O risco de um "apagão do lixo" em Curitiba | Fábio Campana

O risco de um “apagão do lixo” em Curitiba

lixo

Curitiba corre o risco de ter um “apagão do lixo”. O aterro sanitário da cidade está com a vida útil esgotada há dois anos mas continua recebendo diariamente 2.400 toneladas de resíduos e pode funcionar até julho de 2009. Para piorar, manobras judiciais devem prorrogar ainda mais a implantação de um novo aterro e de uma usina de reciclagem.

A primeira audiência pública sobre o tema, que aconteceria ontem à noite em Fazenda Rio Grande, foi cancelada por meio de uma liminar da Justiça. O promotor que pediu a suspensão, Paulo Conforto, disse que as audiências serão adiadas por trinta dias porque foram feitas alterações no projeto e não haveria tempo suficiente para discuti-las.

Ouça o que o promotor disse à repórter Daiane Figueiró, da Band News FM:

Ou clique aqui para baixar o arquivo em formato mp3.

Para a secretária executiva do Consórcio Intermunicipal do Lixo, Marilza Dias, a promotoria nem sequer tentou fazer um acordo sobre a quantidade de audiências necessárias para explicar o projeto da Usina.


12 comentários

  1. adelino fernandes
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 16:30 hs

    Fábio,uma pergunta:qual(ou quais)empresas operam a coleta de lixo em Curitiba,isso porque aqui em Paranavaí,a operadora desse servico é de Curitiba

  2. gilson
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 16:42 hs

    óóóóó!! óóóóóóó! óóóó´o!! vou chorar! não vou dormir à noite! a prefeitura de Curitiba não fez NADA ao longo de décadas, deixou a Caximba EXPLODIR e agora planta notinhas como esta em todo lugar, dizendo que “manobras judiciais impedem que o processo ande”. Ora, vão pentear macaco! O que está por desta PICARETAGEM do lixo???

  3. Girso
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 17:29 hs

    Ao Gilson: Será que é a prefeitura que não resolve ou a justiça, ao longo de décadas, não deixa o assunto ser resolvido. A batalha é grande e se você não se preocupa com isso, começe a depositar seu lixo no seu próprio quintal, seria um favor pra cidade e pro aterro, que teria uns quilos a menos de lixo.

  4. Maria Amélia
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 18:02 hs

    Matou a pau Gilson, só fizeram politicagem e nada.

  5. Claudinei
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 18:04 hs

    Quantas decadas tem o aterro da caximba???
    Acredito que não é de um dia para outro que se faz um projeto deste tamanho, oque pode estar acontecendo é apenas um atraso na definição do local a onde vai ser implantado o novo projeto, com isso vai parecer que foi a prefeito (o novo prefeito em alguns casos) da cidade escolhida que quis, e sabemos que isso ja esta sendo decidido a algum tempo.

  6. jango
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 18:05 hs

    Por que não cumprem de vez a lei de resíduos (LEI Nº 12493 – 22/01/1999) e seu regulamento (DECRETO nº 6674/2002) ? Esta a grande questão.

    Diz a lei:

    Art. 20. Todos os Municípios do Estado do Paraná, para fins de cumprimento da presente Lei, deverão disponibilizar áreas e/ou reservar áreas futuras para efetivação da destinação final dos resíduos sólidos urbanos, mediante prévia análise do Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

    Diz o Decreto:

    Das Atividades Geradoras de Resíduos Sólidos

    Art. 15. No licenciamento ambiental de atividades geradoras de resíduos sólidos, deverá ser atendido o princípio da minimização da geração de resíduos, através da adoção de processos de baixa geração de resíduos sólidos, bem como de sua reutilização e/ou reciclagem, dando-se prioridade à reutilização e/ou reciclagem a despeito de outras formas de tratamento e destinação final, exceto nos casos em que não exista tecnologia viável.

    Art. 18. Para fins de cumprimento do disposto na Lei nº 12.493, de 22 de janeiro de 1.999 e no presente Regulamento, todos os Municípios do Estado do Paraná, no prazo de um ano contado da data da publicação deste Regulamento, deverão disponibilizar áreas e/ou reservar áreas futuras, isoladamente ou de maneira associada legalmente aceita, para a efetivação de destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos, as quais serão submetidas à análise prévia e subseqüente licenciamento ambiental por parte do Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

    § 1º Fica estabelecido prazo de dois anos, contados da data da publicação do presente Regulamento, para elaboração de projeto executivo e implantação de obras necessárias à destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos pelos Municípios, os quais serão submetidos à análise e licenciamento do Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

    § 2º Fica estabelecido prazo de cinco anos, contado da data da publicação do presente Regulamento, para recuperação de áreas degradadas, anteriormente utilizadas para a destinação final de resíduos sólidos urbanos, mediante atendimento de exigências técnicas ditadas pelo Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

    Verifica-se que temos lei e regulamento. Todos os prazos estão vencidos. Os textos legais claramente determinam que Municípios devem tratar seus resíduos urbanos e disponibilizar áreas para tal fim. Pode haver consorcio entre eles. Não necessariamente. As obrigações estão estabelecidas, no mínimo, desde 2002, e os prazos de adequação já esgotados. E ninguém faz por dar final cumprimento à legislação vigente. Querem sempre mais uma exigência ou impugnam o que foi feito ou suspendem para analisar ou insistem estranhamente num consórcio que não resulta convincente. Que tipos de procedimentos foram tomados que nunca satisfazem plenamente. Todo este embroglio já poderia ter sido resolvido. A inadequação do lixo ou residuos sólidos não é só em Curitiba, ocorre em todo o Estado. Maringá, cumpriu a lei e resolveu o seu problema do lixo. Não é estranho o que ocorre em Curitiba ? Se não tem legislação, porque não tem. Se tem, não cumprem. O que querem todas estas autoridades públicas ?

  7. Cap Nascimento
    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 – 23:59 hs

    Isto é mais uma maracutaia política do mp a serviço nepotão de mello e silva. Ou quem sabe, de outros interesses irreveláveis?
    Ei reiquejão, pede pr sair

  8. Eti
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:17 hs

    Não sei como é possível, a prefeitura não resolveu o problema do lixo em Curitiba porque não quiz ou porque não interessava e a culpa é do governador? ô gente ridícula!!

  9. Girso
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:27 hs

    Existe uma máfia do lixo no Brasil, e em Curitiba não é diferente. Acontece que a justiça e o MP não tem coragem de enfrentar empresas e interesses. Acontece que enterrar lixo é barato e rende milhões. Aproveitar o lixo e transformá-lo em matéria-prima, economizando recursos naturais, custa investimentos e tecnologia. É isso que algumas empresas não querem que aconteça: investir e tratar o lixo de forma diferente.

  10. Estou de Olho
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 10:35 hs

    Tem muito dinheiro debaixo desse lixo!

  11. carabina
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 12:47 hs

    Girso, acho que quem não se preocupa com o lixo é a prefeitura. Na época do Lerner III inventaram “caminhão do lixo que não é lixo”, o reciclável vai sabe-se lá para onde, é reciclado e a grana vai pelo ralo. Entendeu ou quer que eu ressuscite o Michelangelo pra pintar um quadro?

  12. Girso
    quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 – 15:30 hs

    Carabina, tenho uma sugestão: porque você não segue um caminhão do lixo que não é lixo e investiga pra onde o lixo vai.Quem sabe você consegue provas do que fala. Aproveite e recicle sua cabeça, que deve estar cheia de lixo.

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