Hélio Gracie, 1951 | Fábio Campana

Hélio Gracie, 1951

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Hélio Gracie morreu hoje pela manhã, aos 95 anos, em Petrópolis. O velho Gracie inventou uma luta, foi patriarca de uma dinastia e virou até uma marca comercial. No fim, acabou emprestando ao Brasil um lugar na restrita mitologia das artes marciais.

Uma homenagem recente ao jiu-jitsu brasileiro foi o belo filme Cinturão Vermelho, do diretor americano David Mamet. A película inclui até o personagem de um velho mestre brasileiro, numa menção clara ao Hélio Gracie.

Na foto: Hélio Gracie, à direita, em 1951.


8 comentários

  1. Zé do Coco
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 5:20 hs

    Na realidade Helio Gracie não inventou uma luta. Ele adaptou o jiu-jitsu original para a sua condição física franzina. O jiu-jitsu deve muito a ele e a toda a família, porque estava em decadência, perdendo espaço para o judô. Esse foi o maior mérito de Helio Gracie, ressuscitou a arte marcial e hoje, se ela é largamente difundida, deve-se a ele e a seus descendentes.

  2. CLOVIS PENA
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 8:12 hs

    O diretor americano rendeu a merecida homenagem ao histórico expoente do esporte no Brasil.
    O Flamengo ameaça dispensar, por falta de recursos, nossos atletas olímpicos.
    E o governo brasileiro ??

  3. sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 10:30 hs

    Eu pratico Jiu-jitsu , e ontem minha equipe e eu, fizemos luto ao mestre Hélio.

    hoje se eu conheço alguma coisa , devo agradecer a ele.
    nada volta para traz, mais nós tambem somos de alguma forma seus filhos e levaremos para sempre, os seus ensinamentos, de arte , e vida.
    sou um adolescente, e agradeço a cada manhã minha saúde e força fisica e mental a Deus e ao Jiu-jitsu.

  4. Alessandro
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 10:32 hs

    Hélio Gracie, exemplo em sentidos diversos. Obteve reconhecimento internacional pela difusão do Brazilian Jiu-Jitsu, criado pelo seu irmão Carlos Gracie (este falecido em 1994, aos 92 anos).

  5. Ricardo Campelo
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 11:05 hs

    Perda irreparável para o esporte.
    Está aí um homem que viveu plenamente, e deixou um legado.
    Descanse em paz.

  6. orelha
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 11:17 hs

    o BRAZILIAN JIU-JITSU é uma luta diferente de qualquer outra. quem pratica ou assiste vale tudo sabe. o hélio gracie criou uma modalidade completamente nova.

    o brazilian jiu-jitsu é tão superior que não pode nem ser considerado uma mera adaptação do jiu-jitsu.

    zé do coco, veja os próprios lutadores falando sobre isso, você vai entender. não tem mais nada a ver com a condição física. TODOS os lutadores de vale tudo precisam do brazilian jiu-jitsu, prova disso é que todos eles estudam hoje.

  7. SYLVIO SEBASTIANI
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 15:07 hs

    EU CONHECI HELIO GRACIE NO RIO DE JANEIRO EM 1950. COMECEI LUTAR JIU-JTSU EM 1944 EM SÃO PAULO.NO RIO TREINAVA NA ACADEMIA DO MAIA, NA AV. RIO BRANCO, NA CINELANDIA. O HELIO DIVULGOU O JIU-JTSU NO BRASIL, MAS ANTES DELE HAVIA EM SÃO PAULO O YANO E EM PORTO ALEGRE O ONO,LÓGICAMENTE QUE ERAM JAPONESES, MAS EU CONHECI OS DOIS. EM 1952 ESTIVE NA ACADEMIA DO ONO, ONDE TREINAVA DIARIAMENTE. E LUTAVA NO TEATRO DE EMERGÊNCIA, EM PORTO ALEGRE. ESSA UMA HISTÓRIA FÁBIO, QUE VOCÊ CONHECE UM POUCO E O MAZZA DIVULGA.QUANDO CONTEI ESSA PASSAGEM DE MINHA VIDA, O CAIO SOARES, AGORA CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS, QUASE MORREU DE RIR E NUNCA ESQUECE.

  8. Carlos Silva de Toledo
    segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 – 22:10 hs

    O BRAZILIAN JIU-JITSU é, na verdade, derivado do ne-waza do KOSEN JUDO (KODOKAN JUDO, com ênfase em ne-waza). Quem conhece o Judô tradicional sabe bem do que eu estou falando. Mitsuyo Maeda era perito em ne-waza, bem o como o Masahiko Kimura. Procurem pelos vídeos do KOSEN JUDO na rede, além de entrevistas e artigos do professor Odair Borges (mestre em Educação Física pela USP). A família Gracie não inventou nada. Não confundam o Judô Esportivo com o Tradicional. O FUSEN RYU JUJUTSU japonês “ajudou” bastante o ne-waza do KODOKAN JUDO. Abraços.

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