Bancos dão "tiro no pé" com as altas taxas de juros, diz Mantega | Fábio Campana

Bancos dão “tiro no pé” com as altas taxas de juros, diz Mantega

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Em entrevista ao Jornal da Globo, o ministro da Fazenda Guido Mantega criticou a alta taxa de juros dos bancos privados. “Ao cobrar uma taxa de juros mais elevada, você cria a inadimplência, você dificulta ao cidadão pagar a conta. Então, eu acho que essa política dos bancos é totalmente equivocada. É claro que leva a lucros elevados dos bancos, mas depois é um tiro no pé porque se o cidadão depois ficar inadimplente, ele não vai pagar”, declarou.

Na entrevista, o ministro afirma que os bancos públicos reduzirão o chamado spread bancário nos próximos meses, como forma de competir com os bancos privados e forçar para baixo as taxas. O spread é a diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a taxa cobrada por eles dos clientes. Quanto maior é o spread, maior é o lucro dos bancos.

“Eu incito o consumidor brasileiro que olhe com atenção as taxas e escolha as taxas mais baixas. Faça a concorrência funcionar. Examina: qual é o banco que está te dando financiamento mais baixo? Porque as diferenças vão aumentar. E vá para o banco que está oferecendo taxas mais baixas”, afirmou.


5 comentários

  1. Jaferrer
    quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 – 23:36 hs

    Interessante. Devemos então perguntar: por que a Caixa pratica juros de 176% ao ano no cheque especial, sendo um banco público voltado para o social? Na verdade é a mesma conversa, vale para os outros, não vale para nós.

  2. Fernando
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 11:37 hs

    Muito bem colocado, Jaferrer. Aliás, foi uma das coisas que, ingenuamente, acreditei quando, insanamente, dei meu voto a esse populista barbudo. Caso a CEF e o Banco do Brasil tivessem feito isso, os demais seriam forçados a fazer o mesmo, Somente me esqueci que o Lullinha governa para os bancos, cujos lucros foram astronômicos em seu governo. É o velho discursinho medíocre e surrado dos “de esquerda”. Como se existisse isso no Brasil. Agora vem esses pelegos aí, “incitando o povo brasileiro etc etc”. Como se pudéssemos trocar de banco todos os dias em função dessas taxas. Viva a mediocridade!

  3. jango
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 12:10 hs

    O Ministério de Lula ! Não se salva um ! Brasil à deviva na “marolinha”. Quando a água bate no joelho vem o Ministro e diz que a sociedade tem que se virar. Pede para sair, Ministro. É mais garantido. Se for para o povo se virar, melhor sem Ministro que fala abobrinha.

  4. Mano da Vila
    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 – 22:18 hs

    Como fala asneiras esse ministro. É só ver o lucro gigantesco dos bancos obtido com a p
    política de juros altos do governo na contenção do consumo e da inflação. Não conseguem abaixar a taxa Selic e os juros da CEF e do BB, e falam besteiras.

  5. domingo, 24 de janeiro de 2010 – 19:02 hs

    À Fábio Campana,
    Parabéns por este tema, dando-nos a oportunidade de emitir opinião. Sou pai de família, 47 anos, estudante do último semestre de direito, cujo tema da minha monografia é sobre as taxas de juros. Há milhões de brasileiros que estão sufocados pelas taxas de juros, consideradas como uma das maiores do mundo. Infelizmente os consumidores estão todos a descoberto de proteção quer do governo federal, através de sua política monetária, mantendo estas taxas de juros absurdas, não criando meios de crédito com taxas de juros legais de 1% ao mês, como determida o Código Civil, artigos 406 combinado com o artigo 591, quando da renegociação dos contratos bancários. Se o BNB, Banco do Nordeste empresta a juros subsidiádos às sociedades empresárias por que não fazer o mesmo com os pobres dos cidadãos comuns, citando entre estes, os aposentas e pensionistas. Isto, sem dúvida, seria mais digno por parte de nossas autoridades monetárias. Nossas sociedade organizada precisa se manifestar, OAB, Instituto de Defesa do consumidor – Idec…

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