Lembram do acidente com o Boeing da Gol? Absolveram os pilotos do Legacy | Fábio Campana

Lembram do acidente com o Boeing da Gol? Absolveram os pilotos do Legacy

Lembram do acidente envolvendo um jatinho Legacy e um Boeing da Gol? As duas aeronaves colidiram em 29 de setembro de 2006, o que provocou a queda do Boeing e a morte das 154 pessoas a bordo. Pasmem, senhores, os pilotos do Legacy e três controladores de vôo, todos foram absolvidos da acusação de negligência pelo juiz federal Murilo Mendes, da Vara de Sinop, no Mato Grosso do Sul.

O Ministério Público Federal recorreu da decisão de absolver os pilotos norte-americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore que pilotavam o Legacy, que ficou avariado, mas conseguiu pousar.

No recurso, a procuradora da República Analícia Ortega Hartz Trindade pediu que a decisão do juiz seja revista e a ação continue. Para a procuradora, os acusados devem ser condenados a pena que varia de dezesseis meses a quatro anos de prisão. Em 9 de dezembro de 2008, o juiz Murilo Mendes absolveu os dois pilotos e os controladores de voo Felipe Santos dos Reis e Leandro José Santos de Barros das acusações de negligência. Já o controlador Lucivando Tibúrcio de Alencar teve uma absolvição parcial da acusação de negligência no estabelecimento de comunicação com o Legacy, mas continuou a responder pela denúncia de omissão na configuração das frequências no console.

Para a procuradora, os pilotos não poderiam ter sido absolvidos porque foram negligentes na adoção dos procedimentos de emergência com relação à falha de comunicação com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) 4, em Manaus. No recurso, ela afirmou que, quando os dois perceberam a falha, deveriam ter avisado o centro de controle para que a segurança de todos os voos fosse mantida. Segundo ela, os pilotos assumiram um risco de voar de Brasília a Manaus sem comunicação, ao não ativarem o código no transponder, colocando em risco o Legacy e outras aeronaves que voavam na região.

Com relação aos controladores de voo, a procuradora insistiu na acusação de imperícia de Felipe Santos dos Reis e considerou “inconsistentes” os argumentos do juiz para absolver Leandro José Santos de Barros e Tibúrcio de Alencar.


6 comentários

  1. ronaldo
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 10:15 hs

    Perguntar não ofende, depois dessa comprometida descisão da Justiça Federal não seria certo colocar esse juiz federal na vara do Sinop ?

  2. jango
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 10:56 hs

    Isto é um escárnio público, falência total da Justiça. Os inocentes passageiros do Boeing que estavam na sua rota correta, nem na morte são resgatados de suas tragédias. Não foram 154 pessoas sacrificadas, coloque aí pais, filhos e amigos e você terá, por baixo, 1540 pessoas afetadas para sempre em suas vidas. O país vai tornar-se a cloaca do mundo se não for cobro a este crime.

  3. quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 11:48 hs

    Sr. Jango, uma que o Brasil já é a cloaca do mundo e a segunda, os pilotos assassinos são AMERICANOS. E terceiro, o que você esperava da justiça brasileira?

  4. FILO
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 12:15 hs

    Vergonha. Fosse um brasileiro que causasse um acidente assim nos EUA seria condenado a pena perpétua, além de nunca ter deixado a terrinha do tio sem pagar pelo crime.
    É o tipo de absolvição que deveria ser questionada pelos tribunais superiores, tirando a competência desse juiz.

  5. Gonçalves
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 13:09 hs

    Lá vem o antiamericanismo de botequim. Ninguém leu o processo, mas como são americanos deveriam ser mortos com crueldade…

  6. LINEU TOMASS.
    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 13:21 hs

    FABIO.

    É O FIM DOS TEMPOS ?

    NOSSA JUSTIÇA NÃO PODE DE MODO ALGUM, DEIXAR DE ABUSCAR CULPADO NESTE GRAVÍSSIMO ACIDENTE QUE ENLUTOU O PAÍS´, AFINAL O ACIDENTE OCORREU, MORRERAM PESSOAS, E NINGUÉM É JULGADO CULPADO?

    NOSSA JUSTIÇA ESTA EM JOGO QUANTO A SUA CREDIBILIDADE PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA.

    O PODER JUDICIÁRIO NÃO PODE ACEITAR DETERIORAR-SE COM DESGASTE DESSE QUILATE PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA.

    LINEU TOMASS.

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