UEL suspende formatura de médicos da algazarra | Fábio Campana

UEL suspende formatura de médicos da algazarra

Associação Médica de Londrina aprovou ontem a suspensão de 14 formandos de Medicina que promoveram uma algazarra nos corredores do Hospital Universitário para comemorar o fim do internato.

O presidente da Associação Médica de Londrina, Antonio Caetano de Paula, divulgou nota ontem de apoio a Universidade Estadual de Londrina.

Confira a íntegra da nota no

“A Associação Médica de Londrina vem a público parabenizar o Conselho Universitário como um todo e o Reitor Wilmar Marçal em particular, pela decisão madura e responsável de reavaliar a certificação dos estudantes de Medicina que promoveram os lamentáveis fatos no ambiente do Hospital Universitário de Londrina, e que já tinham mostrado seu caráter ao boicotarem o exame do ENADE.

A Universidade Estadual de Londrina, desde a sua fundação, tem formado profissionais com capacidade para serem inseridos no mercado de trabalho, e tem sido um dos pontos de referência para a nossa Londrina. Em decorrência deste fato, de sua função e de sua missão, não pode se omitir diante de fatos deploráveis como este praticado por um grupo de alunos que vem boicotando o curso de Medicina desde há mais de um ano.

A responsabilidade, o sentido de humanidade, o respeito às leis e às pessoas, devem ser características marcantes de qualquer profissional, mas, quando se trata de um médico, o profissional que está em contato íntimo com as dores, com os anseios, com os receios, com os medos e com as fraquezas que todos nós sentimos quando a saúde está abalada, estas características necessitam ser mais marcantes. O médico necessita ser o amparo, ser a força do doente, e para isto necessita ter caráter.

A UEL, no pensamento da diretoria da AML, não entrega diplomas apenas, e sim a permissão para exercer uma profissão. É responsável por aquele profissional que formou, portanto é legítimo que avalie, além das qualificações de conhecimento e técnica, a personalidade, o caráter do aluno a ser profissionalizado.

Quantos aos alunos envolvidos, estes terão oportunidade de ao se colocarem no lugar dos doentes, dos funcionários do HU, dos professores e dos demais colegas de turma, avaliarem sua relação com o mundo, sua presença entre os demais seres humanos e o seu merecimento de virem a ser chamados de médicos.

Associação Médica de Londrina

Antonio Caetano de Paula – presidente

Londrina, 10 de dezembro de 2008”


7 comentários

  1. povo
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 8:43 hs

    Tá o Caos na nossa Saude, esses MERDAS seram medicos amanha….

  2. Carla
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 9:49 hs

    Parabéns mesmo ao Conselho Universitário de suspender a formatura desses 14 indivíduos, pois para chegarem a médicos tem que primeiro aprenderem a ser gente!….e torço q não cheguem mesmo pois a sociedade não merece tamanha irresponsabilidade! as matrículas estão abertas para o jardim de infância, aproveitem para se reciclarem! abraços

  3. Sandra
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:28 hs

    Também acho que eles não merecem receber diploma, e deveriam ter que devolver todo o investimento feito na educação deles.

    A UEL é pública, logo quem pago o curso deles fomos nós.

  4. Estou de Olho
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:33 hs

    Não é só lá não!
    Em Curitiba usam até drogas!

  5. LEANDRO
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 15:33 hs

    Enfim uma punição exemplar, tomara que esta rigidez se extenda também para os crimes praticados por políticos!!!!!!

  6. ufa!
    sábado, 13 de dezembro de 2008 – 21:39 hs

    Nossa, estou, pela primeira vez, orgulhosa da ação da justiça brasileira! Esses dissimulados irresponsáveis baderneiros desrespeitosos sem ética nem moral não merecem ser médicos nem aqui nem na China! Um bando de filhos da mãe, q não respeitaram os pacientes nem o espaço do hospital! E o pior é q , acabei d ver no jornal nacional, os outros colegas de classe, q, supostamente, não estavam envolvidos na baderna, defenderam os vagabundos! Não deveriam, nenhum, nehumzinho, receber o diploma de médico! É uma profissão nobre demais para ser assumida por loucos como esses! Eu nunca aceitaria ser atendida por qualquer profissional dessa turma!

  7. Vendelino F.da Rocha
    domingo, 14 de dezembro de 2008 – 10:10 hs

    Como médico e professor de faculdade de medicina, tenho muito a agradecer ao Senhor Reitor da UEL. Temos que apoiar sua magniname atitude, que salvou o pouco de dignidade que resta ‘a nobre classe médica.Uma atitiude contrária, seria o casos ao ensino médico. OBRIGADO, SENHOR REITOR.

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