Começam as obras do Banco de Pele do Evangélico | Fábio Campana

Começam as obras do Banco de Pele do Evangélico

Hoje começam as obras de adequação do espaço físico que abrigará o Banco de Pele do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Os recursos vêm das doações da comunidade paranaense através do programa de dedução do Imposto de Renda coordenado pelo COMTIBA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba.

O convênio com o Conselho foi renovado e pessoas físicas e jurídicas podem aplicar uma parte do imposto de renda devido ao projeto através de doações pelo site da FAS ou do site Criança quer futuro, emitindo boleto e depois deduzindo o valor no imposto de renda de 2009. Mais informações no site do Hospital Evangélico.

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“O início das obras representa o apoio que recebemos da comunidade paranaense através de doações que deduzem seus impostos”, comenta Dr. José Eduardo Vianna, coordenador do projeto.

Segundo o médico este apenas é o começo de um grande sonho do Serviço de Queimados, pois para a utilização do Banco será necessário arrecadar toda a verba necessária para as demais etapas do projeto. “É um trabalho de formiguinha, mas com a ajuda da nossa comunidade vamos conseguir com certeza, implantar ainda este ano o Banco de Pele, e considerar acima de tudo, que estaremos realizando um trabalho para salvar vidas”, ressalta.

A previsão é de que a obra esteja concluída em 30 dias. “O espaço precisará passar por uma série de adaptações para atender às normas da Vigilância Sanitária”, explica o engenheiro Mauro Fukuda, responsável técnico pela execução das obras.

Não há, ainda, uma estimativa de quando o Banco entrará em funcionamento, pois após a reforma será necessário a aquisição de equipamentos, contratação e treinamento de técnicos. “O projeto inicial está dividido em três etapas e apresenta um custo total estimado em R$ 480 mil, mas apenas 8% foram arrecadados até agora”, explica o médico. Segundo ele, mesmo com esta pequena percentagem já foi possível iniciar a adequação da sala para implantar o Banco de Pele. “As obras são estímulos para nós do Hospital Evangélico e para a comunidade que necessita deste serviço”, afirma o médico. “É um sonho se tornando realidade”, conclui.

Para continuidade deste projeto foram buscados recursos através da venda do livro “Deliciosas Receitas” do Voluntariado do Hospital, como também, dos cartões de Natal de 2008 que são destinados inteiramente ao projeto.

A implantação do Banco de Pele Humana tem como principal objetivo atender crianças e adolescentes de 0 e 18 anos, que são encaminhados ao Serviço de Queimados do Hospital Evangélico para tratamento e internamento. “O Banco de Pele no Evangélico significa evolução e rapidez no tratamento. Quando transplantada, a pele funciona como um curativo biológico, diminui as complicações, o tempo de internamento, o uso de antibióticos, o sofrimento do paciente e de seus familiares, e principalmente, o risco de morte”, explica Dr. Vianna.

Este será o 3° Banco de Pele do país (já existe em Porto Alegre e São Paulo) e que trará considerável benefício às crianças e adolescentes visto o grande número de vítimas de queimaduras. São cerca de seis mil atendimentos/ano somente com a faixa etária de 0 a 18 anos.

Como ajudar na implantação do Banco de Pele Humana

O convênio com o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente foi renovado e pessoas físicas e jurídicas podem aplicar uma parte do imposto de renda devido ao projeto através de doações pelo site da FAS ou www.criancaquerfuturo.curitiba.pr.gov.br, emitindo boleto e depois deduzindo o valor no imposto de renda de 2009. Mais informações no site www.evangelico.org.br.

Atendimentos no Serviço de Queimados do Evangélico

Em 2007 foram 4.412 emergências e 15.868 atendimentos ambulatoriais, uma média de 20 mil ocorrências no ano. Em 2008 foram 4.342 emergências e 16.333 atendimentos ambulatoriais a vítimas de queimaduras, mantendo a média do ano anterior. Destes atendimentos em 2008 cerca de 400 pacientes estiveram internados no hospital, sendo que 27 foram a óbito.

Para que serve o Banco de Pele

O tratamento com o uso de pele humana reduz o tempo de internamento e proporciona maior sobrevida ao paciente. Além disso, há menor risco de contaminação e economia com antibióticos. “Pacientes que sofrem queimaduras de 3º grau ficam sem defesas. O dano na pele é tão severo que a ferida não cicatriza, é preciso fazer enxerto. Hoje precisamos esperar até 40 dias para fazer o procedimento. Enquanto isso, a ferida é tratada com curativos, mas temos que ficar controlando infecções, o paciente fica debilitado, perde peso. Com o Banco, poderemos dar início ao tratamento ainda na primeira semana”, explica o médico.
Segundo informações médicas quando o paciente é um grande queimado, por exemplo, pode ficar até um ano em tratamento e chega a ir para o centro cirúrgico até três vezes em uma semana. “O Banco de Pele vem amenizar este sofrimento e acelerar o processo de tratamento”, afirma o Dr. José Eduardo.

Como funciona a doação de pele

A doação de pele tem o mesmo processo da doação de órgãos. As camadas mais superficiais da pele são retiradas cirurgicamente, tratadas e transplantadas. Geralmente é retirada a pele das coxas e das costas, mas segundo o médico não há nenhum tipo de conseqüência na aparência do doador porque é retirada uma camada muito fina, como a pele que descasca por uma queimadura solar. Da retirada até que esteja pronta para ser usada, a pele fica em média um mês no laboratório para que possa ser realizados vários testes para descartar contaminações e uma vez preparado, o material congelado pode ficar no banco por até dois anos.

Principais benefícios do Banco de Pele Humana:

Menor tempo de internação: pacientes não terão mais que esperar 40 dias para começar o tratamento com enxerto. Com o Banco de Pele, será possível iniciar o tratamento ainda na primeira semana.
Maior sobrevida e menor risco de contaminação: a pele funciona como um curativo biológico e protege contra infecções. Pacientes com queimaduras de 3º grau perdem as defesas e ficam expostos a vírus, fungos e bactérias.
Menos sofrimento: o paciente terá de passar por menos cirurgias.
Menos gastos com o tratamento: com a redução do tempo de internação e economia com antibióticos as despesas com o tratamento ficam menores.


4 comentários

  1. quinta-feira, 12 de novembro de 2009 – 17:21 hs

    picot

  2. LÚCIA REGINA ANTUNES DA SILVA
    sábado, 26 de dezembro de 2009 – 18:13 hs

    Olá, fiz uma cirurgia de redução do estomago e perdi aproximadamente 60 kgs, como não poderia deixar de ser fiquei com muita pele sobrando principalmente no abdomem, nas coxas e braços, gostaria de saber se existe alguma forma de doar essas peles e como funciona o processo.

    Grata

    Lúcia Regina

  3. segunda-feira, 23 de julho de 2012 – 21:38 hs

    Que bom , alguma coisa boa em tantas ruins.
    Superintendente Administrativa demitida por justa causa, por compras super faturadas…………

  4. Adriana
    segunda-feira, 23 de novembro de 2015 – 11:15 hs

    Emagreci e fiquei com pele sobrando e m gera desconforto gostaria de saber se tem como fazer doação?

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