Em Foz, menino atingido na cabeça recebe alta | Fábio Campana

Em Foz, menino atingido na cabeça recebe alta

Em Foz do Iguaçu, um menino ficou cinco dias com uma bala na cabeça sem que ninguém percebesse. O projétil, que atravessou o cérebro, só foi descoberto depois que a criança passou por três médicos. Hospitalizado pelo SUS, Samuel agora recebeu alta e teve boa recuperação.

A neurocirurgia no menino Samuel da Silva Souza Junior, de 3 anos, foi realizada pelo Sistema Único de Saúde, através de hospital conveniado. A criança apresenta uma recuperação surpreendente depois de passar cinco dias com um projétil de arma de fogo alojado na cabeça. O menino recebeu alta hoje, 31, por volta das 12h30. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, gestora do sistema SUS na cidade e que acompanha o caso.

O órgão adotou providências para apuração de responsabilidades em relação à demora no diagnóstico. Samuel passou por dois pronto-atendimentos 24 horas sem que as médicas detectassem o problema. Nas duas unidades a prefeitura mantém serviço gratuito de raio-X, mas o exame não foi solicitado pelas médicas plantonistas.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o Município realiza uma média de 10 mil exames de radiografia por mês, dos quais 70% nas duas unidades de urgência e emergência onde a criança foi atendida. Inicialmente a família informou que Samuel havia sido atingido por uma pedrada. Sempre lúcido, mas reclamando de dores, ele passou por uma terceira consulta médica até o exame revelar que um projétil estava alojado no crânio.

Uma comissão foi nomeada pela Secretaria Municipal de Saúde para fazer os levantamentos e apresentar um relatório sobre a conduta das médicas e das equipes de plantão das unidades de pronto-atendimento. Conforme o resultado, a prefeitura poderá abrir sindicância e processo administrativo para punir os responsáveis.

A secretária de saúde, Lisete Palma de Lima, esclareceu que “o Município, dentro de sua responsabilidade como gestor do sistema, garante a estrutura e a equipe de apoio suficientes para o bom desempenho profissional e qualidade na prestação do serviço. Já o risco por um diagnóstico e conduta são responsabilidades do médico”.

A criança passou por uma consulta e exame em unidade particular, mas a cirurgia para remoção do projétil foi realizada no Hospital Costa Cavalcante, conveniado ao SUS. A lesão não deverá deixar sequelas. De acordo com o neurocirurgião Aramis Pedro Teixeira, o menino, vítima provavelmente de uma bala perdida, sobreviveu porque nenhuma área nobre, nem as principais artérias do cérebro foram afetadas.

As circunstâncias em que Samuel foi baleado estão sendo apuradas pela polícia.


3 comentários

  1. LINEU TOMASS
    domingo, 1 de fevereiro de 2009 – 15:19 hs

    ALÔ, ALÔ PREFEITO MACDONALD.

    AGILIZE A RESPOSTA DESTE TRISTE FATO NO POSTO DE SAÚDE AÍ DER FÓZ. ABRA UM PROCESSO ADMINISTRATIVO.

    É ESTA INEFICIÊNCIA E ESTES DESCASOS QUE ESTÃO LEVANDO O DESCRÉDITO DAS AUTORIDADES JUNTO AO POVÃO, INCLUINDO-SE AÍ OS TAIS “POSTOS DE SAÚDE”, DE TODOS OS MUNICÍPIOS DO PAÍS.

    LINEU TOMASS.

  2. Luiz Carlos Santana
    segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 – 23:05 hs

    Comenta-se que por excesso de Faculdades de Medicina no Brasil, alunos mal preparados reprovam nos exames da AMB pois não estão preparados para serem médicos. Até aí tudo bem. Pergunta: Dos péssimos profissionais como os que atenderam o menino Samuel de Foz (que levou o tiro na cabeça) não seria o caso de terem os diplomas rasgados e fazer novo exame? AMB, pense sério nisso!!!

  3. Atento da Silva
    terça-feira, 3 de janeiro de 2017 – 21:54 hs

    Cara DEMAGOGO

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