Tá tudo dominado | Fábio Campana

Tá tudo dominado

marionete

Até as floreiras do Centro Cívico sabem que o governador Requião tem controle absoluto sobre a Assembléia Legislativa. Hoje, a oposição na Casa se resume a cinco deputados que podem chegar a oito, dependendo do tema e das circunstâncias.

Devemos aos bravos deputados estaduais, com destaque para o time do PMDB, a conivência, a cumplicidade, a submissão com que o Legislativo acolhe imposições como a nomeação do irmão mais novo do suserano no Tribunal de Contas ou a alta dos impostos sobre energia, gasolina e telefonia.

Em primeira votação, ontem a reforma tributária de Requião passou com 30 votos a favor, seis contra e quatro abstenções. Os resistentes foram Douglas Fabrício, Luiz Carlos Martins, Ney Leprevost, Osmar Bertoldi, Marcelo Rangel e Plauto Miró Guimarães.

Raro exemplo de resistência, o deputado Douglas Fabrício, do PPS, fez os cálculos e demonstrou que a receita do Estado cresceu 7,59% no período de 2004/2005. E subiu apenas 1,80% em 2007/2008. Ou seja, a arrecadação despencou neste ano de 2008. Imaginem o que deverá acontecer em 2009, quando teremos os efeitos da crise esvaziando o caixa.

É esse cálculo que levou Requião e sua trupe de financistas a imaginar uma fórmula que poderia agradar ao governo com a elevação de alíquotas sobre energia, que acaba erguendo os custos de todo o sistema produtivo. A absoluta necessidade de arrecadar mais.

Ao mesmo tempo, os magos das finanças estaduais inventaram outra fórmula que alegra sobremaneira os donos de supermercados e de revendedores de autopeças. Dos produtos que esses senhores comerciam foram retirados impostos que dificilmente serão repassados como vantagem ao consumidor. Ou seja, vai engordar o caixa dos próprios e, talvez, como conseqüência, futuras doações de campanha.

Nesta novela, mais fácil de relevar é a responsabilidade do povo, aturdido e inerme, como sempre, enquanto não for capaz de entender, graças ao exemplo dos seus líderes, a diferença entre pragmatismo, lições da Carta de Puebla e grosso oportunismo.


4 comentários

  1. filo
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 9:30 hs

    Se pudessemos somar: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA + CAMARA DE VEREADORES E DIVIDIR POR 2 – teríamos na média curitibanos e paranaenses mais, muito mais felizes. Porque assim como Requião tem Romanelli & Cia, Beto Richa tem Derosso, Mario Celso & Cia… e assim caminha (a humanidade?) não o pobre do povo que tem que digerir tudo…

  2. Sandra
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:13 hs

    O Requião está bem representado na Assembléia, sendo que já a dois anos atrás só metade do Paraná + 10 mil o escolheu. Enquanto a outra metade sempre foi minimamente representada.

    É preciso uma renovação na Assembléia disso não há dúvidas!!!! Esses deputados que aguardem em 2010 vem o troco!!!!!

  3. Estou de Olho
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:29 hs

    Bandidagem!

  4. Xíiiii
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 11:19 hs

    Vendo a lista dos que votaram contra perguntamos: Como votaram os outros deputados (PSDB) cujo Partido se diz de oposição? Está ou não está quase tudo dominado nessa politica chinfrim? E ainda tem alguns caciques politicos que insistem em falar em Frente de Oposições, Bloco disso, bloco daquilo no intuíto de derrotar, em 2010, esse governo. Dessa forma, como muitos remando contra a maré não vai dar. O presidente faz seu (a) sucessor e por aqui o Bob faz o dêle.

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