Gleisi Hoffmann: "Uma nova política é possível" | Fábio Campana

Gleisi Hoffmann: “Uma nova política é possível”

gleisi-hoffmann

Artigo de Gleisi Hoffmann, advogada, ex-diretora financeira de Itaipu e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores do Paraná.

Uma nova política é possível?(!)

A população vive afastada da política cotidiana apesar de ter, senão a compreensão, a intuição de que as decisões políticas interferem diretamente em suas vidas e na vida de suas famílias. Nos momentos eleitorais, entretanto, percebemos que os níveis de conhecimento e informação sobre “as coisas da política” são maiores do que nos períodos não eleitorais, no dia a dia do debate político.

E por que isto acontece? Por que as pessoas, em sua imensa maioria, não dedicam tempo de suas vidas à construção de movimentos políticos, sejam eles partidários ou não? Por que este absoluto afastamento povo – política?

Tenho refletido muito a esse respeito, principalmente após minha participação em dois processos eleitorais e minha designação para a presidência do PT no Estado do Paraná. Tento analisar porque as pessoas rejeitam tanto a política e os políticos. Tenho certeza de que um dos motivos é número de denúncias envolvendo a política em escândalos e corrupções. Mas acredito que existem mais coisas. Será que os símbolos utilizados, os temas tratados , as preocupações demonstradas, os conteúdos trabalhados por nós, que fazemos da política nossa atividade diária, estão entrosados na realidade das pessoas? Fazemos parte da realidade cotidiana de milhões de pessoas ou vivemos em um mundo particular de articulações, compromissos, alianças? Será que de fato estamos representando e falando em nome do povo? Nossos discursos e pronunciamentos são atraentes para a imensa maioria da população? Ela se identifica com que estamos falando e, principalmente fazendo? O processo eleitoral está garantindo a vontade popular, com autonomia, ou tem vícios que distorcem essa vontade. Será que não virou mais um negócio em nossa sociedade de consumo?

O vocabulário que usamos – e não estou falando aqui simplesmente dos pronunciamentos em tribunas, mas sim das nossas falas diárias em reuniões, entrevistas aos meios de comunicação e mesmo em reuniões com a população, – parecem incompreensíveis aos ouvidos repletos de preocupações em como viver o dia seguinte, que nossa gente carrega em todos os momentos de suas vidas. Falamos em disputas, ao invés de falar em cooperação. De alianças e acordos ao invés de falar em diálogo e construção de consensos. Falamos em separação ao invés de união. Isto tudo afasta as pessoas, que deixam de ver na política um instrumento de mudanças, de transformações e melhora para suas vidas.

Os temas tratados por nós políticos também não são atraentes. Falamos mais em como melhorar nossa performance eleitoral do que em como ajudar as famílias a resolverem uma chaga chamada violência doméstica. Damos mais atenção ao mercado financeiro – não que isso não seja importante, do que a ausência de professores nas disciplinas de licenciatura que deixam milhares de crianças todos os dias sem aula no Brasil.

As prioridades, de quem atua na política não parecem, ou melhor, não são as mesmas das pessoas. A não ser durante os processos eleitorais onde se realizam pesquisas de opinião e se constroem os programas de governo e as peças de campanha para convencer os eleitores e eleitoras. Em boa parte da nossa atuação falamos para nós mesmos. descolados da vida real, fazendo da política um fim e não um instrumento.

É preciso que nós, que optamos pela atuação política, acordemos para os erros que estamos cometendo. Não estamos ajudando a criar novas gerações de militantes. Nossa juventude tem horror a política. Investimos nosso tempo ao debate e intervenção na conjuntura e não na construção do sonho do futuro, que é capaz de mobilizar mentes e corações. Estamos preocupados apenas com o presente. E o que é pior. Com o nosso presente.

Temos, urgentemente, que incluir na pauta da política temas vivenciados no cotidiano das pessoas. A violência doméstica, não pode ser apenas assunto de polícia, ou ficar na periferia das discussões de políticas públicas. Os mau-tratos e abusos sexuais contra crianças e adolescentes tem de ser pauta cotidiana dos parlamentos, obrigatória das reuniões dos partidos políticos e estar todos os dias na agenda dos chefes do poder executivo. Uma cidade, um estado, um país que não cuida de suas crianças não pode ter boas expectativas para o futuro, incluindo aí sua expectativa econômica. A universalização das creches deve ter a mesma preocupação na cabeça dos políticos que tem a construção de alianças para as próximas eleições. Assim já teríamos zerado esse déficit para com a nossa infância. As drogas, incluindo as chamadas lícitas como o álcool, os homicídios, os ódios cultivados entre grupos de jovens, os acidentes de trânsito, a violência, a intolerância como padrão de conduta, o abuso dos recursos naturais, deveriam encabeçar a lista de preocupações e atenções da política. As disputas políticas que fazemos estão mais destinadas a enfraquecer e derrotar o outro, do que a construir soluções para dramas humanos.

Não precisamos e nem será possível pensarmos todos iguais. Mas podemos começar a construir um novo marco para a política, a “realpolítica”, resgatar sua dimensão humana, seu sonho, mas sobretudo sua função de instrumento, de meio, para priorizar ações de Estado em benefício das pessoas, da vida.

Não quero, como tantos que conheço, desiludir-me da possibilidade dessa construção. Por isso optei por escrever um artigo, não analisando a conjuntura política e o posicionamento do PT no Paraná, mas refletindo e questionando a essência e os valores que nos conduzem pelos caminhos da política.

O PT, como maior partido de esquerda da América Latina, tem esse dever e missão. E é isso que deve nos estimular na sua gestão.


19 comentários

  1. jomar ferreira
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 7:49 hs

    veja! se realmente vc. escreveu com a verdade
    e na continuação da sua perigrinação na vida publica não mudar, penso que poderá ser uma representante de uma parcela da população politicamente.

  2. sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 9:27 hs

    penso eu, que o dia em que o povo não se afastar da politica, procurar compreede-la, não precisa mergulhar de cabeça nela, só precisa um pouquinho de entendimento. ai acredito que haverá sérias mudanças, mas, enquanto o povo estiver alienado, exemplo esta na nossa Camara Municipal de Curitiba, na hora da campanha em pedir o voto do povão, prometem eu vou fazer isto eu vou fazer aquilo, e infelismente não passam de promessas ao vento, tanto é verdade que dias atráz lendo a Gazeta do Povo, estava vereadores afirmando que iriam trabalhar em prol do SETOR A, B, C, D, esperai e a população que o elegeu e não pertence a nehums dos setores mencionados vão ficar a ver navios, portanto para que isto não aconteça e mude os rumos da politica e começe a exterminar politicos safados, corruptos, enganadores, é que a população tem que participar um pouco mais. pois com toda certeza se estivesse atenta na politica, não reelegerian politcos safados, corruptos e outros tantos enganadores.
    te admiro muito GLEISI, e pode contar comigo e meus familiares, pois queremos mudanças que atijam a população, e não simplesmente alguns setores que em suas candidaturas lhe financie suas campanhas. que se ferre o povão pois o mesmo não tem dinheiro para finaciar campanha alguma este é o penssamento deles. mas a hora que o povo começar e compreender, e ter a certeza de o que pode mudar sua vida é voto que dá a determinado candidato, ai coitado dos politico senvergonha. pena que quando isto acontecer, já estaram com os bolsos cheio.
    o povo acorda respirando politica, passa o dia respirando politica, dorme respirando politica e pena que ele não acordou ainda para esta realidade. pois tudo o que acontece em nossas vidas giram em torno de politica.
    um bom feriado a todos.

  3. Graziela Mantel
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 9:59 hs

    Essa nova política da qual a Gleisi diz, já foi dita em 2004 pelo professor Galdino, ele também falava em 2006 em sua campanha e em 2008 pelas ruas da cidade de Curitiba. Agora ele já aplica em seu mandato de vereador lá na Câmara de Curitiba. Vejo que é uma estratégia política muito boa porisso é válido o comentário da Gleisi.

  4. ISSAK
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 10:28 hs

    Dra. Gleici,
    Maior culpado pelo distanciamento do povo em relação às questões políticas-administrativas é o seu próprio PT, aliado com o PMDB.

    Mensalões, cartões corporativos, Lula e seu familiares envolvidos em enriquecimento ilícito, dólares na cueca e grande número de crimes, até assassinatos…

    A senhora quer o quê?
    Não se iluda com índices de aprovação do seu presidente. Isso é resultado das bolsas miséria.

  5. Lucia de SãoJosé
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 10:38 hs

    É isso ai, Gleisi. Tem que ser mulher para se preocupar com políticas publicas voltadas para a educação. O que falta nas gestãoes públicas são pol´titicas voltadas para a realidade do nosso povo. Esperoo que você e outros políticos inaugure esta nova forma. A real.

  6. Pandolfo
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 10:54 hs

    Curioso, a Dna. Gleisi não sabe porque as pessoas se afastam da política, especialmente as pessoas HONESTAS!!!
    Ela poderia saber algumas das motivações:
    1 – porque, salvo raras excessões, na política só encontramos ladrões, pilantras, enganadores e não raro bandidos;
    2 – porque até partido, no qual votei e que tinha discurso em favor de uma nova política, agora no poder se revelou tão ou mais corrupto que os outros, além de, manifestar clara imcapacidade e incompetência para a gestão. exemplo disso é o programa bolsa família que começou com o C. Buarque e foi bem implementado pela saudoza Dna Ruth, que independente do marido era uma mulher séria e competente, diferente das maquiadinhas do PT. Ainda, no atual governo, perderam o boom da economia mundial e ficaram fazendo apologia de resultados econômicos, cujo mérito deve ser atribuido aos poucos acertos dos pilantras que estavam no poder anteriormente (governo Itamar/FHC).
    3 – porque os discursos com a promessa de uma nova política são sempre novos artifícios usados para engambelar o povo e as famílias (avô, filho, neto, casais, irmãos) se manter no poder;
    4 – …
    ….

    n – não vou perder meu tempo escrevendo mais, porque lembrar dos políticos e suas práticas me dá vontade de vomitar.

    Pandolfo.

  7. Dr. Kenn O´donnel
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 12:10 hs

    O artigo é interessante e trata da DETERIORAÇÃO DA QUALIDADE POLITICA que estamos assistindo nos ultimos anos e que está colocando em risco a própria democracia – A Culpa disso tudo: A falta de uma profunda REFORMA POLITICA, no qual o PT tem culpa diretamente por não fazê-lo rompendo de vez com esses sitema politico, podre, arcaico, familiar e oligarquico – infelizmente a própria autora do artigo faz parte do sistema, juntamente com outros politicos de ponta, como os Irmãos dias, os richa e os Mello e Silva. Ao aceitar esse jogo, O PT acabou capturado pela podirdão do sistema e é refém do mesmo. Realmente existe um descolamento tão grande do mundo político com o da vida privada, que parecem mesmo ser dois mundos a parte. Isso já é um forte sinal de quão ameaçada está a DEMOCRACIA, se não fizermos uma REFORMA POLITICA e ELEITORAL URGENTE. È positivo que politicos de expressão se revoltem contra o próprio “ovo da serpente” do qual foram gerados. Resta saber, se é mesmo pra valer ou mero jogo de cena.

  8. JoãoMariaDeAgostinho
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 12:31 hs

    DR. ISAAK,

    O PT e o PMDB inventaram a corrupção? É o que dá a entender no seu comentário infeliz.

    E sobre o presidente… então você quer me dizer que 84% da população brasileira – a taxa de aprovação do presidente – ganha bolsa família?

    Vai nessa que tu vai longe.

  9. eumesmo003
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 13:55 hs

    quanta cara de pau , comece a explicar por quê o lula não sabia do mensalão?
    comece a explicar aquele bando de ladrões do pt denunciado pela mídia nacional?
    e ainda vem com essa de querer sair como a motivadora da população para que ela se interrese mais, os estão a procura de novos LARANJAS?????????

    TOMA VERGONHA NA SUA CARA , SEU PT ACABOU QUANDO O LULA ASSUMIU A PRESIDÊNCIA, CAIU NAS GRAÇAS DO PODER E SE DELICIOU.

    E ESSE INDÍCE DE APROVAÇÃO PODE TER CERTEZA, QUE SÓ PESQUISARAM ENTRE OS MISERÁVEIS, QUE VOCÊS COMPRAM COM BOLA ISSO, BOLSA AQUILO , TOMA VERGONHA NA SUA CARA.

    SE AO INVÉS DE FAZER ISSO SEU PT TIVESSE FEITO UMA POLÍTICA PÚBLICA E EFICAZ , PARA EDUCAÇÃO, E NÃO DANDO ESMOLA , FAZENDO COM QUE O MISERÁVEL , CONTINUE MISERÁVEL.

    PARABÉNS PELA O INDICE DE APROVAÇÃO, TENHO CERTEZA QUE ESSA PESQUISA FOI REALIZADA SOMENTE ENTRE AQUELES QUE RECEBEM AQUELA AJUDA MAIORAL DE 40,00.

    O POVO NÃO PRECISA APRENDER MAIS SOBRE POLÍTICA, ELA JA APRENDEU O SUFICIENTE, É SÓ REALIZAREM UM PESQUISA DE VERDADE EM TODAS AS CAMADAS DA SOCIEDADE, E VOCÊS VÃO VER PRA ONDE VAI ESSE ÍNDICE.

  10. Carlão
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 14:46 hs

    Poderá sim , mas sem desvios de verbas PAC, Delúbio, Zé Dirceu, Paloci, Mensalão, aumentos de impostos , criação de 3000 cargos de comissão, cartão corporativo, etc …
    tudo criado no teu partido PT .
    Ah, pare minha senhora, não somos bobos!

  11. Sensato
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 15:24 hs

    ISSAK, VC PERDEU O TREM ? ? ! ! PQ VA NAO VAI PARA PASSARGADA??!! LA NAO TEM CORRUPÇÃO, NEM NUNCA TEVE…ASSIM COMO AQUI NO BRASIL..NUNCA TEVE, NEM FOI O FHC E SEUS COMPARSAS Q NEGOCIARAM A REELEIÇÃO COM A CAMARA…HUM ACHO Q NAOQUELA ÉPOCA ERAMOS TODOS MAIS FELIZES..ILUDIDOS ACHANDO Q TINHAMOS UM LORD NA PRESIDENCIA…UM LORD DE MEIAS FURADAS E VENDIDO AO CAPITAL EXTERNO. ENTAO, SOU MUITO MAIS O BRASIL DE HJ Q O DE 10 ANOS ATRAS.

  12. Juliana
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 15:47 hs

    João Maria Agostinho, realmente o PT e o PMDB não inventaram a corrupção que sempre existiu. Porém, é preciso reconhecer que especialmente o PT, que tanto combatia a corrupção quando fora do poder, ao chegar lá mostrou-se um partido de oportunistas corruptos e que valendo da aceitação pelo povo de seu lider maior Lula, jogou as favas todo o discurso de moralidade e improbridade.
    Concordo com o comentário do Dr. Isaak. A grande aprovação do governo Lula deve-se a total miséria em que vive grande parte da população agraciada com a “bolsa miséria”. São pessoas que não tem acesso a informação e a critica, tem fome e em razão disso louva a quem lhe oferece um prato de comida. O governo Lula está criando um bando de vagabundos que vive da quirera que lhe é servida. O Lula que foi um retirante do nordeste, sabe muito bem manipular essas pessoas famintas; basta lhe oferecer um pão. Em troca, consegue implementar nesse País o mais corrupto dos governos de nossa história. Nunca na história desse País se roubou tanto, escancaradamente e pasmem, o presidente diz que não sabe de nada.

  13. devaneios/loucuras
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 16:00 hs

    Enquanto a política de fato ficar entre dois e três partidos, que se acham dono da cocada preta, nós povo não passaremos de mero espectadores, assistindo inerte as corrupções, mensalão, desvio de recursos da saúde, empreiteiros falsificando certidões as tvs laranja…
    A verdade é que o povo está de saco cheio, sem distinção de políticos, pois, todos ficam impunes e protegidos.
    .

  14. julio cesar
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 20:39 hs

    Muito lúcida a reflexão de Gleisi Hoffmann. A política como é feita está ultrapassada, pertence ao século passado e não representa as necessidades e desejos da população. É urgente a mudança dos partidos e dos políticos. É a primeira vez que vejo um político realmente pensando no que precisa ser feito e não repetindo comodamente fórmulas ultrapassadas e interesseiras.

  15. DR. ISAAK
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 21:54 hs

    Juliana, parabéns pelo comentário.
    Era exatamente isso que pretendia escrever, respondendo os “comentários” dessa PTzada.

    E tem mais: a poderosa Rede Globo, que dá sustentação ao governo Lula, como contra-partida, pois, é uma das maiores devedoras ao BNDES, e já denunciada.

    E o filhote querido do presidente, o LULINHA que comprou a vista uma fazenda “porteira fechada” por 47 milhões?

  16. LUIS carlos
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 22:25 hs

    PARA QUE O POVO SE APROXIME DA POLITICA TERIAMOS DE TIRAR DA POLITICA PESSOAS COMO A PROPRIA GLEISI AI SIM SERIA UMA POLITICA LEVADA A SERIO. SUMA DA POLITICA DO PARANA VOLTE PARA O VENTRE DE ONDE VC SAIU.

  17. Pedreiro do Atuba
    sábado, 21 de fevereiro de 2009 – 22:46 hs

    FALAR QUANDO NÃO ESTÁ NO PODER É FÁCIL, MAS DEPOIS QUANDO ESTIVER VAI SER COMO OS OUTROS, O QUE O POVO PRECISA É DE EDUCAÇÃO, POLÍTICOS SÉRIOS.

  18. Mano da Vila
    domingo, 22 de fevereiro de 2009 – 0:00 hs

    Essa ala Neo-liberal da qual a Barbie é representante está fundando o PT paranaense. Quanto ao PT restante, a corrupção já tá dando conta.

    Fora Barbie! Fora Lula!

  19. Sem comentários...
    domingo, 22 de fevereiro de 2009 – 23:24 hs

    Primeiro ela queria ser Prefeita para ajudar as pessoas;
    Depois ela diz que o sonho é ser senadora;
    Quer ajudar, seja voluntária na Faixa de Gaza e suma!!!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*