A carnavalização da política | Fábio Campana

A carnavalização
da política

O professor de ética e filosofia da Unicamp, Roberto Romano, diz que na política a sensação de carnaval é durante o ano inteiro (assista o vídeo). Assim ele conclui ao observar a política brasileira neste início do ano.

Nada que surpreenda. A laborfobia do Judiciário e do Legislativo que estenderam suas férias. Notícias acabrunhantes como as do escândalo do castelo do deputado Edmar Moreira à cassação do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima; da fila de testemunhas de defesa no processo do mensalão ao início da campanha para a sucessão presidencial em 2010.

Assim caminha a humanidade. O time de governantes confirma o desdém com a crise econômica ao dar-se à folia que leva populistas como o presidente Lula e o governador Requião à Marques de Sapucaí para ver o espetáculo de nudez e vulgaridade das escolas de samba e para mostrar-se ao povo.

Neste domingo Lula vai à Marquês da Sapucaí cercado por um megaesquema de segurança. Lá se encontrará com o governador do Rio Sérgio Cabral, que mobilizou mais de 400 policiais militares para proteger o presidente. Outros tantos vão proteger autoridades como o governador Requião. Mobilizaram-se, de resto, o esquema de segurança pessoal de Lula e a seção de Inteligência do Comando Militar do Leste, do Exército.


5 comentários

  1. Almasor Abbas Adilah
    domingo, 22 de fevereiro de 2009 – 10:11 hs

    A corte vai ao Rio bang-bang receber a vassalagem do jogo do bicho,do lenocínio e do narcotráfico, e tudo ritimado pela bateria dos Unidos do BOPE!!

  2. Almasor Abbas Adilah
    domingo, 22 de fevereiro de 2009 – 10:31 hs

    No carnaval crise é marolinha e dá até uma marchinha!

    Tudo anda a mil maravilhas!

    Confetes e serpentinas caem sobre a colombina ….

    Não temos quase que um milhão de novos desempregados, estamos exportando e consumindo como nunca, os grandes canavieiros são verdadeiros heróis da nação, já fizemos a reforma agrária, reestatizamos a Vale, os caso do mensalão foram julgados e os réus punidos, etc., etc., …!

    Está tudo tão bom que justifica o fato da corte ir ao Rio bang-bang receber a vassalagem do jogo do bicho, do lenocínio e do narcotráfico, e tudo ritmado pela bateria dos Unidos do BOPE!!

    OLHA GEEEEEEEEENTE É O LULAAAAA NA SAPUCAAAAAÍ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. jango
    domingo, 22 de fevereiro de 2009 – 16:00 hs

    Fabio – esta entrevista, além de competentíssima, é de extrema utilidade pública. Roberto Romano só não é mais fundamental nas suas abordagens porque o assunto é por demais catastrófico. Dá arrepios fazer uma reflexão, diante do exposto pelo Prof. Romano, do que foi, p. ex., a nomeação do nepote do governador de plantão a uma vaga no Tribunal de Contas. Senão vejamos: o Executivo assenhorando-se da vaga do Legislativo, o Legislativo submetendo-se à exigência rasamente, o Tribunal de Contas limpando a barra do nepote com uma apreciação de uma consulta sobre formal legalidade da licitação das tv laranjas denunciada publicamente e o Judiciário julgando os processos e recursos em ritmo de mutirão. O Ministério Público estadual até hoje não chegou a uma conclusão sobre a legalidade da compra das tv laranjas, à qual se soma já uma compra exorbitante de pen drives. Este compadrio escandaloso entre os poderes instituídos, atuando às escâncaras, e nenhuma reação da sociedade através de suas entidades civis representativas é de pasmar. Não estamos numa República, esta é a fôrma, o conteúdo é o do compadrio, consentido pela socieadade, do assenhoramento dos poderes por uma nomenklatura que não tem nenhum compromisso com o interesse público, razão de suas existências, mas que no Brasil não funciona, exceções poucas à parte. No Paraná, apostrofou o deputado Gustavo Fruet “nada é apurado, ninguém é punido.” Os mecanismos só agem nas periferias do poder central, como para mostrar que existem, mas na realidade, não enfrentam a origem dos desmandos. Não o fazem porque são compadres. Compadres nos mais régios salários pagos pelo povo, e nos privilégios, não nas prerrogativas para atuar em favor do interesse público. Ou repensamos os poderes ou iremos ao abismo social.

  4. SYLVIO SEBASTIANI
    segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 – 19:17 hs

    Fábio, confesso que somente agora ouvi a entrevista do Professor Roberto Romano e também lí o comentário do Jango. Me desculpem, perdi alguns dias de aprendizado. O Professor deu uma excelente aula de democracia, aquilo que nós lutamos muito, colocando nossa vida em risco, inclusive de nossas familias, para termos de volta, mas com certeza que nossa luta, nosso objetivo não era chegar a este ponto, demonstrado pelo Professor Roberto Romano e aceito também pelo Jango. Eu continuei o meu papel, contra o que tivemos após a derrota da ditadura, que é a corrupção. Foi marcante quando o professor disse:”quando o legislador legisla em causa própria”. E adiante disse: “Renovação permanente do mesmo”, ví claramente a figura do Senador José Sarney. Fábio, é importante que esta entrevista permaneça mais tempo, e que seja mais divulgada, por favor, procure chamar a atenção de todos, o maior número possivel, é muito importante para o nosso país.Estou grato por ter o privilegio de assistir o Professor Roberto Romano e suas palavras também, Jango.

  5. jango
    terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 – 16:48 hs

    Sylvio Sebastiani – agradeço suas palavras e comungo de sua sugestão. A entrevista do prof. Romano é fundamental, oportuna e pertinente. Poderia ser divulgada mais tempo afim de que mais pessoas possam refletir sobre as condições políticas nacionais. É intolerável o que estamos vendo no país e em especial no Paraná. Não é essa a República e a Democracia que almejamos.

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