha são: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e sonegação fiscal, cujas penas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.

A PF não divulgou se há relação entre as prisões de hoje e as 3,8 toneladas de cocaína apreendidas ontem no Porto de Paranaguá.


Um comentário

  1. Eugenio Belo
    sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 – 18:34 hs

    Esta operação demonstra, uma vez mais, que não basta aparecer na foto. É preciso efetivamente investigar.

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