Minc apela a especialistas para enfrentar Stephanes | Fábio Campana

Minc apela a especialistas para enfrentar Stephanes

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, quer envolver especialistas e os governos estaduais na mediação de sua divergência pública com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

A pendenga entre os dois em torno da reforma do Código Florestal se transformou em troca de farpas através da imprensa. Para Minc, as acusações nos últimos dias são fruto de uma indisposição pessoal de Stephanes, que estaria sob a influência de grandes produtores rurais que querem aproveitar a celeuma para reduzir ainda mais as garantias para a preservação de áreas sob ameaça, como a Amazônia.

“Nosso problema não é com a agricultura, é com o ministro Stephanes”, disse Minc ontem, no Rio de Janeiro. “A grande agricultura, que o ministro Stephanes representa, está querendo aproveitar a necessidade de mudança”, se referindo às alterações no código.


10 comentários

  1. Elvis
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 15:25 hs

    Stephanes e Stephanes junior são duas antas. Quero dizer, estúpidos, porque anta é um animal em extinção e nativo. Stephanes e sua proposta de diminuir até o nada as reservas ambientais toca a mesma música que seu filho, só que com outro instrumento, a música fúnebre da triste tragédia a que está submetido nosso meio ambiente. O Júnior, cria lei pra colocar camisinha de plástico em canudinhos e guardanapos, em vez de criar uma lei que obrigue os estabelecimentos a fazer a separação do lixo organico do reciclável. O pai, a serviço dos latifundiários monocultores, quer que o resto de mata que existe vire pasto ou plantação de soja pra engordar gado de outros porcos. Desrespeito ao meio ambiente pelo jeito é coisa que passa no DNA.

    Estamos ferrados com essa dupla.

  2. Kréu
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 15:55 hs

    Voto no Minc. Esse estúpido do Stephanes só envergonha os paranaenses. Já perdemos a Marina Silva por causa desse cabeça-de-bagre, agor ele resolve impiçar com o Minc. Fora Stephanes!

  3. LEAD
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 16:47 hs

    Os fazendeiros não querem preservar 20 por cento e preferem explorar 100 por cento com transgêncios, empesteando nossa vida de herbicidas, fungicidas, inseticidas, nematicidas, homicidas e outros cidas. São verdadeiros Gigolôs de terra que não respeitam o meio ambiente. O Stéphanes só sabe defender o bolso desses fazendeiros estúpidos.

  4. Produtor
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 17:21 hs

    Parabens ao Ministro Reinold Stephanes, pela sua contestação ao comuna Minc.
    Os parques Nacionais, cidades, Parques Estaduais, Parques Municipais, matas ciliares, reservas de preservação permanente e reservas legais, reservas indígenas, áreas de quilombolas, etc… já ocupam 77% do território brasileiro. Somos um país agrícola pelas nossas características naturais, e não podemos desempenhar nossas atividades econômicas em área de apenas 23% do território brasileiro. A socieade brasileira deverá se perguntar o que queremos. Queremos ser uma potência em termos de produção de alimentos ? Certo está o Sr. Staphanes. Penso que todo cidadão que de uma forma ou de outra cause poluição ou que contribua para que ela aconteça deve ser responsabilizado na solução do problema, e não só o industrial ou o agropecuarista, mas sim o bacana que tem o seu automóvel e passa o ano todo queimando gasolina, e não oferece nenhuma contra-partida. Para cada automóvel seu proprietário deveria plantar dez árvoes por ano, que tal ? Cada indivíduo produz gas metano, então deveria plantar pelo menos 5 árvores/ano. Se não tem terreno compre-o. Porque nós agricultores estamos sendo obrigados a comprar terras para plantar árvores , para consituir a reserva legal de 20%, porque nossos antepassados derrubaram-nas. E isso é altamente dispendioso. E o que produzimos alimenta as cidades . Desse modo penso que já passou da hora do Ministro Minc convocar os poluidores das cidades a participar da solução, inclusive os senhores que atacaram o Min. Stephanes.

  5. CLOVIS PENA
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 17:28 hs

    Este assunto merece uma reflexão mais séria que argumentos pontuais de uma disputa que caminha perigosamente para o lado pessoal.
    O quadro exploratório de imensas áreas foi criado com estímulo de recursos públicos nas últimas décadas. O crédito fácil, sem critérios de preservação imediata e de sustentabilidade foi – e parece continua sendo – o maior instrumento à serviço da degradação ambiental. E, o recurso para o crédito, vem do próprio governo.
    Agora, urge aplicar o próprio veneno como antídoto, mediante novos crítérios. É uma questão de política, dos próprios governos. Se o Presidente mandar, Mantega e Bernardo podem dar a maior contribuição neste sentido.

  6. telescópio
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 17:31 hs

    Realmente, sem comentários.
    Esse ‘alemão’ só nos envergonha.

  7. terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 17:58 hs

    “Para Minc, as acusações nos últimos dias são fruto de uma indisposição pessoal de Stephanes, que estaria sob a influência de grandes produtores rurais que querem aproveitar a celeuma para reduzir ainda mais as garantias para a preservação de áreas sob ameaça, como a Amazônia.´´
    Veja o que diz STEPHANES na entrevista para O GLOBO, dia 25/01/09
    “STEPHANES: A grande tese que defendo é desmatamento zero na Amazônia, com aproveitamento das áreas consolidadas e recuperação das áreas degradadas com reflorestamento comercial. Tem que haver uma atividade econômica, se não o sujeito não recupera. Se eu chamo o proprietário e digo que tem que recuperar 80%, ele abandona a terra e vai embora´´. recomendo ler entrevista na integra.

    Eu sou pequeno produtor e sei da necessidade de se alterar o Código Florestal, para que possamos garantir uma produção agropecuária que apresente viabilidade SOCIAL, ECONOMICA E AMBIENTALMENTE CORRETA.
    conheça mais sobre o porque da alteação do Código Florestal acesse:
    http://blogvaldiritambe.spaces.live.com

    Aos que se dizem ambientalistam pergunto: Você faz sepação do lixo que gera e destina ao setor de reciclagem??
    Voce já leu o atual código florestal??

  8. jango
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 18:26 hs

    O Código Florestal é uma das leis mais vilipendiadas deste país. Estamos presenciando uma contenda de varejo. Não nos esqueçamos que eleições já estão à vista. Não há política ambiental no país como substrato para o desenvolvimento sustentavel. Esta a grande verdade. Embora signatário da Convenção da Biodiversidade seu teor é grego para a nação, cuja eleite está no bem-bom e o povo no bolsa-família. A ferro e fogo vamos delapidando nosso patrimônio ambiental. Que pode este deserto político criar senão outros desertos …

  9. Dorminhoco
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 18:43 hs

    Esse caboclo da foto aí de Woodstock foi para o ministério verde, tá tudo em casa e de cabeça feita.

  10. Ernesto s
    terça-feira, 27 de janeiro de 2009 – 21:57 hs

    latifúndio disfarçado de produção de soja, gado, cana, é terra improdutiva. Não que estes insumos não devam ser produzidos, mas que respeite-se as leis de conservação com o mesmo rigor que perfazem seus megalucros, de pura especulação.

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