Consórcio do lixo tem estudo de aterro que substituirá o da Caximba | Fábio Campana

Consórcio do lixo tem estudo de aterro que substituirá o da Caximba

O Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, que será responsável pelas obras de implantação do novo aterro de Curitiba e Região Metropolitana, apresenta hoje e amanhã em audiências públicas, promovidas pelo Instituto Ambiental do Paraná, o Estudo Prévio de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental das obras. O novo local, que ainda não foi definido, substituirá o aterro da Caximba, cuja capacidade está esgotada.

As reuniões públicas começaram ontem com audiência realizada em Fazenda Rio Grande. Hoje, a audiência será em Mandirituba às 19 horas e amanhã em Curitiba também às 19 horas. Os três municípios foram escolhidos para a realização das audiências porque o aterro deverá ser construído em um deles.


5 comentários

  1. Edson Cruz
    quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 – 16:06 hs

    O sistema de gerenciamento de resíduos sólidos apresentado pelo Consórcio tem muitas falhas e contradições. Uma análise apurada do Estudo de Impacto Ambiental revela as inconsistências.

    Trata-se de um modelo concentrador que, muito embora aponte alternativas tecnológias (apenas aponta, mas não apresenta), repete o erro histórico do Cachimba. Uma imensidão de lixo de mais de uma dezena de cidades representando quase 30% da população do estado sendo direcionados para um único local.

    E porque isso acontece? Porque o modelo proposto só garante lucro e vantagens financeiras se operacionalizado em escala! Ou seja, quanto mais lixo, melhor. Isto é o que defendem os interlocutores do Consórcio. Vão na contramão da Agenda 21 e demais proposições ecologicamente sustentáveis.

    Enquanto em cidades européias discute-se produção zero de lixo, aquí querem que a gente discuta concentração máxima de lixo.

    Pena terem deixado a Crise do Lixo se instalar para, na urgência e emergência, tentarem empurrar goela abaixo uma proposta que agrada apenas às empreiteiras do lixo.

    Organizar e proceder ações e atividades para a gestão do sistema de tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos gerados pelos municípios integrantes, obedecida a legislação vigente e aplicável, além das normas da ABNT.

  2. Capital Ecológica
    quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 – 16:53 hs

    Que vergonha hein… a metrópole produz mais de 60% de todo o lixo da Região, e na hora do “vamo ver” quer embalar e mandar para a periferia. Êta presente de grego.

  3. LINEU TOMASS
    quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 – 22:12 hs

    BETO RICHA E O LIXO.

    HOJE (4A. FEIRA 14/1/09), NA INSTALAÇÃO DA SECRETARIA ANTI-DROGAS QUE O PREFEITO JOTA CAMARGO IMPLANTOU EM COLOMBO, OUVI O BETO RICHA FALAR SOBRE A QUESTÃO DO DESTINO DO LIXO DE CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA.

    CASO O DISCURSO DO BETO CORRESPONDER AO QUE ELE DISSE, QUE O SISTEMA DO DESTINO DO LIXO PRATICAMENTE VAI ZERAR O ATERRAMENTO DO LIXO, TEREMOS QUASE UM MILAGRE NUNCA VISTO ANTES NO PAÍS.

    O APROVEITAMENTO E RECICLAGEM DO LIXO DEVERÁ SER DE 100% (?).

    E AINDA, CASO O DISCURSO DO BETO SE MATERIALIZE, JÓIA, PARABÉNS.

    RECADO.
    BETO E DEONILSON
    SUGIRO QUE VOCÊS IMPLANTEM NA – SMCS – UM PROGRAMA DE “TAPES” CURTOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, INCLUINDO A ÁREA DA SAÚDE, COM MENOS PROMOÇÃO PESSOAL POLÍTICA E MAIS COMUNICAÇÃO NO INTERESSE DA PROMOÇÃO DA CIDADANIA, CUMPRINDO ASSIM OS DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS DA COMUNICAÇÃO DE ÓRGÃOS DE GOVERNO.

    LINEU TOMASS.

  4. Franco
    quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 – 11:46 hs

    é curioso como há críticos para todos os projetos. Ninguém quer deixar de produzir lixo, mas ninguém quer as soluções apresentadas. Sempre tem uma ponta… Que tal se cada um cuidasse do próprio lixo, em casa mesmo ? Assim, teríamos o “lixo zero” ?

  5. Edson Cruz
    quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 – 13:09 hs

    “Franco” (?), talvez viajar um pouco e conhecer as experiências de reciclagem, compostagem e reaproveitamento desenvolvidas EM MENOR ESCALA, já realizadas em diversas cidades e regiões do Brasil (e até do mundo) ajude você a compreender as críticas.

    Ah, a propósito. Visite a página eletrônica do CONAMA e leia a Resolução 404/2008. Ela estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos.

    Quando o Cachimba teve a crise dos 10 anos, a decisão não foi estudar um novo modelo; mas sim aumentar o prazo e aditar a Licitação para preservar os interesses. Agora, com a nova Crise do Lixo, novamente não está se buscando alternativas ambientalmente sustentáveis. Ao contrário, busca-se preservar o modelo concentrador incorporando tecnicas para deixá-lo mais economicamente sustentável.

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