Veneri destaca nova orientação da direção estadual | Fábio Campana

Veneri destaca nova orientação da direção estadual

A nova posição da direção estadual do PT, que está adotando uma linha de apoio crítico ao governo do Estado, foi destacada hoje, 13, pelo deputado estadual Tadeu Veneri, PT.

Ele considera salutar que o PT tenha uma postura autônoma em relação ao governo estadual, como sempre defendeu internamente. “Esta postura, o meu mandato já vem adotando há muito tempo e é bom saber que agora não estamos sozinhos”, disse Veneri.

Para o deputado, essa nova orientação representa o reencontro do PT com as suas bandeiras no estado. Veneri acha que, sob esta nova orientação, poderá, finalmente, ter o apoio da bancada petista em temas que geraram polêmica, como a aprovação de uma emenda constitucional estabelecendo regras contra a prática de nepotismo no Estado e a regulamentação do artigo 234 da Constituição Estadual, que prevê a transparência das ações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Assim como poderá ter os votos necessários à derrubada do veto do Executivo ao projeto que regulamenta as formas de participação direta d a população em decisões sobre temas públicos. Veneri é autor dessas propostas.

Outra das ações ressaltou por Veneri foi a posição da direção estadual em defesa do piso nacional dos professores da educação pública. Em reunião entre a bancada estadual e a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, foi decidido que seria solicitada uma reunião com o governador Roberto Requião (PMDB) para que o PT, deputados e direção, apresentem sua posição sobre o tema. O PT pretende pedir ao governador que retire sua assinatura da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei federal 11.738/08, que institui o piso nacional dos professores.


9 comentários

  1. irene
    quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 16:28 hs

    Será que entendi direito? postura autônoma? com todos aqueles cargos comissionados do governo estadual ocupados pelo PT?

  2. Valdir
    quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 18:01 hs

    Concordo com o comentário já postado que afirma que essa intriga entre PMDB e PT só serve a oposição ao nosso presidente e certamente foi criada nesse momento de disputas internas nos partidos para fragmentar uma possibilidade de construção de um governo popular. Isso certamente tem dedos dos veículos de comunicação que espero que todos saibam a quem servem de fato. Para complementar, lembro que o estado do Paraná não se resume a Curitiba, felizmente. O atual governador, perdeu em Curitiba e Londrina, os dois maiores colégios eleitorais e mesmo assim levou a última.

  3. Antenor Augusto
    quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 20:21 hs

    Definitivamente o Tadeu entrou para a idade da “razão” – só não se sabe qual – Se o seu mandato teve postura “autônoma” por que votou em Mauricio Requiao para o TC? e por que nem sempre ele vota com a bancada do PT? –

  4. Berko
    quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 20:43 hs

    Mas o Veneri não votou a favor do Maurício Requião para o TC?

  5. SYLVIO SEBASTIANI
    quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 21:48 hs

    O Governador Requião vêm perdendo em Curitiba, com o PMDB (seu irmão Mauricio) ,com Max, com Reitor, com o PT de Vanhoni por duas vezes e também em Londrina, com o PT e PMDB.Essa coligação só serve para arrumar emprego.Eles ficam numa xingação para o público, mas pensam iguais, querem a mesma coisa, se unem para ganhar votos do povo e administram mal o dinheiro do contribuinte.Isso acontece até na Assembléia Legislativa, onde com certeza só salva um do PT, que tem certa coerência, o deputado Tadeu Veneri, mas fica igual o patinho feio, completamente isolado, por ter atos de seriedade.

  6. Sócrates
    quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 22:17 hs

    Acorda Valdir (não será o Pugliese?) estás viajando na maionese? lembre também que o Paraná, graças à Deus, não se resume aos grotôes de miséria, onde se compra votos com um litrinho de leite e um quilo de farinha!

  7. Professor do Estado
    sexta-feira, 14 de novembro de 2008 – 9:45 hs

    Quem deve estar “fazendo novenas”, “promessas a todos os santos”, “despachos nas encruzilhadas”, etc e tal… é o prof Lemos, ex-presidente da APP-Sindicato. Não deve estar nem dormindo direito com a possibilidade de rompimento da aliança PMDB/PT no Estado do Paraná. Esse cidadão, que pode vir a ocupar uma cadeira de deputado no ano que vem, com a saida do Dep. Luizão que assumirá a prefeitura de Pinhais, não fez oposição alguma ao Governo Requião, para ter alguma chance de vir a “mamar na teta”.
    Trágico para ele, cômico para os muitos professores indignados com algumas posturas da APP quando liderada pelo Lemos.

  8. Rafael Filippin
    sexta-feira, 14 de novembro de 2008 – 11:12 hs

    Sorte do Prefeito Beto Richa ter enfrentado a Gleisi. Se o candiato do PT fosse Tadeu Veneri, as coisas não tinham sido fáceis assim.

  9. Fernandes
    sexta-feira, 14 de novembro de 2008 – 11:59 hs

    Caro Valdir

    As contradições são reais e existem há muito tempo!

    O PT Estadual sempre foi inimigo histórico do PMDB e este do PT e hoje mais ainda, pois o Lula, que é esperto e não sinaliza os golpes que leva preferindo a vingança como um “prato para se comer frio”, não perdoa o fato de o Requião ter tentado se aliar ao PSDB na eleição passada para governador, atitude oportunista que a direção nacional tucana rejeitou e o PT não releva.

    Este papo magro de ficar usando o bordão de “governo popular” não cola mais ao PMDB e o PT estar hoje juntos a serviço das elites!

    Vá para perguntar para algum grande agronegociante ou banqueiro se eles estão descontentes com o governo do Lula e terá a resposta que não, como também nenhum dos donos das praças de pedágio, empreiteiros, etc. também não estão descontentes com o governo Requião.
    Foi necessário o ato de uma simples professora para acabar com o mito de que “não tinha como vencer” as concessionárias dos pedágios, fora a vergonhosa situação das centenas de obras já pagas com o nosso erário que ou não foram concluídas ou foram entregues fora das especificações em contrato.

    Que “dedos dos veículos de comunicação” se todos eles hoje recebem polpudas verbas do governo federal?

    O que é real é o fato de que a maioria absoluta dos partidos aliados do Lula e que garantem a sua governabilidade aqui são inimigos do Requião e dentro do PMDB nacional o Requião não existe.

    No começo da eleição passada para governador o Requião comemorava o fato de ter mais de 70% de aprovação e ficou de salto alto e quando o povo começou saber das verdades sobre o seu governo, já que escândalos não faltam, optou plebiscitariamente pelo Osmar em uma eleição que caso tivesse mais uma semana de duração o Requião não ganharia.

    Outro ponto importante é a ojeriza que o Gilberto de Carvalho, que é o fiel escudeiro do Lula e futuro presidente do PT possui em relação ao Requião. Durante a eleição em uma passagem por Curitiba o Gilberto disse claramente que era a hora do PT repensar a aliança com o governo do Estado, o que deixa claro que a posição do PT nacional não é nova quanto o repúdio a vassalagem exercida pelo PT regional ao déspota não muito esclarecido.

    Durante a campanha passada a Gleisi, hoje uma política de centro direita e não mais a esquerdista liderança secundarista, não assumiu o discurso sofista “trinca ferro” do Requião. A Gleisi fez uma campanha leve, pois não poderia ter sido o contrário, pois os próprios argumentos de defesa do Beto partiram dos próprios dados do governo federal petista ao reconhecer a qualidade dos serviços prestados pela prefeitura tucana.

    No roteiro de campanha da candidata petista a prefeitura foram incluído odes ao lernismo, tanto por irem pedirem sugestões ao ex-burgomestre como pela apologia feita a uma Curitiba perfeitamente imaginária, que teria existido em um passado não tão distante, onde o Lerner era o prefeito, como tentativa para desqualificar o belo trabalho realizado pela atual gestão.

    Por coincidência ao mesmo tempo em que está relação amoral ocorria a empresa de comunicação a qual o genro do Jaime é associado ganhava uma concorrência para prestar um milionário trabalho a Petrobras.

    Pare de sofismar nas suas tentativas de pelas teorias da conspiração arrumar explicações para esconder as contradições insuperáveis.

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