As absurdas taxas de juros em 2008 | Fábio Campana

As absurdas taxas de juros em 2008

Do site do Procon SP:

O levantamento anual de taxas de juros realizada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, constatou que o movimento das taxas médias, tanto do empréstimo pessoal quanto do cheque especial, foi fundamentalmente de alta, ao contrário do que ocorreu em 2007, marcado por relativa estabilidade. As variações positivas acompanharam, de certa forma, o movimento da taxa básica da economia – SELIC3.

Empréstimo Pessoal: a taxa média1 do empréstimo pessoal em 2008 foi de 5,72% ao mês, indicando um acréscimo de 0,4 ponto percentual em relação à taxa média de 2007, que era de 5,32% ao mês. O ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 5,36% e finalizou com uma taxa de 6,25% ao mês, registrando variação positiva de 16,60%. O banco que apresentou a maior taxa média2 anual de empréstimo pessoal foi o Unibanco, com 6,55% a.m.; a menor taxa foi praticada pela Caixa Econômica Federal, com 4,49% a.m.; uma diferença de 2,06 pontos percentuais, que representa uma variação de 45,88%.

Cheque especial: a taxa média1 do cheque especial em 2008 foi de 8,73% ao mês, indicando um acréscimo de 0,49 ponto percentual em relação à taxa média de 2007, que era de 8,24% ao mês. O ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 8,21% e finalizou com uma taxa de 9,33% ao mês, registrando variação positiva de 13,64%. O banco que apresentou a maior taxa média2 anual de cheque especial foi o Banco Safra, com 11,34% a.m.; a menor taxa foi praticada pela Caixa Econômica Federal, com 7,59% a.m.; uma diferença de 3,75 pontos percentuais, que representa uma variação de 49,41%.

O empréstimo pessoal apresentou desde o início de 2008 taxas médias mensais superiores às de 2007 e, ao longo do ano, o movimento foi de ascensão ininterrupta. Outubro foi o mês em que ocorreu a maior alta: 0,28 ponto percentual em relação ao mês anterior. O cheque especial também apresentou taxas médias mensais superiores às de 2007 e, embora sua trajetória de alta não tenha sido ininterrupta (houve variações negativas em março e outubro), os acréscimos foram mais vigorosos, especialmente a partir de abril, mês em que ocorreu a maior alta: 0,29 ponto percentual em relação ao mês anterior.

O levantamento anual envolveu dez instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

Diante dos juros elevados e da variedade de linhas de crédito, o consumidor deve tomar alguns cuidados:

– Comparar as modalidades de crédito, não se deixando influenciar pela publicidade que promete vantagens e benefícios, nem sempre condizentes com a realidade;
– Analisar os juros, o prazo, as condições e todas as despesas de contratação;
– Evitar o rotativo do cartão de crédito e a utilização do limite do cheque especial, cujas taxas são altíssimas.


2 comentários

  1. Leão
    terça-feira, 23 de dezembro de 2008 – 10:04 hs

    Precisa informar os leitores que o primeiro Banco a aumentar os juros foi o Banco do Brasil, que por suas características deveria cumprir o seu objetivo social, no entanto é o Banco que mais restringe o crédito e cobra taxas extorsivas.

  2. BUGIO DA SERRA
    terça-feira, 23 de dezembro de 2008 – 11:48 hs

    Concordo plenamente com o comentário do Rei das Selvas; o povo necessita ser devidamente informado de que a crise que estamos passando tem um grande aliado interno: as instituições financeiras, que ao invés de repassarem para as empresas/povo os recursos disponibilizados fazem questão de exigências absurdas, como procedimentos contratuais, exigências de garantias reais, que tem um custo elevado para regularizar, e como consequencia inviabiliza as solicitações,
    Tudo isto para aplicarem estes recursos em aplicações do tesouro, para engordarem ainda mais seus balanços.
    O Povo deve ser alertado que para minha decepção, as instituições financeiras que mais praticam estes atos acima, são as que deveriam exercer as suas funções sociais, dando condições de melhorias a este nosso mercado de trabalho hoje tão tumultuado – isso mesmo estou falando do Banco do Brasil e da Caixa Economica Federal, que hoje ao invés de facilitarem a vida daqueles que necessitam de recursos para que tem condições de enfrentar e passar por este momento critico que esperamos seja passageiro, treinam cada vez mais os seus tecnocratas da arte de como dizer não aqueles que realmente necessitam e precisam de recursos para alavancar seus negócios; Não sei de que adianta o Presidente ficar emitindo MPs par facilitar o crédito se estas entidades fazem exatamente o contrário do que o nosso Mandatário pensa, deseja e quer.
    Sugiro que seja analisado os balanços tecnicamente de tais destas instituições pois o que se verá de fato, é um lucro irracional para um País de tanta necessidade como o Nosso; O Banco do Brasil dá a nítida impressão de que faz questão de empurrar os seus clientes para também altas taxas de juros cobrado pelas instituições particulares, e preocupa-se com o crescimento e ranking, das mesmas quando na verdade deveria preocupar em fomentar a nossa economia interna. Não serve como exemplo, mas atitude bem diferente e diversificada dos países causadores desta marola, que ao contrario, criam meios, linhas e formas de auxilio aos seus empreeendedores, pois ai esta a resposta para a saída da crise.

    Com muita indignação, faço este comentário, desejando um Feliz Natal, a Todos aqueles quem acreditam em seus negócios e tem que criar alternativa para poder superar obstáculos criados por aqueles que na verdade deveriam sim, é estar apoiando e trazendo novas idéias e soluções atrativas para nossos empresários.

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